Archive for Abril, 2009

h1

Inteligência Social e Liderança

Abril 30, 2009

Entrevista com o psicologo Daniel Goleman: veja como a inteligência emocional e social pode ser utilizada para aprimorar a sua performance e a da sua organização…

 

h1

Como desenvolver noção de “timing” na gestão de nossas competências?

Abril 27, 2009

 

j01778402Overleveraging é um fator que causa o que denominamos de “comportamento problemático”. É o processo pelo qual alguem repete um estilo de comportamento constantemente, mesmo quando a situação pedir por algo diferente. Em outras palavras, o comportamento em si não é problemático, mas se torna tal por estar sendo utilizado fora de contexto. Isto ocorre porque a pessoa se tornou um perito no comportamento X, tão eficiente que a tendência é utilizá-lo sempre que possível.

Muito interessante o artigo abaixo da Fernanda Pomin, sócia-diretora da Korn/Ferry International, publicado hoje no Valor Economico. Afinal de contas todos nós fazemos overleveraging com nossas competências. Não existe tempo suficiente para desenvolvermos todas as habilidades possíveis a um ser humano, então nos concentramos nas que são necessárias e vamos em frente. É justamente neste “ir em frente” que nos deparamos com situações novas, onde se torna vital o desenvolvimento de novas competências para a nova situação:

“O que, afinal de contas, diferencia executivos bem-sucedidos dos mal-sucedidos?

O que determina o sucesso profissional não é apenas a união de determinados conhecimentos, habilidades e atitudes, mas sim o que o executivo faz com todo esse conjunto. São as chamadas competências, ou comportamentos observáveis, que fazem a diferença na tal fórmula do sucesso.

O excesso de determinadas competências pode ser igualmente ou ainda mais prejudicial ao desempenho dos profissionais. Por mais paradoxal que possa parecer, foi justamente esta a conclusão do estudo dos pesquisadores Michael Lombardo e Robert Eichinger, referências mundiais sobre temas relacionados à gestão e desenvolvimento de talentos executivos.

Eles não se contentaram em simplesmente identificar as competências relacionadas ao sucesso no mundo corporativo. Estudaram também as razões pelas quais muitos executivos, bem sucedidos até um determinado ponto de suas carreiras, sofrem o chamado “descarrilamento” após chegarem ao topo das organizações.

Concluíram que existe um conjunto de competências associadas ao “descarrilamento”, batizadas por eles como “anticompetências”, ou, ainda, “bloqueadores de carreira”. Interessante também observar que muitas destas anticompetências são exatamente a expressão do excesso de algumas das competências relacionadas ao sucesso.

Qual é o executivo que conseguiu chegar ao topo de uma grande organização sem uma boa dose de autoconfiança? Ninguém duvida de que autoconfiança seja um ingrediente importante para o sucesso.

Contudo, o excesso de autoconfiança pode se transformar em arrogância ou prepotência. O executivo confia tanto na sua própria capacidade que não consegue mais considerar opiniões divergentes das suas próprias no seu processo decisório. Certamente a qualidade de suas decisões está seriamente ameaçada.

E o que falar sobre executivos que desenvolveram tão bem sua competência de influência e persuasão, que passam a confundir o exercício da liderança com a simples manipulação ou abuso de poder?

Assim, a grande questão para os executivos passa a ser entender até que ponto o desenvolvimento de uma determinada competência será saudável para eles. Saber discernir entre o certo e o errado em cada situação, em um mundo com tantas ambigüidades, talvez seja uma das principais chaves para o desenvolvimento de uma carreira bem sucedida.

O executivo que não se conhece ou que não pauta suas ações em um eixo sólido de valores, provavelmente terá maior dificuldade para discernir e tomar decisões, tornando-se, portanto, um ótimo candidato ao efeito implacável do uso de determinadas competências em excesso.”

Todo Coach sabe que o papel fundamental do processo de Coaching é gerar desenvolvimento das competências corretas, ou dos comportamentos corretos, para expandir o leque de de possibilidades de seu cliente. Ele também sabe que o cliente ainda não desenvolveu muitas vezes estas habilidades não por que ele é “in-competente”, mas porque ele é ultra-competente em outras habilidades que, neste momento, não são as mais necessárias.

P.S – Este conceito é um dos panos de fundo que permeia o Coaching Executivo. Todo trabalho de desenvolvimento de carreira se torna inefetivo se o aprimoramento e aperfeiçoamento de competências não fizer parte do processo. Visite http://www.room4d.com.br e acesse mais informações.

h1

Filosofia como Remédio para o Desemprego

Abril 27, 2009

j0227716 

Segue critica do livro “Filosofia como Remédio para o Desemprego’’ para aqueles que buscam ampliar o leque de respostas ao cenario atual:

“27 de Abril de 2009 – Não é de hoje que a cada semana um novo remédio ou solução de auto-ajuda para a tensão do desemprego é lançado. Ainda não existem pílulas específicas, pelo menos com prescrição na bula, mas que um antidepressivo vez por outra é receitado, não restam dúvidas.

Recorrer às pílulas da felicidade é uma saída, do tipo “me engana que eu gosto’’, para aqueles que perderam ou temem perder o chão, o norte, o sentido de suas vidas, o sobrenome, o status e as benesses de uma vida aparentemente segura nos portos corporativos.

Acontece que o buraco é mais embaixo, mais profundo e doloroso como, com perdão da expressão, uma “dor de corno” incessante. Anos a fio de dedicação, envolvimento e comprometimento são repentinamente, na visão de quem está no paredão, descartados, como um copo de plástico no recipiente dos recicláveis, ou simplesmente na lata de lixo mais próxima.

Ah, como são felizes aqueles depositados nos recicláveis, aqueles que ainda podem ser reutilizados, reaproveitados, reprocessados por intermédio dos “outplacements” da vida. Ainda há uma luz no fim do túnel. Tudo é relativo, pior seria bater nas portas das agências de (des)emprego ou fazer uso da coleção de cartões de visita de pessoas que você nem se lembra e que, com certeza, também não se lembram de você.

Vida de “between jobs”, de “estou no mercado”, ou de qualquer outra denominação para desempregado, é dura, quem passou sabe, e, infelizmente, este é um futuro reservado para a maioria de nós, simples mortais.

Não estou desempregado e nem pretendo, já estive e não recomendo, e foi pensando no tempo nebuloso pelo qual passei que comprei, com boa dose de ceticismo, o livro “Filosofia como Remédio para o Desemprego’’. Tive boas surpresas com a leitura. O autor, um ex-diretor de comunicação de uma companhia aérea francesa se alista voluntariamente às hordas dos desempregados depois que a empresa foi comprada por outra maior.

Cabem aqui dois apartes. Primeiro, “ex” é um prefixo de negação ou uma multiplicação por zero quando se trata da busca por trabalho. “Ex” é igual a nada! Segundo, planos de demissão voluntária são tão atrativos quanto nossa prepotência.

Voltemos ao livro, frente a frente com a longa dificuldade de recolocação, apesar da formação, experiência, vocação e vários outros predicados que o mercado estaria supostamente ávido por contratar, o autor resolve visitar textos filosóficos com os quais a muito não tinha contato. Refletindo sobre temas que vão da finitude a amar demais, uma relação entre a experiência pessoal de desempregado e os textos filosóficos é tecida com bastante simplicidade.

Em que pese que a introdução a cada um dos filósofos escolhidos seja diminuta, se fosse escolher um tema, não hesitaria em dizer que a finitude deveria ser o questionamento fundamental em nossa vida profissional. Mais dia menos dia, o que era certo e seguro, simplesmente acaba, e nossa história na empresa se esvai pouco a pouco até o total esquecimento. Se para morrer basta estar vivo, para ser desempregado não é diferente, e o que podemos aprender visitando os filósofos é como conviver com o espectro do que é inexorável.

(Gazeta Mercantil/Caderno D – Pág. 7)(Leonardo Vils – Vice-presidente da GIII, palestrante, autor de “A Organização dos Bichos”e sócio do site businesscom.com.br.E-mail: leovils@giii.com.br)”

P.S. – Realizar uma transição para uma nova posição com confiança e sucesso faz parte das possibilidades que o Coaching Executivo oferece. Visite http://www.room4d.com.br e obtenha mais informações.

h1

Experiência?

Abril 27, 2009

I see youNum processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder
a seguinte pergunta: “Você tem experiência?” A redação abaixo foi
desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está
fazendo sucesso, e ele, com certeza, será sempre lembrado por sua criatividade, sua
poesia, e acima de tudo, por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA:

“Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me
queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser
astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi
atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já
confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuei andando pelo
desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a
barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer
algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em  árvore
pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já
escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já
fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar
alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de
uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem
vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios,
já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti
medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci
novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei
em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num
enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um
“para sempre” pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar
Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos,
e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas,
momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado
coração.
E, agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
‘Qual sua experiência?’. Essa pergunta ecoa no meu cérebro:experiência,
experiência… Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora, gostaria de
indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?”

h1

Tudo que você faz se transforma num exemplo para os seus liderados

Abril 26, 2009

j0382684Esta entrevista com Richard Anderson, CEO da Delta Air Lines, foi publicada hoje no New York Times e reflete a consciência de um executivo de grande sabedoria. Segue  apenas em Ingles – infelizmente – para promover algumas reflexões:

“Q. What was the most important leadership lesson you learned?

A. I’ve learned to be patient and not lose my temper. And the reason that’s important is everything you do is an example, and people look at everything you do and take a signal from everything you do. And when you lose your temper, it really squelches debate and sends the wrong signal about how you want your organization to run. And it was a good lesson. It was a long time ago. And I had a C.E.O. who I was very close to, and he just took me aside and gave me a really short instruction about it. And it was a really important instruction.

We have a tendency in these jobs to push really, really hard and want to go really, really fast. Change can’t ever be fast enough. But you do have to be patient enough and make sure that you always remain calm.

Q. Are there other things that you’ve learned to do more of, or less?

A. You’ve got to be thankful to the people who get the work done, and you’ve got to be thankful to your customers. So, I find myself, more and more, writing hand-written notes to people. I must write a half a dozen a day.

Q. Looking back over your career, even to the early years, do you recall an insight that set you on a different trajectory?

A. Yes, and it was actually at my first job while I went to night law school at South Texas College of Law. And I had a good full-time job as the administrative assistant to the D.A. And what you understood was you really needed to be a problem-solver, not a problem-creator. You know, don’t bring a Rubik’s cube to the table, unless you have an idea on how you’re going to try to get an answer. And always try to be a leader that comes up with the creative answers to the hard problems.

Q. And what about advice on your career?

A. If you just focus on getting your job done and being a good colleague and a team player in an organization, and not focused about being overly ambitious and wanting pay raises and promotions and the like, and just doing your job and being a part of a team, the rest of it all takes care of itself.

Q. Did somebody give you that advice, or was that something that you came to understand yourself?

A. My mother and father died from cancer when I was 20, and so I was working full time, and I was pretty fortunate to be around a lot of good people that had that kind of culture and approach to things. It was just by osmosis that I came to those kinds of conclusions.

Q. Let’s talk about hiring. What are you looking for in job candidates?

A. Typically, when you’re hiring a vice president of a company, they already have the résumé and they already have the experience base. And so what you’re trying to find out about are the intangibles of leadership, communication style and the ability to, today, really adapt to change.

And there are a lot of ways to go at that. I like to ask people what they’ve read, what are the last three or four books they’ve read, and what did they enjoy about those. And to really understand them as individuals because, you know, the résumés you get are wonderful résumés. Wonderful education, great work history. So you have to probe a little bit deeper into the human intangibles, because we’ve all seen many instances where people had perfect résumés, but weren’t effective in an organization.

So it’s not just education and experience. It’s education, experience and the human factor. The situational awareness that a person has and their ability to fit into an organization and then be successful in the organization. It’s a whole series of intangibles that are almost gut instincts about people.

Q. What other questions do you ask?

A. You want to know about their family. Where they grew up. What their parents did. Where they went to high school. What their avocations were. How many kids they had in their family. You know, what their whole background and history is.

I learned that from a C.E.O. I worked for. The C.E.O. wouldn’t really spend that much time on the résumé, but spent most of the time wanting to know everything about the person’s life, family, what they liked, where they liked to go on vacation, what their kids were like. And it gave you a really good perspective about who they were as people.

You spend more of your waking time with your colleagues at the office than you do with your family and when you bring someone into that family — we have 50 senior leaders at our company and 70,000 employees — you need to make sure that they’re a fit to the culture. And that they’re going to be part of that group of people in a healthy functioning way.

Q. What are you listening for as somebody describes their family, where they’re from, etc.?

A. You’re looking for a really strong set of values. You’re looking for a really good work ethic. Really good communication skills. More and more, the ability to speak well and write is important. You know, writing is not something that is taught as strongly as it should be in the educational curriculum. So you’re looking for communication skills.

