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Como Fazer com que Seu Chefe Preste Atenção em Você

Janeiro 20, 2012

Há um tempo publiquei o post “Como Fazer o Seu Chefe Concordar” , no qual comentava que, quando fazemos um pedido, sempre esperamos que nosso chefe concorde conosco, mas geralmente ele acaba dizendo “não”.

Nele eu destacava que o problema podia não estar naquilo que você solicitou, mas em como você pediu o que queria, e então encerrava o artigo oferecendo algumas dicas caso quisesse aumentar suas chances de obter um “sim” do seu chefe em suas futuras abordagens.

No entanto, ao reler o artigo recentemente, fiquei pensando que algumas pessoas não conseguem nem mesmo fazer com que o chefe as ouça,  quem diria então avaliar com profundidade uma solicitação…

Com isso em mente, quero destacar aqui os dez pontos mais importantes a ser considerados se desejar que seu chefe, ou a alta administração da sua empresa, preste atenção em você: 

Assegure-se que o tema faz sentido para ele. Geralmente os funcionários pensam que tudo gira ao redor deles. Não é bem assim. Quando você quiser que alguém preste atenção, precisa apresentar o assunto destacando o que há de importante para o ouvinte. Suas idéias e feedbacks podem ser sensacionais, mas se não forem uma prioridade para a “autoridade” envolvida, não serão escutadas – e muito menos executadas. Você precisa entender que gestores têm uma longa lista de prioridades e uma outra maior ainda de responsabilidades. De certa forma, todo o resto acaba caindo num buraco negro.

Não enrole. A maior parte dos gerentes e executivos de nível senior não estão interessados em nuances e, cá entre nós, hoje em dia ninguém tem tempo para prestar atenção nisso. Portanto, seja direto. Entre, diga-lhes o que pensa, o que deviam fazer de forma diferente (ou melhor), responda qualquer dúvida levantada e saia. Ponto final.

Considere o “timing”. Funcionários geralmente agem como se tudo fosse caso de vida e morte. Às vezes as empresas têm coisas importantes em andamento, como questões financeiras, uma fusão ou uma aquisição, um lançamento estratégico de um novo produto ou serviço, etc. Seu chefe ou a alta administração pode estar distraído e não deve ser incomodado. Se você acha que este é o caso, aborde-o num melhor momento. Talvez você não tenha uma segunda chance, portanto estude a melhor ocasião.

Fique longe da politicagem. É uma desagradável realidade que a maioria dos executivos não admite para seus funcionários e alguns nem mesmo para si mesmos: nos negócios, tanto nas grandes quanto nas pequenas empresas, a politicagem pode ser um grande problema. O que quer que você faça, não procure culpados. Tente dar o melhor de si ao discutir um problema mas não provoque incêndios na casa dos outros. Dessa forma, você vai emergir como um melhor profissional.

Não intimide nem seja difícil. Talvez não acredite, mas tem um monte de funcionários bem mais intimidantes e difíceis de lidar do que os seus chefes. Se deseja que prestem atenção em você, não se irrite, não carregue nas emoções, não seja desagradável e muito menos inflexível. Só porque ele é o chefe não quer dizer que tenha uma paciência sem fim. Portanto, organize seus pensamentos, tente relaxar e seja você mesmo. E à propósito, expressar senso de humor e humildade não fará mal a ninguém. 

Não perca o seu tempo com um chefe incompetente. Muitas vezes, os chefes simplesmente não são competentes o suficiente para compreender o quão importante é dedicar tempo para escutar o ponto de vista de um funcionário e compartilhar a visão dele com seus subordinados. Conceitos tais como comunicação, engajamento e motivação não têm apelo nessas pessoas que possivelmente alcançaram seus cargos através do Princípio de Peter. Se esse é o tipo de chefe para o qual você trabalha, não desperdice o seu fôlego. 

Procure pensar grande. O que pode parecer óbvio ou importante para você pode não ser uma boa idéia um ou dois escalões acima. Quanto mais alto você for, mais importante é pensar grande. Assim, seja direto e talvez obtenha uma resposta sem rodeios. É totalmente possível que suas idéias ou preocupações sejam ingênuas ou sem sentido. Se esse for o caso, seu chefe pode achar que é mais fácil e simples sair pela tangente polidamente, dizendo: “Ok… excelente… obrigado pela dedicação” e aguardar que você saia. Não desanime. Acontece. 

Assegure-se que está falando com a pessoa certa. Muitas vezes os funcionários reclamam para a pessoa errada. Acontece o tempo todo, e o muro das lamentações agradece. Antes de despejar sobre o seu chefe – ou aleatoriamente sobre qualquer outro gerente apenas porque ostenta uma palavra chave no título do cargo – se assegure que podem fazer algo sobre o que incomoda  você.  E lembre-se, a maior parte das descrições de cargos gerenciais não incluem “ouvir o João”, portanto não aja como se fosse um direito natural ou pode acabar piorando as coisas para você mesmo.

Se todo o time executivo é disfuncional, esqueça o assunto e parta para outra. É importante que você compreenda que a cultura corporativa é estabelecida de cima para baixo e, quando o time executivo opera de forma disfuncional, isso provoca curtos-circuito ao longo da organização. Se for esse o fato, será melhor investir no seu networking  para encontrar um melhor lugar para trabalhar em vez de desperdiçar seu tempo tentando aprimorar o que não pode ser aprimorado. Afinal, uma andorinha só não faz verão.

