Archive for the ‘Inteligência Emocional’ Category

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Você se conhece DE FATO?

Março 20, 2017

size_810_16_9_homem-surpresoHá um tempo atrás escrevi um post intitulado “10 Dicas p/ a Insensibilidade Não Contaminar Sua Carreira“, no qual comentava que muitos dos executivos que me procuram chegam com um peso considerável nas costas pois haviam sido surpreendidos pelo resultado inesperado de uma avaliação 360º, onde profissionais e clientes ofereciam um feedback franco e direto. “Alguém anotou a placa?! Fui atropelado por um caminhão! O que exatamente aconteceu entre o antes e o depois desse feedback? Meu Deus, que crédito devo dar ao conteúdo de uma avaliação 360 graus?”

Veja, existe uma grande possibilidade de que os demais não o enxerguem da maneira com você se vê. E aí pergunto: qual a perspectiva que mais importa? Resposta: a deles, é claro! E mais: se houver uma grande distância entre as duas, pode ser que esteja olhando para um obstáculo que está limitando os horizontes de sua carreira.

O que é particularmente cômico nesta questão, se não fosse trágico, é que o autoconhecimento, especialmente para executivos e líderes, é em geral inversamente proporcional ao tamanho do ego. Em outras palavras, aqueles que necessitam ser mais conscientes raramente o são. Este é mais um dos paradoxos da selva corporativa.

Veja o meu exemplo. Na minha carreira como executivo, sempre estive consciente do quão focado e duro eu era quando se tratava de tocar o negócio, mas não tinha a mínima idéia do quão intimidador e agressivo às vezes me tornava. Minha esposa costumava me dizer: “Pablo, não é o que você diz mas como você fala”. A questão é que quando a gente não tem noção do próprio comportamento, feedbacks sutis não funcionam, ou seja, o que é necessário, em bom português, é um bom balde de água fria.

Isso dito, possivelmente não há nada mais revelador do que determinar o quão consistente é sua auto-imagem vs. a maneira como os demais o enxergam. Se a diferença é pequena, siga em frente. Se não for, aumente suas chances de sucesso na carreira – e, de lambuja, ter uma vida mais feliz – embarcando numa pequena jornada de autodescobrimento.

A escolha, naturalmente, é sua, e você não deve tomar a decisão de forma displicente. Dá medo, sem dúvida, mas sair da zona de conforto sempre provoca essa sensação. Afinal, nunca se sabe o que vai dar. Ainda assim, esse é um risco que vale a pena assumir. É profundamente libertador o resultado final. Palavra de quem já acumulou várias cicatrizes ao longo desses caminhos.

A boa notícia é que a iniciativa é relativamente fácil de executá-la. Tudo o que tem que fazer é perguntar às pessoas certas as questões certas da maneira certa. Ou seja, solicite ao RH (ou a um Coach) a tal avaliação 360 graus, envolvendo seu chefe, subordinados, pares e mesmo clientes (e não se esqueça de garantir o anonimato das respostas fornecidas).

Pergunte sobre o seu comportamento no dia a dia e sob pressão. Questione sobre sua habilidade de se comunicar, de tomar decisões e como você pode ser mais efetivo. Indague o que você pode fazer para torná-los mais efetivos e alcançarem mais sucesso. Solicite que o descrevam, apontando pontos fortes e oportunidades, e que não diluam suas fraquezas, pois você quer um quadro fiel.

Agora a má notícia: se o resultado for inesperado, este é apenas o início. A parte mais difícil será compreender porque a sua auto-imagem não corresponde à realidade. É isso mesmo, meus amigos: a forma como os demais o vêem É a realidade. E logo após esse doloroso insight, a transformação passa a ser uma possibilidade real. E com ela vem mais dor pela frente, mas aí sim trata-se de uma maratona e, portanto, recomendo: um passo de cada vez.

pabloIsso vai ajudar sua carreira e sua vida? Com certeza! Mas somente se estiver disposto a ser 100% honesto consigo mesmo. E é justamente aí que o caminho da autoconsciência se inicia. Agora, onde ele vai terminar, isso só depende de você, do quão aberto está para novas possibilidades e do quão duro está disposto a dar.

Para estas e outras descobertas, conte comigo.

Pablo

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Dilema: Como é que eu explico minha demissão?!

Janeiro 14, 2017

fui-demitido-e-agora-649x372Como você explica que foi despedido para os amigos, contatos profissionais, colegas e potenciais empregadores? Definitivamente não é uma tarefa fácil. Digo mais, responder perguntas sobre as circunstâncias que cercaram a sua rescisão pode ser um desafio e tanto.  

Para a maioria de nós, as emoções correm soltas em situações como essas e pode ser uma tentação desabafar abertamente. Entretanto, agir sob impulso pode ser devastador para a sua reputação . Pior ainda, pode sabotar os seus esforços para recomeçar a carreira.

A Melhor Forma de Explicar Que Foi Demitido

Quando você aborda o fato de ter sido demitido, é importante que esteja ciente com quem está falando. Compartilhar suas reações com seu círculo de confiança pode ser um importante e necessário passo na medida em que você se recupera emocionalmente de uma rescisão. 

Você deve limitar esse grupo a apenas poucos indivíduos que possuem um respeito inabalável em suas habilidades e nos quais você confia absolutamente, de modo a resguardar seu turbilhão de sentimentos. Quando discutir sua demissão além deste circulo composto por pessoas especiais, dê o seu melhor para medir cuidadosamente suas palavras sobre o incidente.

Por exemplo, quando estiver conversando com qualquer um que não considere um amigo confiável, esteja ciente do papel que esta pessoa poderia ter na sua busca por um novo desafio. Oportunidades de emprego podem surgir das pessoas e dos locais  mais inesperados, portanto quando discutir sua demissão, contextualize de uma forma que minimize qualquer percepção negativa sobre a sua habilidade de performar em futuros projetos, ou mesmo sua habilidade de se conectar com colegas de trabalho.    

Opções ao Discutir sua Demissão

1. A Função Não Se Encaixava Adequadamente 

Quando tentar definir como contar a sua história, comece refletindo sobre a sua demissão e considerando se seria uma boa jogada redirecionar sua carreira a partir desta rescisão. Uma das maneiras mais fáceis de explicar uma demissão é descrever a função exercida  como algo abaixo do perfil desejado para atender suas habilidades e interesses pessoais.

Esta explicação funciona melhor se tiver decidido correr atras de um papel consideravelmente diferente. A chave é diferenciar suas atuais metas profissionais da recente experiência laboral mal sucedida. 

2. Você Precisava Trabalhar no Seu Leque de Habilidades

O que deveria dizer se você quer continuar no mesmo segmento profissional? Bem, se foi demitido em virtude de uma limitação pessoal  e tomou medidas para aprimorar seu leque de habilidades, então pode compartilhar uma história sobre como lidou com qualquer oportunidade existente no conjunto de suas competências.  Por exemplo, talvez a habilidade em delegar fosse essencial para ter êxito na sua função anterior, e você desde então decidiu mergulhar num processo de coaching para desenvolver sua proficiência.

3. A Empresa Não Se Encaixava Adequadamente

Outro ângulo é explicar sua rescisão como resultado do desalinhamento com a sua empresa. Novamente isso vai funcionar melhor se puder descrever um empregador de diferente tamanho, segmento industrial ou cultura organizacional que você está agora almejando.

Por exemplo, se você está numa industria conservadora como saúde médica e seus esforços para introduzir  mudanças não foram bem recebidos, então pode mencionar um foco emergente numa industria mais empreendedora como tecnologia.

Ou, talvez se sentia sufocado ou isolado num ambiente gigantesco e corporativo e quisesse mudar para uma atmosfera menor, com espirito de startup. Foque em como suas fortalezas combinam com o novo tipo de ambiente que está procurando, ao invés de justificar porque não encaixava na função anterior.

