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Como Não Ser Contaminado pelo Vírus Multi-tarefa

Novembro 6, 2017

multitaskMulti-tarefa é uma epidemia. De acordo com uma recente pesquisa, estudantes universitários em salas de aula estão abrindo, em média, 65 novas telas – 62% das quais não tem qualquer relação com a aula ou o curso em que estão inseridos. Além disso, ao mesmo tempo estão conectados com as redes sociais e enviando mensagens de texto.

Não surpreende, portanto, que os pesquisadores tenham encontrado uma relação inversa entre multi-tarefas e desempenho acadêmico. Aprender passa a levar mais tempo, envolve mais erros e pode significar que aquilo que é aprendido não fica retido por tanto tempo.

Obviamente os executivos ao redor do mundo se comportam da mesma forma, na esperança de que, com tantas coisas sendo realizadas ao mesmo tempo, sejam mais produtivos de alguma maneira.

No entanto, as evidências sugerem o contrário. Eis os motivos:

  • Multi-tarefas é um mito urbano: Cientistas cognitivos já demonstraram que na realidade nunca realizamos multi-tarefas. Nós meramente alternamos tarefas (apesar que de forma muito rápida). E entre cada mudança existe efetivamente um ponto cego. Dados são deixados de lado, negligenciados ou subestimados. Esse também é o motivo pelo qual você não pode ao mesmo tempo dirigir com segurança e falar ou enviar mensagens via celular: sua capacidade intelectual fica pior do que se tivesse ingerido alcool acima do legalmente permitido. Computadores podem estar habilitados a realizar multi-tarefas, a mente, infelizmente, não.
  • Produtividade não é uma função de horas: Consideramos que, fazendo um grande negócio o tempo todo, de alguma forma conseguiremos fazer mais. Esse é o modelo de produtividade da revolução industrial: se você pode fazer 10 trecos em uma hora, pode fazer 100 em 10 horas, certo? Errado! Mesmo na produção, essa teoria não funciona porque você se cansa e acaba comentendo erros. E quando falamos de processamento intelectual, isso fica mais evidente ainda. Na medida em que ficamos exaustos, perdemos a habilidade de discernir e discriminar. Podemos até prosseguir, mas a qualidade de nosso raciocinio declina consideravelmente. Trabalho criativo necessita de equilibrio entre foco e descanso. Este é o motivo pelo qual você pode achar que as suas melhores idéias aparecem quando está dirigindo de volta para casa.

Quebrando o ciclo

É duro quebrar nossos hábitos com relação à multi-tarefa. E mais ainda se tiver um chefe que adora realizar multi-tarefas e que considera que qualquer um que não trabalha dessa forma é um baita preguiçoso. Tem alguma forma de escapar desta situação? Sim. O argumento mais importante para ser vitorioso sobre esta questão é a produtividade.

  1. Se assegure que você é avaliado pelo resultado, não pelas horas. Se for recompensado pela qualidade do trabalho que gera, aí você pode razoavelmente argumentar que a maneira com a qual faz com que o trabalho seja feito é problema seu.
  2. Estabeleça o padrão nas reuniões sob sua responsabilidade: Não utilize o seu celular. Você vai acabar percebendo que as reuniões podem ser mais curtas se solicitar a todos que façam o mesmo: “Não tragam seus celulares!”.
  3. Não queira evangelizar os demais, mesmo depois de perceber o novo beneficio da mono-tarefa. No final das contas, todos aqueles viciados em multi-tarefas terão que encontrar sua própria forma de se livrar do hábito.

pabloE você? Já se vacinou contra o vírus multi-tarefa? Como é que fez isso? Compartilhe nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo Aversa

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