Archive for the ‘resiliência’ Category

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Você sabe se relacionar com seus pares?

Janeiro 15, 2019

Eventualmente, num processo ou outro de coaching executivo, surge a questão do relacionamento com pares. A verdade é que eficazes relações laterais estão entre as mais difíceis de construir nas organizações. Existe no trabalho uma forte mentalidade “não foi criada aqui”  entre unidades, negócios, funções e regiões geográficas. Existe uma competitividade natural entre grupos. Sistemas de pagamentos e recompensas  muitas vezes jogam um grupo contra o outro. Se um grupo obtém mais, o outro tem que receber menos. Uma equipe tem prazer em derrotar a outra. Um monte de confusos problemas políticos surgem em “disputas territoriais”. Nas avaliações de feedback 360°, grande parte das pessoas recebem dos seus pares as pontuações mais baixas em virtude da falta de habilidade em cooperar. Geralmente esses problemas são o resultado da falta de consenso, da incapacidade em entender o que o outro quer e necessita, de não compreender a natureza da relação e por aí vai. Existe um significativo retorno sobre investimento para a organização se as relações laterais estão funcionando.  Elas proporcionam uma utilização mais eficiente do tempo e dos recursos, além de amplificar a troca de ideias e talentos entre as partes. Quando isso não ocorre, infelizmente há recursos desperdiçados  e subaproveitados. Pode apostar.

 

E o que podemos trazer à tona para mitigar este cenário? Vejamos as 10 dicas a seguir que podem trazer insights valiosos para quem enfrenta dificuldades:

 

1 – Seja um influenciador. Sempre.  Pares geralmente não tem poder um sobre o outro. Isso significa que habilidades de influencia, compreensão e negociação são moedas correntes a utilizar. Não apenas solicite coisas: encontre áreas de consenso onde você pode proporcionar apoio. O que os pares que você está contatando necessitam? Você realmente sabe como eles enxergam a questão? Será que ela é realmente importante para eles?  Como é que aquilo em que você está trabalhando os afeta? Se os afeta negativamente, dá para oferecer algo em troca? Apelar para o quão benéfico será para todos? Ou ainda imaginar uma forma de minimizar o impacto sobre eles (uma equipe de apoio voluntária, por exemplo)? Avance sobre o relacionamento com pares com uma mentalidade de troca.

 

2 – Preste atenção como seu estilo pessoal é percebido. Sempre. Muitas vezes um estilo pessoal negativo gera ruído num relacionamento efetivo entre pares. Os resultados divergem em função da impressão deixada. Aqueles que deixam impressões positivas conseguem mais coisas dos pares do que aqueles que deixam impressões frias, insensíveis e/ou impessoais.

 

3 – Avalie seus pares. Sempre. Você realmente compreende os pares com os quais precisa lidar? Quais querem realmente ajudar? Quem vai se colocar no caminho?  O que eles realmente querem? Que preço cobrarão para apoiá-lo?

 

4 – Aprenda a transitar pelos complexos labirintos organizacionais. Sempre. Como consegue que as coisas sejam feitas lateralmente? Quem são os que tem poder de influencia dentro da organização? Como conseguem que as coisas sejam feitas? Com que eles contam para acelerar as coisas dentro do labirinto? Quem são os guardiões que controlam o fluxo de recursos, dados e decisões? Quem são os que guiam e apoiam? Passe a conhecê-los melhor. Quem são os criam resistências e obstáculos? Tente evitá-los ou ao menos contorná-los.

 

5 – Seja mais colaborativo. Sempre. Se os pares o enxergam como excessivamente competitivo, vão cortá-lo do circulo de confiança e podem inclusive sabotá-lo nas tuas tentativas de atravessar as “fronteiras”. Para ser visto como mais cooperativo, decifre o seu raciocínio e convide o outro a explicar o dele.  Gere um leque de alternativas primeiro ao invés de se aferrar em posições. Seja flexível, oferecendo espaço para customizar o cenário. Foco em metas, prioridades e problemas comuns.  Convide os demais a criticarem suas ideias.

 

6 – Mantenha os conflitos tão pequenos e concretos quanto possível. Sempre. Separe as pessoas dos problemas. Não leve para o lado pessoal. Não passe a impressão que está tentando dominar ou empurrar goela abaixo. Sem concordar ou discordar, experimente a forma dele ver a questão. Consegue enxergar seu ponto de vista? Quando o par desabafar, não reaja. Volte-se para os fatos e os problemas,  ficando longe de conflitos pessoais.  Permita que o outro tenha uma saída honrosa: ofereça pequenas concessões (ou seja, não tente um gol de placa toda hora). Quando o par se posicionar de forma rígida, não o rejeite. Pergunte porque – quais os princípios que estão por detrás dessa posição, como saber que é justo, qual é a teoria que sustenta o caso, inclusive infira o que aconteceria se a posição fosse aceita.

 

7 – Saiba a diferença sobre ser um competidor salutar e outro insalubre. Sempre. Separe o trabalho sinérgico com um par de um relacionamento pessoal, de concorrência, da competição por incentivos, da demonstração de superioridade, do não-fui-eu-que-criei, do orgulho e do ego. Atuar de forma colaborativa com um par no longo prazo, além de ajudar a todos, faz um baita sentido para a organização e alavanca a capacidade de fazer grandes coisas. Geralmente o recurso menos utilizado dentro das empresas é justamente a troca lateral de informações e recursos.

 

8 – Evite contar para os demais se um par não joga limpo. Sempre. Isso frequentemente tem um efeito bumerangue. O que vai, volta. Confronte o par diretamente, educadamente e entre quatro paredes. Descreva a injusta situação, detalhando o impacto sobre você. Não culpe. Dê ao par a chance de se explicar, fazer perguntas, abrindo inclusive espaço para que ele eventualmente livre a cara: veja, o importante é resolver a questão. Mesmo que você não compre integralmente o que foi dito, é melhor resolver o problema do que ganhar a discussão.

 

9 – Monitore a si mesmo nas situações difíceis com os pares. Sempre.  Qual é a primeira coisa que você pensa? Com que frequência você confronta ao invés de oferecer um gesto  inclusivo? Que proporção dos seus comentários foca nos relacionamentos ao invés da questão a ser resolvida?  Ensaie mentalmente o pior cenário possível no processo de lidar com pessoas difíceis. Antecipe o que a pessoa pode falar e tenha respostas prontas (de modo a não ser pego de surpresa).

 

10 –  Se certifique que há equilíbrio no seu processo de ganhar e perder. Sempre. Cuidado com ganhar concessões dos demais com demasiada frequência. Se você tem muitas vitorias, como ficam os perdedores? Você quer que saiam diminuídos ou quer que tenham o desejo de trabalhar novamente contigo? A melhor tática é balancear ganhos e perdas. Se assegure que seja conhecido na empresa como alguém que está sempre pronto para ajudar e colaborar, e ai os favores serão retribuídos.

 

Para esta e outras habilidades, conte comigo (www.room4d.com.br)

Pablo

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Você se conhece DE FATO?

Março 20, 2017

size_810_16_9_homem-surpresoHá um tempo atrás escrevi um post intitulado “10 Dicas p/ a Insensibilidade Não Contaminar Sua Carreira“, no qual comentava que muitos dos executivos que me procuram chegam com um peso considerável nas costas pois haviam sido surpreendidos pelo resultado inesperado de uma avaliação 360º, onde profissionais e clientes ofereciam um feedback franco e direto. “Alguém anotou a placa?! Fui atropelado por um caminhão! O que exatamente aconteceu entre o antes e o depois desse feedback? Meu Deus, que crédito devo dar ao conteúdo de uma avaliação 360 graus?”

Veja, existe uma grande possibilidade de que os demais não o enxerguem da maneira com você se vê. E aí pergunto: qual a perspectiva que mais importa? Resposta: a deles, é claro! E mais: se houver uma grande distância entre as duas, pode ser que esteja olhando para um obstáculo que está limitando os horizontes de sua carreira.

O que é particularmente cômico nesta questão, se não fosse trágico, é que o autoconhecimento, especialmente para executivos e líderes, é em geral inversamente proporcional ao tamanho do ego. Em outras palavras, aqueles que necessitam ser mais conscientes raramente o são. Este é mais um dos paradoxos da selva corporativa.

