Archive for Novembro, 2011

h1

Não Faltam “Razões”… As Piores P/ Ser um Mau Chefe

Novembro 12, 2011

Você tem desculpas, ou melhor, “razões”, para não ser um chefe melhor?

Veja se reconhece algumas destas:

  1. “Estou sob incrível pressão de cima” É claro que está. Bem-vindo ao clube dos gestores. Todo chefe está entre a cruz (os funcionários) e a espada (a gerência superior). Se as demandas de cima parecem avassaladoras e o distanciam dos seus subordinados diretos, faça com que eles se envolvam mais com seus projetos e responsabilidades. Eles ficarão felizes em poder ajudar, especialmente se nesse processo ganharem habilidades e visibilidade.
  2. “Não ganho o suficiente para lidar com esse tipo de coisa” Você está certo. Grandes líderes são sub-remunerados e sub-valorizados de forma crônica e isso não vai mudar. Mas grandes chefes se realizam elogiando, desenvolvendo, mentorando e ajudando funcionários a alcançarem as metas deles como parte do seu pacote total de benefícios. Se não vê as coisas desta forma, afaste-se do seu papel de gestor ou estará continuamente insatisfeito.
  3. “Meus funcionários trabalham melhor quando os deixo sozinhos” Se isso acontece, significa que você é o problema. Funcionários fora-de-série não necessitam (ou mesmo querem) que lhe digam o que fazer, mas eles efetivamente precisam ouvir que fazem um grande trabalho,  aprender sobre novos caminhos ou estratégias… Todo mundo gosta de uma certa quantidade de atenção. Mas se assegure que a atenção que você dá cria uma impacto positivo.
  4. “Este processo foi criado por alguém que não tinha que implementá-lo” Geralmente é verdade. Por exemplo: muitos especialistas e RH nunca tiveram um papel de liderança no chão da fábrica, mas isso não significa que certas iniciativas não valham a pena. Talvez não goste de elaborar planos de desenvolvimento, mas não finja que está trabalhando nisso. Dê duro para se assegurar que seus planos realmente aprimoram seus funcionários. E se não gosta de uma política ou diretriz, não a ignore. Trabalhe para torná-la melhor. Afinal, é responsabilidade de todo chefe certificar-se que as normas da empresa protegem e promovem os interesses dos funcionários (ao menos na medida do possível).
  5. “Este lugar é político demais”  A política corporativa é sem dúvida um fator, mas as pessoas que reclamam sobre como essa política corporativa as atrapalham são geralmente aquelas que costumam assumir a menor parcela de responsabilidade em relação às suas próprias carreiras. Algumas vezes é necessário se preocupar com a imagem, mas geralmente o desempenho supera a percepção. Além disso, você não consegue ontrolar a percepção das pessoas, mas sim consegue controlar o seu desempenho – especialmente a maneira como ele impacta a sua equipe.
  6. “Se ele obtiver muito crédito, vou ficar mal na foto” Não fique com medo dos seus subordinados o ofuscarem. Ao contrário, sua meta é ter subordinados que o ofusquem. Grandes líderes estão rodeados por talentos fora-de-série: é assim que são reconhecidos como grandes líderes. Quanto melhor o time, e os indivíduos que compõem a equipe, melhor você fica na foto.
  7. “Não devia ter que elogiar as pessoas por fazerem o seu trabalho” Devia sim. Não só elogiar os funcionários é uma cortesia a praticar mas, do ponto de vista de desempenho, elogiar reforça um comportamento positivo e faz com que seja muito mais provável que eles sejam repetidos no futuro. Conte com que seus funcionários irão realizar as tarefas deles e então os elogie quando elas estiverem finalizadas, afinal esse é o seu trabalho.
  8. “Bem, foi dessa forma que me treinaram” Você treina os funcionários jogando-os na fogueira simplesmente porque foi assim que uma vez o trataram? Sempre que você sente que algo foi “bom o suficiente para mim” não significa que é bom o suficiente para seus funcionários. Determine a melhor maneira de treinar e desenvolver seus funcionários e faça isso acontecer. Qualquer que tenha sido as más experiências que teve, elas devem servir de exemplo para criar uma abordagem mais positiva e não um modelo a ser seguido.
  9. “Necessito investir algum tempo com o meu time, portanto… vou bater um papo  com o João” Você precisa conhecer os funcionários num nível pessoal… mas você acaba sempre girando em torno daqueles com os quais compartilha interesses comuns? Todo funcionário merece atenção e respeito. Faça perguntas. Interesse-se. Eles vão facilitar o contato, afinal as pessoas naturalmente gostam daqueles que estão interessados nelas.
  10. “Esqueça-o. Eu sei que ele não gosta de mim” Poucas coisas são mais desagradáveis do que trabalhar com um funcionário que você sente que não gosta de você (mesmo que seja apenas para conversar). Estenda a mão e oxigene o ambiente. Diga, “João, não sinto que o nosso relacionamento profissional é tão positivo quanto poderia ser e estou seguro que a falha é minha. Gostaria realmente de fazer com que ele seja melhor”. Então deixe o João desabafar.  É claro que talvez não goste de ouvir o que ele tem para dizer mas, uma vez que der este passo, vai saber o que fazer para tornar as coisas melhores.

