Archive for Janeiro, 2013

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Espelho, Espelho Meu, Existe Alguém Mais Cego Do Que Eu?

Janeiro 30, 2013

espelho-meuTodos nós  somos humanos e todos nós temos pontos cegos. Tal qual alergia e caspa, eles fazem parte do jogo da vida. Entretanto, dependendo do porte, esses pontos cegos podem derrubá-lo e inclusive desacelerar a sua carreira. E digo mais: se você é um gerente, eles podem afetar a organização em que trabalha. E se for um alto executivo ou um líder empresarial, eles podem impactar a vida e o sustento de milhares de colaboradores. Complicado, não?

Hoje em dia, muitos dos executivos que me procuram acreditam que devem focar no aprimoramento de suas fortalezas, não em corrigir suas fraquezas. Isso, na minha humilde opinião, é uma receita para um iminente desastre. Veja, todo negócio tem desafios que necessitam ser endereçados e obstáculos que necessitam ser superados.

Gestores devem ser capazes de lidar com o que quer que seja que o mercado lança sobre eles. Eles não podem se dar o luxo de dizer: “Aguenta aí um minuto. Esse problema não é exatamente a minha praia. Será que podemos deixá-lo de lado e cuidar do próximo da fila?” Venhamos e convenhamos, as coisas nã0 funcionam desse jeito, certo?

Você pode até compensar um ponto cego contratando alguém com habilidades complementares, por exemplo. No entanto, soluções como essa não são comuns, afinal executivos com pontos cegos ou são inconscientes ou vivem negando que eles existem. E tem mais: esses pontos não se dissolvem facilmente naqueles em que criaram raízes. Muito pelo contrário, ficam constantemente no caminho provocando más decisões. Uma atrás da outra, para dizer a verdade.

Tenho trabalhado com centenas de executivos ao longo dos anos e, apesar de não ter mantido um registro, se tivesse que oferecer uma estimativa, diria que aproximadamente a metade deles tinha pontos cegos relevantes. E por “relevantes” quero dizer que a função que eles exerciam estava seriamente comprometida e inclusive com risco de levar a carreira deles a pique.

Entendo que focar nas fortalezas implica em ter compreendido suas fraquezas o suficiente para, de alguma maneira, compensá-las. O problema é que em geral as pessoas ou não estão conscientes delas, ou não dão importância às mesmas ou ainda, por qualquer que seja a razão, vivem terminantemente negando a existência dessas fraquezas. É por isso que são denominadas pontos cegos: você não consegue enxergá-las.

A  questão é que não há uma solução mágica para esse tipo de problema. Não há comprimido que possa tomar ou conselho que possa ler para desatar imediatamente este nó. Como se vê, a correção se encontra em um conjunto de características que você abraça ou não abraça. Elas são boas para a carreira de qualquer um, mas particularmente úteis para gestores e executivos.

Estas características são: humildade, autoconhecimento e coragem. Se você tem um senso de humildade e de autoconhecimento, então você está ciente que é humano e que tem falhas, algumas das quais podem impactar consideravelmente a organização em que trabalha.

Se você tem coragem, então está disposto a enfrentar a realidade competitiva, ouvir duras críticas, dar uma olhada no espelho e confrontar friamente o que quer que enxergue nele, não importa o quão assustador ou fora de sua zona de conforto tal visão possa estar.

Fotos: Marie HippenmeyerEsse é o motivo pelo qual o conceito de focar nas fortalezas ao invés das fraquezas deveria ser apenas uma tola e passageira lenda urbana. Se você tem humildade, autoconhecimento e coragem, então está consciente que pontos cegos podem ser um problema real e não tem medo de confrontá-los (se isso é o que é necessário para ter êxito na sua vida e na sua carreira).

Conte comigo,

Pablo

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E você acha que tem um problema de gestão de tempo? Pois sim!

Janeiro 19, 2013

CoisasSimplesmente não há suficiente tempo para fazer as coisas que temos que fazer, e isso sem contar aquelas que queremos fazer. Ao menos é isso o que todos nós nos dizemos o tempo todo…

Ouço muito isso tudo, inclusive de mim. Tenho tantas coisas rolando simultaneamente que nem mesmo tenho tempo para ir no banheiro. E olha que eu  costumava ter tempo para relaxar e curtir. Fica então a pergunta: aonde é que foi parar esse tempo todo?

Mas, pense comigo: o tempo não é o problema. Desde que você não esteja correndo por aí numa velocidade relativística feito um fóton de luz ou uma partícula subatômica, ao longo de toda a sua vida o tempo provavelmente tem sido a única constante a cada segundo dela. E isso não foi diferente para os seus pais. Nem para os seus avós.

Pois é. O tempo não é o problema. Mas… E toda aquele monte de coisas que você leu sobre gestão do tempo e produtividade pessoal?! Bem, sugiro que esqueça. É tudo pura perda de tempo. O que quero dizer é que, se o tempo não é o problema, como é que então a gestão do tempo poderia ser a solução?

Quer saber qual é o problema? Pois bem: coisas. Todos nós queremos coisas demais. E aí todos nós compramos coisas demais. E não apenas temos mais e mais. As coisas que acumulamos são mais complexas e você pode fazer com elas muito mais do que jamais se fez. Portanto, não se engane: tempo não é o problema. A questão é que todos nós queremos coisas demais. E queremos fazer um monte de coisas com elas.

Com o recente salto econômico no Brasil na última década, nunca se construíram tantas casas e apartamentos. Temos mais automóveis. Mais celulares, tablets, aplicativos, computadores, jogos eletrônicos, TVs maiores, mp3 players, coletâneas de videos e músicas, scooters, bicicletas, equipamentos esportivos… ufa! E isso sem mencionar o Facebook, o Twitter, o LinkedIn, o YouTube, o email, as mensagens de texto, os blogs e tudo  mais.

Ultimamente, tenho pensado muito em como seria legal sair debaixo de todo esse monte de coisas. E quer saber? Isso me levou  a refletir sobre o quão inchadas as organizações costumavam ser quando comecei a trabalhar em 1987. As empresas tinham vários níveis de comando e uma burocracia sem fim. E naquela época nós apenas continuamos a adicionar mais e mais, achando que isso era o correto.

Hoje em dia  as corporações estão bem enxutas. Mas se você estivesse cerca de 25 anos atrás, saberia do que estou falando. Somos bem mais competitivos agora e, numa economia global, é assim que deve ser (goste ou não goste).

Fotos: Marie HippenmeyerNossas vidas estão hoje tão inchadas quanto nossas empresas estavam nos anos 90. Todos nós achamos que queremos ou que precisamos desse monte de coisas mas, preste atenção, não é bem assim. Tenho praticamente certeza que eramos mais felizes e menos estressados. E tínhamos mais tempo para curtir. E então? O que necessitamos no fundo é enxugar um tanto. Experimente. Conquiste esta liberdade. E como bônus, acabará também economizando dinheiro, concretizando assim a aposentadoria que em algum momento virá.  O que acha disso?

Conte comigo,

Pablo

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Cadê o jovem que estava no espelho?

Janeiro 16, 2013

YouthOntem estive com um cliente potencial discutindo os desafios de permanecer competitivo no mercado de trabalho depois dos 45. Veja, ao longo de meus anos – como Coach Executivo – tenho visto inúmeros executivos e gerentes, outrora de sucesso, deixarem a inércia e o status quo cobrarem um ingrato pedágio sobre suas carreiras. E sempre me perguntei: o que será que acaba despindo eles de seu espírito empreendedor e faz com que fiquem tão presos à sua forma de ver o mundo, trazendo à tona o risco de seu talento perder a elasticidade, a flexibilidade e a agilidade tão necessárias para se manter na crista da onda?

De repente, à noite, tive um insight: é o inevitável pedágio que o tempo, a idade e a experiência cobram! A verdade é que estamos todos lutando contra a Natureza. Qualquer bom neurologista vai lhe dizer que, com o tempo, nosso cérebro perde sua plasticidade. As vias neurais tornam-se mais fixas. E aí fica mais difícil aprender coisas novas.

É bom ressaltar, no entanto, que isso não é completamente predeterminado. Nem um pouco. Nada o é. E dependerá de nós lutarmos para escapar desse destino. Esteja consciente do que está enfrentando e – se me permite contribuir nesta batalha – siga estas quatro dicas, simples mas efetivas, de desacelerar o envelhecimento  do cérebro, mantendo a mente jovem e competitiva:

Nunca pare de enfrentar seu medo. Todos nós alcançamos um ponto onde passamos a pensar: não deveria ter que continuar fazendo isso, continuar lutando e me desafiando o tempo todo. E é verdade, você não deveria. Mas a partir do momento que parar de se desafiar e de enfrentar seus medos, envelhecerá mais rápido. O motivo é simples: o medo faz com que pare de tentar novas coisas e novas idéias.

Olhe-se no espelho com frequência e detalhadamente. Não, não estou falando de ficar olhando as marcas esculpidas na sua face. Estou falando de enxergar as marcas esculpidas em sua mente. Se você se conhece bem, olhe para si pelo que você é e no que é que está se transformando, pois assim dificilmente vai acordar um belo dia e se dar conta que a juventude veio e se foi e você apenas viu o trem passar.

Esteja sedento, sempre. É fácil ficar satisfeito onde se encontra e no que se transformou. E isso é especialmente verdadeiro no caso das pessoas bem-sucedidas. Quando isso ocorre, você perde sua vantagem competitiva, seu motor propulsor, sua razão de ser. No fundo, é essa necessidade de provar que é capaz que, quando se é jovem, leva você adiante. É uma força motivadora extremamante poderosa.

Lute contra o status quo (especialmente o seu). O maior problema com a experiência e o sucesso é que você começa a pensar que sabe tudo, que tem todas as respostas. Bem, essa não é a lógica com que o mundo dos negócios funciona. O desempenho de ontem não é garantia dos resultados de amanhã. Só porque algo funcionou uma vez, ou mesmo duas vezes, não significa que vai funcionar novamente.

Em suma

Fotos: Marie HippenmeyerVeja, o problema com o envelhecimento é o mesmo com o mundo dos negócios. Há uma forte analogia aqui. O mundo muda. A tecnologia muda. A concorrência muda. Os mercados mudam. Os líderes mudam. E você tem que mudar também. Não se engane – quando se trata de envelhecer, da mesma forma que num negócio, a inércia é o inimigo #1. Fique esperto. Mantenha-se flexível e mutável. Isso vai mantê-lo jovem e competitivo.

Conte comigo,

Pablo

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Ano Novo – um horizonte com muitas possibilidades

Janeiro 16, 2013

DelegueO início do ano novo nos dá a chance de começar mais uma vez. Várias pessoas aproveitam a oportunidade para virar a página. Se está pensando nessa possibilidade, o melhor que você  pode fazer é prestar atenção no legado que está deixando no seu trabalho.

Veja, você deixa sua digitais em toda função que exerce, qualquer que seja, portanto é importante que vista a camisa do trabalho.  Dê o seu melhor e faça o que tem que ser feito da melhor forma possível. Assim é que você vai alcançar o sucesso.

A paixão vale a pena

O post A Paixão Vale a Pena destaca: “quando você está apaixonado pelo que faz para viver, curte mais o que faz e inclusive faz o que faz melhor” e explica como isso acaba gerando um êxito crescente. Algumas vezes você não consegue ficar apaixonado pelo trabalho, mas ainda assim pode “tomar posse” dele. Isso mesmo, você pode ainda “tomar posse” integralmente de sua função e superar continuamente expectativas.

Fazendo a diferença

As pessoas que são promovidas são aquelas que agregam valor. Se não há diferença quando você vem trabalhar e quando não vem, por que alguém iria querer remunerá-lo regiamente?

Uma maneira simples de fazer a diferença é executar qualquer tarefa que lhe for confiada da melhor forma possível. Isso é o que “tomar posse” significa. Você pode até não ser a melhor opção para uma determinada função, mas uma vez que foi designada aos seus cuidados, é sua decisão dar cabo dela da melhor maneira possível.

Se agir assim, pode ter certeza que as pessoas vão se dar conta. E quando perceberem que você toma integralmente posse de toda tarefa que executa, elas vão começar a lhe passar aquelas que são importantes para elas. E quanto mais executar as tarefas que seus superiores consideram chave, e preferencialmente de forma exemplar, mais rápido você irá avançar no tabuleiro corporativo.

Paixão, Energia, Orgulho

Quando está apaixonado pelo que faz, você tem mais energia. Dá mais foco. Quando dá mais foco no que faz, você faz melhor e se orgulha do que está realizando. Quando está orgulhoso do que tem realizado, você está apaixonado pelo que faz. É um ciclo virtuoso que se alimenta de si mesmo e alavanca o seu talento.

O outro lado da moeda

Experimente o seguinte: não tome posse de uma determinada tarefa. Apenas deixe o barco correr. Opte pela alternativa mais fácil. Deixe os demais fazerem o trabalho, recoste-se e fique com todo o crédito quando for finalizada.

Você acha que o trabalho vai ser bem feito? Acha que seus superiores vão ficar procurando pela pessoa que fez tal tarefa para colocá-la como responsável da próxima iniciativa? Ou quando a próxima onda de demissões vier essa pessoa estará na lista dos descartáveis?

Não se engane. Você deixa suas digitais em todo trabalho que realiza. As pessoas sabem quem o executou.

Em suma

Fotos: Marie HippenmeyerVocê quer que o trabalho que executa seja algo pelo qual se orgulha. Quer que as tarefas que assume contribuam para sua carreira, não que o façam retroceder. Então vá além e realmente tome posse de cada iniciativa pela qual é responsável. E posso garantir: ou outros vão perceber.

Você não quer que o Vice Presidente comunique ao Recursos Humanos: “Podemos abrir mão do/da (insira o seu nome aqui). Ele/Ela nunca faz muito mesmo.” Ao invés disso, na próxima reunião da empresa, você quer que o CEO se levante e diga ” Gostaria de agradecer especialmente ao/à (insira o seu nome aqui) pelo belo trabalho realizado no projeto XX.” Sem dúvida, esse é um grande passo em direção a presidência. Quem não quer dá-lo?

Conte comigo,

Pablo

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2013: Uma Mudança de Carreira Deveria Estar Nos Seus Planos?

Janeiro 10, 2013

direction1Saiu hoje no Valor Econômico “As dores e delícias de trocar de carreira”. Me fez pensar… Na média, podemos esperar mudar de carreira várias vezes ao longo de nossas vidas. Uma das razões para todas essas mudanças profissionais é que as pessoas geralmente não fazem escolhas 100% bem informadas. Enquanto que fazer uma escolha consciente é uma boa maneira de ajudá-lo a se assegurar que  o caminho que escolheu é o correto, por outro lado pode ter certeza que ela sozinha não vai garantir isso. Mesmo que você faça o bê-a-bá vocacional, seguindo todas as etapas prescritas e  escolhendo a carreira certa para você, ela pode não se manter como sua melhor opção eternamente. Seguem aqui, então, alguns motivos que justificam largar a sua carreira atual por uma nova.

Você Deve Considerar uma Mudança de Carreira Se…

  • Sua Vida Mudou: Quando escolheu sua carreira sua vida podia ser diferente do que é hoje em dia. Por exemplo, você podia ser solteiro naquela época e agora tem familia. A agenda maluca ou as frequentes viagens que são típicas de sua carreira podem não se encaixar mais no seu novo estilo de vida. Você deve então procurar por uma ocupação que seja mais “condescendente” com a sua familia.
  • As Perspectivas Profissionais No Seu Campo Pioraram: Os horizontes eram promisores para o seu campo quando entrou nele. Mas, devido a mudanças na tecnologia, na economia ou na indústria em que trabalha, as oportunidades de trabalho já não são mais atrativas. Você deve então procurar por uma ocupação que tenha melhores perspectivas.
  • Você Está Experimentando “Job Burnout”: Houve um tempo em que você adorava ir trabalhar todos os dias. Mas você não mais se sente assim. Não aguenta mais fazer o seu trabalho e mudar de empregador acabou não ajudando em nada. Pode ser então que esteja na hora de encontrar uma carreira que te inspire.
  • Seu Trabalho É Muito Estressante: Algumas funções são inerentemente estressantes. Depois de um tempo, o estress pode acabar sendo uma carga demasiadamente pesada de se carregar. Para preservar sua saúde mental e física, você pode ter que encontrar uma carreira que seja menos estressante.
  • Você Acha O Seu Trabalho Chato: Quando fez sua pesquisa inicial, a ocupação que ao final escolheu tinha um monte de oportunidades de crescimento. Você atuou nesse campo, escalou a hierarquia tão alto quanto podia, e agora sente falta dos desafios que um dia você encarou. Uma mudança de carreira pode lhe oferecer o desafio que tanto anseia.
  • Você Quer Ganhar Mais: Você pode ter se surprendido ao saber que dinheiro não está no topo da lista quando se fala em satisfação no trabalho. Portanto, não se surpreenda se uma carreira que vai lhe proporcionar maiores rendimentos não é exatamente aquela que você vai considerar particularmente gratificante. Esclarecida esta questão, se outros motivos estão levando você a considerar uma mudança de carreira, certamente rendimentos mais altos deve ser algo a ser levado em conta ao escolher uma nova carreira.

Fotos: Marie HippenmeyerCompartilhe sua experiência com os demais respondendo agora nos Comentários abaixo: Como Soube Que Era Hora de Mudar de Carreira?

Conte comigo,

Pablo

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Assumir o papel de pai / mãe do seu par não é legal. Simples assim.

Janeiro 6, 2013

nagging-wife-screamingNão faz diferença alguma se seu cônjuge não acorda na hora, tem um péssimo gosto para se vestir, se esquece dos compromissos, perde as chaves do carro, ou inclusive nunca recolhe nada do chão. Se você assume o papel de pai ou mãe do seu cônjuge no fundo está demonstrando uma total falta de aceitação e de respeito em relação a quem seu cônjuge é:

  • Se você tem um marido irresponsável ou imaturo, pode ser que seja necessário dizer frequentemente para si mesma: eu sou a esposa dele, não a mãe dele.
  • Se você tem uma esposa imatura ou irresponsável, pode ser que seja necessário dizer frequentemente para si mesmo: eu sou o marido dela, não o pai dela.

Colocando-se no papel de pai ou de mãe e o seu cônjuge, no de uma criança, é humilhante para seu par e – cá entre nós – contraproducente. Seu cônjuge acabará se ressentindo por você assumir esse papel controlador e isso vai danificar consideravelmente sua relação matrimonial. Portanto, fique atento com as iniciativas descritas a seguir.

Comportamentos de quem quer bancar o pai ou mãe do seu par

  • Escolhe que roupas acha que seu cônjuge deve vestir.
  • Sua forma de conversar com seu par é do mesmo tipo que se usa com bebês ou ainda abusa de um tom de voz maternal/paternal.
  • Não acha nada demais servir comida no prato de seu cônjuge, cortar a carne para ele(a), ou ainda amolá-lo(a) para que coma todos os vegetais do prato.
  • Acorda seu cônjuge de manhã.
  • Quando viajam, arruma a mala do seu cônjuge.
  • Define o penteado do seu par.
  • É o “lembrador oficial” do casal – seja para tomar os medicamentos, terminar uma tarefa ou estar na hora combinada onde quer que seja.
  • Acredita que uma de suas funções é corrigir o comportamento de seu cônjuge.
  • Frequentemente atende toda e qualquer necessidade dele(a).
  • É superprotetor(a).
  • Marca os médicos para seu par.
  • Compra as roupas para seu cônjuge.
  • Preenche os formulários médicos ou legais para seu par.
  • Recolhe pela casa as coisas do seu cônjuge.
  • Monitora as coisas do seu cônjuge tais como óculos de sol, chaves do carro, carteira, etc.

Como parar de bancar o pai/a mãe do seu cônjuge

A primeira coisa que precisa fazer é se dar conta que demonstrar preocupação e carinho pelo seu cônjuge é normal (e inclusive esperado). O problema surge quando você cruza a fronteira em direção ao papel de pai/mãe pois aí o afeto normal pára e a relação envereda por um caminho duvidoso. Seguem algumas dicas:

  • Tenha uma conversa franca com seu cônjuge.
  • Pare de tratar seu par como uma criança.
  • Não corrija ou critique como seu cônjuge organiza o guarda roupa ou conclui outras tarefas domésticas.
  • Permita que seu cônjuge cometa erros e lide com as consequências de se esquecer ou tomar uma decisão errada.
  • Crie um calendário familiar que inclua tarefas a serem cumpridas, mas esclareça que mantê-lo atualizado é responsabilidade de todos.
  • Evite falar num tom paternal / maternal.
  • Aceite que seu par realmente não gosta de ser tratado como uma criança.

Conte comigo,

Pablo

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As 10 Melhores Resoluções para um 2013 + Positivo (II)

Janeiro 4, 2013

resolucoes-para-2013Minhas primeiras cinco recomendações para resoluções de Ano Novo vão deixar sua vida em 2013 bem melhor. Este segundo pelotão de 5 recomendações vão selar o seu êxito. Acredite.

Ter coragem profissional para sair da zona de conforto. Você bem sabe quando se encontra na sua zona de conforto, certo? Um problema aparece e aí você escuta as desculpas que sua mente elabora sobre porque você não precisa falar, ou sobre porque se posicionar sobre uma questão vai acabar colocando-o em apuros. Ao menos uma vez, quando se encontrar nesta situação, coloque para fora o que está realmente pensando. Tão logo o choque inicial se dissipar, seus colegas vão admirá-lo. Se você soubesse o quão importante é que os integrantes de uma organização dêem feedback honesto e participem de corpo e alma nos conflitos necessários para aprimorar produtos ou serviços oferecidos aos clientes, não pensaria duas vezes em tomar tal atitude.

Quando começar a quebrar as barreiras que você mesmo se impôs, vai perceber que se expressar é cada vez mais e mais fácil. Por quê? Porque vai descobrir que pode sobreviver à experiência. Na verdade, sua carreira vai decolar como resultado da sua opção em deixar de lado sua confortável “caverna”. A maior parte das pessoas que decidem ter coragem profissional esperam o pior, mas acabam se vendo recompensadas pela nova postura. E, se por ventura você se vir “apanhando”, talvez seja hora de procurar um emprego diferente…  Afinal de contas, você não preferiria trabalhar onde pode expressar o que pensa com segurança?

Ouvir mais do que falar. O velho ditado sobre uma boca e duas orelhas é uma realidade. Como gerente, gasta muito do seu tempo em atividades e esforços que visam resolver problemas. Planeje neste ano ouvir tudo que seus colegas estão dizendo. Talvez seja isso o eles queiram: serem ouvidos, não conselhos ou “A” solução dos seus problemas. Talvez descubra nesse processo que não precisa assumir os “pepinos” para si. Sua capacidade de escutar pode encorajá-los a resolver seus próprios problemas. Quando eles se sentem plenamente ouvidos e com 100% de sua atenção, estarão mais predispostos a sair da inércia e agir. Nas palavras de Stephen Covey: procure primeiro compreender, depois ser compreendido.

Desenvolver um método para monitorar suas metas de vida, seus compromissos diários e sua lista de tarefas. Montar um planejamento, seja através do Microsoft Office Outlook no seu notebook ou no seu smartphone, vai permitir esvaziar muito dos detalhes diários que ocupam sua mente. Com isso mais espaço mental vai sobrar para destinar à pensamentos mais importantes.

Seja via papel & caneta ou via aparelhos eletrônicos, acompanhar suas atividades diárias vs. suas metas mais importantes é fundamental. Você quer se assegurar que vai realizar suas prioridades, certo? Então comece a estruturar sua metodologia, seja qual for.

Ler vorazmente para seguir aprendendo e crescendo. Eu planejo ler um par de livros por mes, além de revistas, jornais on-line e o The New York Times. Nem sempre consigo atingir esta meta, mas ela está sempre presente. Tente ler amplamente. Fuja dos livros sobre negócios de vez em quando para abordar outros temas que podem aprimorar seu ponto-de-vista.

Adotar um novo hobby ou uma nova atividade este ano. Talvez este seja o ano de começar sua nova coleção. Eu comecei a escrever no facebook, por exemplo. Se algo sempre o intrigou e provocou sua curiosidade, resolva dar os primeiros passos em participar do quer que seja este ano. Você acabará adicionando um nova dimensão ao seu mundo.

Se levar um pouco menos à sério. Na medida em que batalhamos por sucesso, podemos acabar ficando presos a sérias deliberações, aconselhamentos e soluções de problemas. Dedique um tempo para rir. Tire um tempo para sentir o cheiro de bolos e pães assando. Sorria quando ouvir estórias sobre tudo aquilo que os alucinados dos seus funcionários estão fazendo: você não precisa ser a “mãe” ou o “pai” o tempo todo. Curta o seu time por todas as pequenas esquisitices e diferenças…

Fotos: Marie Hippenmeyer(Tudo bem, eu menti. Para aqueles que estão contando, na realidade há 11 resoluções aqui, mas é que não quis abrir mão de nenhuma das anteriores… )

Desejo-lhe um feliz, saudável, próspero e fora-de-série 2013 e não deixe de adotar estas resoluções de Ano Novo (além de outras que você criar).

Conte comigo e sucesso neste 2013!

Pablo

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