Archive for Janeiro, 2012

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Lições da vida real para ensinar aos seus filhos

Janeiro 31, 2012

Estava lendo hoje na Revista São Paulo da Folha a matéria “Executivos contam como conciliam trabalho e educação dos filhos”. A duas semanas do Dia dos Pais oito empresários contam como criam seus rebentos. Foi uma excelente reflexão.

Todos nós queremos que nossos filhos tenham uma vida melhor do que aquela que tivemos. Mas hoje em dia essa é uma árdua tarefa. Afinal, você está sobrecarregado, seus filhos estão distraídos com coisas demais e, pelo que observamos e lemos nos jornais, as escolas não estão fazendo um bom trabalho na preparação deles para o mundo corporativo real.

Você sabe que é fundamental envolver-se na educação deles, assegurar-se de que tirem boas notas, e enviá-los para uma universidade decente – se bem que isso tudo já é mais ou menos esperado. Na realidade, o fator mais importante com relação ao êxito que seus filhos terão nas suas carreiras se resume àquilo que aprendem com você desde os primeiros anos.

É claro que uma parcela vem das lições que intencionalmente você passa, mas o grosso vem da observação do que você faz. Seu comportamento pode ter muito mais a ver com o sucesso que seus filhos terão no mundo real do que qualquer outra coisa. Assim, segue abaixo o que você pode fazer para lhes oferecer mais chances de chegar lá por conta própria:

Apoie o que adoram fazer: não os obrigue a fazer o que você quer que eles façam. É um comentário comum dos pais: “Não quero que eles cometam os mesmos erros que eu cometi enquanto amadurecia.” Bem, você não pode consertar seus erros por meio deles. O máximo que vai conseguir com essa atitude é atrapalhar as vidas deles também. O sucesso surge ao fazer o que você adora, aquilo pelo qual tem verdadeira paixão, não sendo forçado ou obrigado a fazer o que quer que seja.

Ensine-os a assumir riscos. Se tiverem êxito, ganharão  autoconfiança, mas se não, vão aprender mais ainda. Deixe-os cometer seus próprios erros e aprender a assumir a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Sei que é duro assistir enquanto tentam novas coisas e fracassam, mas, para ser honesto, é vital que se acostumem com tais momentos. Não os mime. Responsabilize-os. E, nesse processo, deixe-os enxergar como você é: humano, genuíno e com falhas.

Ensine-os sobre o valor do dinheiro e a responsabilidade financeira. Se eles o veem lidar com dinheiro como se nascesse em árvores, mais cedo ou mais tarde vão copiar esse comportamento. Por outro lado, ensinar autossuficiência, ou até mesmo a não esperar esmola de ninguém, vai valer a pena ao longo do tempo. Eles precisam saber que o sucesso e a felicidade deles dependem única e exclusivamente deles mesmos.

Deixe-os ser crianças. Habilidades sociais não são apenas importantes para que crianças ajam como crianças. Também são críticas para que os adultos tenham êxito nos mundo dos negócios. Esportes, amigos, relacionamentos, festas, sair sem lenço nem documento é tudo de bom. Tudo bem, certamente haverá acidentes, se meterão em brigas e farão coisas que você desejaria que não fizessem. Mas, se você for aberto e encorajá-los a trazer seus problemas a você, então poderá ajudá-los a se virar e a aprender com os próprios erros.

Trate-os como adultos. Quando as crianças são pequenas, têm egos gigantescos. Crescer é aprender que na verdade o mundo não gira em torno delas. Para que essa transição funcione, elas precisam se sentir seguras e confiantes o suficiente para se arriscar. Você pode colaborar com o processo, oferecendo-lhes informação e encorajando-as a tomar suas próprias decisões. Trate-as na medida do possível como adultos – as pessoas não aprendem lições ouvindo sobre elas, mas vivenciando-as.

Ensine-os sobre competir e o espírito de equipe. Uma das grandes dicotomias na vida é que o sucesso tem muito a ver com competir e ganhar, o que por natureza significa que outros têm de perder. Dito isso, existem momentos em que um indivíduo está competindo e momentos em que o que vale é o esforço do time. Saber a diferença é importante no mundo real, mas, sem dúvida, essa é uma lição sutil.

Encoraje a curiosidade natural deles. Crianças têm uma sede natural de conhecimento e por entender como as coisas funcionam. Encoraje-as a procurar isso nos livros, jogos, quebra-cabeças, onde quer que tenham interesse. Mas atenção: o mundo moderno dos brinquedos e aparelhos eletrônicos de última geração é muito fácil, muito mel na boca, por assim dizer.  Eles vão aprender mais criando e utilizando a imaginação.

Ensine-os a ser autossuficientes. Essa ideia de “direito adquirido”, que está se tornando uma epidemia nacional, acaba limitando o sucesso e exterminando carreiras. O mundo real dos negócios não funciona dessa maneira, e quanto mais cedo as crianças aprenderem isso, melhor. Sim, a vida é muito curta para não se divertir, mas não é por isso que você vai permitir que eles pensem que as coisas caem do céu. A vontade de dar duro e de vencer tem de vir deles, e a única maneira pela qual isso vai acontecer é se aprenderem isso com você.

Minha filha fará 1 ano e meio no mes que vem e estas lições fazem parte do meu coração de pai.

Pablo

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Como Fazer com que Seu Chefe Preste Atenção em Você

Janeiro 20, 2012

Há um tempo publiquei o post “Como Fazer o Seu Chefe Concordar” , no qual comentava que, quando fazemos um pedido, sempre esperamos que nosso chefe concorde conosco, mas geralmente ele acaba dizendo “não”.

Nele eu destacava que o problema podia não estar naquilo que você solicitou, mas em como você pediu o que queria, e então encerrava o artigo oferecendo algumas dicas caso quisesse aumentar suas chances de obter um “sim” do seu chefe em suas futuras abordagens.

No entanto, ao reler o artigo recentemente, fiquei pensando que algumas pessoas não conseguem nem mesmo fazer com que o chefe as ouça,  quem diria então avaliar com profundidade uma solicitação…

Com isso em mente, quero destacar aqui os dez pontos mais importantes a ser considerados se desejar que seu chefe, ou a alta administração da sua empresa, preste atenção em você:

Assegure-se que o tema faz sentido para ele. Geralmente os funcionários pensam que tudo gira ao redor deles. Não é bem assim. Quando você quiser que alguém preste atenção, precisa apresentar o assunto destacando o que há de importante para o ouvinte. Suas idéias e feedbacks podem ser sensacionais, mas se não forem uma prioridade para a “autoridade” envolvida, não serão escutadas – e muito menos executadas. Você precisa entender que gestores têm uma longa lista de prioridades e uma outra maior ainda de responsabilidades. De certa forma, todo o resto acaba caindo num buraco negro.

Não enrole. A maior parte dos gerentes e executivos de nível senior não estão interessados em nuances e, cá entre nós, hoje em dia ninguém tem tempo para prestar atenção nisso. Portanto, seja direto. Entre, diga-lhes o que pensa, o que deviam fazer de forma diferente (ou melhor), responda qualquer dúvida levantada e saia. Ponto final.

Considere o “timing”. Funcionários geralmente agem como se tudo fosse caso de vida e morte. Às vezes as empresas têm coisas importantes em andamento, como questões financeiras, uma fusão ou uma aquisição, um lançamento estratégico de um novo produto ou serviço, etc. Seu chefe ou a alta administração pode estar absorvido e não deveria ser incomodado. Se você acha que este é o caso, aborde-o num melhor momento. Talvez você não tenha uma segunda chance, portanto estude a melhor ocasião.

Fique longe da politicagem. É uma desagradável realidade que a maioria dos executivos não admite para seus funcionários e alguns nem mesmo para si mesmos: nos negócios, tanto nas grandes quanto nas pequenas empresas, a politicagem pode ser um grande problema. O que quer que você faça, não procure culpados. Tente dar o melhor de si ao discutir um problema mas não provoque incêndios na casa dos outros. Dessa forma, você vai emergir como um melhor profissional.

Não intimide nem seja difícil. Talvez não acredite, mas tem um monte de funcionários bem mais intimidantes e difíceis de lidar do que os seus chefes. Se deseja que prestem atenção em você, não se irrite, não carregue nas emoções, não seja desagradável e muito menos inflexível. Só porque ele é o chefe não quer dizer que tenha uma paciência sem fim. Portanto, organize seus pensamentos, tente relaxar e seja você mesmo. E à propósito, expressar senso de humor e humildade não fará mal a ninguém.

Não perca o seu tempo com um chefe incompetente. Muitas vezes, os chefes simplesmente não são competentes o suficiente para compreender o quão importante é dedicar tempo para escutar o ponto de vista de um funcionário e compartilhar a visão dele com seus subordinados. Conceitos tais como comunicação, engajamento e motivação não têm apelo nessas pessoas que possivelmente alcançaram seus cargos através do Princípio de Peter. Se esse é o tipo de chefe para o qual você trabalha, não desperdice o seu fôlego.

Procure pensar grande. O que pode parecer óbvio ou importante para você pode não ser uma boa idéia um ou dois escalões acima. Quanto mais alto você for, mais importante é pensar grande. Assim, seja direto e talvez obtenha uma resposta sem rodeios. É totalmente possível que suas idéias ou preocupações sejam ingênuas ou sem sentido. Se esse for o caso, seu chefe pode achar que é mais fácil e simples sair pela tangente polidamente, dizendo: “Ok… excelente… obrigado pela dedicação” e aguardar que você saia. Não desanime. Acontece.