    Para evitar estas e outras desculpas, conte comigo.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

Anúncios
h1

Vem aí as Festas de Final do Ano da Empresa: Hora de Ficar Atento.

Novembro 5, 2011

Goste ou não, as festas de final de ano estão se aproximando rapidamente e, para muitos de nós, isso significa que as festas do escritório estão bem à nossa frente. É claro que não é segredo para ninguém aqui que a mistura de colegas, alcool, superiores e algumas vezes clientes pode ser tóxica para alguns e profissionalmente destruidora para outros.

O Centro de Tratamento Caron, um fornecedor sem fins lucrativos de tratamentos para dependência de drogas e álcool nos Estados Unidos, pesquisou 870 pessoas, que tinham ido a festas de escritório, em que a bebida alcoolica estava liberada, e perguntou-lhes: 1) como os seus colegas se comportaram, e 2) quão extenso fora dano. Segue aqui o que eles descobriram:

  • Flertar. 30% viram alguém embriagado flertar ou com um colega de trabalho ou com um chefe.
  • Dirigir bêbado. 28% viram um participante da festa entrar no seu carro embriagado com a intenção de dirigir (infelizmente a pesquisa não pergunta porque diabos esses 28%  não fizeram nada para impedir esse comportamento destrutivo…).
  • Dividir em excesso. 36% disseram que, sob a influência do álcool, ou um colega ou um chefe compartilhou detalhes inadequados sobre eles mesmos ou sobre um outro funcionário.
  • Agressão. 19% disseram que viram um colega ficar agressivo ou com um outro colega ou com um supervisor.
  • Sexo. 9% afirmaram que supervisores ou colegas de trabalho acabaram se engajando em atividades sexuais enquanto estavam sob a influência de alcool.

Você pode ponderar qual desses comportamentos é realmente inadequado e qual é ligeiramente imprudente, dependendo das circunstâncias. Colegas de trabalho paqueram o tempo todo e não há razão alguma que isso fosse ficar menos óbvio por causa de algumas caipirinhas. Por outro lado, dirigir embriagado é significativamente perigoso, não apenas para o bêbado, mas para qualquer um que tenha o azar de estar naquele momento no caminho desse inconsequente.

De qualquer forma, este comportamentos têm suas consequências:

    • 56% dos entrevistados disseram que o comportamento inadequado trouxe problemas quando fotos ou informações confidenciais tornaram-se públicas.
    • 36% disseram que a reputação dos “infratores” no trabalho sofreu danos depois da festa.
    • 20% disseram que o comportamento foi nocivo o suficiente para causar apreensão entre familiares e amigos.

    E lembre-se: é muito mais facíl embriagar-se num ambiente estranho com pessoas com as quais você não costuma beber. Essa é outra razão para pegar leve na festa de final de ano da empresa.

À propósito, quais são suas experiências em eventos ou em festas organizadas pela empresa em que rola bebida alcoolica? Quais os resultados?

Pablo

h1

Afinal, quantas decisões são necessárias para alcançar o sucesso?

Novembro 1, 2011

[Uma estória baseada em fatos reais:]

Estava jantando com dois velhos amigos, Edgard e Melih – a propósito, é duro quando você percebe que “velhos amigos” não apenas indica a extensão da amizade, mas as nossas respectivas idades –, quando me deparei com uma situação delicada. 

O Edgard diz: “Detesto ser obeso. Já tentei de tudo, mas não consigo perder peso. O que você acha?” 

Normalmente, eu desviaria o assunto, mas sei que ele quer ouvir o que realmente penso: “Não acho que você queira perder peso”, disse. 

Ele levantou uma sobrancelha: “Você acha?”  

“Acho”, falei. “Se você quisesse perder peso, perderia. Mas você escolheu que não, e não há nada de errado com essa escolha. O único problema é que você está se martirizando por algo que você optou por não fazer.” 

Quer saber por que penso desta maneira? Todos nós sabemos como perder peso: coma menos calorias do que você queima e voilà! Você perde peso! Sem dúvida, a genética, o metabolismo e as desordens glandulares podem fazer com que perder peso seja mais difícil. Mas o fato de que todos os que comem menos calorias do que queimam perdem peso continua válido. Perder peso não tem nada a ver com uma dieta inédita ou com um exercício inovador ou mesmo com apertar um interruptor mágico que queima gordura… mas tem tudo a ver com decidir comer menos calorias do que você queima. 

Perder peso é uma escolha. Da mesma forma que ter sobrepeso é uma escolha também. Infelizmente, outras coisas também acontecem por escolha. 

