Archive for Maio, 2011

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A Paixão Vale a Pena

Maio 22, 2011

Graças a Deus é Segunda-feira.

Você fica naquela expectativa para que segunda de manhã chegue logo? Fica ansioso por estar logo de volta ao trabalho?  Ou é daqueles que dão graças a Deus porque é sexta-feira e que não podem esperar para ficar longe do trabalho por um belo par de dias? Veja, você fica no mínimo 8 horas por dia no trabalho. Isso representa quase 25% de sua semana. Se você é do tipo que dá graças a Deus toda sexta-feira, então está faltando algo deveras importante na sua carreira – PAIXÃO. Estar apaixonado pelo seu trabalho representa bem mais do que aquele velho ditado “faça o que gosta”. É ansiar por ir trabalhar. É sentir o tempo voar quando você está lá. É trabalhar além da hora de ir embora, não porque está sobrecarregado com tarefas, mas porque está tão concentrado que não percebe o horário.

Quando você está apaixonado pelo que faz para viver, curte mais o que faz. Inclusive faz o que faz melhor. E acreditando no que faz com paixão, está mais comprometido com o seu sucesso.

Colocando sua paixão no trabalho

A questão não é apenas se sentir apaixonado pelo seu trabalho, mas agir com paixão também. Utilize-a para avançar nos projetos, para encontrar soluções inovadoras em problemas complicados, para trabalhar além dos conflitos interpessoais.

Se agir com paixão, certamente não vai ficar sentado passivamente ao longo de mais uma reunião chata. Você simplesmente não vai conseguir. Vai acabar compartilhando essa paixão com os demais.  Sua energia pode contaminar todos na reunião. E mesmo que isso não ocorra, vai se sentir bem melhor sabendo que está fazendo algo para que a causa na qual acredita com paixão avance.

Pessoas apaixonadas realizam mais. Elas não dedicam tempo preocupando-se com o que tem que ser feito a seguir. Não ficam bolando como pular fora de uma tarefa. E não perdem tempo sonhando com as férias que querem tirar para ficarem longe do trabalho.

Pessoas apaixonadas pelo seu trabalho fazem melhor. Pelo fato de tanto se preocuparem, não se conformam com nada menos que o seu melhor.  E tem mais, elas nunca fazem simplesmente por fazer. Colocam todo raciocínio e energia para realizar um trabalho bem feito.

É apenas um trabalho, não?

Se você acha que trabalho é apenas trabalho, está jogando fora 40 horas (ou mais) por semana de sua vida.  Está enganando o seu chefe que recebe menos daquilo que você tem para oferecer. E mais: está enganando a si mesmo desperdiçando tempo em rotinas ou mesmo num trabalho maçante, ao invés de fazer o que gosta. Afinal, cá entre nós, você poderia (e deveria) investir essas 40 horas fazendo algo que fizesse você se sentir bem.

Não está convencido?

Se já teve em algum momento um trabalho pelo qual se sentia apaixonado, você bem sabe ao que me refiro.  Agora, se nunca teve a oportunidade de trabalhar assim, talvez fique imaginando o quão válidas são estas afirmações. Se esse é o caso, pense em algo não correlacionado com trabalho pelo qual você é apaixonado. Talvez seja um hobby, um esporte, uma atividade com um grupo especial de amigos ou ainda aquela atividade serena na qual recarrega suas energias.

Nunca perdeu um jantar porque estava jogando bola e não percebeu como já era tarde? Você conhece aquela intensidade e concentração que sente quando está se dedicando aos aeromodelos com controle remoto? Você já se perguntou onde foi parar o dia quando estava pescando com o seu melhor amigo? Essas são paixões que curtimos quando estamos longe do trabalho. Você recebe a mesma  carga de prazer quando realiza um trabalho pelo qual é apaixonado. Tente imaginar e veja se não concorda.

Na busca dessa paixão, seja nos seu atual emprego ou em futuras oportunidades, conte comigo.

Pablo

P.S. – Se você tem alguma questão ou ponto de vista sobre este artigo, ou mesmo se há algo específico que gostaria de abordar, não deixe de postá-lo nos comentários abaixo para compartilhá-lo com os demais leitores do blog.

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Por Que os Programas de Liderança Ainda Não Me Tornaram um Líder Melhor?

Maio 10, 2011

Quando penso sobre a efetividade dos programas corporativos que objetivam o desenvolvimento da liderança, me vem à mente um artigo que li no New York Times do colunista David Brooks sobre a reforma da educação nos EUA. Ele observou que bilhões de dólares tem sido colocado em novos e impressionantes programas escolares, a maioria de efeitos duvidosos. Quando as escolas têm gerado resultados espetaculares é porque os estudantes se importam, os professores se importam e os pais se importam.

Em outras palavras, não se trata do quão elaborado é o programa e sim das pessoas envolvidas.

Pois é, e quando se traça um paralelo com os programas corporativos de liderança, iria além: não se trata da qualidade do programa, ou mesmo do coach, trata-se do protagonista, isto é, de VOCÊ.  A pergunta que faço é : o quão engajado você está para se tornar um líder melhor?

Alguns anos atrás Howard Morgan e Marshall Goldsmith estudaram oito empresas diferentes e 86.000 participantes, 11.000 dos quais eram líderes. Eles consideravam que as empresas geralmente mediam o sucesso dos programas de coaching executivo solicitando aos participantes que avaliassem o instrutor, o local e até mesmo o coffe break.  Então queriam agora estimar a satisfação pela quantidade de mudança duradoura que fora produzida, de acordo com os stakeholders, ou seja, com base nas pessoas que efetivamente trabalham com a liderança.

Nesse estudo, cada líder focava em uma a três áreas específicas de aprimoramento, recebia feedback via um processo 360 e então era requisitado a discutir o que ele aprendeu com seus colegas de trabalho. Também pediram aos colegas que avaliassem se essa pessoa se tornara um líder mais efetivo.

Vejam os resultados:

    • Quando o líder não realizava follow up algum, nada mudava. Quando as pessoas diziam “Meu colega participou desse programa, mas não me falou nada sobre ele”, podia-se antecipar que fora uma completa perda de tempo.
    • Com um pouco de follow up com os colegas, havia algum aprimoramento.
    • Com bastante follow up (consistentes e periódicos contatos com um colega) os resultados iam às alturas.

Em Suma. A bola é sua, não é do coach, não é do  livro, não é do programa. Se você está lendo um livro, ou assistindo palestras sobre liderança, mas não está efetivamente praticando o conteúdo acessado é como assistir o Arnold Schwarzenegger levantar pesos: VOCÊ NÃO VAI GANHAR MÚSCULOS. Esse é inclusive o motivo pelo qual a dupla citada anteriormente escreveu um artigo (baseado naquele estudo), cujo título é “Liderança é um Esporte de Contato“. Para se tornar um líder melhor, você tem que ter o desejo interno de mudar, colocar em prática o conhecimento que se acessa e – isto sim é chave – ter a humildade e a coragem de discutir o seu progresso com um colega noqual confia.

Sem dúvida o processo de coaching pode apoiá-lo, mas a alavanca para uma efetiva mudança é você e seu relacionamento com as pessoas ao seu redor.

Para esta e outras habilidades que queira levar à sério, conte comigo.

Pablo

P.S.1 – Para me seguir no Facebook – https://www.facebook.com/coachingexecutivo

P.S.2 – À propósito, já teve uma boa experiência de coaching? O que fez a diferença para você nesse processo? Compartilhe AQUI com os demais.

