Archive for Julho, 2011

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Você Tem Dúvidas Que Pode Ser Um Executivo Melhor?

Julho 27, 2011
Existem dez características que podem fazer de você um executivo melhor. Tem idéia de quais são? Não? Leia Como Ser Um Executivo Melhor para descobrí-las.
 
E à propósito, mesmo que ache que sabe quais são essas dez características, leia Como Ser Um Executivo Melhor e cheque se sua lista bate com a minha.

Você tem uma lista mais completa de características que faz de alguém um melhor executivo? Ótimo! Compartilhe a mesma conosco nos comentários abaixo.

Para incorporar estes e outros importantes traços no seu perfil profissional, conte comigo.

Pablo

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Como você faria?

Julho 25, 2011

Foi publicado hoje no Valor Econômico: “Executivos brasileiros esperam trocar de emprego este ano”. Numa pesquisa realizada, 80% dos líderes brasileiros disseram que estão buscando ativamente novas oportunidades profissionais. A disputa por talentos é crescente no Brasil, o que aparentemente justifica tanto entusiasmo.

Comentava num outro post que na semana passada tive a oportunidade de participar do Forum Gestão e Retenção de Talentos em Ação (realizado pelo Informa Group) e interagir com executivos de diversas empresas (entre elas Johnson & Johnson, Cargill e Votorantim) ao falar sobre como a cultura organizacional pode criar um sólido diferencial competitivo na gestão de talentos.

“Ouça todo mundo, filtre o que escutou e então aja de acordo” foi uma das sugestões que ouvi de um dos participantes quando perguntei o que ele faz para aprimorar a retenção de talentos.

Você concorda?

Retenção de talentos é uma questão importantíssima. O que você faria para incrementar a retenção de talentos onde você trabalha? Qual seria sua melhor dica para evitar a debandada que o jornal anuncia acima?

Adicione o seu ponto de vista nos comentários abaixo ou simplesmente leia a opinião dos leitores.

Para estas e outras questões, conte comigo.

Pablo 

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Já pensou em calar a boca e apenas liderar?

Julho 23, 2011
Eu sei que você quer uma comunicação aberta e honesta com os funcionários de sua equipe, mas algumas vezes é necessário apenas calar a boca e liderar. Quando se trata de comunicação no escritório, é fundamental exercitar o bom senso. Existem coisas que você simplesmente não compartilha com o seu time. Nunca discuta seus problemas pessoais com seus funcionários. Ponto. Sua função é liderá-los e não fazer com que ouçam seus medos e suas queixas. Independentemente do quão mal você está se sentindo, nunca, jamais compartilhe esses sentimentos com seus funcionários. Pode falar com seus pares sobre eles, ou com sua esposa (ou esposo), ou mesmo com seu mentor espiritual, mas nunca com seus funcionários.
 
Veja a seguir algumas outras coisas que você não discute com seus funcionários:
  • Qualquer coisa que lhe disseram confidencialmente.
    Não importa se quem lhe contou o segredo foi um superior, um par ou um subordinado. Cabe a você estabelecer a barra ética. Se lhe falaram algo confidencialmente, você não compartilha isso com os demais.
  • Informação que eles não vão entender.
    Se é preciso explicar algo para que seu time entenda, mas você não pode revelar a explanação por alguma razão, nem traga à tona o tema. Aguarde até que esteja numa posição em que possa responder as perguntas deles antes de dizer alguma coisa.
  • Qualquer coisa que não tenha tempo para explicar.
    Da mesma forma que acima, se não tem o tempo para explicar, não traga à tona. Espere até que tenha o devido tempo para explicar antes de dizer algo.
  • Rumores, fofocas ou coisas do tipo.
    Prenda-se aos fatos. Não é sua função espalhar rumores e garanto que o seu trabalho se torna mais difícil se um outro alguém estiver propagando-os. Você não quer rumores se difundindo portanto esteja consciente que não é você quem lhes dá asas.
  • Seus medos. Sua função é proteger seu time do medo, da incerteza e das dúvidas que estão correndo soltas no escritório e não descarregar seus problemas em cima do seu time. Você pode, sem dúvida, compartilhar com eles sua legítimas preocupações sobre a empresa e sua operação. Mas mantenha para si mesmo seus medos.
  • Qualquer coisa negativa sobre alguém.
    Sua mãe provavelmente sempre lhe disse que se não pode falar nada de positivo sobre alguém, então não diga nada. Isso é especialmente verdadeiro no ambiente de trabalho. Se voce  falar mal dos outros, as pessoas que te escutam vão começar a imaginar o que você diz sobre elas quando não estão presentes. Se você criticar, critique o ato, não a pessoa por detrás do ato. E nunca critique o seu chefe na frente do seu time, muito menos um integrante de sua equipe na frente de quem quer que seja do time.
  • Dados pessoais de alguém.
    Nunca discuta dados pessoais, salário, situação familiar, preocupações e defeitos de alguém com os demais. Sua habilidade de ser bem-sucedido como gerente depende de sua habilidade de manter a confidencialidade de temas confidenciais.
  • Dados médicos de alguém.
    Da mesma forma que os dados pessoais acima, nunca discuta os dados médicos com quem quer que seja. Por exemplo, não diga: “Ele está no médico retirando um tumor”. Diga apenas: “Ele tinha um compromisso”. É claro que, se um funcionário vai se ausentar durante várias semanas em virtude de uma cirurgia e ele te pede que explique para o resto do time o motivo pelo qual estará fora, você pode falar. Providencie o mínimo necessário sobre o caso para atender o desejo da pessoa.  Tenha sempre em mente que o importante é respeitar o direito à privacidade das pessoas.

