Archive for the ‘Habilidade de Relacionamento Interpessoal’ Category

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Já pensou em transformar o café numa ferramenta gerencial?

Outubro 14, 2016

cafeUma das melhores ferramentas gerenciais existente no seu leque de opções pode ser uma simpática  xícara de café. É isso aí. A simples iniciativa de convidar alguém para um cafezinho lhe dá a oportunidade de sentar com esta pessoa, ouví-la e aprender. Entre outras coisas, este tipo de bate-papo pode ser uma motivação poderosa para o seu funcionário. Ela também pode prevenir situações de conflito e agressividade. No final das contas, compartilhar um simples momento num café lhe dá uma chance única de acessar importantes informações sobre você mesmo, seu funcionário, sua empresa e até sobre seus concorrentes.

Tomando Um Café com seus Funcionários

Você tem reuniões regulares com cada um dos seus funcionários-chave (seus subordinados diretos)? Essas reuniões semanais são interrompidas frequentemente porque ambos são super ocupados e alguém sempre tem um “incêndio” que precisa de um dos dois para apagá-lo? Você já sentiu que poderia fazer mais se contasse apenas com uma meia hora sem interrupções? Saia já de sua sala e leve a outra pessoa para tomar um cafezinho fora!

Numa empresa em que trabalhei havia uma cafeteria na loja de material de construção ao lado e outra num hipermercado em frente. Outra opção era o shopping próximo. Um gerente que conheci, entretanto, gostava mesmo era de se esgueirar no refeitorio da própria empresa. Ele “comprava” um café para a pessoa com a qual se encontrava, sentavam-se numa das mesas disponíveis e conversavam. Sem telefones, sem celulares e sem WhatsApp.

Café Nem Sempre É Café

“Tomar um café juntos” não envolve necessariamente café. Se você, ou a pessoa com a qual você está se encontrando, não curte um cafezinho, ou apenas quer dar um tempo à tanta cafeína, existe um monte de opções. Chá e chocolate são um par de outras alternativas que me vem à mente (inclusive, em vários países, o chá pode ser a alternativa preferida). Entretanto, a questão não tem que parar por aí. O ponto principal é se afastar das distrações por um curto período de tempo, portanto a bebida em si não é crucial. Uma água com gás pode se encaixar. Hidrotônicos, sucos de frutas e refrigerantes são todos bem-vindos. Tenha em conta que precisa ser algo relativamente barato, que possa ser servido rapidamente e com o qual você possa se demorar enquanto conversa.

Ouça. Realmente Ouça.

Lembre-se que a razão pela qual você está tendo este bate-papo na cafeteria – ao invés da sua sala – é para aprender algo com a outra pessoa. Pode ser que você queira que ela repasse todo o relatório problemático sem interrupções. Pode ser que você queira ouvir idéias dele ou dela sobre o novo produto ou sobre como corrigir o antigo. E por aí vai… Mas não se esqueça que, tão importante quanto checar a temperatura do café, é checar a da pessoas que está com você, descobrindo se está estressada e o porquê. O principal ponto nisso tudo é que você precisa manter a boca fechada e os ouvidos bem abertos.

É claro que ouvir é muito mais do que apenas deixar a outra pessoa falar. Você tem que focar sua inteira atenção naquilo que o outro está dizendo. Lembre-se que você saiu da empresa para se afastar das distrações que lá existem, portanto não se distraia aqui permitindo sua mente perambular a esmo. Escutar ativamente significa ocasionalmente também repetir de volta uma afirmação dela para mostrar que você está ouvindo e para encorajá-la a continuar falando. Os japoneses tem até mesmo uma palavra para isso: aizuchi.

Em Suma

  • Um intervalo para um café lhe dá chance de se afastar de distrações e interrupções.
  • Café, chá, refrigerante ou água: a bebida não importa.
  • Pegue uma bebida que seja barata e rápida, mas com a qual você possa se demorar.
  • Desconecte-se da caixa postal, do WhatsApp e do Facebook ou, ao menos, ignore-os.
  • Escute ativamente a outra pessoa. Este é o objetivo desta rápida escapada.

pabloE à propósito, quer tomar um café e saber sobre os benefícios do Coaching Executivo para a sua carreira ou para o seu time na organização em que trabalha?

Conte comigo,

Pablo

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Para casados: Desligue o seu celular

Dezembro 15, 2012

casais-e-celularUma forma de mostrar ao seu cônjuge que você se importa é desligar o celular de vez em quando. Tome a decisão de se desconectar dos demais para abrir a possibilidade de se conectar com o seu cônjuge com mais frequência. Fazendo isso, provavelmente você vai descobrir que vai também reduzir o stress na sua vida, bem como lhe dar a oportunidade de oferecer àqueles que ama sua plena atenção.

“… minha política de ‘Domingos sem celular’ (auto-imposta): sem mensagens, sem emails , sem checar mapas. Meu celular é desligado, ou nem mesmo o carrego comigo… talvez você possa estabelecer este Natal como um feriado sem celular e dar plena atenção à pessoa que está ao seu lado na mesa, seja o seu primo caipira ou sua cunhada esnobe.” Fonte: Turning Your Phone Off as a Technological Gesture of Affection.

Outra forma de equilibrar o tempo que dedica aos demais e o tempo que dedica ao seu par é saber quando as redes sociais estão prejudicando seu casamento. Não há mal algum em “estar fora” quando isso significa “estar dentro” do seu casamento.

Conte comigo,

Pablo

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Para casados: Como dedicar tempo ao seu relacionamento

Dezembro 15, 2012
tempojuntosNão permitam que seus trabalhos, ou as crianças, ou a internet, ou os amigos, ou ainda os familiares (de um lado ou do outro), interfiram no seu casamento. Hoje em dia, vários casais chegam à conclusão que o fato de estarem casados não é garantia de que terão automaticamente tempo entre si. Se ambos vivem ocupados, precisam planejar como investir tempo juntos. Não há mágica, por isso compartilho algumas idéias:
  1. Agendem um fim de semana apenas para você dois. Registrem nos seus calendários, ou no outlook, ou onde for necessário, mas não alterem o evento por motivo algum. Inclusive não necessitam ir para um lugar em especial, podem ficar em casa se quiserem.
  2. Almocem juntos uma vez por semana. Se o dia estiver especialmente bonito, encontrem-se num parque.
  3. Deixem seus filhos saberem que vocês dois precisam ficar sozinhos. Digam-lhes que podem bater na porta  do quarto de vocês somente se a questão envolver sangue.
  4. Caminhem juntos pela vizinhança.
  5. Façam juntos as tarefas domésticas, tais como lavar os pratos ou ir ao açougue. Pode não parecer tempo qualitativo, mas com certeza pode se tornar.
  6. Quando no carro, executando tarefas externas, desliguem o rádio ou o cd player e conversem entre si.
  7. Tomem banho juntos.
  8. Dediquem 20 minutos ao dia  ao ato de dialogar.
  9. Se organizem para obter uma noite tranquila sozinhos ao menos uma vez ao mes.
  10. Contratem uma babá para cuidar das crianças durante um par de horas, não importa de você ficarem em casa.
  11. Negociem com outro casal para que cuidem dos seus filhos à noite de modo a que vocês possam curtir uma noite romântica sozinhos… e aí, em contrapartida, num outro dia cuidem dos deles.
  12. Marquem encontros entre vocês. Agendar uma saída juntos à noite ou à tarde duas vezes ao mes é um bom começo.
  13. Quando viajem juntos, não levem trabalho para o avião ou para o carro. Dediquem o tempo para conversarem entre si.
  14. Desliguem seus smartphones de vez em quando e se conectem entre si.
  15. Passem uma noite num motel.

Em suma:

Se não abrirem espaço nas suas respectivas agendas, não terão nunca tempo para relacionar-se.

Do que precisam:

  • Compromisso
  • Um calendário

Contem comigo,

Pablo

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Que Tal Um Papo Franco sobre Networking?

Julho 29, 2012

Saiu há algum tempo, no Caderno Empregos da Folha de São Paulo, um artigo entitulado “O LinkedIn funciona?”. Enquanto as empresas estão de olho no que você faz na internet e ferramentas como o LinkedIn ganham cada vez mais força na hora de recrutar profissionais, eu me pergunto: qual a importância do networking na carreira de um executivo?

Não importa como você encare isso, seu sucesso no mundo corporativo depende de sua habilidade de relacionar-se com êxito. Algumas pessoas consideram networking “politicagem” e evitam tal prática, mas tem muito mais por detrás desta questão.

Comunique-se para Cima e para Baixo na Hierarquia Organizacional

Sucesso em networking significa ser competente comunicando-se efetivamente não apenas com seus pares  e seus chefes, mas também com seus funcionários. Vamos começar por aí. Você nunca vai chegar ao topo da hierarquia sem o apoio dos funcionários abaixo de você. Estas são as pessoas que fazem o trabalho – aquelas cujo esforço e entusiasmo determinam o seu sucesso ou o seu fracasso. Para ser promovido, você precisa ter êxito na sua posição atual e, definitivamente, não há como ter sucesso nela sem o compromisso das pessoas que trabalham para você. Veja, além de simplesmente fazerem seu serviço, esmerando-se ou não para você ficar “bem na fita”, seus funcionários são também uma boa fonte de networking. Vários deles conhecem outros funcionários em outros departamentos e, inevitavelmente,  todos eles se falam. Alguns podem inclusive conhecer outros gestores. As conversas que seus funcionários têm com essas outras pessoas podem ter um impacto direto no seu crescimento dentro da empresa. Já pensou nisso? Imagine se um dos seus funcionários diz a um amigo na organização: “Meu chefe é um verdadeiro mané. Ele não sabe o que está fazendo e simplesmente não ouve”. Um outro funcionário diz sobre a sua gestora: “Eu detestaria ficar sem ela como chefe, mas sem dúvida ela seria brilhante como VP”. Qual dos dois você acha que têm maiores probabilidades de ser promovido? Pois é. Já seus pares estão competindo com você por uma promoção, mas eles também são fundamentais para o seu êxito. Quanto mais alto você for na sua carreira, mais seu sucesso dependerá de sua habilidade em trabalhar com todas as linhas funcionais. Isso significa que você precisa estabelecer boas relações de trabalho com os seus pares. Se eles vão ajudá-lo por amizade, interesse próprio ou medo, isso não vêm ao caso, mas você bem sabe qual é o cenário mais confiável, certo? No final das contas, ser selecionado para escalar um nível mais alto depende do seu chefe ou de alguém numa posição mais alta dentro da organização. Quanto mais este executivo sênior pensar nas suas competências e no seu estilo, maiores serão suas possibilidades de ser promovido.

Como Praticar Network Eficazmente

Algumas redes de relacionamento são construídas com base no medo, desconfianças, intrigas e  punhaladas pelas costas. Elas podem funcionar, é claro, e representam a plataforma daquilo a que nós geralmente nos referimos como “politicagem corporativa”. Outras redes são baseadas no preenchimento das necessidades e desejos uns dos outros. Mesmo quando os diferentes integrantes de tais redes obtêm algum benefício fora da rede, eles seguem trabalhando apoiando uns aos outros e incrementando o sucesso de seus integrantes – pelo menos enquanto isso não interferir nas suas próprias necessidades. Finalmente, existem as redes de amigos. Eles fazem o que podem para ajudar um ao outro, sem nenhuma preocupação em relação ao beneficio que podem extrair, apenas pelo simples fato de serem amigos. Há 2 coisas sobre as quais você precisa estar consciente na medida em que constrói suas redes no trabalho:

  • A maioria das redes são uma combinação de todos estes 3 elementos: politicagem, benefício mútuo e amizade
  • É essencialmente importante saber qual deles predomina nas redes de relacionamento em que você participa.

Tipos de Redes Eficazes

Você pode construir sua rede com base em qualquer um desses 3 tipos, dependendo do seu estilo pessoal e de suas preferências. Se você se sente confortável no mundo das punhaladas nas costas, se supera atacando de surpresa os demais, se quer seguir adiante atropelando os outros… vá em frente.  Esse é um método que tem funcionado para muitas pessoas no passado e, sem dúvida, vai continuar funcionando. Se você se sente mais confortável num mundo onde os pares tratam uns aos outros como profissionais e trabalham juntos em prol de benefícios mútuos até o final, então este deve ser o tipo de rede a construir.

  • Conheça seus pares.
  • Descubra o que eles precisam para ter êxito.
  • Ajude-os a ter mais sucesso nas suas funções.
  • Deixe-os saber do que você precisa.
  • Seja profissional e acadêmico.
  • Reconheça que, no final das contas, você pode ter que se virar sozinho.

Se você prefere construir amizades e contar com esses amigos do trabalho como rede, então este é o modelo na qual deve investir. Está é a rede mais segura – a mais confiável inclusive – mas também é a que leva mais tempo e energia para construir.

  • Cultive amigos no trabalho como faria em qualquer outro lugar.
  • Ganhe a confiança e a amizade deles.
  • Confie neles e sejam efetivamente amigos.
  • Seja aberto e franco sobre o que precisa e quer na sua carreira.
  • Peça a eles ajuda e também conselhos de como seguir adiante.
  • Esteja preparado para apoiar um deles que, eventualmente, pode  vir a ser promovido antes de você.

Um Networking Real de Successo

Deixe-me dividir com você minha escolha de networking profissional. Talvez ele não funcione para você e talvez eu pudesse ter feito melhor com um sistema diferente. Eu tinha menos de 40 anos quando me tornei VP. Ainda não me tornei CEO de um conglomerado multi-nacional mas, na ponta do lápis, estou muito feliz com as opções que fiz e o sucesso que alcancei ao longo da minha carreira.  Este sucesso foi construido a partir de muito trabalho duro e talento e não com base na minha habilidade em pisar nos outros. Foi também erguido a partir da minha competência em formar redes e de me comunicar de forma eficaz com pessoas de todos os níveis, na medida em que eu subia na hierarquia corporativa. Eu sempre construí minhas redes como mutuamente benéficas. Mas, desde que passei a atuar na área de desenvolvimento humano e organizacional, meus sócios, meus parceiros comerciais e meus clientes se transformaram em mais do que isso. Muitos deles acabaram virando amigos. Algumas amizades ultrapassaram inclusive o universo do trabalho. Eu dependo desta rede, baseada no respeito e na confiança mútua, quando preciso de bons conselhos. Eu ligo para eles quando problemas aparecem. Se preciso de recomendações em relação a uma nova parceria, posso geralmente contar diretamente com um deles ou indiretamente com suas respectivas redes. Quando preciso me conectar com um cliente em potencial, minha rede de colegas e amigos pode geralmente encontrar para mim uma boa conexão.

No Final das Contas

Construa qualquer que seja o tipo de networking (ou combinação de tipos) que melhor funcione para você:

  • Politicagem
  • Benefício Mútuo ou
  • Amigos.

Invista tempo na sua rede para que ela possa trabalhar para você. Você não pode ir em frente sem os outros. Descubra como quer que os demais se envolvam no seu sucesso e corra atrás. E finalmente só posso dizer mais uma coisa:

boa sorte!

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo

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Motivando os demais – Aplique já estas 10 dicas e turbine sua carreira

Julho 22, 2012

Há uma par de semanas publiquei um post sobre o que fazer como o excesso de pragmatismo quando este beira a insensibilidade e compromete o desempenho da equipe. Surgiram nessa ocasião diversos executivos que não se encontravam nessa situação mas que queriam muito saber como alavancar a habilidade de inspirar seus times a darem o melhor de si.

Ora, todos nós sabemos as coisas fabulosas que podem acontecer quando as pessoas estão motivadas. Duvida? Pense então em 3 conquistas das quais se orgulha e se pergunte: o quão motivado estava para concretizá-las? Pois é. Da mesma forma, se descobrir o que motiva os demais, as conquistas deles e as suas serão significativamente maiores. Porém, alguns gestores acreditam que os demais deveriam estar automaticamente motivados, pois consideram que a motivação já vem com o indivíduo. Outros ainda acreditam que todos deveriam estar tão motivados com o trabalho e com a empresa quanto eles mesmos estão. Mas cá entre nós: este raramente é o caso. Na verdade, cada pessoa é diferente na maneira como fica e se mantém motivada. Ser competente nesta questão inclui conscientizar-se que o gestor é responsável pela motivação, que todos são diferentes e que motivar exige múltiplas abordagens.

Para estes que diretamente me perguntaram sobre este tema, e para aqueles gostariam de saber mais sobre como motivar os demais, segue abaixo 10 dicas que vão nessa direção:

1 – Elimine sua confusão sobre o processo de motivar os demais. Siga as regras básicas para inspirar as pessoas, conforme definido nos clássicos People Skills (de Robert Bolton) ou Thriving on Caos (de Tom Peters). Comunique aos demais que o que fazem é importante. Agradeça. Ofereça e peça ajuda. Dê autonomia para as pessoas fazerem seu trabalho. Ofereça um leque variado de tarefas. Surpreenda os demais com trabalhos enriquecedores e desafiadores. Demonstre ter interesse na carreira delas. Adote uma atitude de aprender com os erros. Comemore os sucessos. E por aí vai… Geralmente as pessoas se comportam de forma correta mas isso não traz consequência alguma. Não permita que o fato de estar sempre muito ocupado, faça com que se esqueça de reconhecer, comemorar, criticar, ou mesmo enfatizar o que quer das pessoas ao seu redor. Em suma: leia mais sobre o tema. Sempre.

2  – Não aposte nos motivadores errados. De acordo com a pesquisa realizada por Rewick e Lawler, os principais motivadores no trabalho são: 1° – Desafio no trabalho, 2° – Concretizar algo que vale a pena, 3° – Aprender coisas novas, 4° – Desenvolvimento pessoal,  5° – Autonomia. Remuneração (12°), Cordialidade (14°), Elogio (15°) ou ainda Oportunidade de promoção (17°) não são insignificantes, mas superficiais quando comparados com os motivadores mais poderosos. Ofereça desafio, se aprofunde no porquê isso vale a pena, crie uma visão em comum, apresente oportunidades de aprender e crescer e dê autonomia para poder atender a maioria dos pontos críticos. Em suma: jogue para ganhar. Sempre.

3 – Estabeleça metas eficazes. A maioria das pessoas se anima com metas razoáveis. Afinal, gostam de medir a si mesmas em comparação a um padrão de desempenho. Gostam de ver quem corre mais rápido, quem marca mais pontos e quem trabalha melhor. Gostam de metas realistas, porém flexíveis. Dão o melhor de si quando têm entre 1/2 e 2/3 de chance de alcançar êxito e um tanto de controle sobre como chegar lá. Geralmente ficam mais motivadas quando participam da elaboração das metas. Crie ainda desafios ou tarefas que estejam fora do alcance quando se tratar de uma experiência inédita para alguém: a primeira negociação, a primeira apresentação sozinho, etc. Em suma: utilize metas flexíveis para motivar. Sempre.

4 – Lide com o não verbal. O que as pessoas fazem primeiro? O que enfatizam no discurso? Diante do quê demonstram suas emoções? Que valores são representativos para elas?

  • Coisas inéditas. Esta pessoa procura os demais primeiro, vai para um canto e estuda, reclama, fala sobre como se sente ou toma uma atitude? Essas são as respostas imediatas das pessoas que revelam o que é importante para elas. Utilize-as para motivá-las.
  • Conteúdo do discurso. As pessoas podem se concentrar nos detalhes, conceitos, sentimentos ou nos demais durante seu discurso. Isto pode indicar novamente como você deve apresentar determinadas questões, refletindo a ênfase do discurso delas. Apesar da maioria de nós se adaptar naturalmente (entramos em detalhes com pessoas que prestam atenção nos detalhes), há grandes chances de que você não esteja encontrando um denominador comum em uma relação problemática. Por exemplo, a pessoa entra em detalhes e você fala sobre outras pessoas.
  • Sentimentos. Você precisa saber quais são os pontos críticos dos demais, porque basta cometer um erro para algumas pessoas o taxarem de insensível. O único remédio é ver o que os estimula – direta ou indiretamente.
  • Valores. Aplique o mesmo raciocínio aos valores dos demais. Elas falam de dinheiro, de reconhecimento, de integridade ou de eficiência em sua conversa normal sobre o trabalho?

Em suma: aprenda a interpretar os sinais de motivação das pessoas. Sempre.

5 – Lide com a sua intolerância. Ao tentar abordar alguém, tente não julgá-lo.  Você não precisa concordar, apenas compreender para poder motivar. O fato de que você não ficaria motivado da mesma forma é irrelevante. Em suma: pare de julgar os outros. Sempre.

6 – Crie empatia. Isto demonstra respeito pelo raciocínio do outro. Falar a mesma língua facilita a comunicação e lhe dá as informações que você precisa para motivá-los. Em suma: tente falar no idioma e no mesmo nível ao interagir com os demais. Sempre.

7 – Não se isole dos demais. Diga para o outro quais são as suas categorias conceituais. Para lidar com você, ele precisa saber como você pensa e porquê. Diga qual é a sua perspectiva – as perguntas que você faz, os fatores que leva em conta, etc. Se não puder explicar seu raciocínio, o outro não vai saber lidar contigo de maneira eficiente. Fica mais fácil acompanhar alguém que compreendemos. Em suma: traga o outro para o seu universo. Sempre.

8 – Vá além do estritamente profissional. Tome conhecimento de 3 coisas a respeito de todos, que não seja relacionadas ao trabalho – seus interesses, hobbies, filhos ou qualquer outra coisa  sobre o que podem conversas. A vida é um mundo pequeno. Se fizer algumas perguntas pessoais, descobrirá que tem alguma coisa em comum com praticamente mundo. Ter algo em comum ajudará a fortalecer a relação e individualizar a maneira como motiva os demais. Em suma: familiarize-se com as pessoas no nível pessoal. Sempre.

9 – Lide com os casos mais difíceis. Se uma pessoa fica sensível com algum assunto, ela reagirá melhor diante de uma ajuda direcionada. Se a pessoa reagir sendo exclusivista, pode precisar de ajuda para adotar a tendência predominante. Se ela não estiver motivada, procure os motivos tanto pessoais quanto profissionais. Essa pessoa pode reagir a um desafio de trabalho. Se a pessoa for ingênua, ajude-a a ver como as coisas efetivamente funcionam. Em suma: transforme algo negativo em um motivador. Sempre.

10 – Não oriente em demasia. Delegue e dê autoridade o quanto puder. Envolva a pessoa na criação de metas e na determinação do processo de trabalho para que ela tenha êxito. Peça a opinião dela sobre as decisões que você tomou. Peça para ajudar a avaliar o trabalho da unidade. Compartilhe o sucesso. Examine os fracassos juntos. Use todas as ferramentas disponíveis. Em suma: envolva mais as pessoas no trabalho que elas estão fazendo. Sempre.

Para desenvolver estas e outras habilidades, conte comigo. E se quiser transformar este tema numa palestra dentro de sua empresa, não deixe de me contatar. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é sua organização e você também se tornarem o melhor que podem ser.

Pablo

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Lidando com as ameaças: 10 dicas para não perder a cabeça

Maio 25, 2012

Este mes surgiram alguns casos interessantes nos processos de coaching que aplicamos. Eles se referem a um tema que muito nos chama a atenção: nossas emoções.

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Construa pontes e vá mais longe

Maio 1, 2012

Todos nós sabemos que, para ser efetivo no mundo corporativo, é necessário construir sólidas pontes ao nosso redor. O mais importante para se relacionar bem com todo tipo de pessoa é segurar ou neutralizar possíveis reações pessoais e se concentrar primeiro nos outros. É importante compreender que sabedoria é trabalhar de fora para dentro. Assim, ter habilidade no relacionamento interpessoal significa construir um leque de diferentes abordagens, sabendo quando e com quem utilizá-las. O resultado é uma facilidade de interação, com a qual se consegue o necessário sem prejudicar as outras partes desnecessariamente, para garantir, dessa forma, que os demais vão querer trabalhar com você novamente. Melhor, impossível.

Com base nos inúmeros processos de coaching que aplicamos, chegamos a um consenso quanto às dicas mais efetivas que oferecemos para desenvolver essa competência:

  1. Coloque-se no lugar do outro. Sempre. Cada pessoa é diferente da outra. Existe, portanto, uma riqueza de variedade e diversidade de indivíduos. Fisicamente, é fácil de ver: altura, peso, cor. Algumas características pessoais também são fáceis de notar: esperto/não tão esperto assim; articulado/não tão articulado assim; caloroso/frio; sereno/emocional; bom apresentador/mau apresentador… e por aí vai. Outras são um pouco mais difíceis de interpretar: motivado/pouco motivado; bons valores/valores duvidosos… E quanto a ser íntegro? Decisivo? Justo? A lista pode ser imensa. Para compreender as diferenças, olhe primeiro para o óbvio. O que eles fazem primeiro? O que enfatizam no discurso? Qual é o estilo de interagir deles? Veja, as pessoas se concentram em coisas diferentes: ações, detalhes, conceitos, sentimentos, outras pessoas. Além disso, têm estilos diferentes – insistente, durona, gentil, casual e assim por diante. Para compreender tudo isso, tente enxergar os valores por trás das palavras e observe o que lhes causa entusiasmo e emoção. Isso mesmo: entusiasmo e emoção. O principal, para fazer qualquer coisa importante no mundo corporativo, é a capacidade de ver as diferenças nas pessoas e saber utilizá-las para o bem da organização. Ter habilidade no relacionamento interpessoal é encontrar a pessoa que fará o que você deseja que seja feito. Em princípio, todos nós reagimos favoravelmente diante da facilidade de interação. Assim, se você facilitar e aceitar o modo normal com que os outros fazem as coisas, sem tentar contrariar o estilo deles (ou mesmo defender o seu), geralmente as coisas acabam dando certo.
  2. Adapte a sua abordagem. Sempre. Você conhece pessoas arrogantes? Insensíveis? Distantes? Ocupadas demais para dar atenção? Com pressa de discutir a própria pauta? Que desvalorizam os demais e descartam o que eles têm a oferecer, deixando-os humilhados, rejeitados e mesmo com raiva? Isso é o fim da picada! Mas… e você? Oferece respostas, soluções, conclusões, declarações ou simplesmente dá ordens rápido demais durante uma interação? Digo tudo isso porque esse conjunto de comportamentos compõe a marca registrada dos profissionais que têm um estilo, digamos, pouco astuto. ELES NÃO OUVEM. Ah, mas você não quer ser assim, certo? Então, interprete o seu público. Sabe como as pessoas agem quando não estão à vontade com você? Elas ficam com um pé atrás? Gaguejam um pouco? Ficam tensas? Ficam na porta da sua sala, rezando para que você não as convide para entrar? Você precisa observar mais as pessoas ao seu redor. Selecione sua abordagem interpessoal focando no outro, em vez de ter como ponto de partida você mesmo. Sua melhor abordagem será sempre determinada pela outra pessoa (ou grupo), não por você. Sugestão: pense em cada interação como se a outra pessoa fosse um cliente que você quer conquistar. Como você criaria uma abordagem efetiva?
  3. Gerencie os primeiros três minutos. Sempre. Administrar os primeiros três minutos é vital. Nesse momento, o tom é estabelecido e as primeiras impressões são formadas. Tente ficar aberto e acessível para receber a maior quantidade de informação possível no começo da interação. Isso significa deixar os outros à vontade para que possam compartilhá-la. Ou seja, significa iniciar uma boa relação com os colaboradores, ouvir, compartilhar, entender e oferecer um ombro amigo. Exagerei? Pois lembre que as pessoas acessíveis recebem mais informação, sabem das coisas antes dos demais e conseguem fazer com que os outros realizem mais coisas. Quanto mais você deixar que deem o primeiro passo e falem no início da interação, mais você saberá sobre elas para poder adaptar sua abordagem. Isso não tem preço.
  4. Ouça ativamente. Sempre. Pessoas com habilidade nos relacionamentos interpessoais são boas ouvintes. Elas ouvem para compreender e recebem as informações para escolher melhor a própria reação. Ouvem sem interromper e fazem perguntas para ter um esclarecimento maior. Não julgam imediatamente: a impressão poderá vir depois. Fazem que sim com a cabeça e reafirmam o que a outra pessoa disse, para mostrar que compreenderam. Podem até mesmo fazer anotações. Ouvintes ativos obtêm mais dados.
  5. Fale mais de si mesmo. Sempre. Fale o que pensa sobre um tema corporativo e pergunte pelo ponto de vista dos demais. Repasse algumas informações que considera que ajudarão os outros a trabalhar melhor ou ampliar seus horizontes. Revele mais coisas sobre si. Revele coisas que as pessoas não precisam saber para fazer um bom trabalho, mas que podem ajudá-las a se sentir valorizadas. Personalize os relacionamentos. Saia do lugar-comum. Invista tempo e energia para saber e se lembrar de coisas importantes sobre as pessoas ao redor das quais, para as quais e com as quais você trabalha. Tome conhecimento, se possível, de três coisas sobre todos – seus interesses, seus filhos ou um assunto sobre o qual possam conversar além da pauta corporativa. Estabeleça temas sobre os quais possa conversar com cada uma das pessoas com quem trabalha e que transcendam as interações estritamente profissionais. Veja, não precisam ser temas sociais, podem ser também sobre estratégia, eventos globais e mudanças no mercado. O objetivo, aqui, é estabelecer consensos e fazer conexões.
  6. Administre a linguagem não verbal. Sempre. Compreender o importantíssimo papel das comunicações não verbais, da aparência e do tom de voz aberto e relaxado, do sorriso e da calma, é fundamental para desenvolver com eficácia a habilidade de se relacionar. Manter o olho no olho, concordar com a cabeça quando o outro está falando, além de falar com ritmo e de maneira agradável, faz uma enorme diferença no processo interativo. Esforce-se para eliminar os hábitos inconvenientes, tais como falar rápido demais e de maneira forçada, usando palavras fortes ou uma linguagem carregada, e evite entrar em muitos detalhes. Tenha sempre cuidado ao dar sinais de falta de interesse, como olhar para o relógio, mexer em papéis ou lançar olhares de impaciência do tipo “estou ocupado”.
  7. Abrace as diferenças. Sempre. Há quem fique à vontade e seja eficiente diante de algumas pessoas, mas não de outras. Alguns podem ficar calmos com os colaboradores diretos, mas sentem-se tensos diante da alta gerência. O que as pessoas com quem você se sente à vontade têm em comum? E aquelas com as quais não se sente à vontade? É o cargo? Estilo? Sexo? Antecedentes? Os princípios da habilidade nos relacionamentos interpessoais são os mesmos, independentemente do público-alvo. Diante dos grupos com os quais não se sente à vontade, faça o mesmo que faz diante daqueles com os quais se sente confortável. É simples assim. E os resultados geralmente serão os mesmos.
  8. Tome a iniciativa. Sempre. Você é tímido? Falta-lhe autoconfiança? Geralmente hesita e deixa os outros assumir o comando? Sente-se vulnerável demais? Tem medo de como os outros vão reagir? Não está plenamente confiante das suas habilidades sociais? Não quer se mostrar acanhado, apesar de estar tremendo por dentro? Estenda a mão primeiro. Mantenha o contato visual. Faça a primeira pergunta. Pratique num ambiente de baixo risco, conversando com estranhos fora do local de trabalho. Estabeleça uma meta de conhecer pessoas novas em todas as reuniões sociais e descubra o que você tem em comum com elas. Quem sabe nas reuniões de pais e mestres? Ou na vizinhança? Ou no supermercado? No avião? No ônibus? Veja se todas aquelas coisas ruins e assustadoras, que imaginou que iriam acontecer se tomasse a iniciativa, efetivamente aconteceram. A única maneira de as pessoas saberem que é tímido e está nervoso é se você demonstrar isso. E não deixe de observar o que os extrovertidos fazem que você não faz. É sempre um aprendizado ver e praticar esses comportamentos.
  9. Lide habilmente com quem você não gosta. Sempre. O que os demais veem nessas pessoas para acabar gostando delas (ou ao menos tolerá-las)? Que aspectos positivos elas têm? Existem interesses em comum com elas? Faça o que fizer, não deixe transparecer o que pensa. Coloque suas opiniões sobre elas de lado, concorde com a cabeça, faça perguntas e resuma o que foi dito, da mesma forma que faria com qualquer outra pessoa. Não permita que ninguém seja capaz de distinguir se são seus amigos ou não.
  10. Use e abuse do aikidô. Sempre. E se você for atacado? E se a ira tomar conta de você? E se alguém não gostar de você? E se todos estiverem com raiva ou chateados? Pratique o aikidô, a arte milenar de absorver a energia do adversário, utilizando-a a seu favor para dominá-lo. Deixe o outro lado desabafar suas frustrações, mas não reaja diretamente. Lembre-se de que, geralmente, a pessoa que revida é a que acaba tendo mais problemas. Ouça, concorde com a cabeça e faça perguntas para obter mais esclarecimentos. Pergunte: “por que isso o perturba?”; “o que posso fazer para ajudar?”; “então você acha que eu preciso…”. Parafraseie periodicamente, para indicar que entendeu. Mas não reaja. E não julgue. Deixe-o falar até soltar todo o veneno existente. Quando o outro lado tomar uma posição rígida, não a rejeite. Pergunte pelo porquê – o que está por trás da posição, da teoria do caso, o que é que trouxe isso à tona? Separe a pessoa do problema. Quando alguém atacá-lo, reformule a frase como um ataque ao problema. Mantenha a serenidade, mesmo que a outra pessoa tenha perdido a cabeça. Em reação a propostas irracionais, falta de resposta a uma pergunta ou mesmo ataques, você tem sempre a opção de ficar calado. Geralmente, elas respondem falando mais, deixando um pouco de lado a posição que assumiram, ou ao menos revelam seus verdadeiros interesses. Muitas vezes, os desabafos sem limites e a sua compreensão são o bastante para diminuir o conflito. E,  finalmente, uma última dica: nunca, nunca destrua uma ponte. Você nunca sabe quando vai precisar dela.

Para essas e outras habilidades gerenciais, conte comigo. Melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é você também se tornar o melhor que pode ser.

Pablo

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