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Como Pai, Que Tal Oferecer + Possibilidades?

Julho 30, 2012

Estava lendo hoje na Revista São Paulo da Folha a matéria “Executivos contam como conciliam trabalho e educação dos filhos”, onde oito empresários descrevem como criam seus rebentos. Foi uma excelente reflexão na véspera do Dia dos Pais.

Todos nós queremos que nossos filhos tenham uma vida melhor do que aquela que tivemos. Mas hoje em dia essa é uma árdua tarefa. Afinal, você está sobrecarregado, seus filhos estão distraídos com coisas demais e, pelo que observamos e lemos nos jornais, as escolas não estão fazendo um bom trabalho na preparação deles para o mundo corporativo real.

Você sabe que é fundamental envolver-se na educação deles, assegurar-se de que tirem boas notas, e enviá-los para uma universidade decente – se bem que isso tudo já é mais ou menos esperado. Na realidade, o fator mais importante com relação ao êxito que seus filhos terão nas suas carreiras se resume àquilo que aprendem com você desde os primeiros anos.

É claro que uma parcela vem das lições que intencionalmente você passa, mas o grosso vem da observação do que você faz. Seu comportamento pode ter muito mais a ver com o sucesso que seus filhos terão no mundo real do que qualquer outra coisa. Assim, segue abaixo o que você pode fazer para lhes oferecer mais chances de chegar lá por conta própria:

Apoie o que adoram fazer: não os obrigue a fazer o que você quer que eles façam. É um comentário comum dos pais: “Não quero que eles cometam os mesmos erros que eu cometi enquanto amadurecia.” Bem, você não pode consertar seus erros por meio deles. O máximo que vai conseguir com essa atitude é atrapalhar as vidas deles também. O sucesso surge ao fazer o que você adora, aquilo pelo qual tem verdadeira paixão, não sendo forçado ou obrigado a fazer o que quer que seja.

Ensine-os a assumir riscos. Se tiverem êxito, ganharão  autoconfiança, mas se não, vão aprender mais ainda. Deixe-os cometer seus próprios erros e aprender a assumir a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Sei que é duro assistir enquanto tentam novas coisas e fracassam, mas, para ser honesto, é vital que se acostumem com tais momentos. Não os mime. Responsabilize-os. E, nesse processo, deixe-os enxergar como você é: humano, genuíno e com falhas.

Ensine-os sobre o valor do dinheiro e a responsabilidade financeira. Se eles o veem lidar com dinheiro como se nascesse em árvores, mais cedo ou mais tarde vão copiar esse comportamento. Por outro lado, ensinar autossuficiência, ou até mesmo a não esperar esmola de ninguém, vai valer a pena ao longo do tempo. Eles precisam saber que o sucesso e a felicidade deles dependem única e exclusivamente deles mesmos.

Deixe-os ser crianças. Habilidades sociais não são apenas importantes para que crianças ajam como crianças. Também são críticas para que os adultos tenham êxito nos mundo dos negócios. Esportes, amigos, relacionamentos, festas, sair sem lenço nem documento é tudo de bom. Tudo bem, certamente haverá acidentes, se meterão em brigas e farão coisas que você desejaria que não fizessem. Mas, se você for aberto e encorajá-los a trazer seus problemas a você, então poderá ajudá-los a se virar e a aprender com os próprios erros.

Trate-os como adultos. Quando as crianças são pequenas, têm egos gigantescos. Crescer é aprender que na verdade o mundo não gira em torno delas. Para que essa transição funcione, elas precisam se sentir seguras e confiantes o suficiente para se arriscar. Você pode colaborar com o processo, oferecendo-lhes informação e encorajando-as a tomar suas próprias decisões. Trate-as na medida do possível como adultos – as pessoas não aprendem lições ouvindo sobre elas, mas vivenciando-as.

Ensine-os sobre competir e o espírito de equipe. Uma das grandes dicotomias na vida é que o sucesso tem muito a ver com competir e ganhar, o que por natureza significa que outros têm de perder. Dito isso, existem momentos em que um indivíduo está competindo e momentos em que o que vale é o esforço do time. Saber a diferença é importante no mundo real, mas, sem dúvida, essa é uma lição sutil.

Encoraje a curiosidade natural deles. Crianças têm uma sede natural de conhecimento e por entender como as coisas funcionam. Encoraje-as a procurar isso nos livros, jogos, quebra-cabeças, onde quer que tenham interesse. Mas atenção: o mundo moderno dos brinquedos e aparelhos eletrônicos de última geração é muito fácil, muito mel na boca, por assim dizer.  Eles vão aprender mais criando e utilizando a imaginação.

Ensine-os a ser autossuficientes. Essa ideia de “direito adquirido”, que está se tornando uma epidemia nacional, acaba limitando o sucesso e exterminando carreiras. O mundo real dos negócios não funciona dessa maneira, e quanto mais cedo as crianças aprenderem isso, melhor. Sim, a vida é muito curta para não se divertir, mas não é por isso que você vai permitir que eles pensem que as coisas caem do céu. A vontade de dar duro e de vencer tem de vir deles, e a única maneira pela qual isso vai acontecer é se aprenderem isso com você.

Estas lições estão internalizadas no meu coração, passadas de geração para geração (0brigado pai!).

Agora é minha vez: a Ágata fará 1 ano e meio no mes que vem (obrigado filha, simplesmente por fazer parte desta jornada!)

Conte comigo,

Pablo

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3 comentários

  1. Parabéns pelo tema!
    Realmente são excelentes lições!
    Hoje noto entre outras que tanto minha filha com 26 e meu filho com 23 são empreendedores natos e tem posicionamento forte em tomada de decisões.

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  2. Muito boas palavras e excelente modo de ver as coisas. Tenho duas crianças e acredito no potencial delas mesmo sendo tão pequenas.

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  3. Olá , Não há nenhuma intenção de “auto-piedade” ou coisa do gênero no meu depoimento. É pelo tema mesmo que dou meu depoimento. Com poucos meses de vida fui abandonado pelos meus pais. Ele Peruano e minha mãe Chilena. Desencontros de pais com consequências negativas para os filhos , são historias fáceis de se encontrar nas esquinas da vida. Fui criado com enormes dificuldades materiais – mas muito amado! Comecei a trabalhar com 10 anos – às 05:30 hs já estava no ponto de ônibus, na Av 9 de julho – sp. Hoje, com 52 de idade, aposentado, sinto orgulho de ter trabalhado na construtora Camargo Corrêa (meu primeiro registro em carteira) um pouco no Bco Itaú e 28 anos na Philips do Brasil (entre outras). Com 33 anos encontrei meu pai, morando na Argentina e com 51 anos – de tanto procurar – encontrei minha mãe no interior de SPaulo. Fui ao encontro dos dois para dar-lhes um grande abraço e dizer que os amava (faz parte da minha criação) aliás minha mãe adotiva, Dna Ambrosina, uma negra absolutamente analfabeta, me ensinou entre outras coisas o sentido e significado do perdão. (sempre que posso eu faço homenagem a ela) e hoje além de valores que fui aprendendo com a vida , tento dar aos meus filhos algo que , por circunstâncias da vida, não tive da maneira como queria: amor, compreensão, escolaridade e um monte de sorrisos. Aproveito para desejar aos pais um feliz dia para todos nós.

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