h1

Vínculos Emocionais, Indice de Produtividade e Nossas Equipes

Março 15, 2009

Interessante a reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo sobre o comprometimento dos profissionais:

“Apenas 22% dos profissionais brasileiros são produtivos e mostram interesse na carreira e no futuro da empresa. No outro extremo, 17% são considerados o oposto: ativamente desengajados no trabalho.
Esse foi o resultado de uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Gallup com 1.004 pessoas que fazem parte da população economicamente ativa nas capitais brasileiras.
Entre os dois extremos estão 61% de desengajados, preocupados apenas em cumprir sua função, mesmo que de maneira não tão adequada. “Se há um incêndio, o engajado chama o bombeiro, tenta apagar e alerta a todos. O desengajado faz a mesma ligação, mas pega suas coisas e vai embora. O ativamente desengajado joga o computador e vê se o fogo aumenta”, explica Sergio Pais, consultor da Gallup.
O “incendiário” pode ser produzido pela própria organização, por motivos como falta de infraestrutura -uma máquina adequada, por exemplo- e insatisfação com a liderança.
“É fácil colocar rótulos, mas as pessoas não são desengajadas, elas estão nessa situação”, afirma Pais. Ambientes inadequados, com falta de refrigeração, por exemplo, também desmotivam, indica Felipe Westin, da Right Management.
Por outro lado, formar um vínculo emocional com o trabalho pode empolgar, segundo Célia Marcondes, especialista em gestão de pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). “O brasileiro é muito sensível, precisa de reconhecimento e incentivo.”

Ânimo lucrativo

A Gallup também cruzou o índice de produtividade dos engajados com seu percentual na população e calculou que, se todos os funcionários fossem assim, as empresas ganhariam US$ 48 bilhões (R$ 110 bilhões) a mais por ano. Isso equivale a cerca de três vezes o lucro líquido da Petrobras em 2008.
Os entrevistados comentaram quesitos como carreira, liderança e qualidade de vida. As perguntas vieram de um questionário desenvolvido em entrevistas com 80 mil gestores em todo o mundo.”

Este tema resgata uma das questões que muitas vezes trabalho nos processos de coaching e se referem ao quociente de adversidade. Existem 3 tipos de pessoas na escalada profissional: os desistentes (aposentados antes do tempo), os campistas (presos à sua zona de conforto) e os alpinistas (incansáveis na sua escalada). Estudos com executivos indicam que 80% dos funcionarios são campistas. Quanto maior a adversidade, mais pessoas se tornam campistas ou desistentes. Considerando que 98% dos entrevistados prevê um futuro mais caótico e incerto, uma nova força de trabalho precisa ser desenvolvida para enfrentar os desafios da nova economia mundial. Líderes não podem seguir de braços cruzados enquanto vêm desengajados / ativamente desengajados ou campistas / desistentes crescerem dia a dia em suas organizações. Afinal de contas, o seu índice de produtividade está em jogo!
Anúncios

Expresse sua opinião

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: