Archive for Julho, 2012

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O que te preocupa no trabalho?

Julho 31, 2012

Hoje em dia há um bocado de estresse no ambiente de trabalho. Pensei portanto em contar contigo e fazer uma breve pesquisa. Marque as 3 coisas que mais o preocupam no trabalho. Clique então para checar os resultados até momento e veja o que os demais têm a dizer.

 

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo. E se quiser transformar este tema numa palestra dentro de sua empresa, não deixe de me contatar. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é sua organização e você também se tornarem o melhor que podem ser.

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Como Pai, Que Tal Oferecer + Possibilidades?

Julho 30, 2012

Estava lendo hoje na Revista São Paulo da Folha a matéria “Executivos contam como conciliam trabalho e educação dos filhos”, onde oito empresários descrevem como criam seus rebentos. Foi uma excelente reflexão na véspera do Dia dos Pais.

Todos nós queremos que nossos filhos tenham uma vida melhor do que aquela que tivemos. Mas hoje em dia essa é uma árdua tarefa. Afinal, você está sobrecarregado, seus filhos estão distraídos com coisas demais e, pelo que observamos e lemos nos jornais, as escolas não estão fazendo um bom trabalho na preparação deles para o mundo corporativo real.

Você sabe que é fundamental envolver-se na educação deles, assegurar-se de que tirem boas notas, e enviá-los para uma universidade decente – se bem que isso tudo já é mais ou menos esperado. Na realidade, o fator mais importante com relação ao êxito que seus filhos terão nas suas carreiras se resume àquilo que aprendem com você desde os primeiros anos.

É claro que uma parcela vem das lições que intencionalmente você passa, mas o grosso vem da observação do que você faz. Seu comportamento pode ter muito mais a ver com o sucesso que seus filhos terão no mundo real do que qualquer outra coisa. Assim, segue abaixo o que você pode fazer para lhes oferecer mais chances de chegar lá por conta própria:

Apoie o que adoram fazer: não os obrigue a fazer o que você quer que eles façam. É um comentário comum dos pais: “Não quero que eles cometam os mesmos erros que eu cometi enquanto amadurecia.” Bem, você não pode consertar seus erros por meio deles. O máximo que vai conseguir com essa atitude é atrapalhar as vidas deles também. O sucesso surge ao fazer o que você adora, aquilo pelo qual tem verdadeira paixão, não sendo forçado ou obrigado a fazer o que quer que seja.

Ensine-os a assumir riscos. Se tiverem êxito, ganharão  autoconfiança, mas se não, vão aprender mais ainda. Deixe-os cometer seus próprios erros e aprender a assumir a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Sei que é duro assistir enquanto tentam novas coisas e fracassam, mas, para ser honesto, é vital que se acostumem com tais momentos. Não os mime. Responsabilize-os. E, nesse processo, deixe-os enxergar como você é: humano, genuíno e com falhas.

Ensine-os sobre o valor do dinheiro e a responsabilidade financeira. Se eles o veem lidar com dinheiro como se nascesse em árvores, mais cedo ou mais tarde vão copiar esse comportamento. Por outro lado, ensinar autossuficiência, ou até mesmo a não esperar esmola de ninguém, vai valer a pena ao longo do tempo. Eles precisam saber que o sucesso e a felicidade deles dependem única e exclusivamente deles mesmos.

Deixe-os ser crianças. Habilidades sociais não são apenas importantes para que crianças ajam como crianças. Também são críticas para que os adultos tenham êxito nos mundo dos negócios. Esportes, amigos, relacionamentos, festas, sair sem lenço nem documento é tudo de bom. Tudo bem, certamente haverá acidentes, se meterão em brigas e farão coisas que você desejaria que não fizessem. Mas, se você for aberto e encorajá-los a trazer seus problemas a você, então poderá ajudá-los a se virar e a aprender com os próprios erros.

Trate-os como adultos. Quando as crianças são pequenas, têm egos gigantescos. Crescer é aprender que na verdade o mundo não gira em torno delas. Para que essa transição funcione, elas precisam se sentir seguras e confiantes o suficiente para se arriscar. Você pode colaborar com o processo, oferecendo-lhes informação e encorajando-as a tomar suas próprias decisões. Trate-as na medida do possível como adultos – as pessoas não aprendem lições ouvindo sobre elas, mas vivenciando-as.

Ensine-os sobre competir e o espírito de equipe. Uma das grandes dicotomias na vida é que o sucesso tem muito a ver com competir e ganhar, o que por natureza significa que outros têm de perder. Dito isso, existem momentos em que um indivíduo está competindo e momentos em que o que vale é o esforço do time. Saber a diferença é importante no mundo real, mas, sem dúvida, essa é uma lição sutil.

Encoraje a curiosidade natural deles. Crianças têm uma sede natural de conhecimento e por entender como as coisas funcionam. Encoraje-as a procurar isso nos livros, jogos, quebra-cabeças, onde quer que tenham interesse. Mas atenção: o mundo moderno dos brinquedos e aparelhos eletrônicos de última geração é muito fácil, muito mel na boca, por assim dizer.  Eles vão aprender mais criando e utilizando a imaginação.

Ensine-os a ser autossuficientes. Essa ideia de “direito adquirido”, que está se tornando uma epidemia nacional, acaba limitando o sucesso e exterminando carreiras. O mundo real dos negócios não funciona dessa maneira, e quanto mais cedo as crianças aprenderem isso, melhor. Sim, a vida é muito curta para não se divertir, mas não é por isso que você vai permitir que eles pensem que as coisas caem do céu. A vontade de dar duro e de vencer tem de vir deles, e a única maneira pela qual isso vai acontecer é se aprenderem isso com você.

Estas lições estão internalizadas no meu coração, passadas de geração para geração (0brigado pai!).

Agora é minha vez: a Ágata fará 1 ano e meio no mes que vem (obrigado filha, simplesmente por fazer parte desta jornada!)

Conte comigo,

Pablo

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Que Tal Um Papo Franco sobre Networking?

Julho 29, 2012

Saiu há algum tempo, no Caderno Empregos da Folha de São Paulo, um artigo entitulado “O LinkedIn funciona?”. Enquanto as empresas estão de olho no que você faz na internet e ferramentas como o LinkedIn ganham cada vez mais força na hora de recrutar profissionais, eu me pergunto: qual a importância do networking na carreira de um executivo?

Não importa como você encare isso, seu sucesso no mundo corporativo depende de sua habilidade de relacionar-se com êxito. Algumas pessoas consideram networking “politicagem” e evitam tal prática, mas tem muito mais por detrás desta questão.

Comunique-se para Cima e para Baixo na Hierarquia Organizacional

Sucesso em networking significa ser competente comunicando-se efetivamente não apenas com seus pares  e seus chefes, mas também com seus funcionários. Vamos começar por aí. Você nunca vai chegar ao topo da hierarquia sem o apoio dos funcionários abaixo de você. Estas são as pessoas que fazem o trabalho – aquelas cujo esforço e entusiasmo determinam o seu sucesso ou o seu fracasso. Para ser promovido, você precisa ter êxito na sua posição atual e, definitivamente, não há como ter sucesso nela sem o compromisso das pessoas que trabalham para você. Veja, além de simplesmente fazerem seu serviço, esmerando-se ou não para você ficar “bem na fita”, seus funcionários são também uma boa fonte de networking. Vários deles conhecem outros funcionários em outros departamentos e, inevitavelmente,  todos eles se falam. Alguns podem inclusive conhecer outros gestores. As conversas que seus funcionários têm com essas outras pessoas podem ter um impacto direto no seu crescimento dentro da empresa. Já pensou nisso? Imagine se um dos seus funcionários diz a um amigo na organização: “Meu chefe é um verdadeiro mané. Ele não sabe o que está fazendo e simplesmente não ouve”. Um outro funcionário diz sobre a sua gestora: “Eu detestaria ficar sem ela como chefe, mas sem dúvida ela seria brilhante como VP”. Qual dos dois você acha que têm maiores probabilidades de ser promovido? Pois é. Já seus pares estão competindo com você por uma promoção, mas eles também são fundamentais para o seu êxito. Quanto mais alto você for na sua carreira, mais seu sucesso dependerá de sua habilidade em trabalhar com todas as linhas funcionais. Isso significa que você precisa estabelecer boas relações de trabalho com os seus pares. Se eles vão ajudá-lo por amizade, interesse próprio ou medo, isso não vêm ao caso, mas você bem sabe qual é o cenário mais confiável, certo? No final das contas, ser selecionado para escalar um nível mais alto depende do seu chefe ou de alguém numa posição mais alta dentro da organização. Quanto mais este executivo sênior pensar nas suas competências e no seu estilo, maiores serão suas possibilidades de ser promovido.

Como Praticar Network Eficazmente

Algumas redes de relacionamento são construídas com base no medo, desconfianças, intrigas e  punhaladas pelas costas. Elas podem funcionar, é claro, e representam a plataforma daquilo a que nós geralmente nos referimos como “politicagem corporativa”. Outras redes são baseadas no preenchimento das necessidades e desejos uns dos outros. Mesmo quando os diferentes integrantes de tais redes obtêm algum benefício fora da rede, eles seguem trabalhando apoiando uns aos outros e incrementando o sucesso de seus integrantes – pelo menos enquanto isso não interferir nas suas próprias necessidades. Finalmente, existem as redes de amigos. Eles fazem o que podem para ajudar um ao outro, sem nenhuma preocupação em relação ao beneficio que podem extrair, apenas pelo simples fato de serem amigos. Há 2 coisas sobre as quais você precisa estar consciente na medida em que constrói suas redes no trabalho:

  • A maioria das redes são uma combinação de todos estes 3 elementos: politicagem, benefício mútuo e amizade
  • É essencialmente importante saber qual deles predomina nas redes de relacionamento em que você participa.

Tipos de Redes Eficazes

Você pode construir sua rede com base em qualquer um desses 3 tipos, dependendo do seu estilo pessoal e de suas preferências. Se você se sente confortável no mundo das punhaladas nas costas, se supera atacando de surpresa os demais, se quer seguir adiante atropelando os outros… vá em frente.  Esse é um método que tem funcionado para muitas pessoas no passado e, sem dúvida, vai continuar funcionando. Se você se sente mais confortável num mundo onde os pares tratam uns aos outros como profissionais e trabalham juntos em prol de benefícios mútuos até o final, então este deve ser o tipo de rede a construir.

  • Conheça seus pares.
  • Descubra o que eles precisam para ter êxito.
  • Ajude-os a ter mais sucesso nas suas funções.
  • Deixe-os saber do que você precisa.
  • Seja profissional e acadêmico.
  • Reconheça que, no final das contas, você pode ter que se virar sozinho.

Se você prefere construir amizades e contar com esses amigos do trabalho como rede, então este é o modelo na qual deve investir. Está é a rede mais segura – a mais confiável inclusive – mas também é a que leva mais tempo e energia para construir.

  • Cultive amigos no trabalho como faria em qualquer outro lugar.
  • Ganhe a confiança e a amizade deles.
  • Confie neles e sejam efetivamente amigos.
  • Seja aberto e franco sobre o que precisa e quer na sua carreira.
  • Peça a eles ajuda e também conselhos de como seguir adiante.
  • Esteja preparado para apoiar um deles que, eventualmente, pode  vir a ser promovido antes de você.

Um Networking Real de Successo

Deixe-me dividir com você minha escolha de networking profissional. Talvez ele não funcione para você e talvez eu pudesse ter feito melhor com um sistema diferente. Eu tinha menos de 40 anos quando me tornei VP. Ainda não me tornei CEO de um conglomerado multi-nacional mas, na ponta do lápis, estou muito feliz com as opções que fiz e o sucesso que alcancei ao longo da minha carreira.  Este sucesso foi construido a partir de muito trabalho duro e talento e não com base na minha habilidade em pisar nos outros. Foi também erguido a partir da minha competência em formar redes e de me comunicar de forma eficaz com pessoas de todos os níveis, na medida em que eu subia na hierarquia corporativa. Eu sempre construí minhas redes como mutuamente benéficas. Mas, desde que passei a atuar na área de desenvolvimento humano e organizacional, meus sócios, meus parceiros comerciais e meus clientes se transformaram em mais do que isso. Muitos deles acabaram virando amigos. Algumas amizades ultrapassaram inclusive o universo do trabalho. Eu dependo desta rede, baseada no respeito e na confiança mútua, quando preciso de bons conselhos. Eu ligo para eles quando problemas aparecem. Se preciso de recomendações em relação a uma nova parceria, posso geralmente contar diretamente com um deles ou indiretamente com suas respectivas redes. Quando preciso me conectar com um cliente em potencial, minha rede de colegas e amigos pode geralmente encontrar para mim uma boa conexão.

No Final das Contas

Construa qualquer que seja o tipo de networking (ou combinação de tipos) que melhor funcione para você:

  • Politicagem
  • Benefício Mútuo ou
  • Amigos.

Invista tempo na sua rede para que ela possa trabalhar para você. Você não pode ir em frente sem os outros. Descubra como quer que os demais se envolvam no seu sucesso e corra atrás. E finalmente só posso dizer mais uma coisa:

boa sorte!

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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Motivando os demais – Aplique já estas 10 dicas e turbine sua carreira

Julho 22, 2012

Há uma par de semanas publiquei um post sobre o que fazer como o excesso de pragmatismo quando este beira a insensibilidade e compromete o desempenho da equipe. Surgiram nessa ocasião diversos executivos que não se encontravam nessa situação mas que queriam muito saber como alavancar a habilidade de inspirar seus times a darem o melhor de si.

Ora, todos nós sabemos as coisas fabulosas que podem acontecer quando as pessoas estão motivadas. Duvida? Pense então em 3 conquistas das quais se orgulha e se pergunte: o quão motivado estava para concretizá-las? Pois é. Da mesma forma, se descobrir o que motiva os demais, as conquistas deles e as suas serão significativamente maiores. Porém, alguns gestores acreditam que os demais deveriam estar automaticamente motivados, pois consideram que a motivação já vem com o indivíduo. Outros ainda acreditam que todos deveriam estar tão motivados com o trabalho e com a empresa quanto eles mesmos estão. Mas cá entre nós: este raramente é o caso. Na verdade, cada pessoa é diferente na maneira como fica e se mantém motivada. Ser competente nesta questão inclui conscientizar-se que o gestor é responsável pela motivação, que todos são diferentes e que motivar exige múltiplas abordagens.

Para estes que diretamente me perguntaram sobre este tema, e para aqueles gostariam de saber mais sobre como motivar os demais, segue abaixo 10 dicas que vão nessa direção:

1 – Elimine sua confusão sobre o processo de motivar os demais. Siga as regras básicas para inspirar as pessoas, conforme definido nos clássicos People Skills (de Robert Bolton) ou Thriving on Caos (de Tom Peters). Comunique aos demais que o que fazem é importante. Agradeça. Ofereça e peça ajuda. Dê autonomia para as pessoas fazerem seu trabalho. Ofereça um leque variado de tarefas. Surpreenda os demais com trabalhos enriquecedores e desafiadores. Demonstre ter interesse na carreira delas. Adote uma atitude de aprender com os erros. Comemore os sucessos. E por aí vai… Geralmente as pessoas se comportam de forma correta mas isso não traz consequência alguma. Não permita que o fato de estar sempre muito ocupado, faça com que se esqueça de reconhecer, comemorar, criticar, ou mesmo enfatizar o que quer das pessoas ao seu redor. Em suma: leia mais sobre o tema. Sempre.

2  – Não aposte nos motivadores errados. De acordo com a pesquisa realizada por Rewick e Lawler, os principais motivadores no trabalho são: 1° – Desafio no trabalho, 2° – Concretizar algo que vale a pena, 3° – Aprender coisas novas, 4° – Desenvolvimento pessoal,  5° – Autonomia. Remuneração (12°), Cordialidade (14°), Elogio (15°) ou ainda Oportunidade de promoção (17°) não são insignificantes, mas superficiais quando comparados com os motivadores mais poderosos. Ofereça desafio, se aprofunde no porquê isso vale a pena, crie uma visão em comum, apresente oportunidades de aprender e crescer e dê autonomia para poder atender a maioria dos pontos críticos. Em suma: jogue para ganhar. Sempre.

3 – Estabeleça metas eficazes. A maioria das pessoas se anima com metas razoáveis. Afinal, gostam de medir a si mesmas em comparação a um padrão de desempenho. Gostam de ver quem corre mais rápido, quem marca mais pontos e quem trabalha melhor. Gostam de metas realistas, porém flexíveis. Dão o melhor de si quando têm entre 1/2 e 2/3 de chance de alcançar êxito e um tanto de controle sobre como chegar lá. Geralmente ficam mais motivadas quando participam da elaboração das metas. Crie ainda desafios ou tarefas que estejam fora do alcance quando se tratar de uma experiência inédita para alguém: a primeira negociação, a primeira apresentação sozinho, etc. Em suma: utilize metas flexíveis para motivar. Sempre.

4 – Lide com o não verbal. O que as pessoas fazem primeiro? O que enfatizam no discurso? Diante do quê demonstram suas emoções? Que valores são representativos para elas?

  • Coisas inéditas. Esta pessoa procura os demais primeiro, vai para um canto e estuda, reclama, fala sobre como se sente ou toma uma atitude? Essas são as respostas imediatas das pessoas que revelam o que é importante para elas. Utilize-as para motivá-las.
  • Conteúdo do discurso. As pessoas podem se concentrar nos detalhes, conceitos, sentimentos ou nos demais durante seu discurso. Isto pode indicar novamente como você deve apresentar determinadas questões, refletindo a ênfase do discurso delas. Apesar da maioria de nós se adaptar naturalmente (entramos em detalhes com pessoas que prestam atenção nos detalhes), há grandes chances de que você não esteja encontrando um denominador comum em uma relação problemática. Por exemplo, a pessoa entra em detalhes e você fala sobre outras pessoas.
  • Sentimentos. Você precisa saber quais são os pontos críticos dos demais, porque basta cometer um erro para algumas pessoas o taxarem de insensível. O único remédio é ver o que os estimula – direta ou indiretamente.
  • Valores. Aplique o mesmo raciocínio aos valores dos demais. Elas falam de dinheiro, de reconhecimento, de integridade ou de eficiência em sua conversa normal sobre o trabalho?

Em suma: aprenda a interpretar os sinais de motivação das pessoas. Sempre.

5 – Lide com a sua intolerância. Ao tentar abordar alguém, tente não julgá-lo.  Você não precisa concordar, apenas compreender para poder motivar. O fato de que você não ficaria motivado da mesma forma é irrelevante. Em suma: pare de julgar os outros. Sempre.

6 – Crie empatia. Isto demonstra respeito pelo raciocínio do outro. Falar a mesma língua facilita a comunicação e lhe dá as informações que você precisa para motivá-los. Em suma: tente falar no idioma e no mesmo nível ao interagir com os demais. Sempre.

7 – Não se isole dos demais. Diga para o outro quais são as suas categorias conceituais. Para lidar com você, ele precisa saber como você pensa e porquê. Diga qual é a sua perspectiva – as perguntas que você faz, os fatores que leva em conta, etc. Se não puder explicar seu raciocínio, o outro não vai saber lidar contigo de maneira eficiente. Fica mais fácil acompanhar alguém que compreendemos. Em suma: traga o outro para o seu universo. Sempre.

8 – Vá além do estritamente profissional. Tome conhecimento de 3 coisas a respeito de todos, que não seja relacionadas ao trabalho – seus interesses, hobbies, filhos ou qualquer outra coisa  sobre o que podem conversas. A vida é um mundo pequeno. Se fizer algumas perguntas pessoais, descobrirá que tem alguma coisa em comum com praticamente mundo. Ter algo em comum ajudará a fortalecer a relação e individualizar a maneira como motiva os demais. Em suma: familiarize-se com as pessoas no nível pessoal. Sempre.

9 – Lide com os casos mais difíceis. Se uma pessoa fica sensível com algum assunto, ela reagirá melhor diante de uma ajuda direcionada. Se a pessoa reagir sendo exclusivista, pode precisar de ajuda para adotar a tendência predominante. Se ela não estiver motivada, procure os motivos tanto pessoais quanto profissionais. Essa pessoa pode reagir a um desafio de trabalho. Se a pessoa for ingênua, ajude-a a ver como as coisas efetivamente funcionam. Em suma: transforme algo negativo em um motivador. Sempre.

10 – Não oriente em demasia. Delegue e dê autoridade o quanto puder. Envolva a pessoa na criação de metas e na determinação do processo de trabalho para que ela tenha êxito. Peça a opinião dela sobre as decisões que você tomou. Peça para ajudar a avaliar o trabalho da unidade. Compartilhe o sucesso. Examine os fracassos juntos. Use todas as ferramentas disponíveis. Em suma: envolva mais as pessoas no trabalho que elas estão fazendo. Sempre.

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo. E se quiser transformar este tema numa palestra dentro de sua empresa, não deixe de me contatar. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é sua organização e você também se tornarem o melhor que podem ser.

Pablo

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Por que os Programas de Liderança ainda não me tornaram um líder melhor?

Julho 18, 2012

Saiu hoje no Valor Econômico: “Empresas investem mais no desenvolvimento de líderes”. Um estudo com 43 grandes companhias no país revela que, para 56% delas, investimento na formação de gestores será maior do que em 2011. Ótima notícia, porém esse artigo me lembrou do post que publiquei há um tempo “Por que os Programas de Liderança ainda não me tornaram um líder melhor?” onde discuto a efetividade desses programas. Confira.

Room 4D - Soluções em Desenvolvimento

Quando penso sobre a efetividade dos programas corporativos que objetivam o desenvolvimento da liderança, me vem à mente um artigo que li no New York Times do colunista David Brooks sobre a reforma da educação nos EUA. Ele observou que bilhões de dólares tem sido colocado em novos e impressionantes programas escolares, a maioria de efeitos duvidosos. Quando as escolas têm gerado resultados espetaculares é porque os estudantes se importam, os professores se importam e os pais se importam.

Em outras palavras, não se trata do quão elaborado é o programa e sim das pessoas envolvidas.

Pois é, e quando se traça um paralelo com os programas corporativos de liderança, iria além: não se trata da qualidade do programa, ou mesmo do coach, trata-se do protagonista, isto é, de VOCÊ.  A pergunta que faço é : o quão engajado você está para se tornar um líder melhor?

Alguns anos atrás Howard Morgan e Marshall Goldsmith estudaram oito empresas diferentes e 86.000…

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Julho 11, 2012

Semana passada fui convidado pelo grupo Mulheres de Negócios para falar a um time seleto de empresárias e executivas sobre o que a empresa espera dos colaboradores. Foi uma noite muito agradável onde compartilhamos muitas histórias. Abaixo segue parte do conteúdo sobre o qual discutimos. Espero que seja útil para você também.

Room 4D - Soluções em Desenvolvimento

Sabe porque hoje em dia tantos funcionários dão excessiva atenção ao chefe? Será que é porque o chefe controla a vida profissional deles? Poderia ser, mas não é essa a razão principal. Será que é porque o chefe possue a chave para incontáveis tesouros (leia-se aumentos, bônus e promoções)? Novamente poderia ser, mas também não é isso.

Os funcionários concentram-se no chefe porque é muito mais fácil reclamar sobre alguém que arruina suas vidas do que é assumir responsabilidade pela própria carreira, pelas próprias ações, pelos próprios problemas e pelas próprias decisões (isso sem mencionar um eventual comportamento auto-destrutivo).

Enquanto um psiquiatra pode achar fascinante todo esse comportamento infantil (além de relativamente lucrativo), garanto que seu chefe não vai considerá-lo divertido. Nem um tantinho sequer. Afinal de contas, fala sério, onde é que você acha que está? Não pense que seu chefe não percebe o que acontece ao redor. Ora, ele pode ser um maníaco por micro-gerenciamento, mas certamente não é um idiota.

Você…

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Onde buscar inspiração para idéias, perspectivas e estratégias inovadoras? 10 Dicas Imediatas

Julho 10, 2012

Arquivei na minha coleção particular um artigo publicado no Caderno Carreiras e Empregos da Folha de São Paulo “Empresas incentivam profissionais a  apresentar idéias inovadoras”. Nele duas temáticas são colocadas em destaque:

  • Inovação Empresarial – Como as empresas incentivam a criatividade entre seus funcionários e
  • O Caminho da Criatividade – O que o funcionário pode fazer para apresentar idéias inovadoras.

Mas uma questão fica em aberto: como desenvolver as habilidades necessárias para ser um profissional inovador?

Considero que idéias, perspectivas e estratégias inovadoras não vem da inteligência e da criatividade em seu estado bruto. Elas vêm de uma mente preparada, de panoramas ampliados por experiências, exposições e interesses variados (porém não relacionados). Aqueles com horizontes mais amplos geralmente vencem porque têm um repertório mais variado e portanto mais chances de fazer conexões diferentes entre idéias, culturas e novos eventos.

Por isso gostaria de compartilhar 10 sugestões para aqueles que querem investir em criar o novo e o diferente dentro das organizações. Afinal, se queremos evoluir de uma visão de curto alcance para uma perspectiva de longo alcance, precisamos desenvolver alguns comportamentos que nos ajudem a aprimorar essa competência estratégica. Para mudar será necessário negociar conosco mesmo, trazendo novas atitudes para nossa rotina diária e colocando as mesmas no topo das prioridades. Vamos às dicas:

  1. Leia mais. Esteja sempre disposto a expandir seu pensamento. Quer algumas razões para isso? Acesse 100 beneficios: http://www.scribd.com/doc/19148114/100beneficiosdelalectura
  2. Aprenda com o passado. Estude algumas invenções antigas e bastantes conhecidas, como o automóvel. Veja como eles usam o passado para prever o futuro. Veja como várias invenções não relacionadas se reuniram para formar algo maior. Assista programas de TV que falam sobre inovações e invenções modernas. Assista alguns episódios. Acesse vídeos do YouTube (The Machine That Changed the World: Giant Brains – http://www.youtube.com/watch?v=M78elH-8tQo , por exemplo, é uma excelente fonte). Como você poderia utilizar o passado da sua organização (decadas de 80, 90, 2000) para prever o futuro?
  3. Observe so seu redor. Você consegue enxergar interligações? Como é que  o que está acontecendo no mundo se relaciona à sua organização? Leia o Valor Econômico e as Revistas Exame ou Época Negócios e anote entre 3 e 5 coisas interessantes que são semelhantes ou que têm um efeito sobre a sua empresa. Crie um espaço na sua agenda e dedique tempo e energia para aprender a conectar o que está lá fora com o que está aí dentro.
  4. Valorize os que não são especialistas. Durante a 2° Guerra Mundial, o exército americano descobriu que os grupos mais criativos eram aqueles cujos integrantes tinham muito pouco ou nada em comum e sabiam quase nada sobre a situação.  Eles não estavam presos ao passado. Apresente um desafio atual ao grupo mais diverso que conseguir encontrar (digamos: um historiador, um web designer, um teólogo, um vendedor, um encanador, etc.) e veja o que eles discernem disso. Encontre alguns problemas fora da sua área e veja como pode contribuir para resolvê-los.
  5. Seja curioso. Estude e intrometa-se em 3 coisas, não relacionadas, nas quais nunca prestou muita atenção (por exemplo: ópera, literatura romântica, publicações técnicas fora de sua área, Glee, um novo idioma, um curso de mágica, arqueologia, etc.). As conexões podem vir de qualquer parte e seu cérebro não se preocupa de onde vêm as diferentes perspectivas. Tente pensar sobre como os príncipios se encaixam.
  6. Amplie suas leituras.  Leia publicações internacionais como  o Economist, ou o International Herald Tribune ou ainda Commentary;  também livros como “1808”, que resgatam de forma acessível momentos singulares da história do Brasil; escolha um país e estude-o a fundo; veja um filme sobre a crise financeira de 2008 (Margin Call – O Dia Antes do Fim é uma ótima opção). O objetivo aqui é obter a perspectiva mais ampla possível sobre um assunto.  Existem princípios implícitos comuns em quase tudo. Você precisa se expor mais amplamente para encontrar e aplicar esses principios no que está fazendo hoje.
  7. Aventure-se nas férias. Viaje para um lugar que nunca visitou antes (e, à propósito, nunca mais tire férias no mesmo lugar). Coma em restaurantes temáticos diferentes. Vá a eventos e reuniões de grupos dos quais nunca participou. Participe de festivais étnicos e experimente diferentes culturas. Visite eventos esportivos aos quais nunca assistiu antes.  Em suma: a cada semana você e sua familia deveriam abrir nova possibilidades em termos de aventura. Simples assim.
  8. Enxergue além do trabalho. Participe de um grupo comunitário ou qualquer outra atividade pela qual normalmente não optaria em circunstâncias normais.  Amplie seus horizontes fora do trabalho. Ofereça-se  como voluntário  para um programa de  assistência a crianças, viaje para um pais que nunca visitou, acompanhe um grupo de adolescentes de 15 anos de idade durante alguns dias.
  9. Foque o diferente. No trabalho, selecione 3 tarefas que nunca fez antes e dedique-se a elas. Se não conhece muito os clientes, trabalhe numa loja ou lide com as reclamações que chegam ao SAC; se não sabe o que o pessoal da engenharia faz, vá descobrir; ou ainda, troque de tarefa com alguém. Procure a exposição mais ampla possível dentro da organização. Almoce com diferentes  colegas da organização e contem entre si o que vocês fazem.
  10. Atue numa força-tarefa. Forças-tarefas ou projetos são ótima oportunidades. Se for importante e multifuncional e tiver um resultado concreto que será  levado a sério (em vez de um grupo de estudos), passa a ser um dos eventos de desenvolvimento mais comuns na lista dos executivos bem-sucedidos. Tais projetos exigem que você aprenda sobre funções, negócios ou nacionalidades diferentes durante um período curto de tempo, valorizando como os outros pensam e porque suas áreas/posições são importantes. Ao fazê-lo, pode deixar de lado a sua própria experiência para ver conexões com um mundo mais amplo (como o comércio internacional funciona, por exemplo) ou sentir-se mais à vontade em casa (como as peças de sua organização se encaixam). Você pode absorver diferentes perspectivas e, a partir daí, lançar idéias inovadoras passa a ser uma sólida possibilidade.

Como disse o filósofo frances, Henri-Louis Bergson, “o olho somente vê o que a mente está preparada para compreender”.

Para esta e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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