Em Suma. Você quer que seu time saiba que sempre lhes dirá o tanto que é possível. Mas se assegure que eles entendam que existem coisas que você simplesmente não comenta. Eles vão compreender. E vão respeitá-lo por isso.

    Para estas e outras questões de liderança, conte comigo.
    Pablo
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Como você vai lidar com a sua compulsão?

Julho 9, 2011

Desta vez tomo a liberdade de reproduzir o excelente artigo do Gilberto Dimenstein, publicado Domingo passado na Folha de São Paulo, sobre a compulsão para se manter contectado. Vejam a seguir:

O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados. No dia seguinte, porém, o Facebook reagiu e anunciou para esta semana uma novidade também de grande impacto, possivelmente em celulares. Para alguns psicólogos americanos, esse tipo de disputa produz um efeito colateral: um distúrbio já batizado de “cérebro de pipoca”. Esse distúrbio é provocado pelo movimento caótico e constante de informações, exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente. A falta de foco gera entre os portadores do tal “cérebro de pipoca” um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna complicado o relacionamento interpessoal.

Sou um tanto desconfiado de notícias alarmantes provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Toda ruptura desencadeia uma onda de nostalgia e de temores em relação ao futuro.
Mas algumas pesquisas em torno do “cérebro de pipoca” merecem atenção por afetar o processo de aprendizagem. Uma delas foi realizada em Stanford, a universidade que, por ajudar a criar o Vale do Silício, na Califórnia, impulsionou a tecnologia da informação. Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, revelou num seminário sobre tecnologia da informação a pesquisa que fez com jovens que passam muitas horas por dia na internet, acostumados a tocar muitas tarefas ao mesmo tempo. Ele mostrou fotos com diversas expressões e pediu que os jovens identificassem as emoções. Constatou a dificuldade dos entrevistados. “Relacionamento é algo que se aprende lendo as emoções dos outros”, afirma Nass. O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção.

Os pesquisadores estão detectando há tempos uma série de distorções, como a compulsão para se manter conectado, semelhante a um vício. Trata-se de uma inquietude permanente, provocada pela sensação de que o outro, naquele momento, está fazendo algo mais interessante do que aquilo que se está fazendo. Tome o Facebook ou qualquer outra rede social. Chegaram a desenvolver um programa que envia para o celular da pessoa um aviso sempre que um amigo dela está se aproximando de onde ela está.

O estímulo, porém, começa no mercado de trabalho. Vemos nos anúncios de emprego uma demanda por pessoas que façam muitas coisas ao mesmo tempo. Mas o que Nass, o professor de Stanford, entre outros pesquisadores, defende é o contrário. Quem faz muitas tarefas ao mesmo tempo, condicionando seu cérebro, fica menos funcional. Não sabe perceber as emoções e trabalhar em equipe, não sabe focar o que é relevante e tem dificuldade de estabelecer um projeto que exige um mínimo de linearidade. Não sabe, em suma, diferenciar o valor das informações.

Não deixa de ser um pouco absurdo valorizar tanto os recursos tecnológicos que aproximam as pessoas virtualmente, mas que as afastam na vida real. Daí se entende, em parte, segundo os pesquisadores, por que, em todo o mundo, está explodindo o consumo de remédios de tarja preta para tratar males como a ansiedade e a hiperatividade.

PS- Perto da minha casa, aqui em Cambridge, há uma padaria artesanal, com mesas comunitárias, que decidiu ir contra a corrente. Seus proprietários simplesmente proibiram que se usasse celular lá dentro para diminuir a poluição sonora e a agitação. Sucesso total. O efeito colateral: ficou difícil conseguir lugar.”

Isso me fez refletir: estará a geração Z sendo formada sem a habilidade de pensar com clareza? Será qua a distração criada pela tecnologia é a culpada desta possibilidade? Qual é o seu ponto de vista?

Para lidar com esta e outras questões comportamentais, conte comigo.

Pablo

P.S. – Amanhã, as 19h no GNT, estréia o documentário “Nação Digital” que investiga mudanças sociais ocorridas a partir da internet. Aparentemente o dilema dos professores agora é desconectar alunos das redes sociais para conectá-los às aulas. É mole?!