Veja o meu exemplo. Na minha carreira como executivo, sempre estive consciente do quão focado e duro eu era quando se tratava de tocar o negócio, mas não tinha a mínima idéia do quão intimidador e agressivo às vezes me tornava. Minha esposa costumava me dizer: “Pablo, não é o que você diz mas como você fala”. A questão é que quando a gente não tem noção do próprio comportamento, feedbacks sutis não funcionam, ou seja, o que é necessário, em bom português, é um bom balde de água fria.

Isso dito, possivelmente não há nada mais revelador do que determinar o quão consistente é sua auto-imagem vs. a maneira como os demais o enxergam. Se a diferença é pequena, siga em frente. Se não for, aumente suas chances de sucesso na carreira – e, de lambuja, ter uma vida mais feliz – embarcando numa pequena jornada de autodescobrimento.

A escolha, naturalmente, é sua, e você não deve tomar a decisão de forma displicente. Dá medo, sem dúvida, mas sair da zona de conforto sempre provoca essa sensação. Afinal, nunca se sabe o que vai dar. Ainda assim, esse é um risco que vale a pena assumir. É profundamente libertador o resultado final. Palavra de quem já acumulou várias cicatrizes ao longo desses caminhos.

A boa notícia é que a iniciativa é relativamente fácil de executá-la. Tudo o que tem que fazer é perguntar às pessoas certas as questões certas da maneira certa. Ou seja, solicite ao RH (ou a um Coach) a tal avaliação 360 graus, envolvendo seu chefe, subordinados, pares e mesmo clientes (e não se esqueça de garantir o anonimato das respostas fornecidas).

Pergunte sobre o seu comportamento no dia a dia e sob pressão. Questione sobre sua habilidade de se comunicar, de tomar decisões e como você pode ser mais efetivo. Indague o que você pode fazer para torná-los mais efetivos e alcançarem mais sucesso. Solicite que o descrevam, apontando pontos fortes e oportunidades, e que não diluam suas fraquezas, pois você quer um quadro fiel.

Agora a má notícia: se o resultado for inesperado, este é apenas o início. A parte mais difícil será compreender porque a sua auto-imagem não corresponde à realidade. É isso mesmo, meus amigos: a forma como os demais o vêem É a realidade. E logo após esse doloroso insight, a transformação passa a ser uma possibilidade real. E com ela vem mais dor pela frente, mas aí sim trata-se de uma maratona e, portanto, recomendo: um passo de cada vez.

pabloIsso vai ajudar sua carreira e sua vida? Com certeza! Mas somente se estiver disposto a ser 100% honesto consigo mesmo. E é justamente aí que o caminho da autoconsciência se inicia. Agora, onde ele vai terminar, isso só depende de você, do quão aberto está para novas possibilidades e do quão duro está disposto a dar.

Para estas e outras descobertas, conte comigo.

Pablo

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Você tem a coragem gerencial necessária para lidar com o que não está certo na sua empresa?

Maio 31, 2013

onda giganteDizer o que precisa ser dito, no momento certo, para a pessoa certa e da maneira certa é o que denomina-se  coragem gerencial. Veja, numa organização todos veem, todos observam, todos ficam sabendo, todos ouvem coisas que, no final das contas, um outro alguém deveria escutar. Pois é, e na maioria das vezes não é algo positivo. Algo deu errado. Algo está sendo encoberto ou escondido. Algo não está sendo feito corretamente. Alguém não está tendo um bom desempenho. Alguém está no caminho errado… e por aí vai. E nesse contexto, algumas pessoas se manifestam e, como todos nós sabemos, talvez acabem sofrendo pressão. Mas uma coisa é inegável: elas tem coragem gerencial. Outras pessoas ficam caladas. Estas não tem essa coragem.

Levando este cenário comum em consideração, gostaria de compartilhar 10 dicas que podem não só ajudá-lo a refletir no assunto, mas também a fortalecer essa competência que, quando ausente, compromete o futuro das organizações. Veja a seguir:

  1. Vá além dos rumores. É melhor estar certo ao apresentar dados negativos, seja sobre uma outra pessoa ou seja sobre uma unidade, processo ou erro de uma outra pessoa. Cuidado com os boatos e as fofocas. É melhor ter contato direto com os envolvidos e, se possível, verifique a questão com outras fontes (desde que isso não as prejudique). Pense em todas as outras alternativas factíveis, além da sua interpretação inicial. Verifique essas possibilidades. Trabalhe na sua mensagem, via um questionamento interno lógico, até poder declarar,  em poucas frases e claramente, qual é a sua posição e porque você se decidiu por ela. Quando você se sentir confiante ou, melhor ainda, souber que está certo, siga em frente.
  2. Envolva as pessoas certas. A regra básica é passar os dados sobre a situação para quem pode fazer o melhor uso dela. Limite o seu encaminhamento para uma única pessoa ou para o menor número possível de indivíduos. Considere a possibilidade de falar com a pessoa efetivamente envolvida e dê a ela a oportunidade de corrigir a questão (desde que não haja exposição a maiores riscos). Se isso não for possível, procure o próximo acima na hierarquia. Mas uma coisa é certa: não mande indiretas por meio de terceiros. Isso não é coragem gerencial.
  3. Faça com que você seja claramente entendido.  Seja sucinto. Sua capacidade de concentração fica ligeiramente limitada quando o feedback a ser dado é díficil. Portanto, não desperdice tempo com preâmbulos, principalmente se o caso for de feedback negativo. Veja, se esse é o cenário e o interlocutor possivelmente está a par, então siga em frente e seja direto. Afinal, ele não vai mesmo esperar nada de positivo daquilo que você tem a dizer. Não sobrecarregue a pessoa ou o grupo emocionalmente, mesmo se tiver muito a dizer. Vá dos pontos específicos para os gerais. Limite-se aos fatos. Não doure a pílula. Não utilize uma linguagem excessivamente sentimental ou provocadora. Não siga em frente para prejudicar ou com o intuito de se vingar. Também não siga em frente se estiver num estado de ira ou fúria. Se existem sentimentos dominando-o, não exponha os mesmos, espere até poder melhor compreendê-los. A coragem gerencial surge na busca pelo melhor resultado, e não em prol da destruição  dos demais. Fique calmo. Fique frio. Se os outros perderem a compostura, não responda. Apenas insista na sua verdade.
  4. Traga soluções à tona sempre que possível.  Ninguém gosta de críticos. Todos gostam daqueles que resolvem problemas. Ofereça às pessoas uma maneira de melhorar, não largue apenas os problemas em cima delas e vá embora. Diga aos demais o que você acha que seria melhor – enfatize diferentes possibilidades. Ajude os demais a ver as consequências – você pode perguntar o que eles acham e dizer quais são os efeitos sobre você, caso esteja envolvido pessoalmente (“eu pensaria duas vezes antes de trabalhar com você em X outra vez”).
  5. Preocupe-se com os demais, mas sem perder firmeza. Não se esqueça da necessária compaixão em qualquer que seja a situação – mesmo que você tenha toda a razão, as emoções podem se desenrolar com intensidade. Mesmo que precise ser crítico, ainda assim pode estabelecer empatia com os demais ou ajudar mais tarde no encorajamento, quando a discussão ficar mais amena. Pratique mentalmente o que de pior pode acontecer. Antecipe o que a pessoa pode dizer e tenha respostas prontas  para não ser pego de surpresa.
  6. Não improvise, escolha o local e a hora mais apropriados. As organizações são um complexo labirinto, cheio de “distritos eleitorais”, disputas e rivalidades, envolvendo fortes egos, personalidades sensíveis e os famosos protetores de “impérios”. Para piorar, são compostas por PESSOAS, o que as torna ainda mais complicadas. Aqui, habilidade política significa saber passar pelo labirinto mensagens negativas, fazendo o menor ruído possível e com a maior eficácia possível. É necessário ser corajoso e cuidadoso ao mesmo tempo. Entregue as mensagens sempre em particular. Avise a pessoa sobre o que você quer conversar: “Estou preocupado como a maneira como X está sendo tratado e queria conversar com você à respeito”. Avalie as considerações políticas, mas não fique preso a elas. Escolha o momento certo. Um ambiente relaxado. Com tempo suficiente. Não tente resumir a conversa num elevador e, se for possível, deixe a pessoa escolher o horário e o local.
  7. Entre no palco e fique sob os holofotes. Não é da sua conta? Sai pela tangente para evitar situações que demandam coragem gerencial? Por que? O que o está incomodando? Você está propenso a desistir diante de situações difíceis? Fica com medo de se expor? Não gosta de confitos? Ou o quê? Pergunte a si mesmo: qual é o lado negativo de dar uma mensagem que você acha que é certa, e que eventualmente ajudará a organização, mas que poderá no curto prazo causar dor a alguém? Reflita sobre a sua resposta e lide com os seus medos: E se acabar se verificando que você estava errado? Considere qualquer mal entendido como uma oportunidade para aprender. E se a pessoa ou o grupo almejado fosse você? Mesmo que doesse, não seria bom que alguem chamasse a sua atenção a tempo de corrigir um problema, evitando assim danos significativos? O que você pensaria, se descobrisse mais tarde, que uma pessoa sabia o que estava acontecendo e não lhe disse nada, e você teve que gastar muito tempo e usar muita política para consertar o problema? Siga suas convicções. Siga os devidos processos. Mostre que está à altura dos desafios e assuma responsabilidades, independentemente do fato de ganhar ou perder. As pessoas construirão uma imagem cada vez melhor ao seu respeito com o passar do tempo. E isso não tem preço.
  8. Foque o comportamento, não o indivíduo. Se você está envolvido pessoalmente e precisa passar uma clara mensagem a alguém que não atendeu suas expectativas, limite-se aos fatos e às consequências para você. Separe o evento da pessoa. Não há problema algum em ficar chateado com o comportamento e nem tanto com a pessoa, a menos que a transgressão seja repetitiva. Afinal, na maioria das vezes, ela não aceitará a mensagem de primeira. “Não estou contente com a maneira como apresentou minha posição durante a reunião”. Muitas pessoas ficam na defensiva. Não tente dar uma solução para o problema em todas as possíveis situações. Basta insistir na mensagem o suficiente até ter certeza que ela a compreendeu. Dê um tempo para a pessoa digeri-la. Seja realista e não espere aceitação instantânea. Não espere que a pessoa lhe agradeça. Apenas passe a mensagem de forma clara e firme, sem ameaçar.
  9. Se necessário, escale a hierarquia. As vezes a seriedade da situação exige uma ação mais drástica. Lembre-se de que está fazendo isso pelo bem coletivo da organização e que não está em jogo tirar vantagens pessoais ou buscar vingança. Prepare-se para ir até o fim, mesmo que isso o coloque contra um colega ou mesmo um superior. Se sua mensagem inicial foi rejeitada, acobertada, negada, escondida ou camuflada e você ainda estiver convencido da sua exatidão, procure a próxima pessoa na hierarquia até o assunto ser resolvido (ou até alguém, com autoridade dois níveis ou mais acima da ocorrência ou da pessoa, pedir para parar). Se tiver um mentor, peça para ele aconselhá-lo durante todo o processo. Aviso: em um estudo sobre delatores, 100% das pessoas que fracassaram falaram de maneira muito genérica, associando a mensagem a valores de grande porte, como integridade. Todos os casos de sucesso lidaram com uma questão específica: o problema e suas consequências. Eles não generalizaram absolutamente nada.
  10. Seja equilibrado e evite a reputação de pessimista. Não ganhe a reputação de carrasco ou crítico de plantão da organização. Tente com o passar do tempo dar informações tanto positivas como negativas. Monitore aqueles que perderam as batalhas – se tiver que trabalhar novamente com estas pessoas, faça algo mais tarde que demonstre boa vontade. Elogie o êxito deles, compartilhe alguma coisa, ajude-os a concretizar algo. Você precisa equilibrar a balança. Escolha as lutas nas quais quer se envolver. Veja, se acabar com a reputação de uma Cassandra ou de um Dom Quixote, tudo o que você dizer terá um desconto e encontrará oposição, mesmo quando estiver claramente correto.

Fotos: Marie HippenmeyerEspero que estas dicas o ajudem a refletir com profundidade. Como disse o escritor Mark Twain, “Coragem é a resistência ao medo, é o dominio dele, não a sua ausência”.

Conte comigo,

Pablo

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“Os Croods” vivem dilema organizacional moderno

Março 30, 2013

CroodsLevei a minha filha para ver “Os Croods” e, enquanto ela se divertia comendo pipoca e absorvia o desenrolar do belo desenho pré-histórico, aproveitei para fazer algumas analogias.

O personagem Grug é um cara muito preocupado com os perigos que os demais correm. Para ele, o melhor jeito de sobreviver é não sair da caverna e fazer sempre as mesmas coisas. “O novo é ruim”, diz. “Nunca percam o medo”: esta parece ser a fórmula que permitiu com que ele superasse os desafios de sua geração. Outros que não seguiram seu lema, acabaram dizimados…

No entanto, Eep, a adolescente primogênita de Grug, pensa diferente. Ela teoriza que precisamos conhecer coisas novas. Para isso, devemos ter a coragem de sair de casa e de andar pelo mundo.

Esse conflito acontece em muitas organizações de hoje. Mas, no fundo, é algo bem antigo. Lembra até o “mito da caverna” de Platão. Ou seja: alguns dos integrantes da família de “Os Croods” poderiam trabalhar numa empresa da atualidade. Daria na mesma. Mas, para a história ficar mais divertida e aventureira, os personagens vivem no tempo das cavernas.

É uma pré-história inventada, com animais que não existiram e uma grande ameaça: o planeta está mudando, “engolindo” terras mais baixas. Apenas quem chegar aos lugares mais altos sobreviverá.

A sorte da família Crood é que Eep, em uma de suas fugas, conhece outro integrante da sua geração, Guy. Ele sabe das coisas e representa a teoria da Eep na prática. Com a ajuda de Guy, os Croods saem da caverna e descobrem que ter medo do novo é, na verdade, ter medo de viver.

Fotos: Marie HippenmeyerE você? Que legado está deixando na sua empresa? “Sobreviver com Medo do Novo”  ou “Viver, Inspirar e Inovar”?

Conte comigo,

Pablo

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O que é essencial para superar uma demissão?

Março 20, 2013
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10 Duras Dicas para uma Nova Geração de Líderes

Março 13, 2013

Este pode ser um admirável mundo novo, mas o aprendizado proveniente das cicatrizes ainda funciona. Tome nota e aprimore sua liderança.

se soubesseVocê ouve esse tipo de coisa o tempo todo: pessoas se lamentando sobre a sabedoria que parece chegar tarde em suas vidas, ou pelo menos, mais tarde do que gostariam.

Essa talentosa geração atual certamente tem suas oportunidades e seus desafios. Tendo crescido nesse ambiente altamente tecnológico, provavelmente estão mais preparados para prosperar neste magnifico recém-conectado mundo novo. E eu particularmente considero que esta revolução digital apenas se está se iniciando…

Por outro lado, o globo está no meio de uma intensa agitação econômica e cultural. Talvez isso não tenha nada de novo, mas não deixa de ser incrivelmente desafiador. Há tanta informação, tantas escolhas, tantas distrações, que só isso já apresenta um nível de complexidade com o qual  geração alguma jamais lidou anteriormente.

Dito isso, tenho a leve impressão que a sabedoria oriunda do mundo real se aplica a qualquer um, não importa a geração a qual você pertence. Ao menos, essa é a minha teoria. Segue então 10 lições que absorvi e que considero que podem ser de grande valia para a atual geração de líderes empresariais:

Se você quer conquistar coisas formidáveis, tem que fazer um trabalho formidável. Se sua meta é apenas curtir a vida, você provavelmente pode fazer isso sem muito esforço. Mas se quer conquistar algumas coisas notáveis, que darão sentido à sua vida, precisa então realizar um trabalho notável. Você só tira da vida o que você põe nela.

Assuma grandes riscos. Role o dado. Mergulhe na parte mais fundo da piscina. Parta para o tudo ou nada. Seja destemido. O êxito nos negócios e na sua carreira está diretamente relacionado com sua disposição em encarar seus medos e se arriscar. Essa simples, mas poderosa verdade, é provavelmente o conselho mais importante que alguém pode lhe oferecer.

Sempre busque ampliar sua experiência. Talvez a melhor decisão que tomei foi dedicar a primeira década da minha carreira a grandes companhias que me treinaram e me lapidaram, e que abriram meus olhos em relação a disciplinas, mercados e oportunidades. Acredito piamente que isso alavancou minhas chances de sucesso imensamente.

A vida é uma longa maratona, não uma corrida de curta distância. Existe um fator tempo inerente a toda meta, estratégia e realização. Quanto maior é o objetivo, quanto mais ousada é a estratégia, quanto mais gratificante é a conquista, de um modo em geral, mais tempo vai levar. Isso contraria nossa cultura de “déficit de atenção” e nossa crescente dependência em “gratificações instântaneas”. Você precisa lutar contra a escravidão do tempo real para alcançar sólidos resultados de longo prazo.

Há um certo equilíbrio na equação da vida. Na escola você aprende que há significativa simetria no mundo. Toda força tem uma reação equivalente e oposta. Equações químicas devem equilibrar-se. Oferta e demanda estão intimamente relacionadas… A vida não é diferente. Está cheia de permutas e relações de causa & efeito. Você nunca vai obter algo de graça. Tudo tem um preço. Primeiro faça sua lição de casa, então sim você é recompensado. Você dá, aí você recebe. Essas equações vão aparecer ao longo de sua carreira, da sua vida, no mundo corporativo, em todo lugar.

Você provavelmente se leva muito a sério. As crianças têm egos enormes. Elas acham que tudo gira em torno delas. Essa visão de mundo auto-centrada é essencial para sobreviverem. Mas, na idade adulta, isso pode ser um obstáculo real. Maturidade está relacionada com nossa capacidade de desenvolver empatia pelos demais, de entender as necessidades e desejos deles, aquilo que os impulsiona e os motiva. E é também  fundamental para negociações efetivas e relações de trabalho.

Não alimente hipóteses auto-limitantes baseadas em experiências escassas. Quando você é jovem, existe a tentação de ser obstinado, de tomar decisões radicais baseadas em dados limitados. Por exemplo, é popular nos dias de hoje idealizar a capacidade de empreender, mas isso não é para todos. Mantenha seu leque de possibilidades aberto. Sempre.

Não misture liberdade com direito. Você realmente tem direito a muito pouco na vida, mas provavelmente deve ser o suficiente. Por outro lado, você é livre para correr atrás do que quer. O resultado depende somente de você. Sua felixidade e seu sucesso está em suas mãos – somentente nelas.

Sucesso real considera relacionamentos reais num mundo real. A internet definitivamente nivelou o campo de negócios. E as rede sociais passaram a permitir que você se conecte praticamente com qualquer um. Como resultado, você pode acabar dedicando um tempo e uma energia insana tentando gerar seguidores para o seu twitter a partir do computador em sua casa. Mas se você tem aspirações mais altas do que isso, vai precisar desenvolver relacionamentos reais com pessoas reais em tempo real.

Tenha fé que as coisas vão dar certo para você. Steve Jobs disse isso de maneira maravilhosa no seu discurso realizado em 2005 na Universidade de Stanford: “Você tem que confiar que os pontos, de alguma forma, vão se conectar lá na frente. Você tem que confiar em alguma coisa – seus instintos, seus destino, sua vida, seu karma, o que quer que seja. Esta forma de encarar as coisas nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida. A única maneira de fazer um trabalho fora-de-série é estar apaixonado pelo que faz. Se você ainda não encontrou sua paixão, continue procurando. Não se acomode.”

Só mais uma coisa: eu não gostaria de passar a impressão que, ao listar estas dicas, estou privando você de absorver estas lições no seu devido tempo. Se prefere assumir o risco de não levá-las em consideração, vá em frente e simplesmente delete este post. Conte comigo nesta decisão. Mas existe uma velha expressão que ainda se aplica em nossa moderna sociedade: “Prevenir é melhor do que remediar”. Os processo de coaching que tenho aplicado justamente promovem profundas reflexões e geram uma série de valiosos insights que neutralizam obstáculos e alavancam suas escolhas. Isso não tem preço. Afinal, sempre vale a pena lembrar que o tempo não volta.

Fotos: Marie HippenmeyerPablo

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Que tal dedicar 1 minuto para pensar na sua carreira?

Março 3, 2013