You’re looking for adaptability to change. You’re looking at, do you get along well with people? And are you the sort of person that can be a part of a team and motivate people? You know, do you have the emotional I.Q.?

It’s not just enough to be able to just do a nice PowerPoint presentation. You’ve got to have the ability to pick people. You’ve got to have the ability to communicate. When you find really capable people, it’s amazing how they proliferate capable people all through your organization. So that’s what you’re hunting for.

Q. And is there any change in the kind of qualities you’re looking for compared with 5, 10 years ago?

A. I think this communication point is getting more and more important. People really have to be able to handle the written and spoken word. And when I say written word, I don’t mean PowerPoints. I don’t think PowerPoints help people think as clearly as they should because you don’t have to put a complete thought in place. You can just put a phrase with a bullet in front of it. And it doesn’t have a subject, a verb and an object, so you aren’t expressing complete thoughts.

And a lot of what we do in communication, when you write e-mail, you need to express yourself very clearly so people understand whether we’re going to L.A. today or we’re going to Boston today.

The second thing is, I think you’ve got to have what our pilots call operational awareness. You’ve got to have your head up. You know, when you’re flying an airplane, you’ve got to have your head up and you’ve got to have situational awareness of everything that’s going on around you. There is so much going on in the world today, you’ve got to know what’s going on globally, what’s going on around you, particularly today with what’s going on in this economy.

And, third, you’ve got to have not just the business skills, you’ve got to have the emotional intelligence. It’s not just enough to be the best person operating an H.P. calculator. You have to have the emotional intelligence to understand what’s right culturally, both in your company and outside your company.

Q. Any good management or leadership books that you’ve read?

A. I think good history books are the best books on management. And particularly autobiographies and biographies. Right now, I’m reading “Theodore Rex.”

Q. What about time management?

A. Only touch paper once. No. 2, always have your homework done. No. 3, return your calls very promptly. No. 4, stick to your schedule. I keep my watch about 10 minutes ahead. It’s important to run on time, particularly at an airline. And use your time wisely. And then, once a month, take the rest of the calendar year, or the next six months and re-review how you are using your time and reprioritize what you’re doing.

Q. How do you run meetings?

A. One, get the materials out ahead of time and make sure they are succinct and to the point. Second, start the meeting on time. Third, I tend to be a stoic going into the meeting. I want the debate. I want to hear everybody’s perspective, so you want to try to ask more questions than make statements.

I don’t think it’s appropriate to use BlackBerrys in meetings. You might as well have the newspaper and open the newspaper up in the middle of the meeting. So let’s stay focused on what we’re doing. Let’s have a really good debate, but it can’t get uncollegial. If it gets uncollegial, we actually have a bell you can ring, in the conference room.

Q. Tell me more about this.

A. If you are in a really hard debate and somebody veers off the subject and goes after you in a way that isn’t fair, you get to ring the bell. It’s a violation of the rules of the road. So you ring the bell if something wasn’t a fair shot, and we all laugh.

Q. If you had to choose another profession, what would it be?

A. Probably a public defender. I enjoyed doing criminal trial work. Teach law school or go back into health care. You know, I spent three years at UnitedHealth Group, and the health care problems we face as a country are so daunting that it would be interesting, particularly given the focus on our government today, on trying to solve that set of problems.

Q. Are you a list keeper?

A. I use Moleskines. It’s just lists of things. Sometimes I’ll just sit down and write what I’m thinking about things, because I’m not a PowerPoint person. I’ll start at the upper left corner of the page and start writing, in complete thoughts, what I think. I have a long paper that I’m writing about our marketing strategy.

Q. What would you like to see business schools teach more?

A. When you’re managing as much change as corporations globally must deal with today, the ability to communicate and communicate effectively is so important that it ought to be a core capability in a business school curriculum. We measure, study, quantify, analyze every single piece of our business. Business schools in the United States have done a phenomenal job of creating that capability. But then you’ve got to be able to take all that data and information and transform it into change in the organization and improvement in the organization and the formulation of the business strategy.

You’ve got to execute, and that human factor part is important. I know it’s intangible and it’s not like finance where 2 plus 2 is 4. I don’t know whether it can be taught, but it can certainly be studied.”