Mas é possível que, talvez, ele esteja prestando atenção.  Seu chefe pode ter enviado sua idéia ou feedback para a topo da pirâmide e, por qualquer que seja a razão, ela não repercutiu de forma adequada na alta administração. Talvez ultimamente não tenha circulado próximo à você para lhe contar isso, ou talvez não queira admitir a derrota (pois é um duro golpe para o ego dele), ou ainda pode ser que ele pense que este insucesso acabe lhe desmotivando. Quem sabe ele está prestando atenção mas não é ele quem tem poder de decisão? As hipóteses são variadas. Empresas tem regras que levam tempo para ser compreendidas. Tente ser paciente com a dinâmica corporativa.

Agora, se você está do outro lado da mesa e quer aprimorar a eficácia do seu time, sugiro que dê uma boa olhada nas 10 maneiras de ser um gerente mais consciente.

Para estas e outras habilidades corporativas, conte comigo.

Pablo

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Os 10 Posts + Acessados em 2011 no Blog Room 4D

Janeiro 16, 2012

Considerando a demanda popular, resgatamos os 10 posts mais acessados do Blog Room 4D.

E o campeão é…

  1. As 10 + Importantes Competências Não-Técnicas P/ Gerentes

  2. 10 Outras Coisas que os Gerentes Fora-de-série Fazem

  3. Ninguém É Perfeito Mas Há 10 Coisas Que os Gerentes Nunca Devem Fazer

  4. Os 10 Erros Mais Comuns Dos Novos Gerentes

  5. A Cultura de Uma Empresa – O que é e Como Administrá-la

  6. 7 Características que os Gerentes Consideram + que Desejáveis

  7. Não Faltam “Razões”… As 10 Piores P/ Ser um Mau Chefe

  8. 10 Lições P/ Recém Graduados

  9. 3 Maneiras de Ser Um Líder Positivo

  10. 4 Passos P/ Sobreviver Num Novo Trabalho

Há quem diga que as pessoas tendem a clicar em qualquer coisa com o número 10 no título. Surpreendentemente, em 6 artigos dos 10 acima aparece tal número… quem sabe faz sentido?

E para você? Qual foi o seu post favorito no Blog Room 4D – Há Sempre Espaço Para Desenvolvimento – em 2011?

À propósito, não perca os 2 últimos artigos:

Conte comigo em 2012

Pablo

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Uma Palavra para Nortear Sua Vida

Janeiro 3, 2012

Tenho um par de amigos que acreditam que uma palavra pode mudar nossa vida. Todos os anos, antes do Ano Novo, eles trazem à tona a palavra deles para o ano seguinte: aquela que vai dar significado e foco para as suas vidas.

Importante: eles dizem que não pegam aleatoriamente uma palavra, mas que ela acaba vindo até eles a partir de uma profunda reflexão e escutando atentamente o coração.

Achei a idéia brilhante.

Vivemos num mundo cheio de estress, sem tempo para nada e com um monte de distrações que nos fazem deixar de lado nossas resoluções e nos esquecer de nossas metas. Mas todos nós podemos nos lembrar e nos focar através de uma única palavra que representa a essência daquilo que esperamos alcançar e/ou daquilo que queremos nos tornar.

Fiquei inspirado para fazer o mesmo.

A palavra que escolhi para 2012 foi FEEDBACK.

Estarei prospectando e executando um monte este ano, com o objetivo de aprimorar executivos, times e culturas organizacionais, e certamente a agenda pode ser exaustiva. Entretanto, ao receber continuamente feedback em relação ao meu propósito de fazer a diferença, sei que isso vai me reenergizar e me manter firme nos trilhos. Afinal das contas, estou ciente que, se meu desejo de fazer cada vez melhor proporcionar resultados mais e mais consistentes, estarei tão empolgado em Junho quanto estou agora em Janeiro. Portanto é isso aí: minha palavra é FEEDBACK.

A palavra da minha esposa é PACIÊNCIA.

Ela percebeu que a nossa filha – que está prestes a fazer 1 aninho - é uma fonte inesgotável de alegria, mas que precisa constantemente revisar o modo de enxergar a variável tempo na educação da Ágata e de como ela afeta suas rotinas diárias.

Fazer este exercício com a Milena foi divertido e muito significativo. Isso é algo que inclusive você pode fazer com o seu time no trabalho e também com a sua familia em casa. Imagine se todo mundo no trabalho soubesse a sua respectiva palavra e as vivenciassem a cada dia de modo a que eles e suas equipes fossem melhores. 

Uma vez que a sua palavra veio à tona você pode exibi-la na sua mesa ou pode ainda transformá-la numa pintura (e por que não?).Todo Ano Novo, cada um desses meus dois amigos e suas familias pintam a sua palavra.

E então, qual a sua palavra para este ano? Estamos na primeira semana de Janeiro e este é o momento ideal trazer uma à tona.

Que palavra lhe daria foco e motivo para fazer de 2012 o seu melhor ano?

Compartilhe sua palavra comigo e com os demais nos comentários abaixo.

Conte comigo em 2012,

Pablo

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E-mail e celular estendem jornada de trabalho para casa e até as férias

Dezembro 16, 2011

Este foi o título da matéria publicada no final do mes passado pela Folha de São Paulo. Com base em pesquisas realizadas, o artigo afirma que a tecnologia eleva o número de horas trabalhadas, que o brasileiro também passa mais tempo no escritório e que a expansão da economia e o fato das pessoas estarem sendo promovidas mais cedo ajudam a explicar o aumento dessa carga horária. Ao final aponta que cansaço e estresse são consequências.

Para refletir sobre o tema, resgato o post Como fazer com que os emails estejam a favor do meu trabalho 24×7 e não contra? publicado há um par de meses. Quem sabe ele não o ajuda a repensar o seu padrão de comportamento ou mesmo o da sua equipe?

Para esta ou outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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Ninguém É Perfeito Mas Há 10 Coisas Que os Gerentes Nunca Devem Fazer

Dezembro 3, 2011

Semana passada fui entrevistado para uma matéria no Jornal do SBT pela Solange Boulos e falávamos sobre as dificuldades e desafios sobre ser chefe. Saí de lá refletindo: todos nós tivemos chefes que fizeram coisas das quais ou não gostamos, ou não apreciamos ou mesmo não respeitamos. E todo gerente já fez alguma coisa da qual se arrependeu mais tarde. O mundo corporativo é um lugar onde decisões e julgamentos ocorrem em tempo real e que, ao olharmos de forma retrospectiva, eles às vezes acabam se configurando como más escolhas.

Tudo bem, afinal de contas, ninguém é perfeito. Todos nós cometemos erros. E isso é uma coisa positiva, pois é assim que aprendemos nossas lições - inclusive como fazer melhor o nosso trabalho. Isso vale para todo funcionário, gerente, executivo, empresário, CEO, enfim, todo mundo.

Mas algumas vezes um erro pode se transformar numa verdadeira casca de banana. E aí, o que era para ser uma exceção pode acabar virando uma regra generalizada. O que quero dizer é que há fronteiras que os gerentes não devem cruzar, comportamentos que não devem ser exibidos e, sem querer ser excessivamente dramático, atalhos que levam para o lado negro.

Em “10 Coisas Para Aplicar Hoje E Ser Um Líder Melhor“, voltei no tempo para captar as melhores características dos melhores executivos com os quais trabalhei ao longo dos últimos 25 anos. Decidi agora olhar o outro lado da moeda, por dois motivos:

- Por simplemente  ter aprendido tanto nas experiências negativas quanto nas positivas.

- Para fazer um contraponto à materia publicada  há um par de semanas no caderno Carreira Executiva, da Folha de São Paulo, onde se  revelavam as competências que levam à contratação dos executivos.

É importante ressaltar que o objetivo aqui não é trazer à tona um festival de lamúrias para fazer com que funcionários descontentes fiquem ainda mais  irritados e chateados com seus respectivos chefes. Ao invés disso, considere isto como um padrão de comportamento a ser evitado, com o qual funcionários e chefes concordam e, ainda, um possível alerta para aqueles que necessitam rever, com urgência, seu modelo mental.

10 Coisas que os Gerentes Nunca Devem Fazer

  1. Ficar dando ordens a torto e a direito como se fosse um ditador. Ao contrário da crença popular, gerentes não são ditadores. Todo gerente tem pelo menos um chefe. Mesmo os CEOs respondem ao conselho de diretores e aos acionistas. Qualquer gerente que pensa que pode ficar dando ordens a torto e a direito, ou mesmo abusar de sua autoridade porque é O CHEFE, é um péssimo líder. Funcionários não são soldados e, muito menos, crianças. Você pode lhes dizer quais as tarefas deles e até mesmo despedi-los, se quiser, mas se ficar dando ordens à toa, os bons vão se rebelar e sair.
  2. Esquecer-se dos clientes. Nunca deixo de me assombrar como é que tantos gerentes se esquecem que organizações e companhias existem por uma única razão: conquistar, manter e apoiar clientes. Negócios tem a ver com negócios e quando você faz com que ele tenha a ver com você, com seus problemas, com seus medos, com seu império, com seus melindres, você deixa de ser um gerente eficaz.
  3. Comportar-se como um ignorante arrogante que acha que é melhor que os demais. Só para ficar claro: não estou dizendo que gerentes ou chefes  não possam ser ignorantes. Muitas pessoas são ignorantes, incluindo um monte de funcionários, e quase todo mundo é um ignorante sob certas circunstâncias. Estou especificamente falando sobre o arrogante do tipo “Sou melhor que essa gentalha”. Isso faz você parecer um moleque mal-educado e neutraliza completamente sua autoridade e credibilidade.
  4. Deixar que seus egos assinem cheques que a realidade não pode cobrir. Muitas vezes líderes alcançam suas posições porque acreditam que são especiais – um equívoco fascinante que, entretanto, sempre provoca uma imensa autossatisfação. O problema é que, ao dourar a pilula, você pode acabar escorregando numa casca de banana. Portanto, ou você amadurece ou mais cedo ou mais tarde a realidade acaba vindo de supetão e cobrando o seu preço. Já vi isso repetidamente  e as consequências não são nada agradáveis.
  5. Publicamente estripar os funcionários. De todas as coisas que já vivenciei ao longo dos anos, esta não só é a mais desumana, mas também a mais desmoralizante para os funcionários. Eu conheci um par de CXOs que faziam isso regularmente e ambos eram amplamente odiados, sem exceção. E mais, no final ambos acabaram se auto-detonando.
  6. Cercar seus sentimentos. Talvez isto soe um tanto sentimentalóide, mas longe disso. Pesquisadores gostam de classificar executivos e líderes como psicopatas, mas o mecanismo pelo qual isto ocorre é denominado compartimentalização das emoções. Se você um dia ficou imaginando como é que determinadas pessoas, que parecem não ter resquício algum de humor ou de humildade, podem se comportar da maneira que se comportam, a resposta é : desconectando-se de suas emoções. Dessa forma qualquer um fica bem menos humano.
  7. Rodear-se de burocratas e puxa-sacos. Quando você encoraja o status quo e desencoraja os dissidentes, você condena a organização a estagnação e a um eventual declínio.
  8. Ameaçar. Ameaças não funcionam. Provavelmente o que vai conseguir é gerar um comportamento oposto àquele que estava tentando obter. Elas diminuem sua autoridade e fazem você parecer fraco e mesmo pequeno. Comunique o que você quer e o porquê, e aja sobre os resultados. Isso funciona. Ameaças, não. E pelo amor de Deus, nunca ameace um funcionário com o seu emprego ou um fornecedor com o seu contrato. Isso está fora de cogitação.
  9. Agir feito criança. Todo mundo segue pelas mesma etapas de desenvolvimento humano ao longo da trajetória em direção à vida adulta e à maturidade. Infelizmente, alguns de nós acaba preso num estágio ou outro, retardando nosso crescimento e nos tornando disfuncionais. Apenas parecemos adultos normais, mas na realidade nos comportamos muito mais como crianças, seja representando, seja tendo acessos de ira e geralmente fazendo a vida impossível de todos ao nosso redor.
  10. Infringir a lei. O Brasil é uma nação com leis cada vez mais severas e, sejam de ordem civil ou criminal, elas são muito claras por uma bom motivo. Por alguma razão, os executivos vão algumas vezes arriscar tudo – poder, bem-estar, carreira, familia, tudo – por motivos que a maioria de nós nunca vamos conseguir entender.  Estamos falando de fraude em contabilidade, apólices, bancos, transações eletrônicas e postal; e ainda em informações privilegiadas, suborno, obstruções da justiça, conspiração, discriminação, assédio… é uma longa lista.

Para evitar o lado negro, conte comigo.

Pablo

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Não Faltam “Razões”… As 10 Piores P/ Ser um Mau Chefe

Novembro 12, 2011

Você tem desculpas, ou melhor, “razões”, para não ser um chefe melhor? 

Veja se reconhece algumas destas:

  1. “Estou sob incrível pressão de cima” É claro que está. Bem-vindo ao clube dos gestores. Todo chefe está entre a cruz (os funcionários) e a espada (a gerência superior). Se as demandas de cima parecem avassaladoras e o distanciam dos seus subordinados diretos, faça com que eles se envolvam mais com seus projetos e responsabilidades. Eles ficarão felizes em poder ajudar, especialmente se nesse processo ganharem habilidades e visibilidade.
  2. “Não ganho o suficiente para lidar com esse tipo de coisa” Você está certo. Grandes líderes são sub-remunerados e sub-valorizados de forma crônica e isso não vai mudar. Mas grandes chefes se realizam elogiando, desenvolvendo, mentorando e ajudando funcionários a alcançarem as metas deles como parte do seu pacote total de benefícios. Se não vê as coisas desta forma, afaste-se do seu papel de gestor ou estará continuamente insatisfeito.
  3. “Meus funcionários trabalham melhor quando os deixo sozinhos” Se isso acontece, significa que você é o problema. Funcionários fora-de-série não necessitam (ou mesmo querem) que lhe digam o que fazer, mas eles efetivamente precisam ouvir que fazem um grande trabalho,  aprender sobre novos caminhos ou estratégias… Todo mundo gosta de uma certa quantidade de atenção. Mas se assegure que a atenção que você dá cria uma impacto positivo.
  4. “Este processo foi criado por alguém que não tinha que implementá-lo” Geralmente é verdade. Por exemplo: muitos especialistas e RH nunca tiveram um papel de liderança no chão da fábrica, mas isso não significa que certas iniciativas não valham a pena. Talvez não goste de elaborar planos de desenvolvimento, mas não finja que está trabalhando nisso. Dê duro para se assegurar que seus planos realmente aprimoram seus funcionários. E se não gosta de uma política ou diretriz, não a ignore. Trabalhe para torná-la melhor. Afinal, é responsabilidade de todo chefe certificar-se que as normas da empresa protegem e promovem os interesses dos funcionários (ao menos na medida do possível).
  5. “Este lugar é político demais”  A política corporativa é sem dúvida um fator, mas as pessoas que reclamam sobre como essa política corporativa as atrapalham são geralmente aquelas que costumam assumir a menor parcela de responsabilidade em relação às suas próprias carreiras. Algumas vezes é necessário se preocupar com a imagem, mas geralmente o desempenho supera a percepção. Além disso, você não consegue ontrolar a percepção das pessoas, mas sim consegue controlar o seu desempenho – especialmente a maneira como ele impacta a sua equipe.
  6. “Se ele obtiver muito crédito, vou ficar mal na foto” Não fique com medo dos seus subordinados o ofuscarem. Ao contrário, sua meta é ter subordinados que o ofusquem. Grandes líderes estão rodeados por talentos fora-de-série: é assim que são reconhecidos como grandes líderes. Quanto melhor o time, e os indivíduos que compõem a equipe, melhor você fica na foto.
  7. “Não devia ter que elogiar as pessoas por fazerem o seu trabalho” Devia sim. Não só elogiar os funcionários é uma cortesia a praticar mas, do ponto de vista de desempenho, elogiar reforça um comportamento positivo e faz com que seja muito mais provável que eles sejam repetidos no futuro. Conte com que seus funcionários irão realizar as tarefas deles e então os elogie quando elas estiverem finalizadas, afinal esse é o seu trabalho.
  8. “Bem, foi dessa forma que me treinaram” Você treina os funcionários jogando-os na fogueira simplesmente porque foi assim que uma vez o trataram? Sempre que você sente que algo foi “bom o suficiente para mim” não significa que é bom o suficiente para seus funcionários. Determine a melhor maneira de treinar e desenvolver seus funcionários e faça isso acontecer. Qualquer que tenha sido as más experiências que teve, elas devem servir de exemplo para criar uma abordagem mais positiva e não um modelo a ser seguido.
  9. “Necessito investir algum tempo com o meu time, portanto… vou bater um papo  com o João” Você precisa conhecer os funcionários num nível pessoal… mas você acaba sempre girando em torno daqueles com os quais compartilha interesses comuns? Todo funcionário merece atenção e respeito. Faça perguntas. Interesse-se. Eles vão facilitar o contato, afinal as pessoas naturalmente gostam daqueles que estão interessados nelas.
  10. “Esqueça-o. Eu sei que ele não gosta de mim” Poucas coisas são mais desagradáveis do que trabalhar com um funcionário que você sente que não gosta de você (mesmo que seja apenas para conversar). Estenda a mão e oxigene o ambiente. Diga, “João, não sinto que o nosso relacionamento profissional é tão positivo quanto poderia ser e estou seguro que a falha é minha. Gostaria realmente de fazer com que ele seja melhor”. Então deixe o João desabafar.  É claro que talvez não goste de ouvir o que ele tem para dizer mas, uma vez que der este passo, vai saber o que fazer para tornar as coisas melhores.

    Para evitar estas e outras desculpas, conte comigo.

Pablo

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Vem aí as Festas de Final do Ano da Empresa: Hora de Ficar Atento.

Novembro 5, 2011

Goste ou não, as festas de final de ano estão se aproximando rapidamente e, para muitos de nós, isso significa que as festas do escritório estão bem à nossa frente. É claro que não é segredo para ninguém aqui que a mistura de colegas, alcool, superiores e algumas vezes clientes pode ser tóxica para alguns e profissionalmente destruidora para outros.

O Centro de Tratamento Caron, um fornecedor sem fins lucrativos de tratamentos para dependência de drogas e álcool nos Estados Unidos, pesquisou 870 pessoas, que tinham ido a festas de escritório, em que a bebida alcoolica estava liberada, e perguntou-lhes: 1) como os seus colegas se comportaram, e 2) quão extenso fora dano. Segue aqui o que eles descobriram:

  • Flertar. 30% viram alguém embriagado flertar ou com um colega de trabalho ou com um chefe.
  • Dirigir bêbado. 28% viram um participante da festa entrar no seu carro embriagado com a intenção de dirigir (infelizmente a pesquisa não pergunta porque diabos esses 28%  não fizeram nada para impedir esse comportamento destrutivo…).
  • Dividir em excesso. 36% disseram que, sob a influência do álcool, ou um colega ou um chefe compartilhou detalhes inadequados sobre eles mesmos ou sobre um outro funcionário.
  • Agressão. 19% disseram que viram um colega ficar agressivo ou com um outro colega ou com um supervisor.
  • Sexo. 9% afirmaram que supervisores ou colegas de trabalho acabaram se engajando em atividades sexuais enquanto estavam sob a influência de alcool.

Você pode ponderar qual desses comportamentos é realmente inadequado e qual é ligeiramente imprudente, dependendo das circunstâncias. Colegas de trabalho paqueram o tempo todo e não há razão alguma que isso fosse ficar menos óbvio por causa de algumas caipirinhas. Por outro lado, dirigir embriagado é significativamente perigoso, não apenas para o bêbado, mas para qualquer um que tenha o azar de estar naquele momento no caminho desse inconsequente.

De qualquer forma, este comportamentos têm suas consequências:

    • 56% dos entrevistados disseram que o comportamento inadequado trouxe problemas quando fotos ou informações confidenciais tornaram-se públicas.
    • 36% disseram que a reputação dos “infratores” no trabalho sofreu danos depois da festa.
    • 20% disseram que o comportamento foi nocivo o suficiente para causar apreensão entre familiares e amigos.

    E lembre-se: é muito mais facíl embriagar-se num ambiente estranho com pessoas com as quais você não costuma beber. Essa é outra razão para pegar leve na festa de final de ano da empresa.

À propósito, quais são suas experiências em eventos ou em festas organizadas pela empresa em que rola bebida alcoolica? Quais os resultados?

Pablo

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Afinal, quantas decisões são necessárias para alcançar o sucesso?

Novembro 1, 2011

[Uma estória baseada em fatos reais:]

Estava jantando com dois velhos amigos, Edgard e Melih – a propósito, é duro quando você percebe que “velhos amigos” não apenas indica a extensão da amizade, mas as nossas respectivas idades –, quando me deparei com uma situação delicada. 

O Edgard diz: “Detesto ser obeso. Já tentei de tudo, mas não consigo perder peso. O que você acha?” 

Normalmente, eu desviaria o assunto, mas sei que ele quer ouvir o que realmente penso: “Não acho que você queira perder peso”, disse. 

Ele levantou uma sobrancelha: “Você acha?”  

“Acho”, falei. “Se você quisesse perder peso, perderia. Mas você escolheu que não, e não há nada de errado com essa escolha. O único problema é que você está se martirizando por algo que você optou por não fazer.” 

Quer saber por que penso desta maneira? Todos nós sabemos como perder peso: coma menos calorias do que você queima e voilà! Você perde peso! Sem dúvida, a genética, o metabolismo e as desordens glandulares podem fazer com que perder peso seja mais difícil. Mas o fato de que todos os que comem menos calorias do que queimam perdem peso continua válido. Perder peso não tem nada a ver com uma dieta inédita ou com um exercício inovador ou mesmo com apertar um interruptor mágico que queima gordura… mas tem tudo a ver com decidir comer menos calorias do que você queima. 

Perder peso é uma escolha. Da mesma forma que ter sobrepeso é uma escolha também. Infelizmente, outras coisas também acontecem por escolha. 

“Faz sentido”, o Melih disse. Aí, ele olhou para mim. “Mas, se é assim tão simples, por que você não tem mais sucesso do que atualmente possui?” 

Estremeci, porque sabia onde esse papo ia acabar… e porque sabia que ele estava certo. 

“Pois é”, o Edgard acrescentou, entrando na conversa avidamente, já que o vento começava a soprar em outra direção. “Você tem escolhido não fazer melhor. Eu já estive em suas palestras: certamente poderia explorar audiências maiores. Você escreveu diversos artigos no seu e em outros blogs: poderia lançar um livro. Já aplicou coaching em importantes empresas e executivos no mercado brasileiro: poderia fazer mais na América Latina. Não me diga que não pode. Claramente, você escolheu não fazer.” 

Sabia que ele estava certo. Não porque tenho um talento incrível (longe disso!), mas porque o sucesso, para qualquer um de nós, em praticamente todas as áreas, é uma decisão. Poderia fazer palestras em eventos maiores, mas minhas ações mostram que escolhi não realizá-las. Poderia facilmente fazer coaching executivo e gestão de cultura organizacional em outros países da América Latina, se corresse atrás, mas não tenho feito isso. 

Nós – e aqui definitivamente eu me incluo – geralmente gostamos de pensar que a formação, ou a educação, ou as circunstâncias, ou a falta de contatos, ou a maré de azar nos detém. 

Pensando dessa forma, nos sentimos melhor, porque podemos transferir a culpa para longe de nós mesmos. Mas a culpa reside dentro de nós: a única coisa que realmente nos segura são as decisões que tomamos. 

Se você quer ser promovido, mas ainda não foi, dificilmente o motivo é porque seu chefe é injusto. Em vez disso, você decidiu não trabalhar mais, ou não ter mais iniciativa ou não assumir mais responsabilidades… ou apenas não disputar o jogo corporativo da forma como deve ser disputado na sua organização com o objetivo de “vencer” (você conhece as “regras”, apenas decidiu não segui-las, mas não se sinta mal, também já estive nessa situação). 

Se você quer que seu negócio cresça, mas isso ainda não aconteceu, com certeza fatores econômicos estão em jogo, mas provavelmente você também decidiu não mudar sua estratégia de vendas, ou mesmo modernizar sua operação, ou ainda simplesmente tentar novas coisas em resposta às recentes condições do mercado. Em suma, você consegue enxergar o que faz as outras empresas terem êxito, mas decidiu não seguir o exemplo delas. 

Felizmente, enquanto a culpa talvez se encontre sólida em nosso interior, o poder também está dentro de nós. O sucesso tem tudo a ver com decisões, nossas decisões. Até com decidir do que devemos abrir mão. 

Pense sobre suas metas. Como a maioria das pessoas, elas possivelmente seguem o curso do rio: você quer criar relacionamentos maravilhosos, constituir uma família, desfrutar do sucesso profissional, conquistar algo pessoal… tem um monte de coisas que quer realizar. Ótimo! Mas tem um problema. Não dá para ter tudo isso. E, se você escolher tentar ter tudo, sempre vai estar, até certo ponto, insatisfeito. 

Vamos dizer que quer criar uma família feliz. É possível, é só dedicar esforço e atenção. Digamos que quer iniciar um negócio. É possível, é só dar um duro danado. Digamos que quer escrever um livro. É possível, é só escrever, hora após hora, dia após dia, por quanto tempo for necessário. Digamos que quer correr uma maratona. É possível, é só fazer o treinamento adequado. 

Mas digamos que você quer fazer tudo isso acima – e tudo ao mesmo tempo. Na real? Não funciona. Em algo você vai ter de ceder. Sua família precisa de você mais que seu tênis de corrida, portanto o treinamento para a maratona vai rapidamente ser postergado. Seu negócio precisa de você mais que o mundo editorial, portanto, depois de seis meses, seu livro vai parecer mais um panfleto do que qualquer outra coisa. 

E não há nada errado com isso. Não podemos fazer tudo, mas todos nós podemos fazer algumas coisas realmente bem feitas. Decida o que é mais importante para você, decida concentrar-se nessas coisas… e decida abrir mão das coisas que quer fazer, mas que, na real, não dá (ao menos por enquanto). 

E eu? Não posso ser um aclamado palestrante e escrever um livro sobre sucesso profissional e apoiar a gestão da cultura organizacional da próxima empresa que sair na capa da revista Exame. Os segmentos são muito diferentes, e o esforço, a rede de contatos e o posicionamento demandados para alcançar (e permanecer) no topo de cada uma dessas atividades são significativos. Mas sinto-me confiante de que alcançarei com consistência uma dessas metas – se eu me decidir. 

E você também pode, qualquer que seja o segmento ou o alvo que você escolher, porque suas decisões podem tanto fazer com que o sucesso seja impossível… quanto INEVITÁVEL.

O mais legal é saber que a decisão cabe a você.

E não se esqueça: para estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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O que os cachorros podem nos ensinar sobre felicidade no trabalho?

Outubro 31, 2011

Semana passada li o artigo “Infelicidade no trabalho atinge 1 em 3 profissionais” publicado no Caderno Carreiras e Empregos da Folha de São Paulo. Fiquei meditando sobre a realidade apontada pelas pesquisas. Cheguei a refletir sobre como outros animais lidam com a felicidade nos seus respectivos habitats. Mais especificamente: será que teríamos algo a aprender com o melhor amigo do homem, o cão?.

Afinal, com perdão da minha dura analogia, em muitas coisas, funcionários se comportam como cachorros. É, eu sei, soa horrível dizer isso. Mas tenha em mente que chefes e gerentes são funcionários também. Até Presidentes e CEO’s têm que responder ao conselho de diretores, aos acionistas e aos clientes.

Digo isso para deixar claro que não estou implicando com nenhuma posição em particular quando digo que talvez pudessemos aprender um bocado sobre gestão e comportamento organizacional com nossos amigos caninos.

É bom ressaltar que não me considero um perito em cachorros mas, em virtude de amigos próximos, tenho tido acesso aos mais diversos artigos, vídeos e programas de treinamento dedicados aos nossos peludos companheiros.

O mais importante é que sou um observador atento do comportamento animal e, se você prestar atenção, vai achar que o relacionamento cão/ser humano proporciona reflexões muito interessantes quanto ao comportamento organizacional, além de um rascunho surpreendentemente eficaz do que é um ambiente produtivo. Veja a seguir o resultado dos meus insights:

Um Guia Canino para um Ambiente Feliz no Trabalho

  1. Quase nunca é culpa do cachorro. Como o controle de qualidade nos ensinou nos anos 80, praticamente todo problema referente a funcionários é na realidade um problema de gestão. O comportamento organizacional e a cultura corporativa são conduzidos de cima para baixo. A disfunção organizacional é sempre reflexo de uma gestão disfuncional.
  2. Treine o seu proprietário. Já viu um treinador de cães encontrar-se com um cão indisciplinado pela primeira vez e imediatamente assumir o controle? Por que você não consegue fazer isso? Porque há bem menos proprietários bem treinados do que cachorros que conseguem manipular seus donos e obter o que querem. É a mesma coisa em gestão: papéis invertidos sabotam a ordem natural das coisas.
  3. Precisamos de um propósito para sermos felizes. Muitas das raças de cães, senão a maioria, são cães de trabalho, o que significa que eles não são felizes a menos que tenham uma tarefa a cumprir e estejam nos assistindo de alguma maneira. O vínculo cachorro-ser humano começa com alimento mas eventualmente evolui numa relação mais simbiótica de trabalho. As pessoas também necessitam de um próposito para serem felizes.
  4. Ajuda se você estiver bonitinho e bem cuidado. Ninguém gosta de um cão sarnento e fedorento. Bonitinhos e bem cuidados, cachorros são adotados e alimentados. O mesmo acontece no ambiente de trabalho. Atitudes podem falar mais alto do que palavras, mas até que eles comecem a julgar o seu comportamento, o que pode demorar um pouco, as pessoas vão inevitavelmente confiar nas suas impressões  iniciais. Goste ou não, sua aparência e o que você veste fazem uma grande diferença no trabalho.
  5. Boas maneiras são um fator chave. Não é uma analogia perfeita, eu sei, mas caso não perceba, as coisas que você aprende na vida tem um tremendo impacto na sua carreira e são fundamentais para o seu sucesso no mundo dos negócios. Ética e a forma como você responde às figuras de autoridade são apenas dois exemplos.
  6. Balance o rabo quando precisar ou quiser algo. Se você pensa que os cães balançam o rabo quando estão felizes, não é o único. Na verdade, os cachorros balançam o rabo quando querem algo. É sua forma de comunicar uma necessidade e de fazer com que você se mexa. Esse tipo de franqueza se encaixa bem no ambiente de trabalho. Se comunicar suas necessidades e metas profissionais ao gestor, terá melhores chances de efetivamente alcançá-las.
  7. Tenha uma atitude positiva. Os cachorros são otimistas. Todo o dia que eles acordam e são alimentados é um dia feliz. Imagine se as pessoas fossem assim… Ninguém gosta de ouvir isso, mas se o seu trabalho é uma droga, há uma boa probabilidade (diria que acima da média) que o problema seja você. Aqueles que produzem todas as queixas e lamúrias são os que dão ao resto de nós muito do que reclamar. Falo sério.
  8. Obedeça seu mestre e será alimentado. Não gosto de como isso soa tanto quanto você. Isso é porque ninguém gosta de ser controlado e todo mundo gosta de saber que tem escolhas. Bem, a boa notícia é que você efetivamente tem escolhas quanto ao local em que trabalha e quanto ao que faz para viver, mas é bom ressaltar que você estará bem melhor se fizer um bom trabalho enquanto estiver onde está. Se não gosta da maneira como as coisas são, siga o seu caminho. É assim que nascem os empreendedores.
  9. Se correr atrás do rabo, as pessoas rirão de você. A maioria das pessoas passa as suas vidas correndo atrás dos seus respectivos rabos. É verdade. Elas não estabelecem metas razoáveis nem investem tempo em planejar como chegar lá. Como resultado, falham na execução. Veja, é um processo simples que toda organização precisa para ser bem sucedida: definir metas, planejar, executar. Na verdade, o problema com esta metáfora é que, com pessoas, não é nada engraçado assistir. É triste.
  10. Se morder, ficará numa situação difícil. Pois é, eu sei que um monte de chefes praticam bullying e que executivos tendem a agir como crianças tanto quanto funcionários. Mas se você acha que existe uma maneira fácil de viver e trabalhar, está enganado. É estressante e muitas vezes doloroso. E tudo isso pode não acabar bem se não souber como lidar com os dilemas e paradoxos do universo corporativo.Tente portanto manter a carga emocional fora do trabalho.

    Para desenvolver habilidades que o ajudem a transitar mais facilmente pelos labirintos corporativos  e ser mais feliz, conte comigo.

Pablo

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7 Características que os Gerentes Consideram + que Desejáveis

Outubro 26, 2011

Sabe porque hoje em dia tantos funcionários dão excessiva atenção ao chefe? Será que é porque o chefe controla a vida profissional deles? Poderia ser, mas não é essa a razão principal. Será que é porque o chefe possue a chave para incontáveis tesouros, aumentos e promoções? Novamente poderia ser, mas também não é isso.

Os funcionários concentram-se no chefe porque é muito mais fácil reclamar sobre alguém que arruina suas vidas do que é assumir responsabilidade pela própria carreira, pelas próprias ações, pelos próprios problemas e pelas próprias decisões (isso sem mencionar um eventual comportamento auto-destrutivo).

Enquanto um psiquiatra pode achar fascinante todo esse comportamento infantil (além de relativamente lucrativo), garanto que seu chefe não vai considerá-lo divertido. Nem um tantinho sequer. Afinal de contas, onde é que você acha que está? Não pense que seu chefe não percebe o que acontece ao redor. Ora, ele pode ser um maníaco por micro-gerenciamento, mas certamente não é um idiota.

Você acha que o seu chefe não percebe esse seu sorrisinho malicioso ou mesmo seu desdém quando entra na sala? Acha que ele não consegue ler a sua linguagem corporal? Ou que não têm outras pessoas dizendo para ele o que está rolando nos bastidores?

Pois bem, fui gerente e executivo senior durante mais de 20 anos e posso lhe garantir com absoluta certeza que, a menos que seu chefe seja um completo incompetente, ele sabe o necessário sobre você. E a propósito, não, o tal Papai Noel não existe, mas existe sim um Chefe Noel, e ele sabe se você foi mau ou bom, tenha certeza disso.

Analogias à parte, o ponto ao qual quero chegar é que você sempre tem o poder de escolher e esta é a escolha mais importante que todo funcionário faz:

Você vai ser um bom ou um mau funcionário?

Vai acreditar em si, tornar-se o melhor que pode ser, e confiar que isso vai valer a pena no final?

Ou vai ingressar no lado negro e passar a vida com inveja, zangado e amargurado?

Se sua resposta for a primeira, então é necessário que preste atenção às…

7 Caracterísiticas que o Gerentes Consideram Mais Que Desejáveis

  1. Faz o que é necessário para realizar o trabalho. Esta está em primeiro lugar na lista de coisas que todo gerente mais valoriza num funcionário. Ela foi uma das primeiras lições que aprendi logo cedo e que fez uma grande diferença na minha carreira.
  2. Cumpre seus compromissos. Quando você diz que vai fazer algo até uma certa data, você dá um jeito. Quando você diz que isso vai custar x, seu chefe pode alocar esse montante no orçamento. Você assume responsabilidade de modo que seu chefe não tem que cobrir lacunas. Só pelo fato de saber que você estará presente, isso já reduz consideravelmente o estress do seu chefe.
  3. É corajoso. Você percebe que o mundo corporativo é uma esporte de combate e que no ringue vai receber alguns golpes. Pode ainda sofrer algumas penalidades no trajeto. Mas a competição não te apavora. O confronto não te assusta. Você não se intimida com a exposição. Ao contrário, ela te energiza.
  4. Desafia o status quo. Você é genuino, direto, confiante e se sente confortável sendo você mesmo. Diz as coisas como elas são e o que pensa sobre o assunto. Não doura a pílula e não costuma por panos quentes. Quando não sabe, diz que não sabe. Não se assusta com a autoridade, portanto não trata o seu chefe ou o CEO como se fossem personagens do além.
  5. É um solucionador de problemas inovador. Olha as coisas a partir de um ângulo diferente e vira os problemas de cabeça para baixo em busca de soluções únicas. Quanto mais difícil o problema, maior é o desafio e mais você se empenha para encontrar a resposta. Sua vida é solucionar problemas.
  6. Seu foco é afiado. Não perde a concentração ao primeiro sinal de confusão ou de complexidade. Muito pelo contrário, é calmo e firme. Você se concentra quando todos os demais correm feito baratas tontas. Você é uma ilha serena num oceano caótico.
  7. Seu custo de manutenção é baixo. Você não choraminga nem reclama. Não precisa que segurem sua mão por qualquer coisinha. Não absorve as coisas de modo pessoal. Tem uma ”carapaça” razoavelmente resistente. As pessoas não tem que andar sobre ovos ao seu redor e estarem constantemente preocupadas se o ofenderam de alguma forma.

É bem verdade que este post parte do pressuposto que seu chefe tem auto-confiança  e competência o suficiente para lidar e se beneficiar com um funcionário que possua todos estes  atributos fora-de-série. Certamente nem todos valem a pena o esforço dedicado. Mas o ponto é que você não pode controlar o seu chefe. O que você sim pode controlar é você mesmo.

Portanto encare a situação da seguinte forma. Se você trabalha para um chefe “ruinzinho”, saiba que mais cedo ou mais tarde, vai sair e trabalhar para um bom. Como se diz por aí, talvez você tenha que lidar com alguns sapos, mas eventualmente, vai encontrar um ou mais que sabem o que estão fazendo  e como reconhecer um funcionário que tem características mais do que especiais.

E quando isso acontecer, este conselho terá vindo em boa hora. E quer saber? Se você domina estas habilidades – ou pelo menos a maioria delas – então um belo dia você será o chefe. E vai ser um daqueles que se destacam, inspirando seus funcionários a serem os melhores que podem ser. Falo sério.

Para estas e outras habilidades que fazem a diferença, conte comigo.

Pablo

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