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Ano Novo, Vida Nova: O quanto você anda revelando sobre si?

Janeiro 2, 2013

Cartoon-transparencyAs relações pessoais são um toma lá da cá. Gentileza gera gentileza e frieza gera frieza. Nós recebemos tudo na mesma moeda. A forma como você se abre com os demais é um ingrediente inerente à qualquer função que envolva interações contínuas (tal qual “gestão de pessoas” e “trabalhar em equipe”). Tenho a impressão que muitos executivos acreditam que manter uma distância adequada dos subordinados diretos é a prática correta. O interessante é que a idéia deles sobre o que é “distância adequada”, geralmente, corresponde à “distante” e “longe à beça”. No entanto, uma relação equilibrada entre negócios e o lado pessoal é o que, sem dúvida, funciona melhor. Sempre. Afinal ninguém consegue se relacionar bem com uma pessoa fria durante muito tempo.

Nossa capacidade de se abrir oferece aos demais uma idéia sobre como pensamos e os auxilia a nos interpretarem melhor. E tem mais: quando nos abrimos, os outros acompanham nosso movimento e se abrem também. Abertura gera abertura. Isso amplia o leque de possibilidades nas relações,  proporcionando um nível de colaboração mais profundo. Quase todos os relacionamentos profissionais se beneficiam de uma razoável abertura pessoal, portanto, pergunto: não é hora de revisar seu estilo?

Pois bem, para facilitar tal desafio, compartilho 10 dicas para desenvolver esta habilidade interpessoal, alavancando sua capacidade de ser aberto e receptivo em 2013:

  1. Revele seletivamente quem você é. Não sabe por onde começar? Veja, as pessoas querem saber os motivos que o levam a fazer o que faz; o que pensa de si mesmo; informações que você sabe sobre o que está rolando na empresa (as quais tem liberdade de divulgar e que elas desconhecem); coisas positivas e/ou momentos embaraçosos pelos quais passou; comentários sobre o que está acontecendo ao seu redor (sem ser muito negativo sobre os outros) e, ainda, seus interesses fora do trabalho. Essas são as áreas sobre as quais deveria aprender a ser mais transparente, revelando mais do que atualmente você se permite.
  2. Divulgue o que considera de baixo risco. Comece com três coisas sobre as quais pode falar com qualquer um sem correr o risco de se sentir desconfortável quanto à sua abertura pessoal. Que tal o tema férias? Ou hobbies? Ou seus interesses empresariais? Ou seu ponto de vista sobre um assunto de negócios? Ou filhos? Decida quais são essas três coisas e esforce-se para tocar no assunto em algumas de suas interações com aqueles com quem anteriormente só mantinha um intercâmbio estritamente profissional. Observe a reação. Elas também compartilharam alguma coisa na primeira vez? Pois bem, geralmente é isso o que acontece. E é exatamente isso que quer, certo? Dentro dos limites, quanto mais souberem um sobre o outro, melhor será a relação profissional. Acredite.
  3. Amplie o leque de assuntos com os colegas para além do trabalho. Saiba quais são os interesses dos demais, se têm filhos ou outro assunto sobre o qual podem conversar além do tradicional clima ou o placar dos jogos deste fim de semana.
  4. Detecte e observe quem sabe fazer. Sobre o quê alguém que revela muito mais do que você, e que sabe fazê-lo muito bem, conversa? Qual o tipo de informações pessoais que ela revela? Em que situações ela revela? Muito bem, parta agora para uma pessoa que revela muito menos do que você e me diga: com qual dessas duas pessoas você trabalha melhor?
  5. Pratique com desconhecidos. Seu objetivo é revelar alguma coisa sobre si mesmo que geralmente não revelaria num ambiente profissional (experimente num avião ou numa reunião social). Veja então o quanto consegue fazer com que o outro revele. Teste os limites sem provocar irritação no outro. Quanto mais ele revelar, mais você revelará. Depois de cada evento, pergunte-se: “como me sinto?”. Como estas informações adicionais sobre aquela pessoa contribuíram para esse relacionamento temporário? Ficaria mais fácil trabalhar com essa pessoa, agora que tem alguns dados pessoais dela?
  6. Revele pontos fortes e fracos.  Uma transparência pessoal mais profunda inclui falar sobre sua autoavaliação. Isso requer que fale perolasobre pontos fortes, pontos fracos, limitações e crenças. As pessoas ficam mais confortáveis com quem se expõe razoavelmente. O mais engraçado sobre revelar o que pensa de si mesmo é que a maioria das pessoas ao seu redor já sabe o que você vai falar! Se disser “Não sou a pessoa mais organizada do mundo”,  grande parte (senão todos) vai sorrir pois sofre na pele as consequências de sua desorganização. Porém, mencionar brevemente esse seu problema, ou uma crença que possue, ajudará cada uma delas a se sentir mais à vontade. Isso mostra que elas não estão sozinhas e que você também tem as mesmas oportunidades e as mesmas preocupações.
  7. Não hesite: revele seus erros. Aprenda a ficar mais à vontade para admitir seus erros. Isso o torna mais humano e também estabelece uma ciclo de aprendizado sobre nossas inevitáveis desvantagens. As pessoas que se saem melhor ao lidar com os seu próprios erros geralmente fazem o seguinte: 1) falam sobre seus erros da maneira mais trivial possível; 2) Mencionam o erro e informam todos aqueles cujas consequências poderiam afetá-los;  3) Reconhecem publicamente o erro, caso necessário; 4) Demonstram que aprenderam a lição e que o erro não se repetirá; 5) Seguem em frente (ou seja, não discorrem longamente sobre o assunto).
  8. Esclareça o raciocínio por detrás dos valores que sustenta. Ao revelar suas crenças ou posturas que refletem seus valores, explique porque tem determinada crença. Dê motivos ao invés de somente afirmar suas convicções. As afirmações interrompem o debate e o fazem parecer rígido ou simplista. Convicções abruptas são absolutas, portanto restritivas. Não existe uma resposta para “nunca contrate um amigo”, exceto rejeitar o ponto de vista revelado. Por outro lado, dizer “Eu tive que demitir uma pessoa uma vez; essa foi a situação, esses os meus motivos, o que tentei fazer para ajudar e o que aprendi com isso” apóia suas convicções. Afirmar acaba se parecendo com um veredito – “Nunca contrate um amigo”. Tente começar com afirmações relativamente moderadas, tais como “Isso me fez questionar se é uma boa idéia contratar um amigo”. Essa é uma revelação contrutiva pois gera debate e pode até levá-lo a alguns insights (sob quais condições um amigo deve ou não ser contratado).
  9. Encontre seu estilo de revelar. Tente equilibrar sua revelação com o que o outro está pronto para ouvir. Comece com uma revelação simples e breve. O que o outro fez? Se não reagiu à sua revelação, talve a situação ou o ambiente não sejam propícios. Se ele reconheceu sua transparência e contribuiu com sua própria revelação, então pode revelar algo mais. Verifique sempre se a platéia quer mais.
  10. Não se esqueça dos limites. Evite revelar demais pois é provável que isso seja pior do que nada revelar. Imponha-se limites. Geralmente assuntos como política e religião são arriscados. Piadas inadequadas ou que humilhem grupos étnicos (ou gênero) também não são bons pontos de partida (além de que podem gerar processos judiciais). Também existem divulgações que podem ser feitas para determinadas pessoas mas não para outras, já que nem todo mundo sabe ser discreto. E atenção: cuidado ao colocar alguém no papel de conselheiro e acabar falando demais sobre uma determinada questão. Logo no começo do processo de transparência, geralmente é melhor seguir a deixa dos outros e revelar tanto quanto eles. Esteja atento.

Fotos: Marie HippenmeyerConte comigo,

Pablo

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Para cima e avante! Desenvolvendo os colaboradores diretos

Agosto 15, 2012

Reblogged from Room 4D - Soluções em Desenvolvimento:

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Diversos clientes nos contam fatos e histórias que apontam evidentes oportunidades na habilidade de desenvolver e aprimorar suas equipes ou seus colaboradores. Com base nelas, registramos as causas mais comuns, que costumam orientar nosso plano da ação ao longo do processo de coaching executivo e que aqui também podem ser úteis para você refletir sobre seu chefe, seus subordinados, seus pares e, quem sabe, sobre sua própria carreira.

Ler mais… mais 1.128 palavras

Saiu esta 2f no Valor Econômico "Gestores brasileiros falham ao se comunicar e treinar pessoas". A comunicação e a capacidade de desenvolver pessoas estão entre as habilidades menos aprimoradas nos executivos brasileiros. A conclusão é um dos estudos da Fundação Dom Cabral com mais de 1.000 gestores, que revelou a fragilidade das competências sociais entre os líderes do país. Isto me lembrou o post acima "Para cima e avante! Desenvolvendo os colaboradores diretos", onde aponto importantes dicas para não entrar nessas estatisticas. Confira!

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Como a forma de pensar influencia nosso sucesso

Agosto 5, 2012

Há um par de semanas estive em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para participar do 2° Workshop da Rede Econômica, a 7° rede supermercadista do Brasil, composta por 55 lojas. Nesta ocasião abordei o tema “Como a forma de pensar influencia o nosso desempenho e sucesso empresarial”.  Uma questão chave para uma organização que tem como objetivo ser a 4° do ranking ABRAS até 2014.

Todas as companhias acabam dedicando involuntariamente tempo e energia considerável brigando para avançar no seu próposito empresarial. Isso drena uma quantidade significativa de recursos no dia a dia. Alguns podem dizer que isso acontece porque as pessoas têm pontos de vista diferentes, mas particularmente não estou convencido disso.  As diferentes percepções, opiniões e ações não constituem um problema em si mesmas. Elas se tornam conflituosas, na verdade, quando cada pessoa acredita que a SUA maneira de enxergar as coisas (de acordo com sua forma de pensar) é A maneira de encará-las. Ao menos, é a única “razoável”. É óbvio que a idéia de “racionalidade” é uma opinião condicionada pela forma de pensar de cada pessoa. Cada um acredita que sua forma de pensar é a forma correta. Em vez de utilizar as diferentes percepções para expandir suas perspectivas e integrá-las em uma visão comum, cada um se aferra ao seu ponto de vista. Em vez de indagar sobre o raciocínio do outro para compreender sua forma de pensar, travamos uma batalha para definir quem tem razão, quem tem a interpretação “correta” da realidade.

A forma de pensar é como o ar: fundamental para viver e invisível (tão invisível que desaparece da nossa consciência). Mas diferentemente do ar , que é comum a todos, a forma de pensar é individual, resultado da biologia, da linguagem, da cultura e da história pessoal de cada um. Quando descobrimos que a forma de pensar é fundamental, inconsciente e diferente, entendemos por que há tantos conflitos e interpretações equivocadas entre os seres humanos. A forma de pensar é uma espada de 2 gumes: necessária e perigosa.

Para trazer à tona este tema na sua organização, e fazer com que seus integrantes estejam plenamente consciente dele, conte comigo.

Pablo

P.S. – Se quiser transformar este tema numa palestra dentro de sua empresa, não deixe de me contatar. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é sua organização e você também se tornarem o melhor que podem ser. Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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