Assegure-se que está falando com a pessoa certa. Muitas vezes os funcionários reclamam para a pessoa errada. Acontece o tempo todo, e o muro das lamentações agradece. Antes de despejar sobre o seu chefe – ou aleatoriamente sobre qualquer outro gerente apenas porque ostenta uma palavra chave no título do cargo – se assegure que podem fazer algo sobre o que incomoda  você.  E lembre-se, a maior parte das descrições de cargos gerenciais não incluem “ouvir o João”, portanto não aja como se fosse um direito natural ou pode acabar piorando as coisas para você mesmo.

Se todo o time executivo é disfuncional, esqueça o assunto e parta para outra. É importante que você compreenda que a cultura corporativa é estabelecida de cima para baixo e, quando o time executivo opera de forma disfuncional, isso provoca curtos-circuito ao longo da organização. Se for esse o fato, será melhor investir no seu networking  para encontrar um melhor lugar para trabalhar em vez de desperdiçar seu tempo tentando aprimorar o que não pode ser aprimorado. Afinal, uma andorinha só não faz verão.

Mas é possível que, talvez, ele esteja prestando atenção.  Seu chefe pode ter enviado sua idéia ou feedback para a topo da pirâmide e, por qualquer que seja a razão, ela não repercutiu de forma adequada na alta administração. Talvez ultimamente não tenha circulado próximo à você para lhe contar isso, ou talvez não queira admitir a derrota (pois é um duro golpe para o ego dele), ou ainda pode ser que ele pense que este insucesso acabe lhe desmotivando. Quem sabe ele está prestando atenção mas não é ele quem tem poder de decisão? As hipóteses são variadas. Empresas tem regras que levam tempo para ser compreendidas. Tente ser paciente com a dinâmica corporativa.

Agora, se você está do outro lado da mesa e quer aprimorar a eficácia do seu time, sugiro que dê uma boa olhada nas 10 maneiras de ser um gerente mais consciente.

Para estas e outras habilidades corporativas, conte comigo.

Pablo

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Uma Palavra para Nortear Sua Vida

Janeiro 3, 2012

Tenho um par de amigos que acreditam que uma palavra pode mudar nossa vida. Todos os anos, antes do Ano Novo, eles trazem à tona a palavra deles para o ano seguinte: aquela que vai dar significado e foco para as suas vidas.

Importante: eles dizem que não pegam aleatoriamente uma palavra, mas que ela acaba vindo até eles a partir de uma profunda reflexão e escutando atentamente o coração.

Achei a idéia brilhante.

Vivemos num mundo cheio de estress, sem tempo para nada e com um monte de distrações que nos fazem deixar de lado nossas resoluções e nos esquecer de nossas metas. Mas todos nós podemos nos lembrar e nos focar através de uma única palavra que representa a essência daquilo que esperamos alcançar e/ou daquilo que queremos nos tornar.

Fiquei inspirado para fazer o mesmo.

A palavra que escolhi para 2012 foi FEEDBACK.

Estarei prospectando e executando um monte este ano, com o objetivo de aprimorar executivos, times e culturas organizacionais, e certamente a agenda pode ser exaustiva. Entretanto, ao receber continuamente feedback em relação ao meu propósito de fazer a diferença, sei que isso vai me reenergizar e me manter firme nos trilhos. Afinal das contas, estou ciente que, se meu desejo de fazer cada vez melhor proporcionar resultados mais e mais consistentes, estarei tão empolgado em Junho quanto estou agora em Janeiro. Portanto é isso aí: minha palavra é FEEDBACK.

A palavra da minha esposa é PACIÊNCIA.

Ela percebeu que a nossa filha – que está prestes a fazer 1 aninho – é uma fonte inesgotável de alegria, mas que precisa constantemente revisar o modo de enxergar a variável tempo na educação da Ágata e de como ela afeta suas rotinas diárias.

Fazer este exercício com a Milena foi divertido e muito significativo. Isso é algo que inclusive você pode fazer com o seu time no trabalho e também com a sua familia em casa. Imagine se todo mundo no trabalho soubesse a sua respectiva palavra e as vivenciassem a cada dia de modo a que eles e suas equipes fossem melhores. 

Uma vez que a sua palavra veio à tona você pode exibi-la na sua mesa ou pode ainda transformá-la numa pintura (e por que não?).Todo Ano Novo, cada um desses meus dois amigos e suas familias pintam a sua palavra.

E então, qual a sua palavra para este ano? Estamos na primeira semana de Janeiro e este é o momento ideal trazer uma à tona.

Que palavra lhe daria foco e motivo para fazer de 2012 o seu melhor ano?

Compartilhe sua palavra comigo e com os demais nos comentários abaixo.

Conte comigo em 2012,

Pablo