Archive for the ‘Decisões’ Category

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Você toma ou não toma decisões em tempo hábil?

Agosto 25, 2018

tomando-melhores-decisoes-816x527Ao entrevistar pares e subordinados para compreender o impacto do coachee nos demais, vejo em muitos casos surgir uma desconforto quanto à tomada de decisões de forma oportuna. O que significa isso? Na lata, significa que o gestor:

  • é lento nas decisões e declarações;
  • é conservador e excessivamente cauteloso;
  • procrastina, procurando mais dados para evitar riscos e estabelecer a confiança que ele necessita;
  • é perfeccionista, precisando se assegurar que está 100% correto e proteger-se fortemente contra as críticas;
  • é desorganizado e sempre tem dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos
  • ou ainda que é lento para decidir sobre questões de maior complexidade.

Veja, se você se encaixa nesta descrição, demora para agir, geralmente não toma decisões dentro do prazo, precisa se apressar para acabar tudo a tempo, continuamente está considerando possíveis objeções (reais e imaginárias), ou seja: em suma não gosta de apertar o gatilho… então espero que você tenha a sorte de estar neste exato momento trabalhando num setor bastante estável. Caso contrário, vai acabar ficando para trás com este tipo de comportamento. Sinto dizer. Você não reagirá rápido o suficiente para mudar; não aprenderá coisas novas; as pessoas ficarão cada vez mais frustradas enquanto você atrasa  o processo.

Por outro lado, desafiar seu modelo mental só lhe trará recompensas. David Ulrich, um dos maiores consultores de estratégia, diz que no passado existia a recompensa de estar certo. Isso está mudando para a recompensa de ser o primeiro. Olhe ao redor: no passado, as organizações não apresentavam um produto até chegar a hora certa. Eles trabalhavam para se assegurar de que era o produto correto e que tinha um mercado para ele. E agora? Bem, as empresas lançam o produto o mais rápido possível para consertá-lo mais tarde, depois do cliente reagir ao mesmo. Este é o atual cenário. Aceite-o ou ele te devora…

Você até pode associar decisões em tempo hábil com decisões descuidadas, mas pense bem. Em tempo hábil é sinônimo de “mais cedo”, “assim que possível” ou “numa data/horário determinado”. Mas não de maneira descuidada ou inconsistente. Decisões tomadas agilmente, bem planejadas, podem ser de alta qualidade. É o gradualismo na qualidade.

Dito isto, o que se pode fazer para reconstruir o modelo mental? Veja a seguir 10 dicas que podem ajudá-lo a montar uma estratégia para lidar com esta  questão:

  • Aprenda a tolerar quebra-cabeças incompletos.

Você precisa, prefere ou quer ter 100% de certeza? Quer se certificar que todas ou pelo menos a maioria das suas decisões estão corretas? Muitos preferem isso. É dificil abrir mão do perfeccionismo porque a maioria o considera um dos seus traços positivos. As pessoas tem orgulho de nunca estarem erradas. Reconheça o perfeccionismo pelo que ele é – coletar mais informações que os demais para melhorar a sua autoconfiança ao tomar decisões livres de erros, evitando assim o risco e as críticas que viriam se fossem tomadas mais rapidamente. Veja, qualquer pessoa com um cérebro, tempo de sobra e 100% dos dados pode tomar boas decisões. O verdadeiro teste é ver quem consegue agir primeiro, acertando mais com menos dados. Alguns estudos indicam que até mesmo os gestores mais bem-sucedidos estão cerca de 65% corretos. 65%! Se você precisa agir oportunamente, tem que diminuir a sua própria necessidade interna por dados e por ser perfeito. Semanalmente tente diminuir um pouco a sua necessidade de estar certo o tempo todo, até que encontre um equilibrio mais razoável entre pensar e agir. Tente tomar pequenas decisões com base em  nenhum ou quase nenhum dado. Confie mais na sua intuição. Posso lhe assegurar que sua experiência não o deixará vaguear aleatoriamente. Deixe a sua mente fazer os devidos calculos.

  • Comece cedo

Você é um procrastinador? Não consegue cumprir prazos? Faz tudo aos 45 minutos do segundo tempo? Além de não agir em tempo hábil, possivelmente a qualidade e a exatidão das suas decisões serão frágeis. Os procrastinadores perdem os prazos e as metas de desempenho. Se você procrastina pode acabar tomando decisões inconsistentes. Comece mais cedo. Sempre pense em 10% da decisão a ser tomada imediatamente após estar incumbido dela, assim pode melhor calcular quanto tempo levará para completar o restante. Divida as decisões em 3 ou 4 partes e agende o tempo necessário para trabalhar nelas dentro do periodo de entrega. Lembre-se de uma das Leis de Murphy: É preciso 90% do tempo para concluir 90% do projeto e mais 90% do tempo para terminar os últimos 10%. Sempre aloque mais tempo do que acha que vai levar. Estabeleça pontos de monitoramento durante o projeto. Antecipe no cronograma a coleta e a analise de dados. Não espere até o último minuto. Estabeleça um deadline particular uma semana antes do prazo real.

  • Organize-se e tenha disciplina

Nem sempre consegue fazer tudo a tempo? Se esquece dos prazos? Perde as encarecidas solicitações por uma decisão? Sob a pressão do tempo e uma incerteza cada vez maior, não dá para assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. É complicado trabalhar de maneira desordenada e confusa e simultaneamente tomar decisões de qualidade em tempo hábil. Nesse cenário, é necessário estabelecer rígidas prioridades. Concentre-se mais nas poucas decisões críticas (conectadas com a sua missão na empresa). Não se distraia com trabalho trivial ou outras decisões. Organize-se melhor e tenha disciplina. Mantenha um “diário de decisões”. Assim, quando aparecer uma oportunidade para tomar decisões, anote-a imediatamente ao lado da data ideal em que ela precisa ser tomada. Planeje inversamente o necessário passo a passo para tomar a decisão pontualmente. Se você não for disciplinado na maneira como trabalha e, às vezes, demora para tomar decisões e agir por causa disso, compre livros sobre TQM, ISO e Six Sigma, ou ainda, participe de um sério seminario sobre como estruturar o trabalho de forma eficiente e eficaz.

  • Aprenda com os erros

Paralisado pela análise? Rompa com o seu modelo mental “preciso examinar até a exaustão” e “necessito sempre seguir o caminho mais seguro” e simplesmente faça. Agir mais oportunamente vai gerar mais erros e falhas, mas também vai  permitir mais coisas realizadas com rapidez. Desenvolva uma filosofia com relação ao fracasso e à critica. Afinal, a maioria das inovações falham, a maioria das propostas falham, a maioria dos esforços para mudar falham e tudo o que vale a pena exige redobrada energia. A melhor maneira de lidar com um erro é refletir “o que podemos aprender com isso?” Por fim, pergunte a si mesmo se a sua necessidade de ser cauteloso atende as necessidades de rapidez e pontualidade que sua função exige.

  • Compreenda seu mecanismo para atuar com agilidade

É muito comum ver pessoas que agem de forma oportuna em algumas áreas (decisões orçamentárias) e atrasam em outras (dar feedback negativo para um funcionário). Às vezes, evitamos certas questões. Imagine então 2 colunas. No lado esquerdo, estão as áreas onde você parece tomar decisões com agilidade. O que estas áreas tem em comum? No lado direito estão as áreas onde você se segura, hesita e aguarda demais para se decidir. O que há de comum nesta lista? O dinheiro está envolvido? Pessoas? Riscos? A alta gerência esta envolvida? Você está evitando detalhes, estratégias ou uma área técnica da qual não gosta ou sobre a qual sabe pouco? Já que você toma decisões de forma oportuna pelo menos em uma área, transfira para as demais o seu comportamento e práticas decisórias. Veja, você já tem as habilidades. Só precisa superar as barreiras (provavelmente obstáculos relacionados à atitude) na areas mais difíceis. Se você não tem o expertise, recorra a sua rede de relacionamentos. Procure os 2 melhores peritos que vc conhece nessa questão, ou contrate um consultor, ou ainda convoque um grupo temporário para solucionar tal problema específico. Você não tem que ser um especialista na area, mas precisa saber como acessar o know-howpara tomar as decisões com agilidade.

Fotos: Marie HippenmeyerNa semana que vem, exploraremos mais 5 dicas.

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Pablo

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Como negociar com sabedoria?

Agosto 23, 2018

negociação-distributivaNegociar é conseguir tudo o que puder pelo mínimo custo possível, deixando o outro lado intacto e razoavelmente otimista para que possam negociar novamente. A melhor hipótese é quando ambos os lados saem ganhando e recebem exatamente o que queriam. Um acontecimento raro, diga-se de passagem. Mais provavelmente, ambos os lados recebem o suficiente para se sentirem contentes com o processo. Ambos os lados ganham alguma coisa. Existem negociações em que um lado ganha porque obtém muitas concessões e deixa o outro com nada ou muito pouco. Isso geralmente só é bom para ocorrências únicas, que não se repetirão, ou na compra de um carro. Quem perde não fica feliz.

Bons negociadores se concentram no alvo, nas questões e nos interesses implícitos para ambos os lados. Eles geralmente usam princípios éticos e imparcialidades comumente aceitas. Eles lidam com questões pessoais separadamente, se é que chegam a lidar com elas, evitando agressões pessoais e ficando longe de posições prematuras muito rígidas.

Compartilho a seguir dicas valiosas que vão ajudá-lo a desenvolver esta habilidade:

1 – Estabeleça uma boa relação e limites

Comece devagar até saber o que esperar da outra parte. Preste atenção no posicionamento. Deixar você e sua equipe de um lado e os outros do outro indica uma competição. Tente misturar os membros das equipes em ambos os lados. Se você for o anfitrião, comece com um papo informal, sem relação com o assunto a ser negociado. Dê a todos o tempo necessário para se acomodar e ficar à vontade. Quando chegar o momento certo, pergunte se seria útil para cada lado apresentar suas metas, posições iniciais e qualquer limite existente – tais como: “não estamos aqui para negociar os custos neste momento”. Ofereça-se para apresentar primeiro. Dê os motivos primeiro, depois as posições. Quando você aborda as metas e posições primeiro, as pessoas não ouvem os seus motivos.

 2 – Evite posições prematuras muito rígidas 

É pura física. Para toda ação existe uma reação. Declarações fortes. Posições definidas com muita intensidade. Colocar a culpa nos outros. Absolutismo. Imposição de limites. Emoções desnecessárias. Tudo isso será respondido na mesma moeda, se gastará tempo, causará má vontade e possivelmente colocará obstáculos a uma negociação onde ambos os lados poderiam sair ganhando ou levando algum tipo de vantagem. Isso só deveria acontecer em negociações que não se repetirão e em situações do tipo “isso ou aquilo”, mesmo assim, estas atitudes não são recomendadas. Da mesma maneira, fique de olhos abertos para compromissos exagerados com respeito a alguma necessidade ou atuação. Procure informações que entram em confronto com as suas preferencias. Tenha a capacidade de ajustar a sua posição e o que você quer . Se não puder, isto pode significar que seu ego está dominando você. Se não puder abandonar a negociação até chegar ao ponto X, você provavelmente acabará pagando caro demais ou arruinará a negociação. Não concentre a negociação em um único elemento se puder incluir outro. Essa é outra situação que leva a falta de flexibilidade .

 3 – Deixe a negociação mais “enxuta”  

Reduza as negociações ao máximo. Até mesmo as posições que estavam distantes no principio terão algo em comum. Anuncie que primeiro você gostaria de ver se existem pontos sobre os quais ambas as partes poderiam tentar concordar. Faça uma lista em um quadro ou flip chart. Então pergunte se existe alguma troca possível que poderia ser realizada. “Eu poderia lhe dar isto, se você me desse aquilo”. Documente as possíveis trocas, pendentes naturalmente de outras coisas. Então liste as posições aparentemente distantes e os correspondentes inegociáveis que cada lado possui. Considere um inegociável de cada vez e peça para o seu “dono” ser o mais especifico possível em relação as concessões reivindicadas para que ninguém desperdice tempo com inferências sobre as distâncias envolvidas. Veja se você pode retirar algum item dessa lista de posições distantes. Tenha algumas coisas das quais possa abrir mão. Mantenha na manga algumas concessões ou ofertas atraentes. Revele-os conforme necessário, durante o processo de negociação (é melhor quando você sabe de antemão o que pode deixá-los satisfeitos). Faça uma proposta ao revelá-los: “Se eu abrir mão disto, você me daria X em troca?”. Faça isso para gerar uma variedade maior de possibilidades.

 4 – Faça perguntas para entender melhor as posições

Em negociações onde todos saem ganhando, ou ambas as partes levam alguma vantagem, quanto mais informações tiver do outro lado, mais você vai ter com o que trabalhar. O que pode aprender sobre o que eles sabem antes da reunião? O que eles vão fazer se não chegarem a um acordo contigo? Durante a negociação, faça mais perguntas e menos declarações. Faça perguntas esclarecedoras – “O que você quis dizer com isso?” Sondagens – “Por que você disse isso?” Motivos – “O que levou você a tomar essa posição?” Explique objetivamente porque adotou uma perspectiva; peça para o outro lado fazer o mesmo. Quando o outro lado tomar uma posição rígida, não a rejeite. Pergunte o porquê – quais sãos princípios por detrás da oferta, como saberemos que é justa, qual é a teoria que a sustenta. Pense no que aconteceria se a posição deles fosse aceita. Obtenha toda a informação que puder. Não negocie com pressupostos, negocie com fatos.

5 – Prepare-se para ficar sob pressão 

As negociações nem sempre são benignas e amistosas. Muitas vezes, elas geram pressão. Emoções fortes. Postura defensiva. Culpa. Ataques. Insinuações. Ameaças. Separe as pessoas da pressão que elas fazem e dos papeis que desempenham na negociação. Lide diretamente com problemas pessoais de maneira separada (talvez durante um intervalo). Tente lidar abertamente primeiro com o critico mais severo. Evite fazer acusações diretas; descreva o impasse e as possíveis soluções. Em reação as propostas irracionais, ataques ou falta de resposta para uma pergunta, você sempre tem a opção de ficar calado. Geralmente as pessoas respondem dizendo mais, deixando um pouco a posição que assumiram ou pelo menos revelando seus interesses. Se o outro lado jogar de mocinho e bandido, coloque as cartas na mesa – “Por que vocês não acertam suas diferenças e se posicionam de uma única maneira?” Em resposta às ameaças, diga que você só negociará com base no mérito e na justiça. Sugira padrões objetivos ou dê ideias sobre quais parâmetros poderiam ser justos para o debate. Se alguém fizer uma oferta ridícula, leve a sério. Peça para ele explicar e observe-o tentando se esquivar. Ou generalize a exigência. Eles oferecem 25% a menos. Você diz: “Então você acha que isso vale menos do preço que estamos pedindo?” Se ele apostar todas as fichas, dizendo algo do tipo :”X como pagamento ou nada”, considere isso como uma declaração ou desejo, ou ignore como se ele não tivesse dito nada. Se alguém gritar com você, baixe a voz ou se aproxime dele. E a propósito, cuidado com complementos no último minuto. Isto pode acontecer quando a negociação já foi concluída ou quando chega o contrato final. Apesar de ser tentador querer simplesmente colocar um ponto final no assunto, eles tem tanto a perder quanto você. Responda: “Tudo bem, de qualquer maneira, eu não estava feliz com o negócio. Vamos renegociar todos os pontos”. Guarde qualquer ação negativa para quando o impacto for realmente grande.

6 – Mantenha a calma

As vezes, nossas reações emocionais levam os outros a crer que somos fracos e temos problemas com situações difíceis. Como você demonstra as suas emoções? Durante as negociações, quais reações emocionais você apresenta, tais como ficar impaciente, interromper os outros, negar ou atitudes não verbais, como ficar irrequieto ou batucando na mesa? Aprenda a reconhecer estes sinais assim que eles aparecerem e faça uma pergunta para ganhar mais tempo e peça para a pessoa falar mais sobre seu ponto de vista. Deixe o outro lado desabafar suas frustrações, mas não reaja. Volte aos fatos e ao problema diante do grupo, distanciando-se dos combates pessoais. 

7 – Faça pequenas concessões

Encontre maneiras de manter o outro lado intacto. Quando tiverem que responder ao superior, o que eles poderão contar sobre o que conseguiram? Permita que os outros livrem a própria cara; faça pequenas concessões; não tente marcar um gol de placa todas as vezes. No entanto, geralmente, você deve segurar a sua maior concessão até o último minuto. Fazer qualquer concessão logo no inicio pode criar um mau precedente.

8 – Tente obter um consenso

Se não puder concordar com tudo, documente os pontos em que ambos chegaram a um acordo e liste as questões que sobraram. Tente pelo menos concordar num processo – planeje e concorde com um tempo definido, alguns passos de follow up. Isto coloca as coisas em movimento e rompe com paralizações.

 9 – Recorra a um arbitro quando necessário 

Quando houver um verdadeiro impasse recorra a uma pessoa externa, com autoridade equivalente e aceita por ambas as partes, para ajudar a resolver o restante do conflito. Peça para terceiros escreverem os interesses de cada lado e continuar sugerindo meios-termos até que ambas as partes possam entrar em acordo. Continue se aproximando até que cada lado já não possa melhorar a situação. Se o tempo for curto, procure uma autoridade superior. Apresente ambos os lados de maneira calma e objetiva e deixe as peças se encaixarem como for possível.

 10 – Saiba quando virar as costas e ir embora

Os negociadores mais autoconfiantes e concentrados são aqueles que se sentem à vontade para dar as costas para a negociação quando necessário. Pense nisso de antemão. Você poderia das as costas para o negócio, seja temporária ou permanentemente? Como você se recuperaria? Você tem tempo? Você poderia conseguir o que precisa e fortalecer a confiança. Prepare-se para cortar os laços e abandonar a negociação.

 11 – Chegue a um acordo provisório, caso necessário 

Você também pode sugerir um pós-acordo, ou seja, você concorda em tentar encontrar um acordo melhor, apesar de estar comprometido com o primeiro se não for possível chegar a um acordo melhor. As vezes, você pode trocar tempo por preço ou incluir uma questão para melhorá-lo ainda mais.

pablo

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Como Assim Fui Precipitado na Minha Decisão?!?

Agosto 29, 2017

AAEAAQAAAAAAAATXAAAAJDZkNGMyOTQzLWU3ZTQtNGYyMC1hZjk2LTlkOTUwM2UwNTlhNgVeja, a vida e o trabalho são apenas uma serie de decisões grandes e pequenas, seguidas de atitudes em sintonia com estas decisões. As boas decisões se baseiam em uma combinação de dados, análises, intuição, sabedoria, experiência e julgamento. Tomar decisões boas requer ser paciente o bastante para coletar informações disponíveis, ser humilde o suficiente para pedir a opinião de outros (perguntando o que eles acham) e, então, tomar uma decisão com rigor. Ninguém está certo o tempo todo; o percentual de certeza ao longo do tempo é o que realmente importa. Vou repetir: Ninguém está certo o tempo todo; o percentual de certeza ao longo do tempo É o que realmente importa.

Algumas dicas para aprimorar esse percentual:

  1. Esteja ciente de seus preconceitos. Seja claro e honesto consigo mesmo sobre suas atitudes, crenças, parcialidades, opiniões e preconceitos, além das suas soluções favoritas. Todos nós as temos. A chave é não deixar que elas afetem seu objetivo e seu rigor ao tomar decisões. Antes de tomar uma decisão grande, pergunte o seguinte: “Existe algum dos meus preconceitos afetando esta decisão?” Você tem favoritos, decidindo mais rápido em uma área e demorando em outra? Você evita assuntos, pessoas, grupos ou área funcionais porque não se sente à vontade ou por falta de conhecimento? Você recorre as suas soluções favoritas com frequência? Ou até diria com demasiada frequência?

 

  1. Verifique pressupostos precipitados e outros erros comuns no pensamento. Você afirma como fato algo que na verdade é uma opinião ou pressuposto? Tem certeza de que essas afirmações são fatos? Emita opiniões e premissas como são e não como fatos. Você atribui relações de causa e efeito quando não sabe se uma é causa da outra? Veja, se as vendas estão em baixa, e investirmos mais em publicidade e na sequencia as vendas aumentarem, isso não é prova de causalidade. Elas estão simplesmente relacionadas. Digamos que estamos cientes que a relação entre vendas/publicidade é a mesma que vendas/# de funcionários. Se as vendas estiverem ruins, provavelmente não vamos contratar mais pessoas, portanto assegure-se que uma coisa é mesmo a causa da outra antes de agir. Afinal, você não quer generalizara partir de um único exemplo, sem saber se este exemplo é universal, correto?

 

  1. Analise adequadamente. Descubra o que causa o problema. Continue perguntando o porquê. Veja quantas causas consegue detectar e em quantas “categorias” consegue encaixá-las. Isso aumenta as chances de encontrar uma melhor solução, uma vez que você consegue enxergar mais correlações. Não apenas colete dados, vá fundo e procure por padrões nas informações. Categorize-a de uma maneira que faça sentido para você. Um bom principio é analisar padrões e causas para gerar possíveis alternativas. Muitos de nós apenas coletamos dados, o que muitos estudos apontam que incrementa a nossa confiança mas não alavanca a precisão das decisões. Pense alto com os demais: observe como os outros enxergam o problema. Pesquisas apontam que a definição do problema e a correspondente ação em prol da solução praticamente ocorrem simultaneamente, portanto para escapar da paralisia gerada pela analise ininterrupta, descubra primeiro qual é efetivamente o problema. Aí, quando uma boa alternativa surgir, você estará pronto para reconhece-la imediatamente.

 

  1. Considere seu histórico. Faça uma analise objetiva das decisões que tomou no passado e determine o percentual de acertos. Divida as decisões em assuntos ou áreas da sua vida. Para a maioria de nós, tomamos mais decisões melhores em algumas áreas do que em outras. Talvez as suas habilidades de tomada de decisão precisem de ajuda em uma ou duas áreas limitadas, como decisões a respeito de pessoas, sobre a sua carreira, decisões politicas, técnicas, etc.

 

  1. Seja oportuno. A vida é um equilíbrio entre querer e fazer. Na gestão, muitos preferem fazer a esperar. A maioria poderia tomar boas decisões quase 100% das vezes se tivessem acesso a todos os dados e tempo de sobra. Mas a vida não nos permite isso. Portanto, é necessário se disciplinar e aguardar um pouco mais do que costumamos para que cheguem mais dados (mas não todos). Esforce-se mais do que das vezes anteriores para obter uma peça adicional do quebra-cabeças até que seu percentual de decisões acertadas alcançar um patamar aceitável. Ao invés de simplesmente agir, cheque que perguntas precisariam ser respondidas antes de sabermos que caminho seguir. Num estudo sobre resolução de problemas, as respostas superaram as perguntas em 8 a 1. Saltamos sobre as soluções baseados no que funcionou no passado. Portanto, colete dados para responder a essas questões e, aí sim, aja.

 

  1. Encontre mais de uma alternativa. Imagine as consequências de modo a poder enxergar como a decisão impactaria na vida real. Experimente isso com várias decisões. Alguns pesquisadores dizem que a melhor decisão não é a primeira ou mesmo a segunda solução que vem à tona. As decisões de maior qualidade estão entre a segunda e a terceira possibilidade que você elaborou. Talvez esteja hesitante por causa daquela minúscula voz na sua cabeça que está te dizendo que algo não está correto.

 

  1. Durma e deixe para amanhã. O cérebro trabalha sobre as coisas mesmo quando você não está pensando nelas. Dê um tempo, faça algo completamente diferente, e volte para decidir mais tarde. Permita-se uma boa noite de sono e volte no assunto de manhã.

 

  1. Recorra à opinião de outros. Delegue a decisão. As vezes, os demais que estão acima, ao lado ou abaixo de você podem estar numa melhor posição para tomar a decisão. Crie um grupo ou uma força-tarefa, apresente a decisão e tudo que você sabe a respeito e deixe o grupo decidir. Ou estabeleça grupos concorrentes na busca da melhor decisão. Ou encontre um grupo equivalente em outra função ou empresa que esteja enfrentando um problema similar. Ou ainda consulte o histórico organizacional – certamente isso já ocorreu antes. Em suma, aumente suas chances através dos demais.

 

  1. Estude os grandes tomadores de decisão. Que você admira? Bill Gates? Winston Churchill? Leia as biografias e autobiografias de algumas pessoas que respeita e preste atenção em como eles tomaram decisões em suas vidas e carreiras. Escreva cinco coisas que eles fizeram que você também poderia fazer. Por exemplo, fizesse sol ou chuva, Churchill sempre tirava uma noite de sono quando tinha que tomar uma decisão. Ele inicialmente só perguntava e tentava compreender o problema e os argumentos da forma como expostos. Ele mantinha para si seus pontos de vista para declará-los no devido momento.

 

  1. Recorra a um modelo de tomada de decisão que se encaixe no seu estilo. Encontre alguém ao seu redor que tome decisões de uma maneira que você considera correta e pergunte como ele faz isso. Experimente vários processos decisórios. Tente entender com a pessoa que perguntas ele faz e que princípios estão sendo seguidos. Veja o quanto ela depende de conselhos, o quanto consulta o histórico organizacional em busca de paralelos, o quanto checa com outros círculos e ainda como ele se familiariza com temas desconhecidos.

 

pabloDúvidas? Conte comigo para assimilar este modelo mental. Desafie-se.

Pablo

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