4. Não Foi Culpa Sua.

Em alguns casos, uma rescisão pode ser explicada por fatores inevitáveis tais como cortes no orçamento, linhas de produtos ou serviços eliminadas, fusões ou aquisições. Mesmo que a rescisão seja o resultado de uma situação além do seu controle, esteja pronto para evidenciar o êxito pessoal na sua função e providenciar uma clara explanação de porque perdeu seu emprego.

Não Seja Negativo

Independente das suas justificativas, talvez seja mais importante evitar criticas à gestão anterior, supervisão ou colegas. Se falar mal sobre a sua situação , poderá parecer um pessimista com uma atitude mesquinha. Isso pode desembocar em perguntas sobre a sua habilidade de desenvolver relacionamentos profissionais positivas.

Também tenha em mente que nunca saberá que tipo de informação pode chegar ao seu futuro empregador. Mesmo que tenha saído em  condições desgastantes, você não vai querer alimentar o fogo. Claro, você pode transmitir seu desapontamento por ter perdido seu emprego, mas evite falar negativamente sobre a situação. Ao mesmo tempo que é importante ser genuíno, procure ser o mais neutro e o mais otimista que puder.

Menos é mais

De um modo em geral, você devia tentar ser o mais sucinto possível ao comentar sua demissão seja com sua rede de contatos ou com empregadores potenciais:

  • Não se alongue nos aspectos negativos.
  • Mude o foco para temas mais positivos tais como seu entusiasmo sobre as novas habilidades que você adquiriu desde a sua rescisão ou sobre seus novos interesses profissionais.
  • Pratique suas respostas antes de uma reunião ou entrevista, de modo que possa ter a sua história sob redes e permanece no script definido.

Converse

Mesmo que seja mais fácil enviar um rápido email ou uma mensagem social, é bem melhor ter uma conversa. Funciona melhor tanto presencialmente quanto via telefone – especialmente se está abordando os termos de sua saída. Você não deve colocar nada por escrito que não for 100% preciso. Também não quer compartilhar seus ressentimentos pela demissão que ardem no momento, cujo fogo desaparece na medida em que o tempo passa…

pabloConte comigo nessa jornada de transição,

Pablo

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Já pensou em transformar o café numa ferramenta gerencial?

Outubro 14, 2016

cafeUma das melhores ferramentas gerenciais existente no seu leque de opções pode ser uma simpática  xícara de café. É isso aí. A simples iniciativa de convidar alguém para um cafezinho lhe dá a oportunidade de sentar com esta pessoa, ouví-la e aprender. Entre outras coisas, este tipo de bate-papo pode ser uma motivação poderosa para o seu funcionário. Ela também pode prevenir situações de conflito e agressividade. No final das contas, compartilhar um simples momento num café lhe dá uma chance única de acessar importantes informações sobre você mesmo, seu funcionário, sua empresa e até sobre seus concorrentes.

Tomando Um Café com seus Funcionários

Você tem reuniões regulares com cada um dos seus funcionários-chave (seus subordinados diretos)? Essas reuniões semanais são interrompidas frequentemente porque ambos são super ocupados e alguém sempre tem um “incêndio” que precisa de um dos dois para apagá-lo? Você já sentiu que poderia fazer mais se contasse apenas com uma meia hora sem interrupções? Saia já de sua sala e leve a outra pessoa para tomar um cafezinho fora!

Numa empresa em que trabalhei havia uma cafeteria na loja de material de construção ao lado e outra num hipermercado em frente. Outra opção era o shopping próximo. Um gerente que conheci, entretanto, gostava mesmo era de se esgueirar no refeitorio da própria empresa. Ele “comprava” um café para a pessoa com a qual se encontrava, sentavam-se numa das mesas disponíveis e conversavam. Sem telefones, sem celulares e sem WhatsApp.

Café Nem Sempre É Café

“Tomar um café juntos” não envolve necessariamente café. Se você, ou a pessoa com a qual você está se encontrando, não curte um cafezinho, ou apenas quer dar um tempo à tanta cafeína, existe um monte de opções. Chá e chocolate são um par de outras alternativas que me vem à mente (inclusive, em vários países, o chá pode ser a alternativa preferida). Entretanto, a questão não tem que parar por aí. O ponto principal é se afastar das distrações por um curto período de tempo, portanto a bebida em si não é crucial. Uma água com gás pode se encaixar. Hidrotônicos, sucos de frutas e refrigerantes são todos bem-vindos. Tenha em conta que precisa ser algo relativamente barato, que possa ser servido rapidamente e com o qual você possa se demorar enquanto conversa.

Ouça. Realmente Ouça.

Lembre-se que a razão pela qual você está tendo este bate-papo na cafeteria – ao invés da sua sala – é para aprender algo com a outra pessoa. Pode ser que você queira que ela repasse todo o relatório problemático sem interrupções. Pode ser que você queira ouvir idéias dele ou dela sobre o novo produto ou sobre como corrigir o antigo. E por aí vai… Mas não se esqueça que, tão importante quanto checar a temperatura do café, é checar a da pessoas que está com você, descobrindo se está estressada e o porquê. O principal ponto nisso tudo é que você precisa manter a boca fechada e os ouvidos bem abertos.

É claro que ouvir é muito mais do que apenas deixar a outra pessoa falar. Você tem que focar sua inteira atenção naquilo que o outro está dizendo. Lembre-se que você saiu da empresa para se afastar das distrações que lá existem, portanto não se distraia aqui permitindo sua mente perambular a esmo. Escutar ativamente significa ocasionalmente também repetir de volta uma afirmação dela para mostrar que você está ouvindo e para encorajá-la a continuar falando. Os japoneses tem até mesmo uma palavra para isso: aizuchi.

Em Suma

  • Um intervalo para um café lhe dá chance de se afastar de distrações e interrupções.
  • Café, chá, refrigerante ou água: a bebida não importa.
  • Pegue uma bebida que seja barata e rápida, mas com a qual você possa se demorar.
  • Desconecte-se da caixa postal, do WhatsApp e do Facebook ou, ao menos, ignore-os.
  • Escute ativamente a outra pessoa. Este é o objetivo desta rápida escapada.

pabloE à propósito, quer tomar um café e saber sobre os benefícios do Coaching Executivo para a sua carreira ou para o seu time na organização em que trabalha?

Conte comigo,

Pablo

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Cadê o jovem que estava no meu espelho?

Outubro 11, 2016

espelhoOntem estive com um cliente potencial discutindo os desafios de permanecer competitivo no mercado de trabalho depois dos 50. Veja, ao longo de meus anos – como Coach Executivo – tenho visto inúmeros executivos e gerentes, outrora de sucesso, deixarem a inércia e o status quo cobrarem um ingrato pedágio sobre suas carreiras. E sempre me perguntava: “O que será que os acaba despindo de espírito empreendedor? O que será que faz com que fiquem tão presos à sua forma de ver o mundo? Trazem à tona o risco de seu talento perder a elasticidade, a flexibilidade, a agilidade… Elementos  tão necessários para se manter na crista da onda!

De repente, à noite, tive um insight: é o inevitável pedágio que o tempo, a idade e a experiência cobram! A verdade é que estamos todos lutando contra a Natureza. Qualquer bom neurologista vai lhe dizer que, com o passar do tempo, nosso cérebro perde sua plasticidade. As vias neurais tornam-se mais rígidas. E aí fica mais difícil aprender coisas novas.

É bom ressaltar, no entanto, que isso não é completamente predeterminado. Nem um pouco. Nada o é. E vai depender de lutarmos para escapar desse destino cruel. Esteja consciente do que está enfrentando e – se me permitir contribuir nesta batalha – siga estas 4 dicas de desacelerar o envelhecimento do cérebro, mantendo a mente jovem e competitiva. São simples mas efetivas:

1 – Nunca pare de enfrentar seu medo. Todos nós alcançamos um ponto onde passamos a pensar: “Não deveria ter que continuar a fazer isso, continuar a lutar e me desafiar o tempo todo. E é verdade, você não deveria. MAS a partir do momento que parar de se desafiar e de enfrentar seus medos, envelhecerá mais rápido. O motivo é simples: o medo faz com que pare de tentar novas coisas e novas idéias.

2 – Olhe-se no espelho com frequência e detalhadamente. Não, não estou falando de ficar olhando as marcas esculpidas na sua face. Estou falando de enxergar as marcas esculpidas em sua MENTE. Se você se conhece bem, olhe para si pelo que você é e também no que é que está se transformando, pois assim dificilmente vai acordar um belo dia e se dar conta que a juventude veio e se foi – e você apenas viu o trem passar.

3 – Esteja sedento, sempre. É fácil ficar satisfeito onde se encontra e no que se transformou. E isso é especialmente verdadeiro no caso das pessoas bem-sucedidas. Quando isso ocorre, você perde sua vantagem competitiva, seu motor propulsor, sua razão de ser. No fundo, é essa necessidade de provar que é capaz que, quando se é jovem, nos leva adiante. É uma força motivadora extremamente poderosa. Acredite.

4 – Lute contra o status quo (especialmente o seu). O maior problema com a experiência e o sucesso é que começamos a pensar que sabemos tudo, que temos todas as respostas. Bem, essa não é a lógica com a qual o mundo dos negócios funciona. O desempenho de ontem não é garantia dos resultados de amanhã. Só porque algo funcionou uma vez, ou mesmo duas vezes, não significa que vai funcionar novamente…

Em suma

pabloVeja, o problema com o envelhecimento é o mesmo com o mundo dos negócios. Há uma forte analogia aqui. O mundo muda. A tecnologia muda. A concorrência muda. Os mercados mudam. Os líderes mudam. E VOCÊ tem que mudar também. Não se engane – quando se trata de envelhecer, da mesma forma que num negócio, a inércia é o inimigo #1. Fique esperto. Mantenha-se flexível e mutável. Isso vai mantê-lo jovem e competitivo.

Conte comigo nessa jornada,

Pablo

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O que os cachorros podem nos ensinar sobre felicidade no trabalho?

Setembro 19, 2016

Este final de semana tive a oportunidade de assistir no cinema o desenho animado “Petsthe-secrete-life-of-pets-animated-movie-on– A vida Secreta dos Bichos”, uma comédia sobre a vida que nossos animais de estimação levam depois de sairmos para o trabalho (ou a escola) todos os dias. Fiquei refletindo logo após sobre como outros animais lidam com a felicidade nos seus respectivos habitats. Mais especificamente: será que teríamos algo a aprender com o melhor amigo do homem, o cão? Afinal, com perdão da minha dura analogia, em muitas coisas, os funcionários nas pequenas, médias e grandes se comportam como cachorros. É, eu sei, soa horrível dizer isso… Mas tenha em mente que chefes e gerentes são funcionários também. Até Presidentes e CEO’s têm que responder ao conselho de diretores, aos acionistas e aos clientes.

Digo isso para deixar claro que não estou implicando com nenhuma posição em particular quando digo que talvez pudéssemos aprender um bocado sobre gestão e comportamento organizacional com nossos amigos caninos.

É bom ressaltar que não me considero um perito em cachorros, mas em virtude de amigos próximos, tenho tido acesso aos mais diversos artigos, vídeos e programas de treinamento dedicados aos nossos peludos companheiros.

O mais importante é que sou um observador atento do comportamento animal e, se você prestar atenção, vai achar que o relacionamento cão/ser humano proporciona reflexões muito interessantes quanto ao comportamento organizacional, além de um rascunho surpreendentemente eficaz do que é um ambiente produtivo. Veja a seguir o resultado dos meus insights:

Um Guia Canino para um Ambiente Feliz no Trabalho

1. Quase nunca é culpa do cachorro. Como o controle de qualidade nos ensinou nos anos 80, praticamente todo problema referente a funcionários é na realidade um problema de gestão. O comportamento organizacional e a cultura corporativa são conduzidos de cima para baixo. A disfunção organizacional é sempre reflexo de uma gestão disfuncional.

2. Treine o seu dono. Já viu um treinador de cães encontrar-se com um cão indisciplinado pela primeira vez e imediatamente assumir o controle? Por que você não consegue fazer isso? Porque há bem menos donos bem treinados do que cachorros que conseguem manipular seus proprietários e obter o que querem. É a mesma coisa em gestão: papéis invertidos sabotam a ordem natural das coisas.

3. Precisamos de um propósito para sermos felizes. Muitas das raças de cães, senão a maioria, são cães de trabalho, o que significa que eles não são felizes a menos que tenham uma tarefa a cumprir e estejam nos assistindo de alguma maneira. O vínculo cachorro-ser humano começa com alimento mas eventualmente evolui numa relação mais simbiótica de trabalho. As pessoas também necessitam de um próposito para serem felizes.

4. Ajuda se você estiver bonitinho e bem cuidado. Ninguém gosta de um cão sarnento e fedorento. Bonitinhos e bem cuidados, cachorros são adotados e alimentados. O mesmo acontece no ambiente de trabalho. Atitudes podem falar mais alto do que palavras, mas até que eles comecem a julgar o seu comportamento, o que pode demorar um pouco, as pessoas vão inevitavelmente confiar nas suas impressões iniciais. Goste ou não, sua aparência e o que você veste fazem uma grande diferença no trabalho.

5. Boas maneiras são um fator chave. Não é uma analogia perfeita, eu sei, mas caso não perceba, as coisas que você aprende na vida tem um tremendo impacto na sua carreira e são fundamentais para o seu sucesso no mundo dos negócios. Ética e a forma como você responde às figuras de autoridade são apenas dois exemplos.

6. Balance o rabo quando precisar ou quiser algo. Se você pensa que os cães balançam o rabo quando estão felizes, não é o único. Na verdade, os cachorros balançam o rabo quando querem algo. É sua forma de comunicar uma necessidade e de fazer com que você se mexa. Esse tipo de franqueza se encaixa bem no ambiente de trabalho. Se comunicar suas necessidades e metas profissionais ao gestor, terá melhores chances de efetivamente alcançá-las.

7. Tenha uma atitude positiva. Os cachorros são otimistas. Todo o dia que eles acordam e são alimentados é um dia feliz. Imagine se as pessoas fossem assim… Ninguém gosta de ouvir isso, mas se o seu trabalho é uma droga, há uma boa probabilidade (diria que acima da média) que o problema seja você. Aqueles que produzem todas as queixas e lamúrias são os que dão ao resto de nós muito do que reclamar. Falo sério.

8. Obedeça seu mestre e será alimentado. Não gosto de como isso soa tanto quanto você. Isso é porque ninguém gosta de ser controlado e todo mundo gosta de saber que tem escolhas. Bem, a boa notícia é que você efetivamente tem escolhas quanto ao local em que trabalha e quanto ao que faz para viver, mas é bom ressaltar que você estará bem melhor se fizer um bom trabalho enquanto estiver onde está. Se não gosta da maneira como as coisas são, siga o seu caminho. É assim que nascem os empreendedores.

9. Se correr atrás do rabo, as pessoas rirão de você. A maioria das pessoas passa as suas vidas correndo atrás dos seus respectivos rabos. É verdade. Elas não estabelecem metas razoáveis nem investem tempo em planejar como chegar lá. Como resultado, falham na execução. Veja, é um processo simples que toda organização precisa para ser bem sucedida: definir metas, planejar, executar. Na verdade, o problema com esta metáfora é que, com pessoas, não é nada engraçado assistir. É triste.

pablo10. Se morder, ficará numa situação difícil. Pois é, eu sei que um monte de executivos praticam bullying e que chefes tendem a agir como crianças tanto quanto subalternos. Mas se você acha que existe uma maneira fácil de viver e trabalhar, está enganado. É estressante e muitas vezes doloroso. E tudo isso pode não acabar bem se não souber como lidar com os dilemas e paradoxos do universo corporativo.Tente portanto manter a carga emocional fora do trabalho.

Para desenvolver habilidades que o ajudem a transitar mais facilmente pelos labirintos corporativos e ser mais feliz, conte comigo.

Pablo Aversa

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“Os Croods” vivem dilema organizacional moderno

Março 30, 2013

CroodsLevei a minha filha para ver “Os Croods” e, enquanto ela se divertia comendo pipoca e absorvia o desenrolar do belo desenho pré-histórico, aproveitei para fazer algumas analogias.

O personagem Grug é um cara muito preocupado com os perigos que os demais correm. Para ele, o melhor jeito de sobreviver é não sair da caverna e fazer sempre as mesmas coisas. “O novo é ruim”, diz. “Nunca percam o medo”: esta parece ser a fórmula que permitiu com que ele superasse os desafios de sua geração. Outros que não seguiram seu lema, acabaram dizimados…

No entanto, Eep, a adolescente primogênita de Grug, pensa diferente. Ela teoriza que precisamos conhecer coisas novas. Para isso, devemos ter a coragem de sair de casa e de andar pelo mundo.

Esse conflito acontece em muitas organizações de hoje. Mas, no fundo, é algo bem antigo. Lembra até o “mito da caverna” de Platão. Ou seja: alguns dos integrantes da família de “Os Croods” poderiam trabalhar numa empresa da atualidade. Daria na mesma. Mas, para a história ficar mais divertida e aventureira, os personagens vivem no tempo das cavernas.

É uma pré-história inventada, com animais que não existiram e uma grande ameaça: o planeta está mudando, “engolindo” terras mais baixas. Apenas quem chegar aos lugares mais altos sobreviverá.

A sorte da família Crood é que Eep, em uma de suas fugas, conhece outro integrante da sua geração, Guy. Ele sabe das coisas e representa a teoria da Eep na prática. Com a ajuda de Guy, os Croods saem da caverna e descobrem que ter medo do novo é, na verdade, ter medo de viver.

Fotos: Marie HippenmeyerE você? Que legado está deixando na sua empresa? “Sobreviver com Medo do Novo”  ou “Viver, Inspirar e Inovar”?

Conte comigo,

Pablo

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10 Duras Dicas para uma Nova Geração de Líderes

Março 13, 2013

Este pode ser um admirável mundo novo, mas o aprendizado proveniente das cicatrizes ainda funciona. Tome nota e aprimore sua liderança.

se soubesseVocê ouve esse tipo de coisa o tempo todo: pessoas se lamentando sobre a sabedoria que parece chegar tarde em suas vidas, ou pelo menos, mais tarde do que gostariam.

Essa talentosa geração atual certamente tem suas oportunidades e seus desafios. Tendo crescido nesse ambiente altamente tecnológico, provavelmente estão mais preparados para prosperar neste magnifico recém-conectado mundo novo. E eu particularmente considero que esta revolução digital apenas se está se iniciando…

Por outro lado, o globo está no meio de uma intensa agitação econômica e cultural. Talvez isso não tenha nada de novo, mas não deixa de ser incrivelmente desafiador. Há tanta informação, tantas escolhas, tantas distrações, que só isso já apresenta um nível de complexidade com o qual  geração alguma jamais lidou anteriormente.

Dito isso, tenho a leve impressão que a sabedoria oriunda do mundo real se aplica a qualquer um, não importa a geração a qual você pertence. Ao menos, essa é a minha teoria. Segue então 10 lições que absorvi e que considero que podem ser de grande valia para a atual geração de líderes empresariais:

Se você quer conquistar coisas formidáveis, tem que fazer um trabalho formidável. Se sua meta é apenas curtir a vida, você provavelmente pode fazer isso sem muito esforço. Mas se quer conquistar algumas coisas notáveis, que darão sentido à sua vida, precisa então realizar um trabalho notável. Você só tira da vida o que você põe nela.

Assuma grandes riscos. Role o dado. Mergulhe na parte mais fundo da piscina. Parta para o tudo ou nada. Seja destemido. O êxito nos negócios e na sua carreira está diretamente relacionado com sua disposição em encarar seus medos e se arriscar. Essa simples, mas poderosa verdade, é provavelmente o conselho mais importante que alguém pode lhe oferecer.

Sempre busque ampliar sua experiência. Talvez a melhor decisão que tomei foi dedicar a primeira década da minha carreira a grandes companhias que me treinaram e me lapidaram, e que abriram meus olhos em relação a disciplinas, mercados e oportunidades. Acredito piamente que isso alavancou minhas chances de sucesso imensamente.

A vida é uma longa maratona, não uma corrida de curta distância. Existe um fator tempo inerente a toda meta, estratégia e realização. Quanto maior é o objetivo, quanto mais ousada é a estratégia, quanto mais gratificante é a conquista, de um modo em geral, mais tempo vai levar. Isso contraria nossa cultura de “déficit de atenção” e nossa crescente dependência em “gratificações instântaneas”. Você precisa lutar contra a escravidão do tempo real para alcançar sólidos resultados de longo prazo.

Há um certo equilíbrio na equação da vida. Na escola você aprende que há significativa simetria no mundo. Toda força tem uma reação equivalente e oposta. Equações químicas devem equilibrar-se. Oferta e demanda estão intimamente relacionadas… A vida não é diferente. Está cheia de permutas e relações de causa & efeito. Você nunca vai obter algo de graça. Tudo tem um preço. Primeiro faça sua lição de casa, então sim você é recompensado. Você dá, aí você recebe. Essas equações vão aparecer ao longo de sua carreira, da sua vida, no mundo corporativo, em todo lugar.

Você provavelmente se leva muito a sério. As crianças têm egos enormes. Elas acham que tudo gira em torno delas. Essa visão de mundo auto-centrada é essencial para sobreviverem. Mas, na idade adulta, isso pode ser um obstáculo real. Maturidade está relacionada com nossa capacidade de desenvolver empatia pelos demais, de entender as necessidades e desejos deles, aquilo que os impulsiona e os motiva. E é também  fundamental para negociações efetivas e relações de trabalho.

Não alimente hipóteses auto-limitantes baseadas em experiências escassas. Quando você é jovem, existe a tentação de ser obstinado, de tomar decisões radicais baseadas em dados limitados. Por exemplo, é popular nos dias de hoje idealizar a capacidade de empreender, mas isso não é para todos. Mantenha seu leque de possibilidades aberto. Sempre.

Não misture liberdade com direito. Você realmente tem direito a muito pouco na vida, mas provavelmente deve ser o suficiente. Por outro lado, você é livre para correr atrás do que quer. O resultado depende somente de você. Sua felixidade e seu sucesso está em suas mãos – somentente nelas.

Sucesso real considera relacionamentos reais num mundo real. A internet definitivamente nivelou o campo de negócios. E as rede sociais passaram a permitir que você se conecte praticamente com qualquer um. Como resultado, você pode acabar dedicando um tempo e uma energia insana tentando gerar seguidores para o seu twitter a partir do computador em sua casa. Mas se você tem aspirações mais altas do que isso, vai precisar desenvolver relacionamentos reais com pessoas reais em tempo real.

Tenha fé que as coisas vão dar certo para você. Steve Jobs disse isso de maneira maravilhosa no seu discurso realizado em 2005 na Universidade de Stanford: “Você tem que confiar que os pontos, de alguma forma, vão se conectar lá na frente. Você tem que confiar em alguma coisa – seus instintos, seus destino, sua vida, seu karma, o que quer que seja. Esta forma de encarar as coisas nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida. A única maneira de fazer um trabalho fora-de-série é estar apaixonado pelo que faz. Se você ainda não encontrou sua paixão, continue procurando. Não se acomode.”

Só mais uma coisa: eu não gostaria de passar a impressão que, ao listar estas dicas, estou privando você de absorver estas lições no seu devido tempo. Se prefere assumir o risco de não levá-las em consideração, vá em frente e simplesmente delete este post. Conte comigo nesta decisão. Mas existe uma velha expressão que ainda se aplica em nossa moderna sociedade: “Prevenir é melhor do que remediar”. Os processo de coaching que tenho aplicado justamente promovem profundas reflexões e geram uma série de valiosos insights que neutralizam obstáculos e alavancam suas escolhas. Isso não tem preço. Afinal, sempre vale a pena lembrar que o tempo não volta.

Fotos: Marie HippenmeyerPablo

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