Archive for Março, 2011

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O Que Fazer Quando Você Detesta O Seu Trabalho

Março 15, 2011

Pesquisa da consultoria Right Management revela que 48% das pessoas estão infelizes no trabalho. Foram 5.685 entrevistados que responderam sim ou não à pergunta “Você é feliz (sente-se bem, motivado, realizado e com boas perspectivas) no seu trabalho atual ou na sua última ocupação?”.

Em contrapartida, outro estudo americano com 102 mil entrevistados de 302 empresas separou profissionais que declaravam ter atingido o sucesso dos que estavam com a carreira estacionada. Quase 100% das pessoas “de sucesso” tinham um projeto pessoal ou plano de carreira bem estruturados.

Você tem o poder de criar mudanças positivas e significativas. Pois é… e somente há 2 coisas nas quais pode aplicar este poder: mudando a Si Mesmo ou mudando o Cenário.

Mudar a Si Mesmo significa mudar em você tudo aquilo que está sob o seu controle.

Mudar o Cenário se refere a mudar qualquer uma das forças que influenciam a sua vida que não seja você mesmo. Por exemplo, outro individuo, um grupo de pessoas, o trabalho, o local, um relacionamento, ou mesmo os resultados de uma escolha que fez no passado e que necessita ser desfeita. Basicamente é tudo aquilo que não é você.

A escolha de mudar o cenário ou a si mesmo cabe a você e, sem dúvida, pode ser difícil determinar qual é o melhor caminho a trilhar. Muitas vezes acabamos fazendo a escolha errada e tentamos mudar o Cenário quando na realidade devíamos estar mudando algo sobre nós mesmos, ou vice-versa…

E então? O que fazer quando detesta o seu trabalho?

Existem 5 opções:

1. Não faça nada. Aguente a situação firmemente. Mantenha o status quo, optando por permanecer miserável ao invés de tentar ser feliz. Escolha fazer um trabalho sem significado algum ao invés de um trabalho significativo. Aqui não há mudança de forma alguma.

2. Encontre um outro trabalho. Abandone seu detestável empregador e procure um novo ambiente de trabalho. É arriscado, na medida em que nunca vai saber se o novo trabalho vai dar certo e se o novo empregador vai ser diferente do anterior. Mas isso é pura mudança de Cenário. E cá entre nós, se a situação está preta, vale a tentativa.

3. Altere a sua atitude perante a companhia. Tente encontrar novas e melhores maneiras de interagir com os seus colegas. Faça um ajuste mental e tente fazer as pazes com o Cenário. Isso é mudar a Si Mesmo.

4. Positivamente e proativamente mude seu ambiente de trabalho. Seja reverente com quem decide, mas também desafie a liderança nas questões importantes. Faça a diferença no ambiente de trabalho. Respeite as decisões finais que não podem ser modificadas e tome consciência que pode influenciar as decisões que estão evoluindo e que podem ser alteradas.

5. Reclame e choramingue bastante, como que se materializando os seus ressentimentos em relação aos seu empregador, isso fosse milagrosamente inspirar a companhia e a sua liderança a mudar. Acredite ou não, é o que muitas pessoas fazem. Nunca vi isto dar certo e também dúvido que você tenha visto.

Mudar a Si Mesmo não é necessariamente melhor do que mudar o Cenário – nem o contrário é verdadeiro. Vai depender da situação. Entretanto, uma vez que esteja consciente desse dilema “Si Mesmo ou Cenário”, você vai começar a enxergar sua manifestação em todo lugar do seu dia-a-dia, tanto em situações de trabalho quanto pessoais. E uma vez que tomada a decisão de mudar a Si Mesmo ou o Cenário, vai perceber o quanto uma escolha que respeita a sua essência pode afetar a sua felicidade para melhor.

E você? O que você fez quando passou a odiar o seu trabalho? Já viu como outras pessoas lidaram com esta emoção? Compartilhe nos comentários abaixo.

Para estas e outras questões do dia-a-dia corporativo, conte comigo.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Como Se Livrar do Vício da Multi-Tarefa

Março 13, 2011

Multi-tarefa é uma epidemia. De acordo com uma recente pesquisa, estudantes universitários em salas de aula estão abrindo, em média, 65 novas telas – 62% das quais não tem qualquer relação com a aula ou o curso em que estão inseridos. Além disso, ao mesmo tempo estão enviando mensagens de texto e e-mails. 

