Archive for the ‘mudanças’ Category

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As 10 Melhores Resoluções para um Ano Novo + Positivo

Janeiro 3, 2013

2013As resoluções de Ano Novo predominam nas listas de prioridades a cada início do ano. O novo ano é um recomeço, portanto novas metas, novos planos, novos sonhos e novas direções alimentam nosso imaginário.

Por isso recomendo: não deixe de colocar por escrito suas resoluções para o Ano Novo. Você terá a oportunidade de reabastecer, revitalizar e renovar o seu espírito, aproveitando todas as possibilidades que se descortinam em 2013.

E se me permitir dar uma dica adicional, anote: se puder, dedique-se mais a si mesmo este ano. Isso não tem preço…

Mas vamos ao ponto principal deste post. Abaixo seguem 10 resoluções para aquelas pessoas que trabalham no mundo corporativo. Espero que elas o ajudem a fazer deste ano um ano fora-se-série!

Prometa que vai:

Fazer todo santo dia algo que realmente gosta muito (e que você faz como ninguém). No livro Primeiro Quebre Todas as Regras!, Marcus Buckingham e Curt Coffman da Gallup Organization descobriram essa questão crítica entrevistando 80.000 gerentes. Nestas entrevistas, eles resumiram o questionário focando-se  naquelas 12 questões que definem mais claramente ambientes de trabalho felizes, engajadores e produtivos.  Preste atenção nas 3 primeiras:

  1. Sei o que é esperado de mim no trabalho?
  2. Tenho o material e o equipamento que necessito para fazer o meu trabalho direito?
  3. No trabalho, tenho a oportunidade de fazer o que faço de melhor todo dia?

As pessoas que podiam responder afirmativamente estas perguntas estavam mais propensas a serem felizes e produtivas. Dito isto, só me resta dizer “Apaixone-se pelo seu trabalho! Faça todo dia algo que você faz como ninguém mais!”

Fazer todo santo dia algo só para você . Como gerente ou como profissional, você pode acabar fazendo coisas para os demais praticamente o tempo todo no seu horario de trabalho. Se ainda por cima tem uma familia que ocupa seu horário fora do trabalho, este risco é dobrado. Portanto, resolva dedicar todos os dias um tempo para si, seja ele para se exercitar, relaxar, refletir, fazer um jantar especial, tomar sorvete, escrever um artigo, jardinar, dar uma volta com o seu cachorro ou qualquer outra atividade que lhe dê prazer. Apenas se assegure que a atividade é diferente daquilo que já faz ao longo do dia. No final, pode ter certeza: você vai sentir a vida pulsando em suas veias!

Se dar crédito e tapinhas nas costas quando fizer por merecer. No estudo da Gallup (mencionado anteriormente), esta questão definiu os locais de trabalho mais produtivos. Pessoas que tinham recebido aprovação ou reconhecimento pelo seu trabalho nos últimos 7 dias eram mais felizes e produtivas que as demais.

Nesta era de funcionários mais independentes e controles gerenciais mais flexíveis, as possibilidade de uma interação frequente com o seu chefe é menor. Portanto, é importante um auto-reconhecimento pelos belos esforços realizados. Uma forma de fazer isso é manter um arquivo de notas positivas, cartas de agradecimento e mensagens sobre projetos exitosos. Eu costumava chamar o meu de “Coisas Legais”. Em suma: pare para curtir o seu sucesso a cada projeto ou iniciativa que você finalizar.

Batalhar para aprender algo novo todo santo dia. É fácil ficar preso nas mesmas coisas de sempre. Leia um artigo. Discuta uma nova abordagem com um colega. Pesquise na internet o que outras organizações estão fazendo… As oportunidades para aprender estão se muntiplicando todos os dias na era da informação. Agarre aquelas que mais chamarem a sua atenção.

Fazer contatos profissionais e, é claro,  networking. Procure colegas com os quais você perdeu contato. Se assegure de marcar pelo menos um encontro profissional todos os meses. Você vai se beneficiar das amizades e dos relacionamentos que desenvolver a partir de uma participação ativa. Não é o suficiente apenas se conectar. Você precisa participar para colher as recompensas de uma verdadeira rede colaborativa profissional.

Fotos: Marie HippenmeyerPara um 2013 mais positivo e para estar apto a transformar resoluções em realidade, conte comigo.

Pablo

P.S. 1 –  Quer ver as 5 seguintes?

P.S. 2 – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo

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E se o quanto você se conhece não for o suficiente para seguir tendo êxito?

Julho 3, 2012

conhece-teHá uma par de semanas escrevi um post intitulado “10 Dicas p/ a Insensibilidade Não Contaminar Sua Carreira“, no qual comentava que muitos dos executivos que me procuram chegam com um peso considerável nas costas pois haviam sido surpreendidos pelo resultado inesperado de uma avaliação 360º, onde profissionais e clientes ofereciam um feedback franco e direto. “Alguém anotou a placa?! Fui atropelado por um caminhão! O que exatamente aconteceu entre o antes e o depois desse feedback? Meu Deus, que crédito que devo dar ao conteúdo de uma avaliação 360 graus?”

Veja, existe uma grande possibilidade de que os demais não o enxerguem da maneira com você se vê. E aí pergunto: qual a perspectiva que mais importa? Resposta: a deles, é claro! E mais: se houver uma grande distância entre as duas, pode ser que esteja olhando para um obstáculo que está limitando os horizontes de sua carreira.

O que é particularmente cômico nesta questão, se não fosse trágico, é que o autoconhecimento, especialmente para executivos e líderes, é geralmente inversamente proporcional ao tamanho do ego. Em outras palavras, aqueles que necessitam ser mais conscientes raramente o são.  Este é mais um dos paradoxos da selva corporativa.

Veja o meu exemplo. Na minha carreira como executivo, sempre estive consciente do quão focado e duro eu era quando se tratava de tocar o negócio, mas não tinha a mínima idéia do quão intimidador e agressivo às vezes me tornava. Minha esposa costumava me dizer: “Pablo, não é o que você diz mas como você fala”. A questão é que quando a gente não tem noção do próprio comportamento, feedbacks sutis não funcionam, ou seja, o que é necessário, em bom português, é uma monumental porrada.

Isso dito, possivelmente não há nada mais revelador do que determinar  o quão consistente é sua auto-imagem vs. a maneira como os demais o enxergam. Se a diferença é pequena, siga em frente. Se não, você pode aumentar suas chances de sucesso na carreira – e, de lambuja, ter uma vida mais feliz – embarcando numa pequena jornada de autodescobrimento.

A escolha, naturalmente, é sua, e você não deve tomar a decisão de forma displicente. Dá medo, sem dúvida, mas sair da zona de conforto sempre provoca essa sensação. Afinal, nunca se sabe o que vai dar. Ainda assim, esse é um risco que vale a pena assumir. Palavra de quem já acumulou várias cicatrizes ao longo do caminho.

A boa notícia é que a iniciativa é relativamente fácil de executá-la. Tudo que você tem  que fazer é perguntar às pessoas certas as questões certas da maneira certa. Ou seja, solicite ao RH (ou a um Coach) a tal avaliação 360 graus, envolvendo seu chefe, subordinados, pares e mesmo clientes, e não se esqueça de garantir o anonimato das respostas fornecidas.

Pergunte sobre o seu comportamento no dia a dia e sob pressão. Questione sobre sua habilidade de se comunicar, de tomar decisões e como você pode ser mais efetivo. Indague o que você pode fazer para torná-los mais efetivos e alcançarem mais sucesso. Solicite que o descrevam, apontando pontos fortes e oportunidades, e que não diluam suas fraquezas, pois você quer um quadro fiel.

Agora a má notícia: se o resultado for inesperado, este é apenas o início. A parte mais díficil será compreender porque a sua auto-imagem não corresponde à realidade. É isso mesmo, meus amigos: a forma como os demais o vêem É a realidade. E logo após esse doloroso insight, a transformação passa a ser uma possibilidade. E com ela vem mais dor pela frente, mas aí sim trata-se de uma jornada e, portanto, recomendo: um passo de cada vez.

Isso vai ajudar sua carreira e sua vida? Com certeza! Mas somente se estiver disposto a ser 100% honesto consigo mesmo. E é justamente aí que o caminho da autoconsciência se inicia. Agora, onde ele vai terminar, isso só depende de você, do quão aberto está para novas possibilidades e do quão duro está disposto a dar.

Para estas e outras habilidades, conte comigo. Como costumo dizer: melhor do que você apenas assistir ao Brasil dar o seu melhor, é você também se tornar o melhor que pode ser.

Pablo

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Por Que os Programas de Liderança Ainda Não Me Tornaram um Líder Melhor?

Maio 10, 2011

Quando penso sobre a efetividade dos programas corporativos que objetivam o desenvolvimento da liderança, me vem à mente um artigo que li no New York Times do colunista David Brooks sobre a reforma da educação nos EUA. Ele observou que bilhões de dólares tem sido colocado em novos e impressionantes programas escolares, a maioria de efeitos duvidosos. Quando as escolas têm gerado resultados espetaculares é porque os estudantes se importam, os professores se importam e os pais se importam.

Em outras palavras, não se trata do quão elaborado é o programa e sim das pessoas envolvidas.

Pois é, e quando se traça um paralelo com os programas corporativos de liderança, iria além: não se trata da qualidade do programa, ou mesmo do coach, trata-se do protagonista, isto é, de VOCÊ.  A pergunta que faço é : o quão engajado você está para se tornar um líder melhor?

Alguns anos atrás Howard Morgan e Marshall Goldsmith estudaram oito empresas diferentes e 86.000 participantes, 11.000 dos quais eram líderes. Eles consideravam que as empresas geralmente mediam o sucesso dos programas de coaching executivo solicitando aos participantes que avaliassem o instrutor, o local e até mesmo o coffe break.  Então queriam agora estimar a satisfação pela quantidade de mudança duradoura que fora produzida, de acordo com os stakeholders, ou seja, com base nas pessoas que efetivamente trabalham com a liderança.

Nesse estudo, cada líder focava em uma a três áreas específicas de aprimoramento, recebia feedback via um processo 360 e então era requisitado a discutir o que ele aprendeu com seus colegas de trabalho. Também pediram aos colegas que avaliassem se essa pessoa se tornara um líder mais efetivo.

Vejam os resultados:

    • Quando o líder não realizava follow up algum, nada mudava. Quando as pessoas diziam “Meu colega participou desse programa, mas não me falou nada sobre ele”, podia-se antecipar que fora uma completa perda de tempo.
    • Com um pouco de follow up com os colegas, havia algum aprimoramento.
    • Com bastante follow up (consistentes e periódicos contatos com um colega) os resultados iam às alturas.

Em Suma. A bola é sua, não é do coach, não é do  livro, não é do programa. Se você está lendo um livro, ou assistindo palestras sobre liderança, mas não está efetivamente praticando o conteúdo acessado é como assistir o Arnold Schwarzenegger levantar pesos: VOCÊ NÃO VAI GANHAR MÚSCULOS. Esse é inclusive o motivo pelo qual a dupla citada anteriormente escreveu um artigo (baseado naquele estudo), cujo título é “Liderança é um Esporte de Contato“. Para se tornar um líder melhor, você tem que ter o desejo interno de mudar, colocar em prática o conhecimento que se acessa e – isto sim é chave – ter a humildade e a coragem de discutir o seu progresso com um colega noqual confia.

Sem dúvida o processo de coaching pode apoiá-lo, mas a alavanca para uma efetiva mudança é você e seu relacionamento com as pessoas ao seu redor.

Para esta e outras habilidades que queira levar à sério, conte comigo.

Pablo

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P.S.2 – À propósito, já teve uma boa experiência de coaching? O que fez a diferença para você nesse processo? Compartilhe AQUI com os demais.

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Como Se Livrar do Vício da Multi-Tarefa

Março 13, 2011

Multi-tarefa é uma epidemia. De acordo com uma recente pesquisa, estudantes universitários em salas de aula estão abrindo, em média, 65 novas telas – 62% das quais não tem qualquer relação com a aula ou o curso em que estão inseridos. Além disso, ao mesmo tempo estão enviando mensagens de texto e e-mails. 

Não surpreende, portanto, que os pesquisadores tenham encontrado uma relação inversa entre multi-tarefas e desempenho acadêmico. Aprender passa a levar mais tempo, envolve mais erros e pode significar que aquilo que é aprendido não fica retido por tanto tempo.

Obviamente os executivos ao redor do mundo se comportam da mesma forma, na esperança de que, com tantas coisas sendo realizadas ao mesmo tempo, sejam mais produtivos de alguma maneira.

No entanto, as evidências sugerem o contrário. Eis os motivos: 

  • Multi-tarefas é um mito urbano: Cientistas cognitivos já demonstraram que na realidade nunca realizamos multi-tarefas. Nós meramente alternamos tarefas (apesar que de forma muito rápida). E entre cada mudança existe efetivamente um ponto cego. Dados são deixados de lado, negligenciados ou subestimados. Esse também é o motivo pelo qual você não pode ao mesmo tempo dirigir com segurança e falar ou enviar mensagens via celular: sua capacidade intelectual fica pior do que se tivesse ingerido alcool acima do legalmente permitido. Computadores podem estar habilitados a realizar multi-tarefas, a mente, infelizmente, não.
  • Produtividade não é uma função de horas: Consideramos que, fazendo um grande negócio o tempo todo, de alguma forma conseguiremos fazer mais. Esse é o modelo de produtividade da revolução industrial: se você pode fazer 10 trecos em uma hora, pode fazer 100 em 10 horas, certo? Errado! Mesmo na produção, essa teoria não funciona porque você se cansa e acaba comentendo erros. E quando falamos de processamento intelectual, isso fica mais evidente ainda. Na medida em que ficamos exaustos, perdemos a habilidade de discernir e discriminar. Podemos até prosseguir, mas a qualidade de nosso raciocinio declina consideravelmente. Trabalho criativo necessita de equilibrio entre foco e descanso. Este é o motivo pelo qual você pode achar que as suas melhores idéias aparecem quando está dirigindo de volta para casa.

Quebrando o ciclo

É duro quebrar nossos hábitos com relação à multi-tarefa. E mais ainda se tiver um chefe que adora realizar multi-tarefas e que considera que qualquer um que não trabalha dessa forma é um baita preguiçoso. Tem alguma forma de escapar desta situação? Sim. O argumento mais importante para ser vitorioso sobre esta questão é a produtividade.

  1. Se assegure que você é avaliado pelo resultado, não pelas horas. Se for recompensado pela qualidade do trabalho que gera, aí você pode razoavelmente argumentar que a maneira com a qual faz com que o trabalho seja feito é problema seu.
  2. Estabeleça o padrão nas reuniões sob sua responsabilidade: Não utilize o seu BlackBerry. Você vai acabar percebendo que as reuniões podem ser mais curtas se solicitar a todos que não tragam seus celulares.
  3. Não queira evangelizar os demais, mesmo depois de perceber o novo beneficio da mono-tarefa. No final das contas, todos aqueles viciados em multi-tarefas terão que encontrar sua própria forma de se livrar do hábito.

E você? Já se livrou de seu vício em multi-tarefas? Como é que fez isso? Compartilhe nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo

Leitura Sugerida:

Por Que Realizar Multitarefas é Ineficiente & O Que Você Pode Fazer Que É BEM Melhor…

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Uma Mudança de Carreira Deveria Estar Nos Seus Planos?

Fevereiro 8, 2011
Na média, uma pessoa pode esperar mudar de carreira várias vezes ao longo de sua vida. Uma das razões para todas essas mudanças profissionais é que as pessoas geralmente não fazem escolhas 100% informadas. Enquanto que fazer uma escolha bem informado é uma boa maneira de ajudá-lo a se assegurar que  o caminho que você escolheu é o correto, por outro lado pode ter certeza que ela sozinha não vai garantir isso. Mesmo que você faça o bê-a-bá vocacional seguindo todas as etapas prescritas e  escolhendo a carreira certa para você, ela pode não se manter como sua melhor opção eternamente. Aqui seguem alguns motivos que justificam largar a sua carreira atual por uma nova.

Você Deve Considerar uma Mudança de Carreira Se…

  • Sua Vida Mudou: Quando você escolheu sua carreira sua vida podia ser diferente do que é hoje em dia. Por exemplo, você podia ser solteiro naquela época e agora tem familia. A agenda maluca ou as frequentes viagens que são típicas de sua carreira podem não se encaixar mais no seu novo estilo de vida. Você deve então procurar por uma ocupação que seja mais “condescendente” com a sua familia. 
  • As Perspectivas Profissionais No Seu Campo Pioraram: Os horizontes eram promisores para o seu campo quando entrou nele. Mas, devido a mudanças na tecnologia, na economia ou na indústria em que trabalha, as oportunidades de trabalho já não são mais atrativas. Você deve então procurar por uma ocupação que tenha melhores perspectivas. 
  • Você Está Experimentando “Job Burnout”: Houve um tempo em que você adorava ir trabalhar todos os dias. Mas você não mais se sente assim. Não aguenta mais fazer o seu trabalho e mudar de empregador não ajudou em nada. Pode ser que esteja na hora de encontrar uma carreira que te inspire. 
  • Seu Trabalho É Muito Estressante: Algumas funções são inerentemente estressantes. Depois de um tempo, o estress pode acabar sendo uma carga demasiadamente pesada de se carregar. Para preservar sua saúde mental e física, você pode ter que encontrar uma carreira que seja menos estressante. 
  • Você Acha O Seu Trabalho Chato: Quando fez sua pesquisa inicial, a ocupação que ao final escolheu tinha um monte de oportunidades de crescimento. Você atuou nesse campo, escalou a hierarquia tão alto quanto podia, e agora sente falta dos desafios que um dia você encarou. Uma mudança de carreira pode lhe oferecer o desafio que tanto anseia. 
  • Você Quer Ganhar Mais: Você pode ter se surprendido ao saber que dinheiro não está no topo da lista quando se fala em satisfação no trabalho. Portanto, não se surpreenda se uma carreira que vai lhe proporcionar maiores rendimentos não é exatamente aquela que você vai considerar particularmente gratificante. Esclarecida esta questão, se outros motivos estão levando você a considerar uma mudança de carreira, certamente rendimentos mais altos deve ser algo a ser levado em conta ao escolher uma nova carreira.

Agora Responda Nos Comentários Abaixo: Eu Sabia Que Era Hora de Mudar de Carreira Quando…
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Ambiente Infeliz de Trabalho: Como Sobreviver?

Janeiro 20, 2010

Existem coisas que você pode tentar mudar em relação à sua abordagem no trabalho. Considere estas soluções para sobreviver e até – quem sabe? – evoluir num trabalho que está abaixo das suas expectativas:

1. Encare a realidade. Lembre-se que durante uma recessão, ou mesmo num período de lenta recuperação, pessoas de todos os níveis vivenciam a dor que o cenário econômico provoca. Tal clima torna mais difícil largar um trabalho, mas também isso não quer dizer que você precise se sentir preso. O melhor é aceitar o fato de que esse trabalho definitivamente não é onde você gostaria de estar (mesmo que não possa fazer uma mudança hoje). Mas comece a dar passos para mudar as coisas. Diga a si mesmo: “Aqui é onde estou e é onde vou ficar durante algum  tempo”. Você tem mais controle sobre a forma como pensa do que imagina. Entenda o que está sentindo e que, se aparecer no trabalho irritado, isso vai afetar o seu desempenho.

2. Desenvolva um plano. Seja proativo. Discuta suas idéias com amigos que você confia e com a própria familia. Se há algo que gostaria de mudar, avalie se seu chefe  é acessível e, se for, qual seria a melhor tática para abordá-lo. Se você tem sugestões, discuta como elas poderiam melhorar seu desempenho (entre outras coisas). Talvez a área de RH possa também ajudar de alguma forma, desde apoiá-lo a encontrar uma outra posição dentro da empresa (no qual seu perfil se encaixe melhor), até assisti-lo em melhor equilibrar trabalho / vida pessoal.

Você poderia também tentar aprender uma nova habilidade. No mínimo, isso vai ajudá-lo numa nova oportunidade de trabalho. Tal iniciativa também pode fortalecer sua auto-confiança e levá-lo inclusive para novas possibilidades dentro do seu trabalho atual.

Finalmente, considere realizar-se fora do seu trabalho. Ter um ou dois interesses externos vão lhe permitir  uma válvula de escape e uma boa atividade pela qual aguardar ansiosamente.

3. Encontre (ou enfatize) o lado positivo. Faça uma lista dos pontos positivos do seu trabalho. Você pode estar contente pelo plano de saúde e outros benefícios que possue. Pode gostar dos seus colegas ou do fato de não precisar de muito tempo para chegar lá. Talvez conte com uma academia de ginástica fora-de-série no local, ou curta a oportunidade de viajar constantemente ou o programa de coaching que a empresa lhe oferece para alavancar sua carreira. Listar o que gosta à respeito do seu trabalho vai ajudá-lo a alterar sua percepção e evitar que se sinta sem saída. Se você não se conscientizar, a situação vai comprometer seu desempenho, enfraquecer ainda mais a sua satisfação e  fazer com que o tempo lá dentro seja um sacrifício.

Princípios Para Não Esquecer

Insira na sua agenda:

  • Tenha claro o que você pode mudar e o que não pode.
  • Assuma responsabilidade nas mudanças.
  • Foque em fazer do limão uma limonada.

Cancele na sua agenda:

  • Partir do pressuposto que nada vai mudar.
  • Permitir que pensamentos negativos tomem conta de você.
  • Trilhar este caminho sozinho.

Conte comigo,

Pablo

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Como sobreviver num ambiente de trabalho infeliz

Janeiro 19, 2010

Quando você não gosta da empresa em que trabalha, ir para lá todos os dias pode ser um baita desafio.  Pode ser que você tenha  problemas com um gerente “ruinzinho”, com o qual constantemente se sente a ponto de explodir, ou pode ser que esteja ressentido com fato de se sentir estagnado no departamento em que trabalha, ou pode ainda ser que o ambiente geral que você frequenta seja simplesmente tóxico demais… Por outro lado, você pode precisar ficar na empresa por causa do plano de saúde que ela oferece, ou talvez você só esteja aí enquanto procura uma outra oportunidade. Qualquer que seja suas razões para se sentir infeliz, você precisa manter o seu profissionalismo e se manter atento para que uma atitude inadequada não o prejudique.

O que os Especialistas Falam

Timothy Butler, autor do livro Getting Unstuck: How Dead Ends Become New Paths, acredita que há algo de elementar sob a afirmação “Me sinto infeliz no trabalho”. Ele diz que para entender a sua infelicidade, você precisa voltar-se para esse sentimento, ir a fundo nele e não tentar resolver a questão rápido demais. Butler sugere que se observe o sentimento sem esperar coisa alguma. Você pode acabar no limite pensando no que vem a seguir. “A natureza existêncial da infelicidade funciona como um alarme de cabeceira,”  diz. “Existe algo dentro de si que não está sendo ouvido – que quer a sua atenção – e essa é a questão-chave.”

Da mesma forma Joe Mosca, especialista em gestão de recursos humanos e comportamento organizacional, concorda que olhar para dentro é o primeiro passo. “Isso pode ser difícil de ouvir para algumas pessoas,” ele reflete. Afinal, enquanto é verdade que algumas vezes as pessoas não combinam com seus trabalhos, é grande a probabilidade dos  funcionários racionalizarem  sua insatisfação no trabalho ao invés de considerar que podem fazer parte do problema. Por outro lado, a boa noticia é que se você é parte do problema, você também pode ser parte da solução.

Tammy Erickson, autora de Plugged In: The Generation Y Guide to Thriving at Work, aconselha que se está se sentindo infeliz, avalie se pode incrementar seu nível de contribuição dentro da empresa ou encontrar uma forma de ser mais criativo em relação ao seu trabalho atual. Ela costumava desempenhar uma função bastante maçante  numa oficina de encadernação de livros, mas evitava tornar-se negativa em relação ao trabalho procurando formas de que ele  não fosse tão chato. Ericksson estava interessada no processo e procurava completar as tarefas numa ordem diferente, o que permitia que o trabalho fosse mais rápido, mais fácil e menos monótono. “Nenhum trabalho é enfadonho se você  pode pensar em como desempenhá-lo de forma diferente”, ela diz.

Isso não quer dizer que funcionários que se sentem infelizes não têm reclamações válidas. Ainda assim,  uma coisa que você definitivamente não quer é perder o controle sobre os seus sentimentos no trabalho.

Sinais que Indicam que Você Precisa Tomar uma Atitude

Talvez você já tenha ouvido sobre alguém que estava se sentindo tão  infeliz que de repente largou tudo ou que explodiu perante o chefe. Perder o controle no trabalho não ajuda em nada e pode ter sérias repercussões, tanto no seu trabalho atual quanto no futuro – afinal você nunca sabe se um dia vai trabalhar novamente com algum dos seus atuais colegas.

As indicações de que precisa lidar com suas emoções podem ser tanto fisicas quanto emocionais. Elas incluem sentir-se distraido,  preguiçoso, zangado ou irritado, não dormir bem ou dormir excessivamente, fiar-se no álcool ou na comida para se confortar ou ainda afastar-se dos amigos ou de determinadas atividades. Isso tudo pode encobrir um estado de depressão ou ansiedade, o que você não deve ignorar.

Se você percebe que não há saída, uma opção é procurar apoio. Quem sabe obter conselhos com bons amigos, contar com a experiência de um mentor ou mesmo se submeter a um processo de reflexão e auto-conhecimento via um coach não é uma boa idéia?

No proximo post, vamos compartilhar coisas que você pode tentar para mudar sua abordagem em relação ao seu  trabalho, permitindo que você sobreviva e até mesmo cresça num ambiente que não é o ideal.

Conte comigo,

Pablo

P.S. – Gostou? Para me seguir no Facebook, acesse https://www.facebook.com/coachingexecutivo