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Amanda, o Haiti e os Furacões

Outubro 17, 2016

20121112102003304Como é que você reage quando é informado pela tv que um furacão categoria 4 está na sua direção?

Pois é, infelizmente ficamos completamente à mercê do vento quando ele se dirige a 250km/h para nossa casa, nossa família e nossa vida.

Como seres humanos que brigamos para estar na direção das coisas, acabamos face a face com a mais dura realidade:  há muita coisa na vida que está bem além do nosso controle.

Veja só, os furacões não apenas aparecem na forma de um cataclisma climático, em meio a chuva e vento. Todos os dias  lidamos com furacões: na vida e no trabalho.

Uma enfermidade repentina. Uma criança doente. Um acidente de carro. Divórcio. Desemprego. Reestruturação organizacional. Crise financeira. A morte de um ente querido.  Falência…

São os bruscos sopros da vida: as condições ficam super instáveis e furacões nos atingem oriundos dos mais diversos lugares, imprevisíveis ou não.

E aí? O que fazemos? Jogamos a toalha? Vivemos apavorados? Nos escondemos debaixo das cobertas ou enfrentamos a realidade que a tempestade nos impõe, adaptando-nos e lidando com os prejuízos que ela traz?

A resposta vem de um menina chamada Amanda. Dois anos atrás, na medida em que mais uma eleição presidencial se aproximava, a mãe estava no seu quarto lhe explicando que ela e seu pai estavam se divorciando. Com lagrimas escorrendo pelo seu rosto, Amanda disse: “Mãezinha, o que você está me dizendo é duro, muito duro, mas vou tentar ser forte e confiar em que tudo vai dar certo.”

Quando a mãe dela me contou essa história, meu coração se quebrantou. Essa menina, cuja dor era insuportável, escolhia estar otimista mesmo com o seu mundo ruindo ao seu redor. Na medida que suas barragens não mais podiam conter a dor e ela ameaçava se espalhar no seu interior, ela resgatava sua coragem e sua fé e reforçava as muralhas para se manter firme perante a adversidade. Ela não fingia que nada acontecia. Aceitava bravamente a situação. E ela sabia que tinha que lidar com tudo isso, com coragem, otimismo, esperança e fé.

Conclui que, como Amanda, todos nós acabamos de um jeito ou de outro enfrentando furacões em nossas vidas. E terminamos nos dando conta que nossas tribulações estão além do nosso controle. Nesses momentos, verificamos que não podemos encará-las sozinhos:

  • Em nossa impotência, estamos destinados a descobrir o poder supremo.
  • Em nosso medo, estamos destinados a encontrar nossa fé.
  • Em nossa necessidade de controle, estamos destinados a encontrar a paz que vem quando nos rendemos.

Estamos assim destinados a confiar e superar qualquer desafio que se cruze em nosso caminho.

Sinceramente, ainda estou no processo de entender porque temos que enfrentar furacões, mas o que posso afirmar é que pessoas como Amanda (e o meu próprio coração) me mostram como superá-los.

No dia seguinte ao furacão Matthew ter atingido o Haiti vi minha Igreja se mobilizando para apoiar os irmãos de lá. Percebi que tempestades eventualmente vão surgir. Mas a compaixão sempre está  lá: pronta para brilhar e aquecer nossos corações.

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