Archive for Junho, 2012

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Trabalhando em Prol de Possibilidades Maiores

Junho 26, 2012

Neste final de semana tive a oportunidade de participar do Fórum Landmark e a série de reflexões pelas quais passei me inspirou a escrever este post. As mensagens que capturei são deveras sgnificativas e não podia deixar de compartilhar um insight específico junto à minha rede de e-leitores.

Pergunto: como seria se o trabalho não fosse apenas trabalho? Como seria se trabalhar fosse uma forma de vivenciar e compartilhar possibilidades maiores?

Tenho a impressão que há uma falsa percepção na nossa sociedade: de que para fazer o bem temos que largar nosso trabalho e dedicar-nos a solucionar a fome mundial, alimentar os sem teto, mudar para a Africa ou mesmo criar uma ong para fazer caridade.

Enquanto que essas são todas causas nobres e que várias pessoas se predispõem a levar adiante exatamente essas iniciativas, para muitos de nós  possibilidades maiores podem ser encontradas no aqui e no agora, no cerne dos trabalhos que exercemos, ou seja, bem debaixo de nossos narizes. E quando encontramos e vivenciamos essas possibilidades maiores, elas vão nos fornecer o combustível necessário para uma vida plena e poderosa.

Talvez você não tenha a oportunidade de construir bibliotecas ao redor do mundo, mas certamente pode estabelecer maiores possibilidades lendo para seus filhos. Talvez você não alimente os sem teto todos os dias, mas pode nutrir seus funcionários e clientes  com um sorriso, um elogio e atenção incondicional. E enquanto não pode criar sua própria ong, pode certamente lançar iniciativas de caridade no trabalho. Afinal de contas, entendo “caridade” como “compaixão em movimento”. Em suma: você pode fazer a diferença todo dia e tocar os corações de todo mundo que encontra ao longo de seu caminho.

Enquanto essas pessoas podem não estar famintas em virtude da falta de comida, você pode lhes oferecer um tipo diferente de nutriente, que vai alimentar as suas almas e que, no processo, também a sua sairá fortalecida.

Ouvi falar sobre um zelador que trabalhara na NASA que, embora estivesse continuamente esfregando o piso, ele criara a possibilidade de estar contribuindo para colocar o homem na lua.

Encontrei um motorista de onibus que criara a possibilidade de ajudar as crianças a ficarem longe das drogas.

Encontrei também uma assistente administrativa que havia se tornado a Vice-Presidente de Energia de sua companhia.

Recebi um email de um profisssional da área de financiamentos que via sua função como uma maneira de ajudar casais a salvarem seus casamentos mantendo seus bens.

Conheci uma atendente chamada Eliane que trabalhava numa lanchonete do aerorporto de Curitiba e que fazia centenas de viajantes sorrirem todos os dias. A lista daqueles que redefinem a natureza do que é possível é infinita…

Pessoas comuns que criaram possibilidades incomuns para si e para os outros.

Em qualquer atividade, inúmeras  possibilidades aguardam que as encontremos e que as vivenciemos.

Não posso lhe dizer que possibilidades lhe esperam, mas posso lhe contar que cada um de nós pode criar maiores possibilidades no trabalho que exercemos.

Posso lhe contar que cada trabalho, não importa o quão sofisticado ou chato ele possa parecer, se tornará mundano se assim permitirmos.

As possibilidades que podem ser abertas podem mantê-lo continuamente revigorado e, quando as possibilidades são inúmeras, nos conectamos firmemente a uma fonte inesgotável de energia.

Não espere até que possa ir à Africa para começar a criar uma vida extraordinária. Não espere até o final de semana para alimentar as pessoas que estão famintas. Crie as inúmeras possibilidades no trabalho, comece a desenhar o seu futuro a partir de suas escolhas e nutra os demais ao longo do processo.

Compartilhe abaixo seu ponto de vista sobre criar e vivenciar um futuro da forma como você realmente quer.

Pablo

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10 dicas para circular com destreza pelos labirintos corporativos

Junho 25, 2012

Estava revendo um recente post que publiquei há um par de meses “Como abordar habilmente a alta direção da sua empresa” e outras considerações me vieram à mente quanto a agilidade necessária para transitar com eficácia no ambiente organizacional.

As empresas podem ser labirintos complexos, cheios de voltas, becos sem saída, atalhos e bifurcações. Na maioria das organizações, o melhor caminho para chegar a algum lugar quase nunca é uma linha reta. Você acha engraçado? É a mais pura verdade. Existe uma estrutura formal, aquela do organograma, onde o caminho parece ser uma linha direta, e existe também a estrutura informal, onde os caminhos se cruzam uma ou várias vezes. Considerando que as organizações são compostas por pessoas, elas tornam-se complexas, beeem mais complexas.

É uma “fauna e flora” muito rica: existem pessoas que agem como filtros, como catalisadores, como obstáculos, como antagonistas, como guias, como bons samaritanos e ainda como influenciadores. Esta “fauna e flora” se desenvolve nesse labirinto com maior ou menor intensidade dependendo da cultura existente. O ponto crucial para alcançar êxito ao transitar pela complexidade das organizações é justamente encontrar um caminho que o leve à sua meta no menor tempo e fazendo o menor número de marolas possível. A melhor maneira de fazer isso é aceitar e absorver a complexidade das empresas (em vez de combatê-la ou lamuriar-se), aprendendo a andar com destreza pelo labirinto corporativo.

E aí chego ao cerne deste post, pois dez considerações são fundamentais neste processo de aprendizado. Veja a seguir:

  1. Faça uma avaliação em relação ao seu desempenho. Tente fazer uma avaliação mais honesta que puder sobre o motivo pelo qual não é suficiente habilidoso ao realizar o trabalho de maneira suave e eficaz dentro da organização. Peça feedback para pelo menos uma pessoa de cada grupo com o qual trabalha.
  2. Dê uma sacudida nas velhas abordagens. O que está fazendo agora que aparentemente não está funcionando? Mude alguma coisa. Experimente fazer o que geralmente não faz. Observe o que os demais fazem que é bem mais eficiente comparativamente ao que você faz. Monitore o que funcionou e o que não funcionou.
  3. Passe uma impressão positiva. O seu estilo pessoal pode estar atrapalhando. As pessoas deixam impressões diferentes. Quem dá uma impressão positiva consegue fazer mais coisas dentro da empresa do que aqueles que deixam uma má impressão. De que lado você está? Não se esqueça  que impressões positivas incluem a habilidade de ouvir.
  4. Seja imparcial. As relações que funcionam estão baseadas na imparcialidade e na consideração do impacto sobre os demais. Não se limite a fazer solicitações e perguntas, chegue também num consenso quanto a como pode ajudar, em vez de apenas pedir apoio. Você sabe o que a área com a qual você entrou em contato precisa para solucionar um problema ou obter uma informação? Como eles veem esta questão? É importante para eles? Como serão afetados pelo que você está fazendo? Se isso os impacta negativamente, você pode oferecer algo em troca?
  5. Mapeie outras fontes de suporte. Às vezes, o problema está  na avaliação das pessoas. Quem quer mesmo ajudar? Quem vai acabar atrapalhando? No fundo, o que eles querem?  O que eles vão pedir em troca do apoio?
  6. Considere a natureza da organização (e não se frustre). Às vezes, o problema está em subestimar a complexidade das organizações. Algumas pessoas sempre gostam de pensar que as coisas são mais simples do que realmente são. Apesar de ser possível que algumas empresas sejam simples, a maioria não é. Tenha sempre isso em mente.
  7. Foque. Às vezes, a falta de organização é o que lhe causa problemas. Compreender como as organizações funcionam requer um pouco de disciplina. Você precisa enxergar além do que está na sua frente para realmente compreender o contexto.
  8. Deixe o rio te levar. Algumas pessoas sabem quais são os passos necessários para concretizar algo, mas não tem a paciência necessária para acompanhar o processo. Transitar pelo labirinto inclui parar de vez em quando e deixar que as coisas sigam seu próprio curso. Paciência e agilidade em aprender podem fazer uma grande diferença ao mapear caminhos, esquinas, ruas sem saída e atalhos.
  9. Saiba esperar o inesperado. Se você geralmente perde a cabeça ou fica frustrado, pratique as respostas antes do fato se consumar. Qual seria o pior do cenários? O que faria se isso acontecesse? Pode parar, contar até 10 ou se perguntar por que algo não pode ser feito. Assim, pode obter as informações necessárias e criar contra-reações. Não reaja, aprenda.
  10. Identifique as principais peças e que papéis desempenham no tabuleiro corporativo. Como elas concretizam as coisas?  Em quem confiam para fazer as coisas andarem mais rápido pelo labirinto? Como você se compara a elas? Quais são as peças chave que controlam o fluxo de recursos, dados e decisões? Quais são as peças guias e orientadoras? Conheça cada uma delas mais a fundo. Quais são as principais antagonistas e quais são as peças-obstáculos? Tente evitá-las e ou contorná-las. Afinal, nunca é tarde para se aprimorar no xadrez corporativo.

Para estas e outras habilidades gerenciais, conte comigo. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é você também se tornar o melhor que pode ser.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Trabalho Chato, Aqui vai o Meu Adeus! (Fui!)

Junho 20, 2012

Publicado na Revista VOCÊ SA de Junho: um estudo com mais de 3.000 executivos de 31 países no início deste ano constatou que 59% dos homens e 57% das mulheres estão insatisfeitos com o trabalho. Os principais motivos são conhecidos: falta de oportunidade de crescimento, falta de um plano de carreira e falta de equilibrio ente vida pessoal e profissional. Ou seja, a maioria das pessoas não gosta das condições em que trabalha e se sente desmotivada. Diferententemente do passado, nos últimos anos os insatisfeitos estão se rebelando contra a chatice do trabalho. Mas o que você pode fazer para romper com seu emprego?

Você tem o poder de criar mudanças positivas e significativas. Pois é… e somente há 2 coisas nas quais pode aplicar este poder: mudando a Si Mesmo ou mudando o Cenário.

Mudar a Si Mesmo significa mudar em você tudo aquilo que está sob o seu controle.

Mudar o Cenário se refere a mudar qualquer uma das forças que influenciam a sua vida que não seja você mesmo. Por exemplo, outro individuo, um grupo de pessoas, o trabalho, o local, um relacionamento, ou mesmo os resultados de uma escolha que fez no passado e que necessita ser desfeita. Basicamente é tudo aquilo que não é você.

A escolha de mudar o cenário ou a si mesmo cabe a você e, sem dúvida, pode ser difícil determinar qual é o melhor caminho a trilhar. Muitas vezes acabamos fazendo a escolha errada e tentamos mudar o Cenário quando na realidade devíamos estar mudando algo sobre nós mesmos, ou vice-versa…

E então? O que fazer quando detesta o seu trabalho?

Existem 5 opções:

1. Não faça nada. Aguente a situação firmemente. Mantenha o status quo, optando por permanecer miserável ao invés de tentar ser feliz. Escolha fazer um trabalho sem significado algum ao invés de um trabalho significativo. Aqui não há mudança de forma alguma.

2. Encontre um outro trabalho. Abandone seu detestável empregador e procure um novo ambiente de trabalho. É arriscado, na medida em que nunca vai saber se o novo trabalho vai dar certo e se o novo empregador vai ser diferente do anterior. Mas isso é pura mudança de Cenário. E cá entre nós, se a situação está preta, vale a tentativa.

3. Altere a sua atitude perante a companhia. Tente encontrar novas e melhores maneiras de interagir com os seus colegas. Faça um ajuste mental e tente fazer as pazes com o Cenário. Isso é mudar a Si Mesmo.

4. Positivamente e proativamente mude seu ambiente de trabalho. Seja reverente com quem decide, mas também desafie a liderança nas questões importantes. Faça a diferença no ambiente de trabalho. Respeite as decisões finais que não podem ser modificadas e tome consciência que pode influenciar as decisões que estão evoluindo e que podem ser alteradas.

5. Reclame e choramingue bastante, como que se materializando os seus ressentimentos em relação aos seu empregador, isso fosse milagrosamente inspirar a companhia e a sua liderança a mudar. Acredite ou não, é o que muitas pessoas fazem. Nunca vi isto dar certo e também dúvido que você tenha visto.

Mudar a Si Mesmo não é necessariamente melhor do que mudar o Cenário – nem o contrário é verdadeiro. Vai depender da situação. Entretanto, uma vez que esteja consciente desse dilema “Si Mesmo ou Cenário”, você vai começar a enxergar sua manifestação em todo lugar do seu dia-a-dia, tanto em situações de trabalho quanto pessoais. E uma vez que tomada a decisão de mudar a Si Mesmo ou o Cenário, vai perceber o quanto uma escolha que respeita a sua essência pode afetar a sua felicidade para melhor.

Para estas e outras questões do dia-a-dia corporativo, conte comigo.

Pablo

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Junho 18, 2012

Saiu hoje no Valor Econômico “Estresse aumenta em tempos de carga pesada” onde se aponta que prazos cada vez mais curtos, sobrecarga de trabalho e pouca autonomia sobre a gestão das tarefas são 3 fatores que, combinados, formam o cenário perfeito para o desencadeamento do estresse. Será esse o momento para pensar numa mudança de carreira e evitar o nível mais devastador da doença, conhecido como “burnout”?

Room 4D - Soluções em Desenvolvimento

Na média, uma pessoa pode esperar mudar de carreira várias vezes ao longo de sua vida. Uma das razões para todas essas mudanças profissionais é que as pessoas geralmente não fazem escolhas 100% informadas. Enquanto que fazer uma escolha bem informado é uma boa maneira de ajudá-lo a se assegurar que  o caminho que você escolheu é o correto, por outro lado pode ter certeza que ela sozinha não vai garantir isso. Mesmo que você faça o bê-a-bá vocacional seguindo todas as etapas prescritas e  escolhendo a carreira certa para você, ela pode não se manter como sua melhor opção eternamente. Aqui seguem alguns motivos que justificam largar a sua carreira atual por uma nova.

Você Deve Considerar uma Mudança de Carreira Se…

  • Sua Vida Mudou: Quando você escolheu sua carreira sua vida podia ser diferente do que é hoje em dia. Por exemplo, você podia ser solteiro naquela época e agora tem familia. A agenda maluca ou as frequentes…

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Acelere Sua Promoção Dominando Importantes Competências Não-Técnicas

Junho 14, 2012

Saiu hoje no Valor Econômico “Conseguir uma promoção foi o item que conquistou o topo das aspirações da geração Y: subir no cargo é o que os jovens mais buscam em um emprego”. Mas será que estão cientes que é necessário mais do que competências técnicas para escalar a pirâmide organizacional?

Room 4D - Soluções em Desenvolvimento

Como gerente, nunca é o suficiente estar apto tecnicamente. É necessário dominar competências não-técnicas também. Elas se refletem nos traços de personalidade, nas atitudes, nos hábitos e nos comportamentos que você apresenta trabalhando com os demais. Enquanto boas competências não-técnicas são igualmente importantes para os funcionários, elas são fundamentais para os gerentes (e para aqueles que desejam ser gerentes). Aqui seguem as 10 mais importantes competências não-técnicas que precisam fazer parte do seu portfolio de habilidades.

Competências Não-Técnicas P/ Gerentes

  • Confiabilidade
    Pode-se confiar que você estará onde tem que estar? Que fará o que precisa ser feito? Que cumprirá o que diz que vai fazer? Seu chefe tem que poder confiar em você, caso contrário você não irá longe.  E é igualmente importante que seus pares e seus subordinados também acreditem que podem confiar. Sem isso, não irão dar o apoio que você necessita para ter o êxito almejado.
  • Franqueza
    Diga as coisas como elas realmente são…

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10 Dicas p/ a Insensibilidade Não Contaminar Sua Carreira

Junho 6, 2012

insensivelMuitos dos executivos que nos procuram chegam com um peso considerável nas costas. Foram surpreendidos por uma avaliação 360º que os aponta como insensíveis. Antes dela se enxergavam como profissionais francos e diretos, orientados para resultados, práticos, focados nos negócios, quase sempre certos, durões com os relaxados e ciumentos com  o seu tempo. Em suma, gestores exigentes e pragmáticos.

Seja qual for a percepção que trazem, o fato é que os demais se sentem rebaixados e ignorados, portanto acham que não é nada agradável trabalhar com ou para estes executivos. Neste cenário, estes gestores pragmáticos só poderão escapar se seus resultados forem espetaculares. Mas será que é viável gerar resultados desse tipo indefinidamente? E o pior é que, um simples escorregão, e os tubarões vão nadar com satisfação ao redor deles…

Posso enumerar algumas dicas que tem funcionado com significativa eficácia entre nossos clientes. Quem sabe não são úteis para você também, caso esteja vivenciando uma situação semelhante e capaz de fazer uma auto-avaliação?

  1. Descubra porque as pessoas acham que você é insensível. Insensibilidade é um termo que engloba muitas coisas. Segundo Michael Lombardo, co-autor de The Lessons of Experience, autores renomados descobriram 29 motivos pelos quais as pessoas podem dizer isso a você. Antes de reagir a uma avaliação como essa, peça para um especialista do RH bater um papo com o pessoal e descobrir exatamente porque você é visto como uma pessoa insensível. Ou então converse com um mentor, realmente de confiança,  e que lhe diga a verdade. Sugiro isso pois provavelmente as pessoas não vão levantar o tema diretamente, e mesmo se o fizerem, vão acabar generalizando ou, ainda, vão falar apenas de uma situação, o que – cá entre nós – não lhe será muito útil. De todas as necessidades acredito que esta é a mais complexa para ser especificada portanto, se possível, obtenha uma visão completa e estruturada de si mesmo. A boa notícia é que a maioria das pessoas recebem esta classificação negativa por causa de alguns poucos aspectos da insensibilidade. Também é comum ver que alguns o considerarem uma pessoa insensível enquanto que outros, não. Assim, fica mais facil lidar com a questão. Afinal, existem poucas pessoas que são realmente insensíveis de 29 maneiras diferentes!
  2. Mantenha a compostura. Talvez você acaba explodindo e consequentemente provoca e pressiona os outros quando está estressado. Procure evitar reações ríspidas e instantâneas. Isso é o que possivelmente lhe está causando problemas. Afinal, tirar conclusões apressadas, rejeitar categoricamente o que os outros dizem e por fim, utilizar um discurso inflamado, não é uma boa estratégia motivacional. Os outros o verão como uma pessoa fechada ou combativa, quando o que você realmente quer é ser visto como alguém razoável. Se o cenário for mais negativo, podem até pensar que considera os outros estúpidos e desinformados. Dê uma segunda chance aos outros. Isto mesmo, uma segunda chance. Se for visto como uma pessoa intolerante ou fechada, os demais vão geralmente se embaralhar nas próprias palavras enquanto se apressam para falar com você. Ou ainda tentarão encurtar o próprio argumento, pois acreditam que você não está nem aí para o que estão tentando comunicar. Respire fundo, faça uma pergunta, veja se alguém discorda, repita o argumento deles gentilmente e não deixe que ninguém se sinta humilhado a qualquer custo. Você consegue.
  3.  Seja mais sensível com o seu público.  Em qualquer situação existem sempre diversas maneiras  de entregar uma mensagem e concretizar algo. Pode utilizar um ataque direto – sincero e instantâneo. Pode enviar alguém no seu lugar para entregar a mensagem. Ou poderia ainda esperar ate a próxima reunião para reagir. Algumas dessas táticas são mais eficazes e aceitáveis do que outras.  Algumas pessoas entram em apuros quando agem da mesma maneira em todas as situações. Elas não param para pensar em formas mais eficazes para fazer alguma coisa em cenários diferentes. As pessoas que são vistas como sensíveis  agem de fora  (publico, pessoa, grupo, organização) para dentro. Elas selecionam o ritmo, o estilo, o tom, o tempo e a tática após avaliar o que funcionaria melhor em cada situação. São as pessoas inflexíveis que tem problemas de sensibilidade, pois não sabem ajustar o que dizem de acordo com o público.
  4. Abra a sua mente para o diferente.  Talvez você seja teimoso ou esteja dando sinais de teimosia, ficando inflexível e fechando-se diante de pontos de vista novos ou diferentes. Precisa desligar seu filtro automático de avaliação / rejeição e  ouvir. A primeira coisa a fazer é compreender, a segunda é mostrar para a outra pessoa que compreendeu ao repetir ou reformular o que ela disse e a terceira pode ser rejeitar com explicações mais completas do que as que você dá atualmente. Para isso, faça mais perguntas: “Como você chegou aí?” ou “Você prefere isto ou aquilo em vez do que estamos fazendo agora?” Se discordar, dê os seus motivos primeiro. Direcione a divergência para a natureza do problema ou para a estratégia em questão: “O que estamos tentando resolver? Qual é a causa? Quais perguntas deveriam ser respondidas? Quais padrões objetivos poderiamos utilizar como indicador de sucesso?”
  5. Seja mais pessoal na relação com os colaboradores. Em grande parte, a insensibilidade está relacionada ao fato de que você não se empenha em deixar os demais à vontade diante de você.  Muitas pessoas insensíveis são muito orientads para a ação, para os resultados ou para a pauta que definiram. Elas não tem uma boa relação  com os subordinados. Das pessoas que trabalham ao seu redor, 1/3 prefere trabalhar com alguem como você: “As coisas são assim. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar”. Os outros 2/3 precisam de um pouco de tempo para se ajustarem à situação antes de começar a trabalhar. Geralmente 3 minutos são suficientes. Você precisa começar abrindo a discussão com um tema que não está relacionado aos negócios. O que você fez esta semana? Como estão seus filhos? Qual universidade sua filha escolheu? Você assistiu ao jogo ontem? Está gostando do carro novo? Então deixe eles falarem um pouco para se sentirem à vontade. Simples assim.
  6. Evite conclusões apressadas. Você pode ser considerado uma pessoa que tira conclusões apressadas e encontra soluções antes dos outros terem uma chance de apresentar seus argumentos sobre o problema. Não se apresse para definir o problema. Não acelere nesta reta. Deixe os outros terminarem de falar. Tente não interromper. Não complete a frase dos outros. Faça perguntas para ter um esclarecimento. Repita o problema levantado com as suas próprias palavras para satisfazer todos os envolvidos. Aí sim, decida.
  7. Invista energia nos relacionamentos. Você tem que dar o primeiro passo, não importa o quanto é tímido. Até 1) mostrar que está aberto para os outros (ouvir mantendo olho no olho, interessado no que os demais têm a dizer),  2) deixar os demais terminarem o que estão dizendo, 3) compartilhar informações que não precisa compartilhar (falar sobre a vida pessoal e perguntar sobre a vida pessoal dos demais), 4) fazer perguntas e então escutar as respostas, essas tentativas de se mostrar mais sensível não terão resultado. Você precsa ser persistente e enfrentar um pouco de constrangimento e eventuais rejeições para poder se aprimorar.
  8. Seja um professor, não um diretor.  Você pode ser altamente inteligente e bastante hábil em sua área. Pode trabalhar com pessoas que não são tão informadas ou competentes quanto você. Pode ocupar um cargo que o limita a ditar o que deve ser feito pois ninguém sabe o que fazer. Nesse caso, sugiro que assuma o papel de professor e diga como pensa sobre uma determinada questão, mas sem entregar as soluções. Diga-lhes o que acha que é um problema, que perguntas precisam ser feitas,  como faria para descobrir as respostas e quais seriam as soluções mais prováveis na sua opinião. O mais importante é perguntar no que os outros estão pensando. Se você é o especialista e os outros não são, apresente seu raciocínio para ajudá-los a pensar melhor. Mantenha a mente aberta para o fato que, segundo os estudos sobre soluções criativas de problemas , as pessoas não informadas são as que geralmente encontram as soluções mais originais. Quando mergulham de cabeça num problema, elas trazem uma nova perspectiva.
  9. Descubra porque a sensibilidade é importante. Alguns gerentes que pegam pesado simplesmente acham que o que os outros pensam deles não é importante. Acham que produzir resultados no tempo certo e dentro do orçamento previsto é sinônimo de missão cumprida. Acham que as pessoas boas vão suportar e os sensíveis demais não vão sobreviver portanto nem são dignos do seu tempo. Pesquisas apontam  que a grande maioria dos gerentes sênior que fracassam não fracassaram  porque não conseguiam fazer um bom trabalho. Elas fracassaram porque prejudicavam as pessoas durante o processo. Pense na 10 últimas pessoas que foram forçadas adeixar a sua organização. Por que elas foram demitidas ou convidadas a se retirar? Quais foram os motivos de verdade? Provavelmente o problema  estava na relação delas com os outros. Você realmente precisa rever as suas prioridades.
  10. Vá além das boas intenções, encontre tempo para os outros. As vezes a insensibilidade é consequencia da negligência benigna. Geralmente afeta mais os colaboradores diretos. Veja, você administra primeiro seu superior imediato, em segundo lugar seus clientes, em terceiro lugar as demandas e os problemas, depois os pares e, por último, seus colaboradores diretos. Mas aí já são 17:50 de sexta-feira e a tal da sensibilidade leva tempo. Mas pense bem: como a insensibilidade gera ruídos, interações não produtivas, uma equipe desmotivada e retrabalho nas comunicações e nas demandas, na verdade a sensibilidade deixa você com mais tempo livre. Assim, toda semana, dedique 5 minutos adicionais para cada colaborador direto só para conversar e bater papo. Nada de falar da pauta. Nada de falar de negócios. Simplesmente fique disponível para eles.

Espero que funcionem também para vocês. E não se esqueça: para estas e outras habilidades gerenciais, conte comigo. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é você também se tornar o melhor que pode ser.

Pablo