P.S – As competências acima mencionadas são trabalhadas intensamente atavés do Coaching Executivo. Visite http://www.room4d.com.br e saiba mais sobre como desenvolver, aprimorar e aperfeiçoar estas habilidades.

h1

Como às vezes é difícil ser cliente da Sky TV…

Abril 15, 2009

Fiquem atentos pois, certamente para enfrentar a crise, a Sky TV decidiu lançar, de uma hora para outra, uma cobrança mensal adicional no valor de R$ 9,90 a título de “manutenção de software e segurança de acesso” (a descrição parece piada se não fosse absurda: já pagamos este serviço na mensalidade!).

Alem disso, também resolveu reduzir o desconto referente ao débito automatico – que era de R$ 3,00 e passou para R$ 2,00.

Considerando a massa de clientes que possue, esta cobrança adicional de R$ 10,90 certamente vai aliviar a pressão por resultado da organização – não por mérito de sua eficácia organizacional, mas às custas dos consumidores, isto é, você, eu e os demais. Desta forma é fácil enfrentar qualquer crise…

Sugiro entrarem em contato com o SAC – 0800 701 9700 – e reclamar desta tipo de iniciativa que empobrece a imagem de qualquer empresa…

h1

Gamão

Abril 14, 2009

Li esta pequena crônica no site Tribo do Mouse e gostei. Segue Jack DelaVega para vocês:

“Sentei para observar enquanto ele terminava a partida. Era como se eu não estivesse ali. Os dados eram jogados e as pedras movidas com rapidez, o olhar não perdia o foco por detrás das lentes grossas dos óculos.
Ploc, Ploc, Ploc.
Em menos de cinco minutos estava acabado. Foi quando ele ergueu as sobrancelhas, me encarou e abriu um sorriso.
– Olá, desculpe fazê-lo esperar.
– Que é isso, eu que agradeço novamente pela disponibilidade do senhor em me receber.
– Acho que já é tempo de deixarmos de formalidades, por favor, sente-se.
Começamos a conversar enquanto ele reorganizava as peças do jogo. Eu estava ansioso por compartilhar as boas notícias:
– Recebi uma promoção.
Seu rosto iluminou-se com genuíno contentamento.
– Meus parabéns. Tenho certeza de que foi merecida.
– Na verdade, é sobre isso que eu gostaria de conversar hoje. Tenho recebido bastante suporte do meu chefe, ele inclusive me apresentou ao senhor. Desculpe, a você. Sinto que estou crescendo, mas quando vejo meus colegas fico pensando se não é apenas sorte. Será que eu obteria os mesmos resultados se estivesse trabalhando com outras pessoas, com outro chefe?
– Você joga Gamão?
Ele parecia não me ouvir. Respondi tentando esconder a frustração:
– Não, nunca aprendi. Jogávamos Xadrez lá em casa.
– Xadrez é um grande jogo. O jogo dos reis. Pena que não retrate bem a realidade.
O velho tinha um talento para questionar as minhas certezas e foi falar mal logo do Xadrez, o jogo que meu pai me ensinou. Não me contive e parti para a defesa:
– Como assim? O Xadrez foi criado justamente para reproduzir o prazer estratégico de um campo de batalha. Não conheço jogo que retrate a realidade melhor do que ele.
– É verdade. Porém, o Xadrez tem uma falha grave, não leva em consideração o fator aleatório. Não existe sorte no Xadrez, apenas técnica. Não é assim que o mundo se comporta. Por essa razão, eu prefiro o Gamão.Ele até que tinha um ponto, mas estava divergindo da conversa.
– Podemos voltar ao meu questionamento inicial? – Pensei que estivéssemos falando disso. Você mencionou que acredita que teve sorte na sua carreira, você conhece a origem da palavra sorte em hebraico?- Não.- Sorte, ou “Mazal” origina-se de três outras palavras: Makon que significa lugar, Zman, tempo, e Limud, estudo. Portanto, sorte significa estar no lugar certo, no tempo certo e de posse de um determinado conhecimento. Sendo assim concordo que você teve sorte pois, como a própria palavra define, estar no lugar certo na hora certa de nada adianta se você não estiver devidamente preparado.
E concluiu:
– Preocupe-se com estar preparado e deixe de lado as coisas que você não consegue controlar. Como está o seu tempo hoje?
– Tranquilo.
Respondi sorrindo, feliz com a sensação de que já havia ganhado o dia.
– Então prepare-se, pois hoje você vai aprender a jogar Gamão.”