Não surpreende, portanto, que os pesquisadores tenham encontrado uma relação inversa entre multi-tarefas e desempenho acadêmico. Aprender passa a levar mais tempo, envolve mais erros e pode significar que aquilo que é aprendido não fica retido por tanto tempo.

Obviamente os executivos ao redor do mundo se comportam da mesma forma, na esperança de que, com tantas coisas sendo realizadas ao mesmo tempo, sejam mais produtivos de alguma maneira.

No entanto, as evidências sugerem o contrário. Eis os motivos: 

  • Multi-tarefas é um mito urbano: Cientistas cognitivos já demonstraram que na realidade nunca realizamos multi-tarefas. Nós meramente alternamos tarefas (apesar que de forma muito rápida). E entre cada mudança existe efetivamente um ponto cego. Dados são deixados de lado, negligenciados ou subestimados. Esse também é o motivo pelo qual você não pode ao mesmo tempo dirigir com segurança e falar ou enviar mensagens via celular: sua capacidade intelectual fica pior do que se tivesse ingerido alcool acima do legalmente permitido. Computadores podem estar habilitados a realizar multi-tarefas, a mente, infelizmente, não.
  • Produtividade não é uma função de horas: Consideramos que, fazendo um grande negócio o tempo todo, de alguma forma conseguiremos fazer mais. Esse é o modelo de produtividade da revolução industrial: se você pode fazer 10 trecos em uma hora, pode fazer 100 em 10 horas, certo? Errado! Mesmo na produção, essa teoria não funciona porque você se cansa e acaba comentendo erros. E quando falamos de processamento intelectual, isso fica mais evidente ainda. Na medida em que ficamos exaustos, perdemos a habilidade de discernir e discriminar. Podemos até prosseguir, mas a qualidade de nosso raciocinio declina consideravelmente. Trabalho criativo necessita de equilibrio entre foco e descanso. Este é o motivo pelo qual você pode achar que as suas melhores idéias aparecem quando está dirigindo de volta para casa.

Quebrando o ciclo

É duro quebrar nossos hábitos com relação à multi-tarefa. E mais ainda se tiver um chefe que adora realizar multi-tarefas e que considera que qualquer um que não trabalha dessa forma é um baita preguiçoso. Tem alguma forma de escapar desta situação? Sim. O argumento mais importante para ser vitorioso sobre esta questão é a produtividade.

  1. Se assegure que você é avaliado pelo resultado, não pelas horas. Se for recompensado pela qualidade do trabalho que gera, aí você pode razoavelmente argumentar que a maneira com a qual faz com que o trabalho seja feito é problema seu.
  2. Estabeleça o padrão nas reuniões sob sua responsabilidade: Não utilize o seu BlackBerry. Você vai acabar percebendo que as reuniões podem ser mais curtas se solicitar a todos que não tragam seus celulares.
  3. Não queira evangelizar os demais, mesmo depois de perceber o novo beneficio da mono-tarefa. No final das contas, todos aqueles viciados em multi-tarefas terão que encontrar sua própria forma de se livrar do hábito.

E você? Já se livrou de seu vício em multi-tarefas? Como é que fez isso? Compartilhe nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo

Leitura Sugerida:

Por Que Realizar Multitarefas é Ineficiente & O Que Você Pode Fazer Que É BEM Melhor…

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E agora? O CEO encontrou um erro crucial!

Março 7, 2011

A melhor resposta é “#2: Se Faz de Bobo.”

Esta perspectiva pressupõe que você está realizando sua apresentação com humildade e curiosidade, e não tentando se posicionar como um super-herói ou um sabe-tudo.

De acordo com o guru de vendas Mike Bosworth (autor do livro Vendas Centradas no Cliente), um dos maiores erros que os profissionais de vendas cometem é julgar que sabem tudo e que podem se dirigir ao cliente, mostrar-lhe claramente como ele é estúpido e aí “salvar a pele dele” com uma solução poderosa.

Não é surpresa porque grande parte de quem decide não goste dos profissionais de vendas!

Ao iniciar sua apresentação, explique que você levantou alguns dados, mas admita que podem não ser exatos. Deixe claro que você não está lá para dizer a quem decide como gerenciar o negócio, mas que está lá apenas pelo fato de ser um perito numa determinda área operacional (preferencialmente aquela área para a qual o seu produto se destina).