“Faz sentido”, o Melih disse. Aí, ele olhou para mim. “Mas, se é assim tão simples, por que você não tem mais sucesso do que atualmente possui?” 

Estremeci, porque sabia onde esse papo ia acabar… e porque sabia que ele estava certo. 

“Pois é”, o Edgard acrescentou, entrando na conversa avidamente, já que o vento começava a soprar em outra direção. “Você tem escolhido não fazer melhor. Eu já estive em suas palestras: certamente poderia explorar audiências maiores. Você escreveu diversos artigos no seu e em outros blogs: poderia lançar um livro. Já aplicou coaching em importantes empresas e executivos no mercado brasileiro: poderia fazer mais na América Latina. Não me diga que não pode. Claramente, você escolheu não fazer.” 

Sabia que ele estava certo. Não porque tenho um talento incrível (longe disso!), mas porque o sucesso, para qualquer um de nós, em praticamente todas as áreas, é uma decisão. Poderia fazer palestras em eventos maiores, mas minhas ações mostram que escolhi não realizá-las. Poderia facilmente fazer coaching executivo e gestão de cultura organizacional em outros países da América Latina, se corresse atrás, mas não tenho feito isso. 

Nós – e aqui definitivamente eu me incluo – geralmente gostamos de pensar que a formação, ou a educação, ou as circunstâncias, ou a falta de contatos, ou a maré de azar nos detém. 

Pensando dessa forma, nos sentimos melhor, porque podemos transferir a culpa para longe de nós mesmos. Mas a culpa reside dentro de nós: a única coisa que realmente nos segura são as decisões que tomamos. 

Se você quer ser promovido, mas ainda não foi, dificilmente o motivo é porque seu chefe é injusto. Em vez disso, você decidiu não trabalhar mais, ou não ter mais iniciativa ou não assumir mais responsabilidades… ou apenas não disputar o jogo corporativo da forma como deve ser disputado na sua organização com o objetivo de “vencer” (você conhece as “regras”, apenas decidiu não segui-las, mas não se sinta mal, também já estive nessa situação). 

Se você quer que seu negócio cresça, mas isso ainda não aconteceu, com certeza fatores econômicos estão em jogo, mas provavelmente você também decidiu não mudar sua estratégia de vendas, ou mesmo modernizar sua operação, ou ainda simplesmente tentar novas coisas em resposta às recentes condições do mercado. Em suma, você consegue enxergar o que faz as outras empresas terem êxito, mas decidiu não seguir o exemplo delas. 

Felizmente, enquanto a culpa talvez se encontre sólida em nosso interior, o poder também está dentro de nós. O sucesso tem tudo a ver com decisões, nossas decisões. Até com decidir do que devemos abrir mão. 

Pense sobre suas metas. Como a maioria das pessoas, elas possivelmente seguem o curso do rio: você quer criar relacionamentos maravilhosos, constituir uma família, desfrutar do sucesso profissional, conquistar algo pessoal… tem um monte de coisas que quer realizar. Ótimo! Mas tem um problema. Não dá para ter tudo isso. E, se você escolher tentar ter tudo, sempre vai estar, até certo ponto, insatisfeito. 

Vamos dizer que quer criar uma família feliz. É possível, é só dedicar esforço e atenção. Digamos que quer iniciar um negócio. É possível, é só dar um duro danado. Digamos que quer escrever um livro. É possível, é só escrever, hora após hora, dia após dia, por quanto tempo for necessário. Digamos que quer correr uma maratona. É possível, é só fazer o treinamento adequado. 

Mas digamos que você quer fazer tudo isso acima – e tudo ao mesmo tempo. Na real? Não funciona. Em algo você vai ter de ceder. Sua família precisa de você mais que seu tênis de corrida, portanto o treinamento para a maratona vai rapidamente ser postergado. Seu negócio precisa de você mais que o mundo editorial, portanto, depois de seis meses, seu livro vai parecer mais um panfleto do que qualquer outra coisa. 

E não há nada errado com isso. Não podemos fazer tudo, mas todos nós podemos fazer algumas coisas realmente bem feitas. Decida o que é mais importante para você, decida concentrar-se nessas coisas… e decida abrir mão das coisas que quer fazer, mas que, na real, não dá (ao menos por enquanto). 

E eu? Não posso ser um aclamado palestrante e escrever um livro sobre sucesso profissional e apoiar a gestão da cultura organizacional da próxima empresa que sair na capa da revista Exame. Os segmentos são muito diferentes, e o esforço, a rede de contatos e o posicionamento demandados para alcançar (e permanecer) no topo de cada uma dessas atividades são significativos. Mas sinto-me confiante de que alcançarei com consistência uma dessas metas – se eu me decidir. 

E você também pode, qualquer que seja o segmento ou o alvo que você escolher, porque suas decisões podem tanto fazer com que o sucesso seja impossível… quanto INEVITÁVEL.

O mais legal é saber que a decisão cabe a você.

E não se esqueça: para estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo