Archive for the ‘Sucesso’ Category

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Liderar outros é a minha praia?

Setembro 28, 2017

liderançaGerenciar outros de maneira eficiente e eficaz é uma tecnologia conhecida. Existem várias pesquisas, além de técnicas e praticas comprovadas, que fazem com que grupos alcancem um bom desempenho a partir de um determinado perfil de líder. Existem também alguns estilos pessoais e temperamentos que funcionam melhor que outros.

Trago isso à tona pois é bastante comum que novos gestores se mostrem inábeis na concretização de suas responsabilidades por intermédio de terceiros e isso se enxerga através dos seguintes comportamentos:

  • Comunica-se de forma enigmática ou pouco clara com os colaboradores diretos
  • Não define metas, alvos, marcos e objetivos
  • Não planeja muito bem a distribuição do trabalho – limita-se a dar tarefas
  • Na maior parte do tempo dá ordens e pronto: não ouve os demais o suficiente
  • É dado a favoritismos e é duro com os demais
  • Pode ser impaciente demais para estruturar o trabalho para os demais
  • Não delega bem
  • Não investe tempo em gestão
  • Pode não se interessar pela gestão, preferindo trabalhar nas sua próprias tarefas

Se você se reconhece em alguma destas situações no seu dia a dia, ofereço algumas dicas que podem alavancar o seu desempenho – e consequentemente o dos seus liderados – e mitigar um circulo vicioso que prejudica a sua carreira e os resultados da sua área. Vamos às soluções:

 

  1. Avalie seus pontos fortes e fracos. Peça a opinião dos outros. Pergunte ao seu pessoal o que eles gostam em você, como pessoa e como gerente, e o que eles gostariam que você mudasse. O que você faz bem e o que não faz bem pessoalmente e como gestor de outros profissionais? Peça ajuda do RH e obtenha uma lista das competências que geralmente são relacionadas a boa gestão de pessoas. Crie uma lista dos aspectos positivos e negativos. Crie um plano de desenvolvimento para a sua lista de aspectos negativos.

 

  1. Avalie sua abordagem e práticas gerenciais. Faça um inventário das práticas e técnicas gerenciais comuns que você utiliza bem e daquelas que não (ou ainda não bem o suficiente). Você pode encontra uma lista dessas técnicas em qualquer texto introdutório de gestão, em um curso para gerentes de primeira viagem ou ainda no departamento de RH. Peça para o seu pessoal comentar sobre aquelas que você usa bem e sobre quais você precisa trabalhar mais. Crie para si mesmo um plano de fortalecimento de habilidades em práticas gerenciais.

 

  1. Verifique suas habilidades de comunicação. Muitas vezes o problema na gestão eficiente de pessoas está relacionado a uma comunicação fraca, inadequada ou incoerente. Você informa bem os demais? Ouve? Explica? Dá retorno aos outros? Dá feedback?

 

  1. Delegue para os demais. Outro problema comum é não delegar nem dar poderes. Você dá autoridade aos profissionais que estão sob seus cuidados para que realizem o trabalho deles? Você gerencia demais ou de menos? De tempos em tempos, peça para o seu pessoal fazer uma lista de coisas que eles consideram que você está fazendo por conta própria mas que acreditam que poderiam fazê-las com louvor. Delegue algumas dos pontos que aparecem na lista de todos.

 

  1. Tome consciência do seu estilo gerencial. Estilos que normalmente não funcionam bem com os demais são: não ter paciência, desvalorizar os demais, criticar publicamente, ter favoritos, ter preconceitos contra um tipo de pessoa, ser desorganizado, dramático, etc. Você não sabe gerencia bem o tempo? Tem tempo livre para dedicar-se ao seu pessoal? Você possui algum dos atributos listados acima? Se afirmativo, procure suprimir esses comportamentos.

 

  1. Seja claro e organizado. As pessoas conseguem acompanhar o que você quer? Você apresenta o trabalho e as tarefas a serem feitas claramente? Você estabelece claras metas e objetivos que podem guiar o trabalho deles?

 

  1. Comemore o trabalho dos demais. Você utiliza a palavra “nós” com mais frequência do que “eu”? você celebra o sucesso com os demais? As pessoas querem trabalhar com você novamente?

 

  1. Confronte os problemas imediatamente. O resto da equipe sofre quando um gerente não se prontifica para resolver os problemas rapidamente.

 

  1. Diagnostique o seu desejo de gerenciar os demais. Você está interessado em realizar o trabalho por intermédio de terceiros ou prefere fazer tudo sozinho? Talvez gestão não seja a sua praia. Talvez se saísse melhor sendo um contribuidor sênior individual . Talvez você não se preocupe de verdade em se relacionar com pessoas de uma forma profunda.

 

  1. Estude modelos. Procure uma ou duas pessoas aos seu redor que os demais consideram ser um bom gestor. Estude-os detalhadamente. O que eles fazem que você não faz? O que você faz que eles não fazem? Ou ainda: liste os seus últimos gestores numa folha de papel. Crie duas colunas: os 5 melhores e os 5 piores. Que características os melhores tem em comum? E os piores? Como eles se comparam com você?

 

pabloPara aprimorar essa e outras competências comportamentais, conte comigo.

Afinal, nunca é tarde para trazer o melhor de você à tona .

Pablo

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Os Erros Mais Comuns dos Novos Gerentes

Junho 14, 2017

erros_02O outro dia estava ouvindo uma entrevista com um comediante famoso quando algo que ele disse chamou a minha atenção. O sujeito aparentemente imigrara para os Estados Unidos com seus pais e percebeu que, para conseguir um bom trabalho, precisaria melhorar consideravelmente a sua habilidade em falar Inglês.

Então concluiu que a melhor forma de fazer tal proeza seria se inscrevendo num curso de teatro, E foi assim que a sua carreira como ator começou.

LIDE COM AS SUAS FRAQUEZAS

Parece um tanto óbvio, não? Mas isso me fez pensar:

Quantos gerentes realmente sabem o que está limitando o seu sucesso?

E, se sabem, quantos deles obrigarão a si mesmos a agir sobre isso?

Quer saber? Estou disposto a apostar que metade dos gerentes que estão neste exato momento lendo estas linhas estão dizendo a si mesmos:

“Uau! Eu devia mesmo fazer algo sobre ______” (preencha a lacuna).

Mas… será que efetivamente vão fazer alguma coisa? Possivelmente não.

Também estou disposto a apostar que a outra metade não vai vestir a carapuça, mas sim culpar o mundo pelo fato de não terem avançado na empresa, ao invés de tomar uma atitude sobre o medo ou a limitação existente.

E quer saber? Estou praticamente seguro que tomaram consciência dele ou dela em algum determinado momento de suas carreiras, mas que acabaram não enfrentando pelos mais diversos motivos.

Qualquer que seja a metade em que você se encontra, todos nós temos ao menos um medo ou uma limitação travando a velocidade de nosso crescimento. Se encarassemos ou aprimorassemos essa “deficiência” praticamente é certo que novas portas vão se abrir para novos êxitos e oportunidades.

Por isso quero compartilhar algumas das deficiências mais comuns quando estreamos no papel de gerentes. Afinal, gerenciar pode ser um pouco difícil no início, mais ainda quando uma recente pesquisa concluiu que mais de 50% dos gerentes receberam treinamento ZERO antes de serem lançados na função. Segue uma lista dos erros mais comuns que os novos gerentes cometem. Quem sabe assim você não terá a chance de evitá-los?

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1. Considerar que você sabe tudo.

Se acabou de ser promovido a Gerente de Produção,  você pode achar que sabe tudo sobre produção. Mesmo que isso seja verdade – e não o é – você certamente não sabe tudo sobre a parte mais importante do seu trabalho: gerenciar pessoas. Ouça as pessoas ao seu redor. Pergunte a opinião delas quando apropriado. Mantenha a mente aberta.

2. Mostrar a todos quem está no comando.

Confie em mim, todos no seu time sabem quem é o novo gerente. Você não precisa dar um grande show sobre o fato de ser “o chefe”. Entretanto, o que você precisa sim é demonstrar que, como chefe, você faz a diferença.

3. Mudar tudo.

Não re-invente a roda. Só porque a forma como alguma coisa é feita não é a forma como você faria, isso não significa necessariamente que está errada. Aprenda a diferença entre “diferente” e “errado”.

4. Ter medo de fazer qualquer coisa.

Talvez você não tenha solicitado essa promoção. Talvez você não esteja certo que pode dar conta do trabalho. Mas não permita que isso faça com que você não exerça a sua função da melhor maneira possível.  Seus superiores não teriam colocado você nela se eles não tivessem confiança que você pode dar conta do recado.

5. Não dedicar tempo para conhecer o seu time.

Talvez você  tenha trabalhado lado a lado com estas pessoas durante anos. Mas isso não significa que você os conhece. Entenda o que os estimula, como  motivá-los, o que os deixa apreensivos ou preocupados. Conheça-os individualmente, porque essa é a única forma pela qual você pode eficazmente gerenciá-los.  Seu time é o que vai fazer com que você se saia bem ou se arrebente no desafio de ser um bom líder. Dê-lhes a sua atenção e o seu tempo.

6. Não perder tempo com o seu chefe.

Desde o momento em que te promoveu, certamente ele entende como você tem estado ocupado e obviamente não precisa do seu tempo, certo? Errado. Seu trabalho, da mesma forma como era antes de você virar um gerente, é apoiar seu chefe. Se assegure que você agenda tempo com ele para ambos possam trocar informações e para receber direcionamento e treinamento.

7. Não se preocupar com problemas ou com funcionários problemáticos.

Você não pode mais evitar problemas ou ter a esperança que eles vão se resolver sozinhos. Quando alguma coisa aparece, é a sua função descobrir a melhor solução e fazer com que ela seja executada. Isso não significa que você não pode pedir opinião ou apoio dos demais, mas significa sim que você é a pessoa que tem que garantir que a questão está sendo devidamente endereçada.

8. Não se permitir ser humano.

Só porque você é o chefe não significa que você não pode ser humano, que você não pode rir, ou demonstrar emoções, ou cometer um erro ocasional.

9. Não proteger seu time.

As pessoas no seu time vão receber pressão de todos os lados. Outras áreas podem querer culpar você por interfaces frágeis . Seu chefe pode querer jogar todas as funções desagradáveis no seu departamento.  O RH pode decidir que o nível salarial das posições classificadas na sua área está super-estimado. É sua função defender o seu time e se assegurar que eles são tratados da forma mais justa possível. Eles vão saber retribuir a lealdade.

10. Evitar responsabilidade por qualquer coisa.

Goste ou não, como líder você é responsável por tudo o que acontece no seu time, não importa se você  está ao par ou não. Qualquer coisa que qualquer integrante do seu time fizer, ou não fizer, cai no seu colo. Você tem que construir os canais de comunicação de forma a que não haja surpresas, mas em todo caso, esteja preparado para assumir responsabilidade. Não tem jeito: ela vai de mãos dadas com a autoridade conquistada.

pablo

Conte comigo,

Pablo

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Se dar já não é fácil, imagina receber!

Fevereiro 27, 2017

feedbackintVerdade seja dita: em situações onde não estamos recebendo feedback, estamos essencialmente em pleno voo cego. Diria além: esse estilo de voar, além de gerar um frequente stress desnecessário, provoca sérias turbulências na carreira de tempos em tempos. A solução seria criar um ambiente rico em feedback, tanto nas relações pessoais quanto no local de trabalho. Afinal, quanto menos se preocupar com a forma como é visto pelo seu chefe, pelos seus funcionários e pelos seus colegas, mais livre se encontra para se concentrar em projetos de maior valor agregado para a organização, tal como trazer novas ideias e ser mais eficiente no processo de  implementá-las. Essa liberdade implica em estruturar um pipeline de dados que retroalimente seu desempenho, apontando oportunidades e consolidando fortalezas. Dessa forma, o auto-aprimoramento é constante e não depende de fatores aleatórios.

Mas como ter uma atitude convidativa e ser um bom receptor de feedback?

Seguem 6 dicas que vão ajudá-lo a incentivar as pessoas a colaborarem nas suas revisões de quilometragem periódicas:

1. Abaixe a guarda. Evite justificar, explicar ou mesmo apontar a outra pessoa como a errada. Lembre-se que feedback são dados e tê-los é melhor do que não tê-los pois eles expandem nosso leque de escolhas e promovem relacionamentos mais saudáveis. Isso não tem preço.

2. Seja curioso. Diga a si mesmo: “Esta pessoa está chateada com algo que faço. Se eu puder descobrir o que é isso, posso me mexer e resolver o problema.” Bingo!

3. Repita / Faça perguntas. “Então, soube que está realmente irritado e que considera que não estou comprometido. É isso mesmo? Seria útil para mim se eu pudesse entender o que é que eu faço que gera essa percepção em você. ”

4. Sinalize que você compreende. “Pelo que entendi, o fato de as vezes demorar dias para responder às suas mensagens é o que o deixa com a sensação de que não estou comprometido.” Veja, essa atitude é bem melhor do que entrar numa discussão sobre se você está ou não comprometido.

5. Agradeça à pessoa que está lhe fornecendo o feedback. Em algum nível eles se importam o suficiente para lhe apontar alguma coisa. Isso vale ouro.

6. Saiba quando parar. É normal, e até preferível, dizer quando você precisa fazer uma pausa e negociar um tempo para retornar à conversa. A pessoa que está lhe dando feedback pode ter aguardado até que estivesse realmente chateado para finalmente falar o que está falando, portanto, muitas vezes é mais fácil digerir as questões levantadas aos poucos. Seja gentil consigo.

pablo

Dúvidas? Conte comigo para assimilar esta atitude,

Pablo

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Pronto para os holofotes? Luz, Camera, Ação!

Setembro 26, 2013

bad-presentation1Todos nós sabemos o quão importante é realizar boas apresentações no universo corporativo. Essa competência pode inclusive ser a linha que separa um bom executivo de um bom executivo preparado para lidar com as mais diferentes situações.

O mais interessante é que a ausência desta habilidade pode ser uma completa surpresa para alguns de nós. Afinal ninguém nunca apontou nossa timidez, nossa desorganização, nossa falta de foco, nosso estilo irritante ou monótono, nossas idiossincracias ou hábitos pessoais como fatores que interferem na nossa performance. E mesmo que isso ocorresse, consciente ou inconscientemente, desqualificamos aqueles que ameaçam nos dar um feedback claro sobre o fato de não escutarmos nossa audiência ou sobre nossa incapacidade de lidar com perguntas difíceis. Se ao falar em público ficamos nervosos ou mesmo com medo, consideramos que podemos conviver com este pequeno drama interior. Se realizamos as apresentações sempre da mesma maneira é porque estamos tão certos do sucesso de nossa fórmula para apresentar que não vemos necessidade alguma de nos adaptar aos diferentes tipos de públicos. Mesmo quando chegamos ao fundo do poço e perdemos a compostura durante um debate, ainda assim achamos que apenas cometemos um pequeno deslize, algo insignificante, que não chega a comprometer a mensagem que devíamos passar (ou nossa imagem de líder). E assim prosseguimos, sem ver as barreiras e obstáculos que estamos criando para nossas carreiras.

Este triste cenário coloca em xeque a nossa habilidade de realizar apresentações. Boas apresentações. Apresentações eficazes. Portanto, pergunto: você consegue refletir sobre seu desempenho, perceber os pontos cegos acima citados, desvencilhar-se deles e alavancar o seu talento?

Veja, ser um hábil apresentador significa ser eficaz em várias situações de comunicação formal: seja individual, com grupos pequenos ou grandes, com colegas , com colaboradores diretos ou com superiores. Tanto dentro quanto fora da organização, tanto em tópicos agradáveis como naqueles  controversos. Significa ainda saber atrair a atenção e conseguir gerenciar a dinâmica do grupo durante a apresentação. E não posso deixar de mencionar também a insubstituível capacidade de mudar de tática no meio de uma apresentação, caso ela não estiver funcionando a contento.

Se as situações mencionadas acima são bem conhecidas por você e se identifica pessoalmente com algumas delas, trago à tona 10 dicas que podem ajudá-lo a gerar insights sobre o assunto e, quem sabe, com isso elevar a sua carreira para um outro patamar. Vamos às mesmas:

  1. Faça sempre um checklist. Qual é o seu objetivo? Qual é o seu ponto de vista? Quais são as cinco coisas que quer que o público se lembre? O que um típico integrante da audiência diria se fosse entrevistado 15 minutos depois da sua apresentação? E à propósito, quem é o seu público? O quanto eles sabem? Quais são as cinco técnicas  que utilizará para manter a atenção deles? Que tecnologia funcionaria melhor? Que perguntas o público vai lançar? Qual é o cenário? De quanto tempo você precisa? (Utilize sempre menos tempo, nunca mais).
  2. Prepare sempre o discurso. Declare sua mensagem ou o seu propósito numa única frase (tipo manchete de jornal). Em outras palavras, comece pelo fim. Então destaque de três a cinco pilares do seu argumento para apoiar a sua tese. Veja, se apresentar mais, o público não conseguirá acompanhá-lo. Um pastor famoso disse: “Nenhuma alma pode ser salva depois de 20 minutos”. Muitos discursos duram mais de 20 minutos mas podem ser divididos em seções com conclusões claras e com pontes concretas para o próximo tópico. Qual o tipo de introdução que vai cativar a audiência e fazê-la prestar atenção na sua mensagem? Uma história, um fato, uma comparação, uma citação, uma foto, uma tira de quadrinhos? Ao organizar sua palestra, resista contar a eles tudo o que você sabe. Quais são os pontos que tem prioridade e  com você vai explicá-los? Alguns pontos são melhores com um exemplo, outros, com a lógica do argumento, e outros ainda, por fatos ou histórias. Você precisa variar como desenvolve seu argumento, pois assim vai alcançar mais pessoas. Utilize artifícios mnemônicos – apresente seus pontos de 3 em 3, repita palavras-chave e expressões históricamente reconhecidas (“Eu tive um sonho…”); utilize afirmações incompletas ou mesmo exageradas; use antíteses (“não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”) – Um grande choque para muitos apresentadores iniciantes é perceber que existe uma diferença entre escrever e falar. Um discurso bem escrito deve soar bem quando discursado, não quando lido. Não se apaixone pelo material que escreveu até ter a oportunidade de gravá-lo e escutá-lo. A cadência e o ritmo da palavra escrita é diferente da palavra falada. Escrever não leva a respiração em consideração. Se o seu computador tiver um sintetizador de audio, deixe o computador ler o seu discurso em voz alta. Ou peça para outra pessoa ler para você. E atenção: nunca leia um discurso em público sem antes ouvi-lo em voz alta.
  3. Leia sempre o seu público. Infelizmente um único discurso geralmente não tem o mesmo impacto em todas as audiências. Em diversas ocasiões, será necessário ajustar o tom, o compasso, o estilo ou mesmo a mensagem e como você a passa para diferentes públicos. Se você está realizando o mesmo discurso (ou investindo a mesma mensagem) para múltiplas audiências, pergunte-se sempre o quão diferentes elas são. Algumas diferenças entre públicos incluem o nível de sofisticação, o fato de serem amigáveis ou não, a sensibilidade em relação ao relógio, o quanto a audiência espera interagir, o quanto deseja se entreter, e que tipo de argumento tem melhor aderência (o emocional ou o lógico?). Ajuste de acordo e amplie seu impacto.
  4. Ensaie sempre. Se você quer apenas aprimorar suas habilidades de apresentação, ensaiar será de grande valia. E a melhor forma é ensaiar no mesmo local da apresentação. Para estar pronto, pratique na frente de uma filmadora, na frente de alguém que possa lhe dar feedback, utilizando um gravador, ou em todo caso, em frente de um espelho. Foque no tempo dedicado a cada tema – geralmente de 5 a 10 minutos. Em relação ao tema mais longo,  reflita: você acabou dando detalhes demais? Varie o volume e o tom de sua voz – a mesmice acaba embalando a audiência no sono. Utilize suas mãos e seu corpo. Varie sua expressão facial – como eu costumo dizer, se a letra e a música não combinarem, as pessoas não vão assimilar a mensagem. Faça pausas estratégicas para alavancar um ponto. Seja cuidadoso para não repetir demasiadamente as mesmas palavras. Se o seu raciocinio sair temporariamente do trilho, dê uma pausa – “uhs”, “ahs” e “né?” distraem e desligam alguns ouvintes. Se der um branco, dê uma pausa, e então repita sua última afirmação parafraseando o mesma. Enquanto você ganha tempo, pergunte a si mesmo o que pode ser conectado com tal afirmação. Evite falar com excessivo vigor ou utilizar termos carregados que vão aborrecer alguns integrantes da audiência. O melhor discurso é aquele que parece totalmente natural. Esse é geralmente aquele que foi ensaiado exaustivamente. Se você pode realizar a apresentação no piloto automático, pode avaliar a audiência e realizar os ajustes necessários na medida em que avança.
  5. Prepare-se sempre para as perguntas.  A maioria teme a perguntas. Há um universo infinito de perguntas. Boas perguntas e más perguntas. Aquelas destrutivas e aquelas que agregam. As bem-intencionadas e as que carregam segundas intenções. Existem aquelas que chegam em boa hora e aquelas que não. As que nos dão medo são as más, as destrutivas, as que tem segundas intenções e que chegam na hora errada. Mas elas são todas boas pois nos dizem algo sobre a audiência e o quanto de sucesso estamos alcançando. Em alguns cenários, o acerto é que as perguntas sejam realizadas ao final. Em outros, a liberdade impera. Pense nas 10 questões mais prováveis que podem ser realizadas. Treine o que você diria. Algumas perguntas surgem de lugar algum.  Algumas regras: Se você vai responder a questão mais tarde, diga “Obrigado por esta excelente introdução para a próxima parte da minha palestra. Se puder esperar, responderei em dois ou tres minutos”. Podendo evitar, não interrompa seu ritmo. Pratique respostas de 10 a 30 segundos. Então pergunte ao seu interlocutor se isso atendeu aquestão dele. Muitos apresentadores novatos dedicam tempo demais às respostas. Se assegure que você entendeu a pergunta. Muitas vezes o palestrante respondem à pergunta errada. Esclareça a questão antes de responder (“Você quer saber como este produto funcionaria num mercado externo ou interno?”) Somente dê duas respostas para cada pergunta. Na terceira, diga “Me desculpe mas parece que não estou respondendo o que você quer. Por que não me procura ao final e aí aprofundamos o tema?”. Se alguém simplesmente não o deixar prosseguir, diga “Com certeza temos experiências  diferentes. Aparentemente não concordamos mas vamos por ora apenas concordar em discordar. Fico contente com o debate”. Em raras situações, você pode engajar a audiência. Diga “Não sei o que dizer. Alguem na audiência sabe?” Se a questão é polêmica: “Por que as mulheres são tão discriminadas nas organizações?” extraia a questão central e responda “Aqui há 3 dicas que podem ajudá-la”. De modo geral, não responda esse tipo de pergunta pois, da forma como foi elaborada, são negativas. Afaste-se das respostas que classificam – homens, mulheres, contadores – pois elas tendem a dividir a audiência em hordas. Coloque em sua mente que perguntas são suas amigas. É necessário praticar as técnicas acima para lidar com elas, inclusive a temida “Não sei, mas vou descobrir e lhe dou um retorno sobre isso”. Em suma, uma sessão de Perguntas & Respostas pode acabar tomando conta do lugar. Portanto, dedique ao final um minuto para especificamente reforçar seus pontos principais ou traga-os à tona novamente através de um slide.
  6. Lide continuamente com seu medo de palco. Nervoso? Apavorado? Não dormiu bem? O estomago não está facilitando a sua vida? Faz parte. Não existe uma única pessoa na audiência que não tenha passado por esta via-crúcis para se tornar um palestrante competente. Além da morte, falar na frente de grandes audiências deve ser a atividade mais temida pelos adultos. Sério. Mas todas as coisas que você imagina que vão acontecer não ocorrem. Não vai passar mal. Não vai travar. Não vai falar grego. Não vai dar uma vontade súbita de ir ao banheiro. Pode ser sim que perca o folêgo. Aí você para e respira. Pode também sua boca ficar seca. Aí você bebe água. Pode ainda esquecer o que queria falar. Aí você resgata suas anotações. Tropeça nas palavras? Dê uma pausa e repita a frase. Uma gota de suor deslizou pelo nariz? Seque a mesma. Tremeu? Segure-se no púlpito. Olhe 3 pessoas diferentes na audiência que estão sorrindo e mostrando-se receptivas. Evite focar-se naqueles que franzem a testa e balançam a cabeça em desaprovação.
  7. Avalie sempre a logística e sua presença de palco. Slides são legais mas eles te prendem numa sequência que você pode acabar querendo mudar a partir da reação da audiência. Leve em consideração as seguintes regras: Somente 10 linhas nos slides. Menos se puder. Mantenha os slides por não mais de 30 segundos. Não leia os slides. Não coloque tudo nos slides. Apenas bullets points com palavras chave. Não há nada mais chato do que ter alguém apresentando exatamente o que está no ar. Se possível, tenha cópias impressas para todos. Nunca distribua as cópias no final, sempre antes do início. A unica exceção é quando o material  é super detalhado. Se esse é o caso, as pessoas tenderão a ler as notas e não prestarão atenção em você. Se é necessário tal material, entregue à audiência cópias para antes e outras para depois. Não utilize slides que não estão nas cópias impressas a não ser que contenham quadrinhos ou brincadeiras ou mesmo direitos de propriedade exclusiva (avise o público antes de colocar o slide no ar). Circule. Apresente posicionando-se à esquerda durante um tempo depois desloque-se para a direita. Mantenha contato visual com uma pessoa específica da audiência de tempos em tempos. Sorria. Tente parecer relaxado (mesmo que não esteja). Não fique atrás do púlpito a não ser que esteja tremendo e necessite de apoio. Realize pausas aqui e acolá. Não há nada de errado com um pouco de silêncio. Se houver mais de 25 pessoas ou uma acústica inadequada no ambiente, sempre repita as perguntas antes de responde-las. Nunca diga “em suma”, “concluindo” ou “para finalizar” a não ser que termine nos próximos 60 segundos. Não desligue o projetor entre os slides (além de ser irritante, você pode acabar danificando a lâmpada). Não olhe para o seu relógio. Detecte um relógio de parede, coloque seu relógio de pulso no púlpito ou peça para um amigo sinalizar quando faltar 5 minutos. Não vire as costas para a audiência quando estiver falando. Se tiver que olhar para a tela  para lembrá-lo de algo, pare de falar por um momento e então continue depois de checar o que queria. E não se esqueça de agradecer a audiência pela atenção dedicada e pelas perguntas  (se houverem).
  8. Pratique sempre a gestão efetiva do tempo. Ninguém nunca ficou sem conteúdo. Todos planejam apresentar mais do que o tempo permite. Sempre planeje de menos. Se isto o deixar nervoso, tenha dois slides extras na manga. Não mais que isso.  Todos adoram aquele que cumpre o horário, ou melhor ainda, aquele que termina minutos antes do fim. As pessoas não gostam  que extrapolem o tempo definido, principalmente se há outros palestrantes a seguir, se você é o último da agenda ou ainda se você está segurando quem não quer estar aí.  Você não precisa terminar. Afinal, sempre haverá um dia seguinte. Se perceber que vai se alongar além do combinado, vá direto a sua conclusão. Não acelere.  Ou pergunte a audiência o que ela prefere. Diga: “Aparentemente não vou acabar tudo a tempo, como é que gostariam de utilizar o restante do nosso tempo?”
  9. Lide calmamante com as pessoas difíceis. Há pessoas difíceis que podem querer embaraçar você ou qualquer outro que esteja na frente do palco. Quando interpelado, aguarde o melhor momento pedindo ao atacante para falar mais. Se ele der alguma informação ou opinião com a qual possa trabalhar, responda com algo que ambos possam concordar, ou parafraseie o argumento dele e aí sim responda ou ainda simplesmente evidencie o desacordo.  A chance de você convencer alguém é zero quando este alguém realmente não compreendeu seu argumento. Se este é o caso, resuma o mesmo e então pergunte com que parte ele não concorda. Se apropriado, pode perguntar aos demais para responder ao ataque (se puder dar um tom neutro, típico de quem está orientado a soluções). “Por essa eu não esperava, alguém tem uma resposta para isso?”. Não dedique muito tempo respondendo a um agressor. A regra dos 30 segundos, ou duas tentativas, ainda prevalece. Se você se estender na resposta, pode acabar irritando outros na audiência, que podem ter outras perguntas ou que não concordam com o agressor.  Se a pessoa insistir, você deve dizer que o tempo é limitado, que precisa se dedicar a outras perguntas e que a discussão pode continuar posteriormente. Se a pessoa continuar sendo ativamente rude, ignore o insulto e responda outras questões da audiência.
  10. Faça de si mesmo aguém de alto impacto. No final das contas, é você quem está no palco. Todos os olhos estão sobre você. A impressão que eles constroem sobre você depende da sua aparência, de como se comporta, o quão organizado parece ser, o quão preparado está, como lida com a tecnologia na apresentação. Tudo isso pode não ser pertinente à mensagem, mas são reflexos de quem você é. Faz parte da apresentação alavancar a  si mesmo como alguém que vale a pena prestar atenção. Observe o que você veste. Entre em sintonia com a audiência. Não venha de forma casual num ambiente executivo e não vista um paletó e gravata  num cenario casual. O que você leva ao palco? A apresentação organizada numa pasta ou páginas soltas? Uma maleta tradicional ou uma mochila? Se não te conheço e ainda não ouvi o teu discurso, você está me dando pistas sobre seu perfil? São aquelas que você quer oferecer? Uma última dica: nunca é tarde para fazer um curso sobre habilidades de apresentação que grave a sua performance.

Fotos: Marie HippenmeyerEspero que estas dicas o ajudem a refletir com profundidade. Como disse o escritor Mark Twain, “Geralmente levo mais de três semanas para preparar um bom discurso de improviso”.

Conte comigo,

Pablo

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7 Dicas para Ouvir Efetivamente

Abril 17, 2013

ouvirPara ter êxito no seu trabalho, líderes devem escrever, falar e ouvir efetivamente. Destas 3 habilidades, ouvir efetivamente talvez seja a mais importante, considerando que eles são demandados a fazê-lo com significativa frequência. Infelizmente, ouvir provavelmente também é a habilidade mais difícil de dominar…

Ouvir efetivamente é um desafio e tanto, em parte porque as pessoas frequentemente estão mais focadas naquilo que estão falando do que naquilo que estão ouvindo de volta. De acordo com um recente estudo realizado pela Harvard Business Review, as pessoas consideram que as mensagens que elas enviam são mais importantes do que as mensagens que elas recebem. Geralmente, aqueles que enviam pensam que aquilo que elas deixam na caixa postal dos outros  é mais útil e urgente do que pensam as pessoas que recebem tais dados.

Além disso, ouvir é difícil porque as pessoas não se dedicam tão intensamente nisso quanto deveriam. Ouvir dá a sensação de acontecer tão naturalmente que colocar um monte de energia nisso não parece fazer sentido. Entretanto, dedicar-se intensamente e energia é exatamente o que ouvir efetivamente demanda.

Líderes devem ouvir explicações, raciocínios e defesas sobre iniciativas e estratégias. Eles estão constantemente se comunicando com diferentes profissionais cujas bagagens vão de contabilidade à finanças, de marketing à TI. Além disso, as explicações de diferentes equipes sobre qualquer iniciativa pouco ortodoxa frequentemente introduz um desafio significativo às habilidades de escuta do líder. Assim, compartilho as seguintes técnicas que estes líderes podem utilizar para aprimorar essa habilidades:

1. CONCENTRE-SE NO QUE OS OUTROS ESTÃO DIZENDO.

Quando está ouvindo alguém, você frequentemente se vê pensando numa tarefa cujo prazo de entrega está se esgotando? ou mesmo numa questão familiar importante? No meio de uma conversa, você percebe às vezes que não ouviu uma única palavra do que a outra pessoa falou? Pois é, a maior parte dos indivíduos falam numa velocidade entre 175 a 200 palavras por minuto. Entretanto, pesquisas sugerem que nós somos capazes de processar palavras numa velocidade de 600 a 1.000 palavras por minuto. O papel do líder hoje em dia é muito rápido e complexo e, considerando que o cérebro não utiliza toda a sua capacidade ao ouvir, a mente do líder talvez devaneie pensando em perguntas e explicações que ainda estão por vir ao invés de ouvir a mensagem presente. Esta energia mental não utilizada pode ser uma barreira para ouvir efetivamente, fazendo com que o líder perca ou mal interprete o que os outros estão falando.  É importante, portanto, que o líder se concentre naquilo que os outros estão dizendo de forma a que uma comunicação efetiva possa se estabelecer.

2. ENVIE A MENSAGEM NÃO VERBAL QUE VOCÊ ESTÁ OUVINDO.

Quando alguém está falando com você, você mantém contato visual com essa pessoa? Você demonstra a quem fala que você está ouvindo balançando afirmativamente a cabeça? Sua linguagem corporal transmite a mensagem de que você está ouvindo? Você se inclina para frente e não utiliza suas mãos para brincar com objetos? A maior parte dos peritos em comunicação concorda que mensagens não verbais podem ser 3x mais poderosas do que mensagens verbais. Uma comunicação efetiva fica difícil sempre e quando você envia uma mensagem não verbal que você não está realmente ouvindo…

3. EVITE CONCLUSÕES PREMATURAS.

Ao ouvir, você frequentemente realiza julgamentos imediatos sobre o que o outro está falando? Você assume ou imagina o que o outro vai falar a seguir? As vezes você descobre mais tarde que errou na correta interpretação do que o outro estava lhe dizendo? Considerando que o ouvinte pode escutar numa velocidade maior daquela que a maior parte dos locutores fala, existe uma tendência a concluir rápido demais. Esta tendência é talvez o maior obstáculo para ouvir efetivamente. É especialmente importante evitar conclusões prematuras quando se ouve uma pessoa com a qual você não concorda. Quando os ouvintes começam a discordar da mensagem enviada, eles tendem a mal interpretar o restante da informação e a distorcer o significado originalmente pretendido de forma a que seja consistente com as suas próprias crenças.

4. EVITE FICAR DEFENSIVO.

Você alguma vez levou para o lado pessoal o que outra pessoa falou quando aquilo que ela dizia não tinha nenhuma conotação pessoal? Você alguma vez ficou zangado em relação ao que outra pessoa disse? Ouvir cuidadosamente não significa que você sempre vai concordar com o ponto de vista do outro, mas significa sim que você vai tentar ouvir o que a outra pessoa está dizendo sem ficar exageradamente na defensiva. Tempo demais gasto explicando, elaborando e defendendo sua decisão ou posição é um sinal seguro que você não está ouvindo. Isto ocorre porque seu papel mudou de um no qual você ouve para outro no qual você convence os demais que eles estão errados. Depois de ouvir uma posição ou uma sugestão que você não concorda, simplesmente responda com algo do tipo: “Entendo o seu ponto. Apenas discordamos nessa questão.” Ouvintes efetivos podem ouvir calmamente uma outra pessoa mesmo quando esta outra pessoa está discorrendo críticas injustas.

5. PARAFRASEIE.

Parafrasear é a arte de colocar em suas próprias palavras aquilo que você considera que ouviu e dizê-lo de volta ao locutor. Por exemplo, um subordinado pode dizer: “Você foi injusto ao me dar uma nota tão baixa na minha avaliação de desempenho. Você me avaliou abaixo do João. Eu posso fazer o trabalho melhor do que ele e, além disso, estou há mais tempo aqui. ” Parafraseando uma resposta seria: “Vejo que você está transtornado em relação à sua avaliação Você acha que foi injusto eu ter avaliado você desse jeito.” Parafrasear é uma excelente técnica para melhorar suas habilidades de ouvir e resolver problemas. Primeiro porque você tem que ouvir com muito cuidado caso você deseje parafrasear exatamente o que você ouviu. Segundo porque uma resposta parafraseada vai clarificar o locutor que a mensagem dele foi corretamente recebida e encorajá-lo a expandir aquilo que ele está tentando comunicar.

6. OUÇA (E OBSERVE) SENTIMENTOS.

Ao ouvir, você se concentra apenas nas palavras que estão sendo ditas, ou você também se concentra na forma como elas estão sendo ditas? A forma como o locutor se posiciona, a tom de sua voz e a inflexão que ele utiliza, bem como o que o locutor está fazendo com as suas mãos, tudo isso faz parte da mensagem que está sendo enviada. Uma pessoa que altera sua voz está provavelmente ou zangada ou frustrada. Uma pessoa olhando para baixo enquanto fala está provavelmente ou sem-graça ou envergonhada. Interrupções podem sugerir medo ou falta de confiança. Pessoas que fazem contato visual e se inclinam à frente estão em principio exibindo confiança. Discussões podem refletir preocupação. Silêncio inadequado pode ser sinal de agressão e ser entendido como punição.

7. FAÇA PERGUNTAS.

Você geralmente faz perguntas quando está ouvindo uma mensagem? Você tenta esclarecer o que uma pessoa disse para você? Ouvintes efetivos se asseguram que eles escutaram corretamente a mensagem que está sendo enviada. Faça perguntas para esclarecer pontos ou para obter informação adicional. Questões abertas são as melhores. Elas demandam que o locutor passe mais dados. Formule suas perguntas de forma a que fique claro que você ainda não chegou a conclusão alguma. Isso vai assegurar a quem envia a mensagem que você só está interessado em obter mais e melhores dados. E quanto mais informações você como ouvinte tiver, melhor você pode responder à comunicação do locutor.

OUÇA ATIVAMENTE

Em suma: nem todo mundo possui o mesmo estilo de escuta, mas líderes que utilizam escuta “ativa” estão mais propensos a se tornarem melhores ouvintes. Escuta ativa demanda que o receptor de uma mensagem deixe da lado a crença de que ouvir é fácil, que acontece naturalmente, para dar-se conta que ouvir efetivamente requer intensa dedicação. Aí o resultado da escuta ativa é uma comunicação mais eficiente e efetiva.

Fotos: Marie HippenmeyerÀ propósito, aproveite que você está aquecido em relação ao tema e faça a “prova dos nove”: o Teste Para Avaliar Sua Habilidade de Ouvir.

Para estas e outras habilidades, conte comigo,

Pablo

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O segredo para delegar do jeito certo

Abril 4, 2013
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10 Duras Dicas para uma Nova Geração de Líderes

Março 13, 2013

Este pode ser um admirável mundo novo, mas o aprendizado proveniente das cicatrizes ainda funciona. Tome nota e aprimore sua liderança.

se soubesseVocê ouve esse tipo de coisa o tempo todo: pessoas se lamentando sobre a sabedoria que parece chegar tarde em suas vidas, ou pelo menos, mais tarde do que gostariam.

Essa talentosa geração atual certamente tem suas oportunidades e seus desafios. Tendo crescido nesse ambiente altamente tecnológico, provavelmente estão mais preparados para prosperar neste magnifico recém-conectado mundo novo. E eu particularmente considero que esta revolução digital apenas se está se iniciando…

Por outro lado, o globo está no meio de uma intensa agitação econômica e cultural. Talvez isso não tenha nada de novo, mas não deixa de ser incrivelmente desafiador. Há tanta informação, tantas escolhas, tantas distrações, que só isso já apresenta um nível de complexidade com o qual  geração alguma jamais lidou anteriormente.

Dito isso, tenho a leve impressão que a sabedoria oriunda do mundo real se aplica a qualquer um, não importa a geração a qual você pertence. Ao menos, essa é a minha teoria. Segue então 10 lições que absorvi e que considero que podem ser de grande valia para a atual geração de líderes empresariais:

Se você quer conquistar coisas formidáveis, tem que fazer um trabalho formidável. Se sua meta é apenas curtir a vida, você provavelmente pode fazer isso sem muito esforço. Mas se quer conquistar algumas coisas notáveis, que darão sentido à sua vida, precisa então realizar um trabalho notável. Você só tira da vida o que você põe nela.

Assuma grandes riscos. Role o dado. Mergulhe na parte mais fundo da piscina. Parta para o tudo ou nada. Seja destemido. O êxito nos negócios e na sua carreira está diretamente relacionado com sua disposição em encarar seus medos e se arriscar. Essa simples, mas poderosa verdade, é provavelmente o conselho mais importante que alguém pode lhe oferecer.

Sempre busque ampliar sua experiência. Talvez a melhor decisão que tomei foi dedicar a primeira década da minha carreira a grandes companhias que me treinaram e me lapidaram, e que abriram meus olhos em relação a disciplinas, mercados e oportunidades. Acredito piamente que isso alavancou minhas chances de sucesso imensamente.

A vida é uma longa maratona, não uma corrida de curta distância. Existe um fator tempo inerente a toda meta, estratégia e realização. Quanto maior é o objetivo, quanto mais ousada é a estratégia, quanto mais gratificante é a conquista, de um modo em geral, mais tempo vai levar. Isso contraria nossa cultura de “déficit de atenção” e nossa crescente dependência em “gratificações instântaneas”. Você precisa lutar contra a escravidão do tempo real para alcançar sólidos resultados de longo prazo.

Há um certo equilíbrio na equação da vida. Na escola você aprende que há significativa simetria no mundo. Toda força tem uma reação equivalente e oposta. Equações químicas devem equilibrar-se. Oferta e demanda estão intimamente relacionadas… A vida não é diferente. Está cheia de permutas e relações de causa & efeito. Você nunca vai obter algo de graça. Tudo tem um preço. Primeiro faça sua lição de casa, então sim você é recompensado. Você dá, aí você recebe. Essas equações vão aparecer ao longo de sua carreira, da sua vida, no mundo corporativo, em todo lugar.

Você provavelmente se leva muito a sério. As crianças têm egos enormes. Elas acham que tudo gira em torno delas. Essa visão de mundo auto-centrada é essencial para sobreviverem. Mas, na idade adulta, isso pode ser um obstáculo real. Maturidade está relacionada com nossa capacidade de desenvolver empatia pelos demais, de entender as necessidades e desejos deles, aquilo que os impulsiona e os motiva. E é também  fundamental para negociações efetivas e relações de trabalho.

Não alimente hipóteses auto-limitantes baseadas em experiências escassas. Quando você é jovem, existe a tentação de ser obstinado, de tomar decisões radicais baseadas em dados limitados. Por exemplo, é popular nos dias de hoje idealizar a capacidade de empreender, mas isso não é para todos. Mantenha seu leque de possibilidades aberto. Sempre.

Não misture liberdade com direito. Você realmente tem direito a muito pouco na vida, mas provavelmente deve ser o suficiente. Por outro lado, você é livre para correr atrás do que quer. O resultado depende somente de você. Sua felixidade e seu sucesso está em suas mãos – somentente nelas.

Sucesso real considera relacionamentos reais num mundo real. A internet definitivamente nivelou o campo de negócios. E as rede sociais passaram a permitir que você se conecte praticamente com qualquer um. Como resultado, você pode acabar dedicando um tempo e uma energia insana tentando gerar seguidores para o seu twitter a partir do computador em sua casa. Mas se você tem aspirações mais altas do que isso, vai precisar desenvolver relacionamentos reais com pessoas reais em tempo real.

Tenha fé que as coisas vão dar certo para você. Steve Jobs disse isso de maneira maravilhosa no seu discurso realizado em 2005 na Universidade de Stanford: “Você tem que confiar que os pontos, de alguma forma, vão se conectar lá na frente. Você tem que confiar em alguma coisa – seus instintos, seus destino, sua vida, seu karma, o que quer que seja. Esta forma de encarar as coisas nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida. A única maneira de fazer um trabalho fora-de-série é estar apaixonado pelo que faz. Se você ainda não encontrou sua paixão, continue procurando. Não se acomode.”

Só mais uma coisa: eu não gostaria de passar a impressão que, ao listar estas dicas, estou privando você de absorver estas lições no seu devido tempo. Se prefere assumir o risco de não levá-las em consideração, vá em frente e simplesmente delete este post. Conte comigo nesta decisão. Mas existe uma velha expressão que ainda se aplica em nossa moderna sociedade: “Prevenir é melhor do que remediar”. Os processo de coaching que tenho aplicado justamente promovem profundas reflexões e geram uma série de valiosos insights que neutralizam obstáculos e alavancam suas escolhas. Isso não tem preço. Afinal, sempre vale a pena lembrar que o tempo não volta.

Fotos: Marie HippenmeyerPablo

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