Aí, se o que levantou se mostra inconsistente, você pode simplesmente solicitar a quem decide se pode fornecer dados melhores e mais exatos. Com isso, utilizando o que foi levantado, você pode adaptar a sua apresentação de acordo. Veja como a conversa possivelmente se desenrolaria:

  • Você: “De acordo com minha pesquisa, seu inventário tem em média 60 dias.” 
  • CEO:  “Quem lhe disse que temos 60 dias em média?”
  • Você: “Meu levantamento deve estar incorreto. É possível compartilhar a média real?”
  • CEO:  “Cerca de 45 dias.”
  • Você: “É maior do que a média da indústria. Posso mostrar-lhe como reduzi-lo.”
  • CEO:  “É por isso que estou aqui. Continue.”

Outra idéia interessante é manter seus slides sem dados que não possam ser verificados de forma independente. Alguns profissionais de vendas errôneamente acreditam que passam maior credibilidade colocando um monte de dados nos seus slides.

Mas isso não é verdade. Na maioria dos casos, é melhor ter um slide genérico, que simplesmente aponte o “PROBLEMA DE INVENTÁRIO”, do que um slide que esteja cheio de fatos e números.

E você? Criaria uma Tática #5? Compartilhe com os demais outras idéias que resgatariam o sucesso junto ao CEO da empresa nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo

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E agora? O CEO encontrou um erro crucial na minha apresentação!

Março 7, 2011

CENÁRIO: Você elaborou a apresentação perfeita. Agora está frente a frente com um grupo que efetivamente toma decisões, incluindo o CEO. Você projeta um slide chave, mostrando a principal razão pela qual eles devem fechar o negócio, e no powerpoint está escrito:

Estoque Médio Atual: 60 dias
Média Com Nossa Solução: 10 dias

O CEO olha para o slide por um momento e se manifesta: “Não sei quem lhe disse que nosso estoque médio é de 60 dias. Isso está profundamente errado.” Na realidade este dado veio do Fred, seu contato inicial, o cara que abriu as portas para você poder realizar esta apresentação. O que você faz nesta hora? 

Clique aqui para checar qual seria sua melhor resposta

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Chefe, Pisei Na Bola

Março 5, 2011

Não posso negar que fiquei surpreso com o ator Charlie Sheen por brigar com os produtores, o canal e o criador da série Two and a Half Men, estrelada por ele. Afinal de contas é o meu programa favorito e agora corre o risco de ser cancelado…

E aí fiquei pensando: a menos que você seja o ator mais bem pago da TV americana (aproximadamente US$ 2 milhões de salário por episódio de Two and a Half Men), a maioria de nós que pisa na bola tem que admitir o erro junto ao chefe. Dá um frio na espinha ou nos faz suar em bicas assumir humildemente algo que não sabemos no que é que vai dar. 

Mas tenho aqui uma boa notícia. Se bem desempenhado, o ato de admitir e então retificar um erro pode alavancar uma carreira. Todo chefe sabe que subordinados cometem erros (ei, aposto inclusive que o seu superior já aprontou uma ou duas vezes desde a sua chegada). O desafio está em se recuperar habilmente do episódio e, nesse ponto, nem todo gerente é bom em corrigir um desacerto. Demonstrar ao escalão superior que você é capaz de consertar uma asneira pode representar bem mais do que apenas resolver o furo original.

Existe a forma correta e a incorreta de limpar a sua barra. A incorreta é perder todo senso de profissionalismo e se tornar um poço de  lamúrias e desculpas intermináveis. A correta é demonstrar remorsos assumindo logo de cara responsabilidade pelas suas ações (e isto é diferente do que ficar se desculpando) e, na sequência, propor uma solução. 

Sugiro estas quatro iniciativas para dar uma má notícia:

  • Descreva. Proporcione uma visão geral do problema e explique o seu impacto. Se assegure de relatar o caso tendo em mente aquilo que importa ao seu gerente. 
  • Identifique uma solução. Recomende uma solução ou abordagem específica, bem como possíveis alternativas.
  • Analise a sua solução. Compartilhe os pros e os contras e explique as implicações. Esteja preparado para discutir os riscos ou obstáculos que possam ser uma preocupação para o seu chefe.
  • Aceite a responsabilidade. Deixe o seu gerente ciente que você esta disposto a assumir a responsabilidade pelo resultado da abordagem que está propondo.

Esta é a maneira correta para “reconstruir pontes danificadas”. Ela demonstra que está pensando com clareza, com responsabilidade e que você é orientado a resultados. Mas que, ao mesmo tempo, está ciente que o seu está na reta (portanto se assegure que sua nova alternativa funcionará!).

Compartilhe conosco (nos comentários abaixo) alguns de seus insucessos mais retumbantes e como deu a volta por cima junto à chefia.