Archive for Outubro, 2011

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Atributos que os Gerentes Consideram + que Desejáveis

Outubro 26, 2011

Sabe porque hoje em dia tantos funcionários dão excessiva atenção ao chefe? Será que é porque o chefe controla a vida profissional deles? Poderia ser, mas não é essa a razão principal. Será que é porque o chefe possue a chave para incontáveis tesouros (leia-se aumentos, bônus e promoções)? Novamente poderia ser, mas também não é isso.

Os funcionários concentram-se no chefe porque é muito mais fácil reclamar sobre alguém que arruina suas vidas do que é assumir responsabilidade pela própria carreira, pelas próprias ações, pelos próprios problemas e pelas próprias decisões (isso sem mencionar um eventual comportamento auto-destrutivo).

Enquanto um psiquiatra pode achar fascinante todo esse comportamento infantil (além de relativamente lucrativo), garanto que seu chefe não vai considerá-lo divertido. Nem um tantinho sequer. Afinal de contas, fala sério, onde é que você acha que está? Não pense que seu chefe não percebe o que acontece ao redor. Ora, ele pode ser um maníaco por micro-gerenciamento, mas certamente não é um idiota.

Você acha que o seu chefe não percebe esse seu sorrisinho malicioso ou mesmo seu desdém quando entra na sala? Acha que ele não consegue ler a sua linguagem corporal? Ou que não têm outras pessoas dizendo para ele o que está rolando nos bastidores?

Pois bem, fui gerente e executivo senior durante mais de 20 anos e posso lhe garantir com absoluta certeza que, a menos que seu chefe seja um completo incompetente, ele sabe o necessário sobre você. E a propósito, não, o tal Papai Noel não existe, mas existe sim um Chefe Noel, e ele sabe se você foi mau sujeito ou um cara boa praça, tenha certeza disso.

Analogias à parte, o ponto ao qual quero chegar é que você sempre tem o poder de escolher e esta é a escolha mais importante que todo funcionário faz:

Você vai ser um bom ou um mau funcionário?

Vai acreditar em si, tornar-se o melhor que pode ser, e confiar que isso vai valer a pena no final?

Ou vai ingressar no “lado negro” e passar a vida com inveja, zangado e amargurado?

Se sua resposta for a primeira, então preste atenção abaixo nos Atributos que o Gerentes Consideram Mais Que Desejáveis e invista no seu aprimoramento profissional 

  1. Faz o que é necessário para realizar o trabalho. Esta está em primeiro lugar na lista de coisas que todo gerente mais valoriza num funcionário. Ela foi uma das primeiras lições que aprendi logo cedo e que fez uma grande diferença na minha carreira.
  2. Cumpre seus compromissos. Quando você diz que vai fazer algo até uma certa data, você dá um jeito. Quando você diz que isso vai custar x, seu chefe pode alocar esse montante no orçamento. Você assume responsabilidade de modo que seu chefe não tem que cobrir lacunas. Só pelo fato de saber que você estará presente, isso já reduz consideravelmente o estress do seu chefe.
  3. É corajoso. Você percebe que o mundo corporativo é uma esporte de combate e que no ringue vai receber alguns golpes. Pode ainda sofrer algumas penalidades no trajeto. Mas a competição não te apavora. O confronto não te assusta. Você não se intimida com a exposição. Ao contrário, ela te energiza.
  4. Desafia o status quo. Você é genuino, direto, confiante e se sente confortável sendo você mesmo. Diz as coisas como elas são e o que pensa sobre o assunto. Não doura a pílula e não costuma por panos quentes. Quando não sabe, diz que não sabe. Não se assusta com a autoridade, portanto não trata o seu chefe ou o CEO como se fossem personagens do além.
  5. É um solucionador de problemas inovador. Olha as coisas a partir de um ângulo diferente e vira os problemas de cabeça para baixo em busca de soluções únicas. Quanto mais difícil o problema, maior é o desafio e mais você se empenha para encontrar a resposta. Sua vida é solucionar problemas.
  6. Seu foco é afiado. Não perde a concentração ao primeiro sinal de confusão ou de complexidade. Muito pelo contrário, é calmo e firme. Você se concentra quando todos os demais correm feito baratas tontas. Você é uma ilha serena num oceano caótico.
  7. Seu custo de manutenção é baixo. Você não choraminga nem reclama. Não precisa que segurem sua mão por qualquer coisinha. Não absorve as coisas de modo pessoal. Tem uma “carapaça” razoavelmente resistente. As pessoas não tem que andar sobre ovos ao seu redor e estarem constantemente preocupadas se o ofenderam de alguma forma.

É bem verdade que este post parte do pressuposto que seu chefe tem auto-confiança  e competência o suficiente para lidar e se beneficiar com um funcionário que possua todos estes  atributos fora-de-série. Certamente nem todos valem a pena o esforço dedicado. Mas o ponto é que você não pode controlar o seu chefe. O que você sim pode controlar é você mesmo.

Portanto encare a situação da seguinte forma. Se você trabalha para um chefe “ruinzinho”, saiba que mais cedo ou mais tarde, vai sair e trabalhar para um bom. Como se diz por aí, talvez você tenha que lidar com alguns sapos, mas eventualmente, vai encontrar um ou mais que sabem o que estão fazendo  e como reconhecer um funcionário que tem características mais do que especiais.

E quando isso acontecer, este conselho terá vindo em boa hora. E quer saber? Se você domina estas habilidades – ou pelo menos a maioria delas – então um belo dia você será o chefe. E vai ser um daqueles que se destacam, inspirando seus funcionários a serem os melhores que podem ser. Falo sério.

Para estas e outras habilidades que fazem a diferença, conte comigo.

Pablo

P.S. – Para me seguir no Facebook – https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Ao invés de queixar-se, comece a erguer o queixo

Outubro 19, 2011

Eu queria dizer alguma coisa, mas era simplesmente impossível.

Raquel, uma colega do MBA, não parava de reclamar.

Durante vinte minutos ela me bombardeou com uma série de queixas. Ela reclamava de seu trabalho. Reclamava das novas normas da sua empresa. Reclamava da economia. E, acima de tudo, reclamava da falta de vendas.

Sinceramente não me recordo de ter dito isso, mas a Raquel gosta de me lembrar que, de repente, dei uma basta nas lamurias dela dizendo: “Raquel, Raquel, você pode fazer a gentileza de calar a boca?” 

Então disse: “A questão é simples. Você tem uma escolha. Pode aceitar as novas normas de sua companhia, ir trabalhar com uma atitude positiva e decidir dar o seu melhor todos os dias OU pode achar um novo trabalho numa nova empresa. Mas seja qual for a sua decisão, pare de queixar-se pois isso não está lhe fazendo nada bem. Ou mude o seu trabalho ou mude a sua atitude sobre o trabalho.”

Com isso a conversa acabou e, naquele momento, pensei que a nossa amizade também, afinal Raquel deixou de me dirigir a palavra durante meses.

Foi aí que a encontrei numa festa e ela me contou que apesar de ter sido duro ouvir o que eu disse, ela decidira seguir o meu conselho. Ficou no trabalho, parou de queixar-se e começou a vender mais.

Três meses depois de mudar a sua atitude suas vendas subiram 30%.

Um ano mais tarde, suas vendas subiram 70%.

Todos na empresa em que trabalhava queriam saber como é que ela estava fazendo isso. Raquel, graciosa e honestamente, contou aos demais sobre a nossa conversa e, papo vai papo vem, acabei sendo convidado a fazer coaching de equipe junto ao time executivo, além de diversos group coachings na área de vendas da empresa.

E somente o outro dia, três anos depois de nossa conversa inicial, me encontrei com a Raquel novamente. Não falávamos há um bom tempo e estava curioso para saber como ela estava.

Ela me disse que durante os últimos dois anos as vendas dela continuaram a crescer. Ela foi promovida duas vezes e agora se encontrava no emprego dos seus sonhos: liderando uma divisão numa importante empresa varejista. Esse era o trabalho que ela sempre quis e agora está mais motivada e apaixonada pelo que faz do que jamais esteve na sua vida.

Em suma, a Raquel parou de queixar-se e começou a erguer o queixo na busca do seu sucesso!

E você ?

As queixas estão te sabotando?  Estão sabotando o seu time?

Se você está desconfiando que as queixas estão comprometendo a sua carreira, saiba que entendo perfeitamente como está se sentindo. Eu costumava ser um queixoso profissional. Por isso é que sabia exatamente o que a Raquel precisava escutar. Afinal, estivera numa situação semelhante há 15 anos.

Mas aprendi que quando você para de se queixar e age positivamente, você acelera sua carreira em direção ao sucesso.

Por que você não tenta?

Para estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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Outras Formas de Ser um Gerente + Consciente

Outubro 8, 2011

Um dos maiores erros que gerentes de sucesso cometem é pensar que têm todas as respostas. Sejamos francos:  quando você acumula em sua bagagem uma quantidade suficiente de sucessos e fracassos, além de um bocado de cabelos brancos, é uma tendência natural investir mais do seu tempo falando do que escutando.

Essa é uma armadilha na qual nenhum de nós deveria cair. Posso parecer algumas vezes cético em relação a alguns “gurus” que tratam do tema liderança (especialmente os do tipo acadêmico), mas estou sempre à procura de pessoas que, como eu, têm experiências reais no mundo corporativo e uma inclinação a compartilhá-las com os demais.

David Shedd parece ser um desses caras. Num post no Business Insider, ele compartilha alguns conselhos excelentes sobre como motivar e engajar funcionários, o que basicamente deriva de 3 fatores chave:

Alinhamento do funcionário com as metas e a visão da empresa.

A fé do funcionário na competência da liderança e no seu compromisso de transformar em realidade as metas e a visão.

A confiança dele de que seu supervisor direto vai apoiá-lo e ajudá-lo a ter êxito.

Shedd em seguida aponta 14 sinais verdes e vermelhos de gestão que ajudam a concretizar essas 3 metas e engajar a sua equipe. Eu destaco os 10 que fazem um baita sentido para mim:

    1. Não envie mensagens ambíguas aos seus funcionários de modo que eles nunca sabem qual é a sua posição. Nada pior para as pessoas ficarem correndo em círculos, como se estivessem atrás do próprio rabo, do que dizer uma coisa hoje e o contrário no dia seguinte. Seja claro e consistente.
    2. Não faça a sua equipe de besta. Seja genuino e direto. Se a liderança estabelece uma direção com a qual você não concorda, explique que você nem sempre concorda com eles mas que, como você não é o chefe, estas são as regras do jogo. É o chamado “Discorde mas Comprometa-se” e é bastante efetivo no mundo corporativo.
    3. Não aja mais preocupado com o seu próprio bem-estar do que qualquer outra coisa. Um comportamento egoísta inspira o mesmo na sua equipe.
    4. Não evite assumir a responsabilidade por suas ações. Tornar-se responsável é a única maneira crível de fazer com os outros se façam responsáveis também.
    5. Não tire conclusões precipitadas sem primeiro checar os fatos. Líderes maduros nunca reagem com base num único dado ou evento.  Tudo o que se consegue é fazer com que os demais entrem em pânico e comecem a culpar uns aos outros.
    6. Faça o que disse que ia fazer no momento em que você disse que ia fazer. Não sei se ficou claro, mas a mensagem é a seguinte: alinhe discurso e prática. Isso é o que constrói credibilidade e confiança em você como líder e no sua equipe como um time.
    7. Retorne ligações e emails. Nestes tempos de comunicação excessiva, não dedicaria todo o tempo respondendo a tudo, mas quando se trata de algo importante, comunique-se se possível em tempo real.
    8. Admita seus erros… e assuma a culpa pelos fracassos. Não ha melhor forma de aprender e ensinar. É fracassando que crescemos e amadurecemos.
    9. Reconheça sua equipe e apoie publicamente seus funcionários.  Isso não significa destruir sua própria credibilidade enganando a liderança ou agindo como se o seu time fosse perfeito, mas sempre e quando eles fizerem o trabalho ou superarem as expectativas, propagandeie.
    10. Pergunte e ouça. Não é preciso dizer mais nada, certo?.

    Em suma, lembre-se que no dia em que parar de escutar e aprender é o dia em que você vai parar de crescer como gestor, como líder e como ser humano. Em minha experiência como coach executivo, toda habilidade é tanto relativa quanto passageira.
    Para estas e outras competências chave, conte comigo.

Pablo

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Como Ser Um Melhor Gestor

Outubro 3, 2011

Aqui seguem habilidades e competências chave que ajudam qualquer um a ser um melhor gestor.

Cresce a Necessidade por Bons Gerentes

A necessidade por bons gerentes não está desaparecendo. Ao contrário, ela está se intensificando. É bem verdade que com organizações horizontais e times auto-suficientes se espalhando por aí e, ainda por cima, com redes e computadores pessoais disponibilizando informações com maior rapidez para mais e mais pessoas, a quantidade necessária de gerentes está diminuindo. Contudo, a necessidade de bons gerentes – pessoas que conseguem gerenciar a si mesmo e aos outros em ambientes de intenso stress – está aumentando.

Acredito que qualquer um pode ser um bom gestor. É uma habilidade tanto treinável quanto uma capacidade inata, é tanto uma ciência quanto uma arte. Aqui seguem alguns pontos que fazem de você um melhor gerente:

Como pessoa:

  • Tem confiança em si mesmo e em suas habilidades. Está feliz com quem você é, mas ainda assim continua aprendendo e se aprimorando mais e mais.
  • É ligeiramente extrovertido. Não precisa ser o centro da festa, mas também não pode ser um “mosca morta”. Gestão é uma habilidade interpessoal – não é um trabalho para alguém que não gosta de gente.
  • É honesto e direto. Seu sucesso depende consideravelmente da confiança dos demais.
  • É inclusivo e não excludente. Você traz  os outros para aquilo que você  faz. Não exclui os outros porque carecem de certos atributos.
  • Tem presença. Gerentes devem liderar. Líderes efetivos tem uma qualidade própria que faz com que as pessoas percebam quando eles entram numa sala.

No trabalho:

  • É consistente, mas não é rígido; Seguro, mas pode mudar de opinião. Toma decisões, mas facilmente aceita contribuições dos demais.
  • Tem algo de louco. Pensa fora da caixa. Tenta novas coisas e, se elas falham, admite o erro, mas não se desculpa por ter tentado.
  • Não tem medo de “fazer acontecer”. Faz planos e cronogramas e trabalha em prol dos mesmos.
  • É ágil e pode mudar planos rapidamente, mas não é volúvel.
  • Vê a informação como uma ferramenta a ser utilizada, não como poder a ser acumulado.

      Avalie-se vis-à-vis esta lista. Encontre os pontos em que pode melhorar e mexa-se! E, se optar por apoio externo, lembre-se que é disso que se trata o processo de coaching – ajudar novos líderes a trilharem seu caminho e líderes experientes a se aprimorarem.

Para estas e outras habilidades que fazem a diferença, conte comigo.

Pablo