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Guia de Sobrevivência Num Novo Trabalho

Maio 1, 2011

Hoje é o aniversário do meu primeiro dia de  trabalho no mundo corporativo real. Faz tanto tempo que praticamente perdi a  conta dos anos… Mas nunca vou me esquecer de como me senti naquela ocasião.  Queria poder falar que me senti nervoso e inseguro, mas estaria apenas floreando  aquele momento. A verdade é que, lá no fundo, estava mesmo era  assustado. Diria até um pouco apavorado. E se fracassasse? E se aqueles anos  todos de colégio e universidade acabassem não dando em nada além de um baita  fracasso? Afinal, havia sido contratado como coordenador de vendas numa grande  multinacional, a centenas de quilômetros de minha cidade natal. E, cá entre nós,  o diploma de Administração de Empresas, obtido numa das melhores universidades do  País, não havia me ensinado absolutamente nada sobre aquilo para o qual havia  sido contratado. É isso mesmo, estava justificadamente assustado.

Mas quer saber de uma coisa? Cada vez que mudei desde então – seja galgando  posições, alternando funções, mudando de cidade ou mesmo de companhia –, era a  mesma ladainha: altas expectativas e medo. Enquanto não havia nada de errado em ter um pouco de medo, a questão-chave  era o fato de não ser tão óbvio como lidar com tal situação. Mesmo porque é  possível estabelecer expectativas demasiadamente altas e cair do cavalo. Por  outro lado, se você é honesto quanto ao que não sabe, pode acabar com todo mundo  se perguntando: “Por que foi mesmo que o contratamos?” É uma questão de bom  senso, certamente, mas poderia ser enfrentada com mais conhecimento e  habilidade. Ah, se naquela época contasse com um Guia para  Sobreviver num Novo Trabalhopossivelmente a história teria sido outra. Se hoje fosse elaborar um – contribuindo com as futuras gerações de líderes –  colocaria nele 4 passos básicos para quem se lança nesta aventura :

Passo 1: Aprenda a arte de ser uma esponja Existe uma arte de ser genuíno sobre o que não se sabe – sem parecer um  incompetente que, antes de mais nada, nunca deveria ter sido contratado. Como se  faz isso? Agindo como os mais sabidos CEOs e outros executivos quando aparecem  para trabalhar no primeiro dia, ou seja, anunciando com firmeza que “ser uma  esponja” é a sua prioridade número 1. Ter uma clara compreensão do funcionamento das coisas e o que os vários  stakeholders esperam de você DEVE ser, sem dúvida, a prioridade de qualquer um  que comece num novo emprego. E isso é uma desculpa perfeita para não ter a  mínima ideia do que está rolando, ou mesmo como vai fazer para desempenhar o  trabalho. Acredite ou não, isso funciona. E funciona porque faz sentido. Apenas para que fique claro: não force a barra agindo dessa forma. Não  estamos aqui falando de fazer uma grande encenação e sair fazendo perguntas  sobre cada detalhe. Afinal, espera-se que você tenha certo nível de  competência e compreensão sobre a sua função. Portanto, em vez de ficar  indiscriminadamente concordando com a cabeça quando não tem a mínima ideia do  que estão falando, seja uma esponja. Apenas se assegure de humildemente escutar e aprender,  pois somente a partir daí é que você efetivamente vai agir como uma esponja.

Passo 2: Planeje como impactar Enquanto for uma esponja, a coisa mais importante que precisa determinar – além das questões básicas sobre o seu trabalho, o que esperam de você e como  desempenhar a sua função – é como causar um impacto real. Você tem algum  tempo para isso, portanto, não atropele as coisas. Mas, antes que seja tarde, é  bom relembrar às pessoas que você não é apenas uma esponja, e que as razões  originais pelas quais foi contratado continuam válidas. Afinal, você é capaz de  produzir resultados. Assim, a melhor forma de fazer isso é estabelecer uma meta  e planejar alcançar algo razoavelmente visível e impactante. Por exemplo, na minha primeira iniciativa em vendas, estabeleci uma meta de  fora de estoque 0% nos pontos de venda. Bem, verdade seja dita, acabei  fracassando. Alcançamos 2,5%, mas, veja só, a chefia gostou da maneira com que  agressivamente defini a meta para o time. E isso acabou ajudando a manter meu  chefe imunizado em relação ao que se denomina remorso de comprador. Planejar como impactar também é ótimo por outra razão. Como você sabe, o medo  adora um vácuo, do tipo quando está se sentindo sem foco, confuso e geralmente  sem saber o que fazer. Isso, portanto, vai lhe oferecer algo em que se agarrar  e, ao mesmo tempo, “fazer acontecer”. Pois é, só contabilizamos benefícios até agora.

Passo 3: Desça do seu pedestal Essas altas expectativas sobre as quais falei anteriormente geralmente não  vêm do seu chefe ou de outras pessoas da companhia. Elas costumam vir de você  mesmo. Maníacos por resultados, profissionais ou apenas pessoas simplesmente  competentes têm o péssimo hábito de se colocar em maus lençóis ao se içar em  pedestais. O problema com isso é que você coloca uma pressão desnecessária sobre si  mesmo, o que lhe dá maiores chances de se dar mal, cometer erros de julgamento e  coisas do gênero. Além disso, a maioria dos trabalhos já é desafiadora o  suficiente sem essa carga adicional de pressão irracional que vem de dentro de  sua cabeça. E tem mais. Quando você estabelece expectativas irracionais para si mesmo,  isso não fica apenas na sua mente. Por ser uma forma de grandiosidade, acaba  transparecendo nos seus compromissos com os demais. Compromissos que,  francamente, não fazem sentido estabelecer. É o seu ego passando cheques que sua  capacidade não tem como cobrir. Portanto, saia já do pedestal. A realidade já é suficientemente desafiadora.

Passo 4: Encare o seu medo, não a sua ansiedade A maior parte das pessoas acha que medo e ansiedade são a mesma coisa, mas  não são, não. Eles são completamente diferentes, e você necessita compreender a  diferença. Medo é uma resposta emocional em relação a uma ameaça real ou  percebida. Ansiedade é uma apreensão sobre algo que você está antecipando ou  mesmo sobre algo desconhecido. O que isso significa? Deixe-me explicar no seguinte contexto. Se você está  com medo ou preocupado porque não conta com as habilidades ou a capacidade para  fazer o trabalho, isso é real e é algo com o qual você precisa lidar. Encare o  fato, confronte-o, determine se é real ou não, e aí bole um plano para resolver  a questão. Mas, se você está ficando estressado antes do tempo, antecipando todo tipo de “e se…” que ainda não aconteceu – e que pode nunca acontecer -, você está apenas  construindo uma realidade paralela em sua cabeça e fazendo as coisas ficarem  piores para si mesmo. Não faça isso. Não se estresse com o desconhecido. Em vez disso, reconheça e se dê conta daquilo do que realmente você tem medo.  Dessa forma, você pode confrontá-lo e determinar se é justificado ou não. Além  disso, se você encarar seu medo, não vai ficar divulgando-o para todo mundo.  Algumas pessoas fazem isso, achando que vai aliviar a tensão e talvez até  conquistar a simpatia dos demais. Não vai. A única coisa que isso vai fazer é  com que você pareça uma pessoa insegura e sem autoconfiança. E isso  provavelmente não era o que a empresa pensou que estava contratando quando  selecionou você, certo?

Em suma: se você é uma dessas pessoas que procuram soluções  rápidas para tudo, esqueça. Esse é um caminho certeiro em direção ao desastre.  Como tudo na vida, a resposta não está num livro ou numa pílula. Certamente meus  longos anos de experiência no universo corporativo podem apoiá-lo, mas você  também vai ter de dar duro por conta própria. É assim que o processo de coaching  funciona. E com ótimos resultados.

Para essa e diversas outras situações, conte comigo.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo