Archive for Outubro, 2012

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Postura Defensiva? Quem? Eu?!

Outubro 28, 2012

Acredito que todos nós concordamos que o autoconhecimento é indispensável para obter sucesso. Apesar disso, muitos assumem uma postura defensiva ao longo de suas carreiras, e isso definitivamente não contribui em nada para seu êxito profissional. Quer saber o porquê? Porque, agindo dessa, forma as pessoas vão lhe dar menos feedback e, assim, você dependerá demais de uma autopercepção incorreta. Com o tempo, seus pontos cegos se multiplicarão (coisas que os demais sabem sobre você, mas que você nega ou não está consciente de que faz) e, mais cedo ou mais tarde, um deles vai acabar estabelecendo um teto para o seu crescimento. Aguarde e verá. Mas há uma luz no final do túnel. Para neutralizar essa triste possibilidade, indique aos demais que está aberto a ouvir o feedback deles, por mais equivocado ou injustificado que seja, e que vai levar a opinião deles em consideração. É simples, mas não é fácil. No entanto, a recompensa será concreta: atuando dessa maneira, você vai adotar iniciativas de desenvolvimento e aprimoramento ao reagir a uma parte dessa avaliação. Digo parte, pois existe uma grande probabilidade de que outras parcelas da avaliação sejam descartadas ou então contestadas. Faz parte do processo. Fica claro o risco inerente à postura defensiva? Somente por meio do feedback é possível fazer essas três coisas – reagir, descartar e contestar –, que possibilitarão uma carreira mais sólida e fértil. Chego, assim, ao cerne deste post: dez dicas que podem ajudá-lo a aceitar as críticas como uma oportunidade para aprender.

  1. Solicite um feedback 360. Assumir uma postura defensiva é um grande empecilho para um autoconhecimento amplo e fidedigno. Quem fica na defensiva se superestima aos olhos dos demais. Se for visto como uma pessoa que nega suas falhas, talvez acabe ficando sobrecarregado quando os outros tiverem finalmente a chance de lhe dar feedback. As avaliações que fizerem de você  serão mais baixas que o justificado, afinal eles pensam que a mensagem precisa falar mais alto para penetrar seus escudos de defesa. Ao adotar uma postura defensiva, a melhor estratégia para saber o que os demais realmente pensam é pedir um feedback 360, onde todos ficam no anonimato e alguém do departamento de RH coleta as informações e as interpreta para você. Se pedir feedback diretamente, em virtude do seu histórico de ficar na defensiva diante das críticas negativas, é pouco provável que fique sabendo a verdade. Afinal, ninguém gosta de dar feedback verdadeiro e útil nesses casos. Pode apostar.
  2. Gerencie sua reação. Você precisa treinar como vai se manter calmo enquanto recebe feedback negativo. Precisa mudar sua forma de pensar. Ao receber feedback, seu único trabalho é compreender exatamente o que as pessoas estão querendo lhe dizer. Neste momento, não cabe aceitar ou rejeitar os comentários. Isso virá depois. Treine mentalmente como reagirá de maneira calma ao feedback negativo quando chegar a hora de enfrentar essa situação. Crie táticas automáticas para “desligar”ou adiar sua reação emocional. Algumas delas incluem desacelerar, tomar notas, fazer perguntas de esclarecimento, pedir exemplos concretos e agradecer por dizerem o que disseram, afinal você sabe que não foi fácil para eles.
  3. Independente do quão exato, aceite o feedback. Lembre-se que as pessoas suspeitam que não consegue receber feedback de jeito nenhum, que se acha perfeito, que está se defendendo de qualquer coisa que indique o contrário do que pensa e que muito provavelmente vai culpar quem deu um feedback composto por informações inválidas. Elas esperam que a conversa seja dolorosa  tanto para elas quanto para você. Para por um fim nesse círculo vicioso, você precisa seguir as regras do bom ouvinte. Apesar de parecer um tanto injusto, deveria inicialmente aceitar todo feedback como fidedigno, mesmo quando sabe que esse não é o caso. E digo mais, precisa ajudar os demais a dar feedback desde o príncipio, de forma a que superarem o medo em relação a sua histórica postura defensiva. Se a distorção for séria, você pode voltar e consertar depois.
  4. Reflita sobre o feedback.  Depois da sessão de feedback, quando a poeira abaixar e puder compreedê-la melhor, anote todas as críticas em fichas ou bloquinhos (tipo Post-it). Crie duas pilhas: “Críticas possivelmente verdadeiras” e “Acho que viajaram na maionese”. Peça a ajuda de alguém de confiança e que lhe conhece bem, assim não vai se iludir. Para os comentários verdadeiros, indique para as pessoas que deram o feedbak que compreendeu a mensagem, considera que tem fundamento e que tentará fazer alguma coisa à respeito. Quanto aos demais que não são vedadeiros, divida a pilha entre críticas importantes para você e o que é trivial ou irrelevante. Jogue fora os irrelevantes. Para os comentário que provavelmente não são verdadeiros, porém são importantes, reorganize a pilha de acordo com o que é uma ameaça à carreira (se os meus superiores realmente achassem isso de mim, minha carreira estaria comprometida) e o que não é um obstáculo para a carreira. Jogue fora o que não for um obstáculo. Repasse a pilha que sobrar com o seu superior imediato e / ou mentor para ver qual é a opinião geral sobre você. Isso o deixa com duas novas pilhas: o que acham (mesmo que não seja verdade) e o que não acham de você . Jogue fora a pilha “não acham”. Use a pilha que sobrar para criar um plano e convencer as pessoas ao seu redor (atente: com ações, não com palavras) que as críticas que fizeram sobre você em breve não serão mais verdadeiras.
  5. Demonstre que leva o seu desenvolvimento à sério. Diga quais são suas necessidades de desenvolvimento e peça ajuda aos demais. Uma das melhores maneiras  de evitar críticas é mencioná-las primeiro e deixar as pessoas entrarem nos detalhes. Pesquisas apontam que os outros tendem mais a ajudar e a dar o benefício da dúvida a quem admite suas fragilidades e tenta fazer algo para consertá-las. Afinal, eles sabem que é preciso coragem.
  6. Foque no problema. Uma consequência natural da postura defensiva é a resistência a qualquer coisa que seja nova ou diferente. Nas suas interações diárias com outras pessoas, sua postura defensiva pode fazê-lo parecer fechado ou resistente a pontos de vista novos ou diferentes. O primeiro passo que você precisa dar é desligar o programa de avaliação / rejeição e passar a escutar mais. Faça mais perguntas – “Como chegou lá?”, “Você prefere isto ou aquilo em vez do que estamos fazendo agora?” – Se discordar, dê os seus motivos primeiro. Então peça para os outros criticarem a sua resposta. Direcione sua divergência para a natureza do problema ou a estratégia – “O que estamos tentando resolver? Qual é a causa? Quais perguntas deveriam ser respondidas? Que padrões objetivos poderiamos utilizar para medir o sucesso?” – Em vez de discutir sobre a divergência entre a sua opinião e a da outra pessoa, concentre-se nos critérios usados para tomar uma decisão. Adote um estilo mais aberto. Todo esse esforço renderá poucos frutos se você não demonstrar que está aberto aos demais, interessado no que eles têm a dizer, compartilhar coisas pessoais que não precisaria compartilhar e incentivar outras pessoas a dar sua opinião enquanto as ouve. Você precisará persistir, resistir não só a eventuais rejeições mas talvez até a alguns comentários furiosos e desdenhosos, para poder equilibrar a situação. Pratique mentalmente para não ser pego de surpresa. Como os outros esperam que você reaja às críticas ficando na defensiva, você precisa tomar a iniciativa e se abrir para a conversa.
  7. Tranforme os pontos cegos em fragilidades reconhecidas. O que mais coloca a nossa carreira em risco são os pontos fracos que realmente temos, mas que negamos ou rejeitamos. Isso significa que damos continuidade ao nosso desempenho como se fossemos muito bons, quando na verdade não somos. Veja, é melhor ter um ponto fraco conhecido e admitido. Sabemos  que não somos bons nisso, então nos esforçamos mais, pedimos ajuda, delegamos, encontramos um coach ou um mentor, lemos um livro ou contornamos o problema. Sua nova tarefa na vida é eliminar todos os pontos cegos. Transforme todos os seus pontos cegos em pontos fracos conhecidos e os pontos fracos conhecidos em uma habilidade. Assuma como sua expedição pessoal descobrir o que todo mundo realmente pensa de você.
  8. Revele mais sobre você. Pessoas que ficam na defensiva geralmente são tímidas e pouco acessíveis quando o assunto envolve informações pessoais, principalmente se o tema for possíveis fragilidades ou erros. Os tipos de revelação de que as pessoas mais gostam são: 1) os motivos por detrás daquilo que você decide fazer, 2) sua autoavaliação, 3) informações que eles desconhecem mas que você sabe o que está rolando na empresa e tem liberdade de divulgar, 4) tanto coisas positivas que lhe aconteceram quanto momentos que lhe fizeram passar vergonha, 5) comentários sobre o que está ocorrendo ao seu redor (evitando ser negativo sobre os demais), e 6) seus interesses fora do trabalho. Essas são as áreas que deveria aprender a revelar mais. Se divulgar sua autoavaliação sobre seus possíveis pontos fracos, isso diminui a quantidade de vezes que precisa ficar na defensiva. Esses dados que quebram o gelo abrem as portasn para o tipo de relacionamento que lhe proporcionará mais feedback.
  9. Evite reações ríspidas e precipitadas. Isso provavelmente vai lhe causar problemas. Você pode tirar conclusões apressadas, rejeitar categoricamente o que os outros dizem, usar um linguajar agressivo, ou ainda rapidamente negar ou culpar alguém. Então ao pessoas o veem como alguém fechado e combativo. De maneira mais negativa, podem até pensar que acha que os demais são estupidos ou desinformados. Se for visto como uma pessoa intolerante, os outros geralmente irão se embaralhar nas próprias palavras enquanto se apressam para falar com você e tentarão encurtar o próprio argumento, pois acham que não está ouvindo mesmo (“então de que adianta?”). A saída é sempre fazer peguntas de esclarecimento primeiro para receber mais informações e preparar uma reação mais calculada e calma.
  10. Tome cuidado com a linguagem não verbal. A maioria das pessoas que fica na defensiva possuem um ou mais sinais não verbais que indicam que não aceitam o que os demais estão dizendo. Pode ser sobrancelhas cerradas, olhar vazio, vermelhidão, agitação corporal, dedo ou o lapis batucando na mesa, apontar, etc. A maioria das pessoas ao seu redor reconhece esses sinais. E você? Pergunte a alguém de confiança o que geralmente faz. Tente eliminar essas atitudes não verbais que tem efeito negativo.

Para essas e outras habilidades, conte comigo. Pablo P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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Não Agonize, Se Organize!

Outubro 9, 2012

Fica mais fácil concretizar algo quando todos estão indo na mesma direção, certo?

Também fica mais fácil ter um bom desempenho quando se tem todas as ferramentas e os recursos dos quais se necessita, correto?

Sem contar que fica mais fácil trabalhar quando todas as pessoas que precisa ao seu lado lhe dão o apoio desejado, não?

E não podemos nos esquecer que é uma satisfação trabalhar por meio dos outros mesmo quando não se tem autoridade direta sobre eles, concorda?

Bem, a menos que você seja do tipo masoquista e não queira se sentir realizado no trabalho, é  fundamental compreender que, para que isso tudo se transforme em realidade no seu dia-a-dia, é necessário investir na sua capacidade de se organizar e de organizar o cenário ao seu redor.

Para isso, gostaria de compartilhar algumas dicas que, apesar de básicas, são capazes de trazer esta habilidade à tona. Veja se são tão úteis para você quanto para os meus clientes:

  1. Crie metas e índicadores. Nada mantém os projetos dentro do cronograma e do orçamento como metas e  índices. Pode acreditar. Estabeleça metas e índicadores para que tanto você quanto os outros possam acompanhar o progresso em relação ao cenário almejado.
  2. Elabore um plano.  Grande parte da desenvoltura começa com um plano. O que preciso alcançar? Qual é o prazo? De quais recursos vou precisar? Quem controla os recursos dos quais necessito: pessoas, verbas, ferramentas, materiais, apoio? Qual é a minha moeda de troca? Como posso pagar ou recompensar por esses recursos? Quem ganha se eu ganhar? Quem poderia perder? Apresente o trabalho de A a Z. Isso mesmo: de A a Z. Muitas pessoas são vistas como desorganizadas porque não escrevem as sequências ou mesmo partes do trabalho e portanto deixam alguma coisa passar. Peça inclusive aos demais para comentarem sobre a ordem e o que está faltando.
  3. Corra atrás dos recursos.  O que tenho que dar em troca? O que posso comprar? O que posso tomar emprestado? Pelo que preciso trocar isso? Quais as coisas das quais preciso que não posso pagar ou trocar?
  4. Procure apoio compartilhando suas metas. Divida suas missões e metas com as pessoas que precisam apoiá-lo. Tente pedir a opinião delas. Quando você faz perguntas, os demais  geralmente cooperam mais. Descubra como as pessoas que apoiam a sua iniciativa podem vencer ao seu lado.
  5. Delegue. Concretizar projetos grandes, longos e abrangentes inclui realizar as várias tarefas que os compõem. Uma descoberta clara das pesquisas é que as pessoas que têm autonomia trabalham durante mais tempo e com mais afinco. As pessoas gostam de ter controle sobre seu trabalho, determinar como vão fazê-lo e ter a autoridade para tomar decisões. Portanto, delegue tudo o que puder junto com a correspondente autoridade. Outra descoberta clara é prestar atenção nos elos mais frágeis, que geralmente correspondem aos grupos ou elementos com os quais você menos interage, ou ainda sobre os quais tem menos controle (talvez alguém em uma localidade remota, um consultor ou mesmo um fornecedor). Mantenha contato dobrado com estes possíveis elos fracos.
  6. Administre a complexidade. Muitas tentativas para concretizar algo envolvem a gestão de múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Se tiver um plano mestre, as coisas certamente ficarão mais fáceis. Se delegar parte do trabalho, elas ficarão ainda mais.
  7. Gerencie os recursos limitados com eficiência. Fique de olho no orçamento. Planeje as despesas cuidadosamente. Tenha reservas se algo inesperado acontecer. Crie uma linha do tempo para cada conta, assim pode acompanhar as despesas em andamento.
  8. Fique frio.  Algumas pessoas  ficam aturdidas quando muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Um plano é de grande valia nessas horas. Delegar é de grande ajuda. Metas e índicadores também. Agora, atenção: ficar frustrado quase nunca ajuda.
  9. Comemore o êxito. Crie o costume de compartilhar os sucessos e as recompensas. Isto facilitará quando precisar turbinar seus talentos da próxima  vez.
  10. Procure ajuda em modelos de sucesso. Encontre alguém no seu ambiente de trabalho que é bom em organizar pessoas e coisas. Observe o que ele faz. Como isso e compara à maneira que tipicamente você realiza as coisas?

Para essas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

P.S. – Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo