Archive for Julho, 2009

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Você tem uma excessiva necessidade de ser você mesmo?

Julho 30, 2009

Um dos 20 hábitos irritantes discutidos no livro “O Que Te Trouxe Aqui Não Vai Te Levar Lá” do Marshall Goldsmith é “uma necessidade excessiva de ser eu”.

Mas o que ele quer dizer com “uma excessiva necessidade de ser eu”?

Veja, cada um de nós tem um pilha de de comportamentos que definimos como “EU”. Independentemente se positivos ou negativos, estes são os comportamentos que consideramos nossa essência inalterável.

Enquanto muitos destes comportamentos “EU” podem ser positivos (por exemplo, “eu sou esperto” ou “eu sou trabalhador”), outros podem ser negativos (por exemplo, “eu sou um mau ouvinte” ou “eu estou sempre atrasado”)

Se concordamos com a definição comportamental de “EU” – o que, cá entre nós, a maior parte das pessoas faz – podemos aprender a desculpar praticamente qualquer ação irritante, simplesmente dizendo: “Esse é o meu jeitão de ser!”

Alguns anos atrás, trabalhei com um Presidente que em geral era considerado um grande líder de pessoas, mas lhe faltava a habilidade de reconhecer positivamente os outros. Na medida que revisavamos o seu relatorio de feedback 360º, ele bufou “O que você que que eu faça?! Saia por aí elogiando pessoas que não merecem? Não quero parecer falso!”

“Essa é a sua desculpa para não reconhecer as pessoas?” perguntei. “Você não quer parecer falso?”

“Exatamente”, ele respondeu. Então começou a discursar sobre porque ele não deveria reconhecer as pessoas:

  1. A barra dele era alta – e as pessoas nem sempre a alcançavam.
  2. Ele não gostava de reconhecer os colaboradores indiscriminadamente – porque isso desvalorizaria o elogio  quando fosse merecido.
  3. Acreditava que destacando individuos ele estará enfraquecendo o time.

Perguntei a ele, “Por que fazer um grande trabalho de reconhecer as pessoas não pode ser você? Não é imoral, ilegal ou anti-ético, certo?”

“Não”, concedeu.

“Vai fazer as pessoas se sentirem melhor?”

“Sim”.

“Elas vão ter um melhor desempenho como resultado desse reconhecimento positivo bem-merecido?”

“Provavelmente”.

“Então por favor me explique: por que você não esta fazendo isso?”

Ele riu marotamente e respondeu, “Porque esse não seria EU!”

Neste exato momento mudar passou a ser uma possibilidade. Ele percebeu que não estava apenas afetando negativamente as chances de sucesso de seus funcionários e da empresa – ele estava afetando suas próprias chances de sucesso. Ele se deu conta que podia se livrar de sua “excessiva necessidade de ser eu” e de não ser falso.

A recompensa foi enorme. Em um ano sua pontuação em reconhecimento ficou em linha com as demais pontuações positivas em liderança.

Ele percebeu a ironia. Aceitou o fato de que quanto mais focava nos seus funcionários, mais eles trabalhavam em prol da empresa – e isso o beneficiava.

É uma equação interessante:  menos eu + mais eles = mais sucesso como líder.

Tenha isto em mente da próxima vez que você se encontrar resistindo a mudar porque você está atado a uma falsa – e possivelmente sem sentido – noção de “EU”.

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo. E se quiser transformar este tema numa palestra dentro de sua empresa, não deixe de me contatar. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é sua organização e você também se tornarem o melhor que podem ser.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Delegue, não “delargue”

Julho 20, 2009

CB101910A maior parte dos gerentes não sabe como delegar. Isto não me surpreende pois ninguém nunca delegou nada para eles. Afinal, de que outra forma eles iriam aprender?

Muitas vezes os gerentes largam seu trabalho em cima de alguém, mas há uma grande diferença entre delegar e “delargar”. Quando você delega algo a um subordinado isto deve atender dois propósitos.

  • Primeiro, isto deve aliviar a sua carga de trabalho de forma a possibilitar que você se concentre em questões mais importantes.
  • Segundo, deve ajudar o receptor no seu aprendizado e crescimento.

Quando você delega, em oposição a “delarga”, você dá a outra pessoa a mesma autoridade para completar as tarefas tal qual você mesmo as tivesse realizado. Se as tarefas significam assinar uma requisição, a pessoa para quem delegou a tarefa deve ter a mesma autoridade para assinar aquela requisição que você possue. Isto não significa que você delegou toda a sua autoridade para aquele individuo, mas somente que você tem que dar a ele a autoridade para fazer aquilo que você teria sido capaz de fazer. Por exemplo, se você pode assinar requisições até R$ 20.000,00  e a tarefa delegada significa assinar uma requisição de R$ 4.000,00, a pessoa para a qual delegou dever estar habilitada para assinar aquela requisição de R$ 4.000,00, mas não necessariamente uma de R$ 6.000,00.

Lembre-se, entretanto, que você pode delegar a autoridade, mas não pode delegar a responsabilidade. Cabe a você avaliar se a pessoa está adequadamente treinada antes de delegar a ela e se está adequadamente supervisionada depois de ter delegado. Elas não necessariamente irão fazer as tarefas da mesma forma que você faria e provavelmente não as executarão tão bem no início. Isto não importa. Mantenha-as longe de  cometerem um erro sério na medida em que vão compreendendo a tarefa e aí você terá delegado com sucesso. Você terá reduzido sua carga e ajudado alguém do seu time a se desenvolver.

Conte comigo,

Pablo

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Para refletir sobre a felicidade no trabalho… (sim, ela existe!)

Julho 14, 2009

0,,21324798,00Interessante a materia de capa da Revista Epoca: “Dá para ser feliz no trabalho?”, pois é um tema que constantemente meus clientes trazem à tona em nossas reuniões de coaching em maior ou menor intensidade:

“É possível que algum dia olhemos o trabalho, tal como ele é exercido hoje, com uma espécie de nostalgia. Talvez os estudiosos do futuro descrevam os escritórios do início do século XXI como locais de encontro e aprendizado, de uma vida social relativamente rica, em que as pessoas eram instigadas a resolver problemas, fazer amigos, às vezes viver romances, exercitar um pouco de política, gastar algumas horas em conversas fiadas perto da máquina de café, navegar pela internet e – por que não? – até realizar algum serviço útil de quando em quando. Para ter uma visão benevolente do mundo do trabalho, basta olhar sua evolução. Na maior parte da história da civilização, os bens que consumíamos eram feitos por escravos ou servos. Mesmo o trabalho livre não o era tanto. Artesãos da Idade Média costumavam dormir embaixo da bancada em que trabalhavam, nas guildas europeias. No início da era industrial, a situação não era melhor: as jornadas podiam chegar a 14, 16 horas, inclusive para crianças, e não havia regulamentação de nenhuma espécie.

Pode causar algum espanto, então, que os pensadores modernos encarem a rotina trabalhista de hoje como um problema, uma questão a ser esclarecida, entendida… trabalhada. Isso acontece porque o trabalho adquiriu um significado completamente novo, como mostram dois livros recém- -lançados por dois filósofos modernos. Em cada um deles, o trabalho – e seu papel em nossa vida – é totalmente redefinido. Em The pleasures and sorrows of work (Os prazeres e tristezas do trabalho, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o filósofo suíço-britânico Alain de Botton afirma: “A mais notável característica do trabalho moderno talvez esteja em nossa mente, na amplamente difundida crença de que o trabalho deve nos tornar felizes. Todas as sociedades tiveram o trabalho em seu centro. A nossa é a primeira a sugerir que ele possa ser muito mais que uma punição ou uma pena. A nossa é a primeira a sugerir que deveríamos trabalhar mesmo na ausência de um imperativo financeiro”. Tão ligado está o trabalho à definição de nossa identidade que, quando somos apresentados a uma pessoa, a pergunta mais imediata que fazemos não é de onde ela vem ou quem é sua família, mas o que ela faz. Se o trabalho assumiu essa importância tão central em nossa vida, é natural que não nos contentemos apenas com o que ele nos traz. Nós sempre soubemos que o trabalho é a ação de transformar algo: matéria-prima em objetos, tarefas em serviços. Hoje nos preocupamos também com o que ele faz de nós, como ele nos transforma.”

No site ainda vem de lambuja um teste para você checar o seu humor no trabalho…clique aqui

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O melhor conselho que já recebi.

Julho 6, 2009

A revista Fortune publicou em sua última edição um artigo observando que, num mundo de incertezas, nós todos podemos nos apoiar em alguns poucos e bons conselhos. Então eles perguntaram a um punhado de influentes líderes que compartilhassem as sábias palavras que modificaram suas vidas para sempre. Ressalto aqui o que o CEO do Google afirmou:

eric_schmidt“O conselho que me vem imediatamente à cabeça eu ganhei do John Derr, que em 2001 disse: “Meu conselho para você é ter um coach“. O coach que eu deveria ter era Bill Campbell. Eu inicialmente me ressenti do conselho, pois afinal de contas eu era um CEO. Eu era bem experiente. Por que eu necessitaria de um coach? Estou fazendo algo errado? Meu argumento era “Como um coach poderia me aconselhar se eu sou a melhor pessoa no mundo no que faço?” Mas isso não é o que um coach faz. O coach não precisa praticar o esporte tão bem quanto você. Eles tem que enxergar você e fazer com que você seja o seu melhor. O coach é alguém que vê algo por meio de um olhar diferenciado, descreve isso para você em suas palavras, e discute como abordar o problema.

Uma vez que eu conclui que podia confiar nele e que ele poderia me ajudar com diferentes perspectivas, decidi  que era uma grande idéia. Quando há um conflito nos negócios, você tende a ficar encurralado nele. O habitual conselho do Bill tem sido dar um passo além, acima da pessoa do outro lado da mesa, e observar o panorama completo. Ele diria: “Você esta deixando isto te incomodar. Não permita.”

Veja o depoimento ao vivo e a cores aqui.

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Isto não acontece em sua empresa, certo? Somente nas dos demais…

Julho 3, 2009

Nada como uma boa animação para nos lembrarmos de como trabalhar em equipe é fundamental:

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Festival Internacional da Propaganda – Edição 2009

Julho 1, 2009

Adorei o post da Beth Furtado no http://www.mundodomarketing.com.br e o video que ela compartilha com seus blogleitores: “A Edição 2009 do Festival Internacional da Propaganda nos ensinou que os melhores trabalhos de marketing da atualidade, requerem conexões humanas”. Emocione-se vc também: