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Pense bem antes de se alistar passivamente na guerra de talentos

Dezembro 18, 2012

guerra de talentosHá uma verdadeira batalha entre as empresas para contratar talentos. Pelo menos é o que diz Greg Scileppi, presidente das operações internacionais da consultoria Robert Half, em recente entrevista. “O interessante no Brasil é que o índice de desemprego geral – de 8% – não se reflete na área executiva, que exibe um indicador bem menor, algo entre 1% e 2%”, comenta. E, ao ser questionado se o tempo médio que as pessoas passam no mesmo emprego tem diminuído, ele respondeu que, se as pessoas se sentem identificadas com a cultura da empresa e percebem oportunidades de crescimento, elas continuarão mostrando muita estabilidade no emprego, da mesma forma que acontece há décadas.

Portanto, teoricamente, não precisamos temer a possibilidade de perder o emprego, certo? Podemos ficar tranquilos em nosso papel de executivos…

No entanto, um dos problemas mais traiçoeiros e comuns que encaramos nas nossas carreiras não tem nada haver com encontrar emprego, incrementar a remuneração ou galgar a estrutura hierárquica. É o que denominamos de inércia. Diria inclusive que é tão comum que é chega  a ser endêmica.

O problema se configura da seguinte forma: por qualquer que seja o motivo, você acaba seguindo uma determinada trajetória profissional. Talvez seus pais o empurraram para se tornar um engenheiro ou você tenha visto tantas séries de tv sobre o mundo da Justiça que decidiu ser um advogado. Então, um belo dia, você acorda e pasmem: se dá conta que, na real, não tomou nenhuma decisão chave na sua carreira nos últimos 20 ou 30 anos.

Olhando para trás, parece que tudo foi meio que acontecendo: você se viu no primeiro trabalho ganhando um bom dinheiro e animado com a situação. Seguiu galgando os escalões hierárquicos até que um headhunter, ou alguém que conhecia, veio com uma oportunidade de ganhar mais. E assim foram acontecendo as mudanças até chegar onde está.

E não me entenda mal. Isso é ótimo DESDE QUE essa trajetória acidental tenha de alguma forma possibilitado a você alcançar a felicidade e o sucesso como um estelar executivo pertencente à primeira divisão do mundo corporativo (ou coisa parecida).  No entanto, o cenário  mais provável é que essa sua trajetória profissional poderia ter igualmente acontecido com um outro alguém. E os resultados nem foram tão fabulosos assim…

Tudo isso porque não foi exatamente você que tomou as grandes decisões sobre o que queria fazer com a sua vida. Você pulou de oportunidade em oportunidade no piloto automático. Pode ter até parecido que assumiu riscos e correu atrás quando na realidade estava apenas escolhendo o caminho com menos obstáculos (de um leque limitado de opções).

No meu trabalho, tenho interagido com muitas e muitas pessoas que sucumbiram a tal inércia profissional. Algumas se deram conta, geralmente como resultado de uma crise pessoal de algum tipo, e deram um jeito de sair da “arena do coliseu romano” e se reinventarem antes que fosse tarde.  Outras acabaram se encontrando presas numa jornada que perdeu o brilho há  tempo ou vivem num constante estado de negação, preenchido com uma desculpa atrás da outra.

A única maneira que conheço de evitar esse destino é olhar no espelho e perguntar-se: “isso é realmente o que quero fazer da minha vida?”. E aí é necessário ter a coragem para ouvir a resposta e agir. Obviamente isso demanda ser honesto consigo mesmo, independente do quão doloroso possa ser.  E, antes que pergunte, vou adiantar: é assustador sim mudar. Eu mesmo passei por essas águas turbulentas. Mas quer saber? Acordar um dia e perceber que jogou fora a única vida que tem é bem, bem pior.

Fotos: Marie HippenmeyerConte comigo,

Pablo

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3 comentários

  1. A pior parte desse despertar é ter medo de recomeçar ou se sentir preso a valores monetários… acho que mesmo quando escolhemos nossa profissão, em um dado momento não estamos mais felizes porque a pressão pelo “ter” é tão grande que esquecemos do prazer que nos movia no início da carreira. É do ser humano viver em conflito, o que ele aproveita desses momentos é que dita o quanto ele é realizado.

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  2. Excelente artigo ! Essa questão da inercia atinge muitos profissionais. Pablo , parabéns por nos propiciar um momento de reflexão.

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  3. Pablo, realmente mudar é assustador, principalmente após determinada idade. Porém, como você disse bem é preciso coragem, agir e acreditar que melhor que ficar acomodado é dar-se a chance para virar a página, buscar o que realmente te faz feliz e sentir-se valorizado.

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