Archive for the ‘Zona de conforto’ Category

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Você toma ou não toma decisões em tempo hábil?

Agosto 25, 2018

tomando-melhores-decisoes-816x527Ao entrevistar pares e subordinados para compreender o impacto do coachee nos demais, vejo em muitos casos surgir uma desconforto quanto à tomada de decisões de forma oportuna. O que significa isso? Na lata, significa que o gestor:

  • é lento nas decisões e declarações;
  • é conservador e excessivamente cauteloso;
  • procrastina, procurando mais dados para evitar riscos e estabelecer a confiança que ele necessita;
  • é perfeccionista, precisando se assegurar que está 100% correto e proteger-se fortemente contra as críticas;
  • é desorganizado e sempre tem dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos
  • ou ainda que é lento para decidir sobre questões de maior complexidade.

Veja, se você se encaixa nesta descrição, demora para agir, geralmente não toma decisões dentro do prazo, precisa se apressar para acabar tudo a tempo, continuamente está considerando possíveis objeções (reais e imaginárias), ou seja: em suma não gosta de apertar o gatilho… então espero que você tenha a sorte de estar neste exato momento trabalhando num setor bastante estável. Caso contrário, vai acabar ficando para trás com este tipo de comportamento. Sinto dizer. Você não reagirá rápido o suficiente para mudar; não aprenderá coisas novas; as pessoas ficarão cada vez mais frustradas enquanto você atrasa  o processo.

Por outro lado, desafiar seu modelo mental só lhe trará recompensas. David Ulrich, um dos maiores consultores de estratégia, diz que no passado existia a recompensa de estar certo. Isso está mudando para a recompensa de ser o primeiro. Olhe ao redor: no passado, as organizações não apresentavam um produto até chegar a hora certa. Eles trabalhavam para se assegurar de que era o produto correto e que tinha um mercado para ele. E agora? Bem, as empresas lançam o produto o mais rápido possível para consertá-lo mais tarde, depois do cliente reagir ao mesmo. Este é o atual cenário. Aceite-o ou ele te devora…

Você até pode associar decisões em tempo hábil com decisões descuidadas, mas pense bem. Em tempo hábil é sinônimo de “mais cedo”, “assim que possível” ou “numa data/horário determinado”. Mas não de maneira descuidada ou inconsistente. Decisões tomadas agilmente, bem planejadas, podem ser de alta qualidade. É o gradualismo na qualidade.

Dito isto, o que se pode fazer para reconstruir o modelo mental? Veja a seguir 10 dicas que podem ajudá-lo a montar uma estratégia para lidar com esta  questão:

  • Aprenda a tolerar quebra-cabeças incompletos.

Você precisa, prefere ou quer ter 100% de certeza? Quer se certificar que todas ou pelo menos a maioria das suas decisões estão corretas? Muitos preferem isso. É dificil abrir mão do perfeccionismo porque a maioria o considera um dos seus traços positivos. As pessoas tem orgulho de nunca estarem erradas. Reconheça o perfeccionismo pelo que ele é – coletar mais informações que os demais para melhorar a sua autoconfiança ao tomar decisões livres de erros, evitando assim o risco e as críticas que viriam se fossem tomadas mais rapidamente. Veja, qualquer pessoa com um cérebro, tempo de sobra e 100% dos dados pode tomar boas decisões. O verdadeiro teste é ver quem consegue agir primeiro, acertando mais com menos dados. Alguns estudos indicam que até mesmo os gestores mais bem-sucedidos estão cerca de 65% corretos. 65%! Se você precisa agir oportunamente, tem que diminuir a sua própria necessidade interna por dados e por ser perfeito. Semanalmente tente diminuir um pouco a sua necessidade de estar certo o tempo todo, até que encontre um equilibrio mais razoável entre pensar e agir. Tente tomar pequenas decisões com base em  nenhum ou quase nenhum dado. Confie mais na sua intuição. Posso lhe assegurar que sua experiência não o deixará vaguear aleatoriamente. Deixe a sua mente fazer os devidos calculos.

  • Comece cedo

Você é um procrastinador? Não consegue cumprir prazos? Faz tudo aos 45 minutos do segundo tempo? Além de não agir em tempo hábil, possivelmente a qualidade e a exatidão das suas decisões serão frágeis. Os procrastinadores perdem os prazos e as metas de desempenho. Se você procrastina pode acabar tomando decisões inconsistentes. Comece mais cedo. Sempre pense em 10% da decisão a ser tomada imediatamente após estar incumbido dela, assim pode melhor calcular quanto tempo levará para completar o restante. Divida as decisões em 3 ou 4 partes e agende o tempo necessário para trabalhar nelas dentro do periodo de entrega. Lembre-se de uma das Leis de Murphy: É preciso 90% do tempo para concluir 90% do projeto e mais 90% do tempo para terminar os últimos 10%. Sempre aloque mais tempo do que acha que vai levar. Estabeleça pontos de monitoramento durante o projeto. Antecipe no cronograma a coleta e a analise de dados. Não espere até o último minuto. Estabeleça um deadline particular uma semana antes do prazo real.

  • Organize-se e tenha disciplina

Nem sempre consegue fazer tudo a tempo? Se esquece dos prazos? Perde as encarecidas solicitações por uma decisão? Sob a pressão do tempo e uma incerteza cada vez maior, não dá para assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. É complicado trabalhar de maneira desordenada e confusa e simultaneamente tomar decisões de qualidade em tempo hábil. Nesse cenário, é necessário estabelecer rígidas prioridades. Concentre-se mais nas poucas decisões críticas (conectadas com a sua missão na empresa). Não se distraia com trabalho trivial ou outras decisões. Organize-se melhor e tenha disciplina. Mantenha um “diário de decisões”. Assim, quando aparecer uma oportunidade para tomar decisões, anote-a imediatamente ao lado da data ideal em que ela precisa ser tomada. Planeje inversamente o necessário passo a passo para tomar a decisão pontualmente. Se você não for disciplinado na maneira como trabalha e, às vezes, demora para tomar decisões e agir por causa disso, compre livros sobre TQM, ISO e Six Sigma, ou ainda, participe de um sério seminario sobre como estruturar o trabalho de forma eficiente e eficaz.

  • Aprenda com os erros

Paralisado pela análise? Rompa com o seu modelo mental “preciso examinar até a exaustão” e “necessito sempre seguir o caminho mais seguro” e simplesmente faça. Agir mais oportunamente vai gerar mais erros e falhas, mas também vai  permitir mais coisas realizadas com rapidez. Desenvolva uma filosofia com relação ao fracasso e à critica. Afinal, a maioria das inovações falham, a maioria das propostas falham, a maioria dos esforços para mudar falham e tudo o que vale a pena exige redobrada energia. A melhor maneira de lidar com um erro é refletir “o que podemos aprender com isso?” Por fim, pergunte a si mesmo se a sua necessidade de ser cauteloso atende as necessidades de rapidez e pontualidade que sua função exige.

  • Compreenda seu mecanismo para atuar com agilidade

É muito comum ver pessoas que agem de forma oportuna em algumas áreas (decisões orçamentárias) e atrasam em outras (dar feedback negativo para um funcionário). Às vezes, evitamos certas questões. Imagine então 2 colunas. No lado esquerdo, estão as áreas onde você parece tomar decisões com agilidade. O que estas áreas tem em comum? No lado direito estão as áreas onde você se segura, hesita e aguarda demais para se decidir. O que há de comum nesta lista? O dinheiro está envolvido? Pessoas? Riscos? A alta gerência esta envolvida? Você está evitando detalhes, estratégias ou uma área técnica da qual não gosta ou sobre a qual sabe pouco? Já que você toma decisões de forma oportuna pelo menos em uma área, transfira para as demais o seu comportamento e práticas decisórias. Veja, você já tem as habilidades. Só precisa superar as barreiras (provavelmente obstáculos relacionados à atitude) na areas mais difíceis. Se você não tem o expertise, recorra a sua rede de relacionamentos. Procure os 2 melhores peritos que vc conhece nessa questão, ou contrate um consultor, ou ainda convoque um grupo temporário para solucionar tal problema específico. Você não tem que ser um especialista na area, mas precisa saber como acessar o know-howpara tomar as decisões com agilidade.

Fotos: Marie HippenmeyerNa semana que vem, exploraremos mais 5 dicas.

Para esta e outras habilidades, conte comigo (www.room4d.com.br)

Pablo

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Como Não Ser Contaminado pelo Vírus Multi-tarefa

Novembro 6, 2017

multitaskMulti-tarefa é uma epidemia. De acordo com uma recente pesquisa, estudantes universitários em salas de aula estão abrindo, em média, 65 novas telas – 62% das quais não tem qualquer relação com a aula ou o curso em que estão inseridos. Além disso, ao mesmo tempo estão conectados com as redes sociais e enviando mensagens de texto.

Não surpreende, portanto, que os pesquisadores tenham encontrado uma relação inversa entre multi-tarefas e desempenho acadêmico. Aprender passa a levar mais tempo, envolve mais erros e pode significar que aquilo que é aprendido não fica retido por tanto tempo.

Obviamente os executivos ao redor do mundo se comportam da mesma forma, na esperança de que, com tantas coisas sendo realizadas ao mesmo tempo, sejam mais produtivos de alguma maneira.

No entanto, as evidências sugerem o contrário. Eis os motivos:

  • Multi-tarefas é um mito urbano: Cientistas cognitivos já demonstraram que na realidade nunca realizamos multi-tarefas. Nós meramente alternamos tarefas (apesar que de forma muito rápida). E entre cada mudança existe efetivamente um ponto cego. Dados são deixados de lado, negligenciados ou subestimados. Esse também é o motivo pelo qual você não pode ao mesmo tempo dirigir com segurança e falar ou enviar mensagens via celular: sua capacidade intelectual fica pior do que se tivesse ingerido alcool acima do legalmente permitido. Computadores podem estar habilitados a realizar multi-tarefas, a mente, infelizmente, não.
  • Produtividade não é uma função de horas: Consideramos que, fazendo um grande negócio o tempo todo, de alguma forma conseguiremos fazer mais. Esse é o modelo de produtividade da revolução industrial: se você pode fazer 10 trecos em uma hora, pode fazer 100 em 10 horas, certo? Errado! Mesmo na produção, essa teoria não funciona porque você se cansa e acaba comentendo erros. E quando falamos de processamento intelectual, isso fica mais evidente ainda. Na medida em que ficamos exaustos, perdemos a habilidade de discernir e discriminar. Podemos até prosseguir, mas a qualidade de nosso raciocinio declina consideravelmente. Trabalho criativo necessita de equilibrio entre foco e descanso. Este é o motivo pelo qual você pode achar que as suas melhores idéias aparecem quando está dirigindo de volta para casa.

Quebrando o ciclo

É duro quebrar nossos hábitos com relação à multi-tarefa. E mais ainda se tiver um chefe que adora realizar multi-tarefas e que considera que qualquer um que não trabalha dessa forma é um baita preguiçoso. Tem alguma forma de escapar desta situação? Sim. O argumento mais importante para ser vitorioso sobre esta questão é a produtividade.

  1. Se assegure que você é avaliado pelo resultado, não pelas horas. Se for recompensado pela qualidade do trabalho que gera, aí você pode razoavelmente argumentar que a maneira com a qual faz com que o trabalho seja feito é problema seu.
  2. Estabeleça o padrão nas reuniões sob sua responsabilidade: Não utilize o seu celular. Você vai acabar percebendo que as reuniões podem ser mais curtas se solicitar a todos que façam o mesmo: “Não tragam seus celulares!”.
  3. Não queira evangelizar os demais, mesmo depois de perceber o novo beneficio da mono-tarefa. No final das contas, todos aqueles viciados em multi-tarefas terão que encontrar sua própria forma de se livrar do hábito.

pabloE você? Já se vacinou contra o vírus multi-tarefa? Como é que fez isso? Compartilhe nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo Aversa

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Você se conhece DE FATO?

Março 20, 2017

size_810_16_9_homem-surpresoHá um tempo atrás escrevi um post intitulado “10 Dicas p/ a Insensibilidade Não Contaminar Sua Carreira“, no qual comentava que muitos dos executivos que me procuram chegam com um peso considerável nas costas pois haviam sido surpreendidos pelo resultado inesperado de uma avaliação 360º, onde profissionais e clientes ofereciam um feedback franco e direto. “Alguém anotou a placa?! Fui atropelado por um caminhão! O que exatamente aconteceu entre o antes e o depois desse feedback? Meu Deus, que crédito devo dar ao conteúdo de uma avaliação 360 graus?”

Veja, existe uma grande possibilidade de que os demais não o enxerguem da maneira com você se vê. E aí pergunto: qual a perspectiva que mais importa? Resposta: a deles, é claro! E mais: se houver uma grande distância entre as duas, pode ser que esteja olhando para um obstáculo que está limitando os horizontes de sua carreira.

O que é particularmente cômico nesta questão, se não fosse trágico, é que o autoconhecimento, especialmente para executivos e líderes, é em geral inversamente proporcional ao tamanho do ego. Em outras palavras, aqueles que necessitam ser mais conscientes raramente o são. Este é mais um dos paradoxos da selva corporativa.

Veja o meu exemplo. Na minha carreira como executivo, sempre estive consciente do quão focado e duro eu era quando se tratava de tocar o negócio, mas não tinha a mínima idéia do quão intimidador e agressivo às vezes me tornava. Minha esposa costumava me dizer: “Pablo, não é o que você diz mas como você fala”. A questão é que quando a gente não tem noção do próprio comportamento, feedbacks sutis não funcionam, ou seja, o que é necessário, em bom português, é um bom balde de água fria.

Isso dito, possivelmente não há nada mais revelador do que determinar o quão consistente é sua auto-imagem vs. a maneira como os demais o enxergam. Se a diferença é pequena, siga em frente. Se não for, aumente suas chances de sucesso na carreira – e, de lambuja, ter uma vida mais feliz – embarcando numa pequena jornada de autodescobrimento.

A escolha, naturalmente, é sua, e você não deve tomar a decisão de forma displicente. Dá medo, sem dúvida, mas sair da zona de conforto sempre provoca essa sensação. Afinal, nunca se sabe o que vai dar. Ainda assim, esse é um risco que vale a pena assumir. É profundamente libertador o resultado final. Palavra de quem já acumulou várias cicatrizes ao longo desses caminhos.

A boa notícia é que a iniciativa é relativamente fácil de executá-la. Tudo o que tem que fazer é perguntar às pessoas certas as questões certas da maneira certa. Ou seja, solicite ao RH (ou a um Coach) a tal avaliação 360 graus, envolvendo seu chefe, subordinados, pares e mesmo clientes (e não se esqueça de garantir o anonimato das respostas fornecidas).

Pergunte sobre o seu comportamento no dia a dia e sob pressão. Questione sobre sua habilidade de se comunicar, de tomar decisões e como você pode ser mais efetivo. Indague o que você pode fazer para torná-los mais efetivos e alcançarem mais sucesso. Solicite que o descrevam, apontando pontos fortes e oportunidades, e que não diluam suas fraquezas, pois você quer um quadro fiel.

Agora a má notícia: se o resultado for inesperado, este é apenas o início. A parte mais difícil será compreender porque a sua auto-imagem não corresponde à realidade. É isso mesmo, meus amigos: a forma como os demais o vêem É a realidade. E logo após esse doloroso insight, a transformação passa a ser uma possibilidade real. E com ela vem mais dor pela frente, mas aí sim trata-se de uma maratona e, portanto, recomendo: um passo de cada vez.

pabloIsso vai ajudar sua carreira e sua vida? Com certeza! Mas somente se estiver disposto a ser 100% honesto consigo mesmo. E é justamente aí que o caminho da autoconsciência se inicia. Agora, onde ele vai terminar, isso só depende de você, do quão aberto está para novas possibilidades e do quão duro está disposto a dar.

Para estas e outras descobertas, conte comigo.

Pablo

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Será que minha inconsciência está deixando a cultura à deriva?

Abril 17, 2013

a derivaJá teve um daqueles insights que vem como um raio, produz um baita clarão e dá um novo sentido ao conhecimento que você tem? Tive um desses semana passada… Espero que, ao compartilhá-lo com você, ele o ajude a promover, no local em que você trabalha, algo que muitos ainda acreditam não ser possível: a gestão da cultura organizacional.

Alguns afirmam que a cultura é difícil de ser observada, portanto é difícil mudá-la. Outros que, ao entrarmos numa loja, por exemplo, podemos imediatamente ter uma idéia da cultura que rola naquele local. Isso é um tanto contraditório, não? Estava pensando nesta questão quando o tal raio caiu. Veja só:

A maioria das culturas são um fiasco porque grande parte dos executivos não desenvolveram um gosto pela cultura, da mesma forma que grande parte das pessoas não desenvolveram um gosto pelo vinho. Elas gostam de beber, mas poucas conseguem apontar diferenças entre um vinho fino e um regular. Eu também não podia, até que um dia decidi tomar um par de aulas e lá degustei e dissequei o que faz um vinho ser especial ou ruim. Analogamente, os executivos não podem dizer a diferença entre uma cultura mediana e uma que vai produzir grandes inovações, pois não conseguem perceber as sutilezas envolvidas. Consequentemente, cultura não é uma prioridade para eles.

Eles olham para determinadas empresas que transformaram a cultura numa vantagem competitiva e os resultados realmente os impressionam, mas aí suas mentes imediatamente se voltam para as questões estratégicas, as listas de preços, a propriedade intelectual única, ou todos aqueles esforços de um grande líder. Como não percebem as diferenças entre as culturas, não elucidam o que essas melhores empresas para se trabalhar têm que eles não têm, portanto nada acontece.

E tem mais. Quanto mais inteligente as pessoas são (quanto melhor a formação no seu campo de atuação), maior a probabilidade de acharem que entender uma cultura é igual a vivenciá-la. Essa confusão só piora as coisas. Veja: antes de desenvolver o gosto pelo vinho, eu poderia ter escrito um belo artigo sobre a arte de produzir tal elixir, mas o vinho de R$ 1.000, aberto numa ocasião especial, não teria um sabor muito diferente do garrafão Sangue de Boi. Depois de aprender a sentir a diferença, esta última categoria passa a ser intragável.

É essa síndrome de quem acha que sabe, e que mistura o entendimento teórico com a experiência em si, que explica porque as culturas organizacionais são especialmente pobres em determinadas empresas.

O que você precisa portanto na sua organização é uma massa crítica de gerentes que possa perceber a diferença entre as culturas medianas e aquelas que estão determinadas a mudar o mundo. Como você faz isso?

  1. Adquira conhecimento sobre culturas extraordinárias. Dedique tanto tempo quanto possível às culturas que alavancam os imperativos estratégicos das organizações e que com o tempo se transformaram numa vantagem competitiva difícil de copiar.
  2. Experimente culturas ruins. Leve seu time para locais famosos pelo serviço ruim que oferecem, assim podem aprender sobre o que realmente faz a diferença.
  3. Levante qual é o cenário atual na sua empresa para entender as lacunas existentes entre o que se quer e o que se tem.  Nada como um diagnóstico para alcançar o ponto onde os demais têm esse insight – sim, temos uma cultura que deixa muito a desejar – pois aí sim as coisas vão começar efetivamente a mudar.

Fotos: Marie HippenmeyerEm suma.

Tudo recai numa  auto-reflexão:

  • Como é a cultura do trabalho em que se encontra?
  • O que a torna um fiasco?
  • Por que é fora-de-série?
  • O que você tem tentado até agora para que seja melhor?

Compartilhe com os demais nos comentários abaixo.

Conte comigo,

Pablo

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Aprenda a ler sinais de que sua carreira corre perigo

Abril 11, 2013

navio-afundandoNeste final de semana tive a triste notícia que um amigo meu perdeu o emprego. Quando conversei com ele, perguntei se tinha percebido sinais de que isto poderia acontecer. “No momento não”, me disse, “Mas, olhando para trás, houveram sim sinais que me recusei a confrontar…”.

Isso me fez refletir sobre os momentos em que ficamos míopes no trabalho.

Inteligência e ambição são um bom começo para construir uma carreira, mas não são o suficiente, pricipalmente se considerarmos o longo prazo. Existem um monte de coisas no universo corporativo que podem afetar consideravelmente sua trajetória, mas é necessário saber ler nas entrelinhas.

Compartilho abaixo algumas dicas do Steve Tobak em relação a sinais aos quais você deve estar atento, o que eles realmente significam e o que deve fazer com eles. Isso é importante, portanto preste bastante atenção. Atente para possíveis mensagens subliminares quando…

Todo mundo tem coisas moderadamente boas para falar sobre você.

O que significa: Você não vai a lugar algum. Sei que é duro ouvir isso, mas é a pura verdade e vou dizer porque. Estrelas chegam na frente, profissionais moderados não. Mesmo se você pensar que é uma estrela e os “poderes constituídos”, não, adivinha quem vai definir a questão? Pois é, você é que definitivamente não.

O que você deve fazer:  Faça perguntas. Vá direto ao seu chefe, seus chefes, seus pares, quem quer que seja, e pergunte a eles – na lata – como você pode melhorar, o que pode fazer para ir de bom para ótimo. E nesta hora, acima de tudo, não fique na defensiva, fazendo com que eles se arrependam de terem sido honestos com você.

Seu chefe diz excelentes coisas sobre você, mas ainda assim é preterido nos aumentos e nas promoções. 

O que significa: Ele está dourando a pilula, provavelmente porque é um chefe fracote, que não quer dar uma de mau, e não tem coragem de fazer a coisa certa, dizendo claramente o que está acontecendo.

O que deve fazer: O mesmo que acima, exceto perguntar “O que preciso fazer para ser promovido aqui?”. Procure ser direto, mas lembre-se que o chefe claramente não gosta de confrontar, portanto tente ser um “sujeito legal” ao levantar o tema.

Seu chefe lhe deu o mesmo feedback negativo mais de uma vez

O que significa: Você não está ouvindo. Talvez ache que está ouvindo, mas na realidade não está (ou apenas não quer escutar o que ele está lhe dizendo, simples assim).

O que deve fazer: Ouça. Faça perguntas chave, tais como “Como posso fazer melhor?” Se discordar com o feedback, tudo bem. Isso não importa. Basta atentar que ele ainda é o chefe, portanto – na ponta do lápis – o que ele diz é o que vale.

Há demissões na sua empresa.

O que significa: A menos que seja uma ação pontual, onde existe uma adequação ao mercado e a organização faz um único corte profundo, este é realmente um mau sinal. Pois é, eu sei que vivemos numa época em que demitir é muito fácil, mas isto nem de perto se aproxima das companhias boas, saudáveis e em franco crescimento. E estas são exatamente o tipo de empresa para a qual você quer trabalhar.

O que deve fazer: Talvez não tenha sido escolhido nesta rodada, mas isso não significa que não aconteça mais adiante. Seria provavelmente uma boa idéia atualizar o seu curriculo e o seu perfil no LinkedIn e reforçar mais agressivamente seu networking. Mas não alucine nem entre em pânico – você deve receber pacote de saída relativamente decente. Portanto, apenas esteja preparado.

Um monte de gente competente está abandonando o barco.

O que significa: a Navalha de Occam diz que a resposta mais simples costuma ser a correta. Se muitas pessoas competentes estão abandonando o barco, ou estourou um cano ou há um iceberg à frente.

O que deve fazer:  Comece perguntando a um ou dois dos seus colegas em retirada o que eles sabem que você ainda desconhece. Se isso não for possível, então sabe o que fazer: deflagre já seu curriculo e seu networking.

Tudo ao seu redor é um profundo e obscuro segredo

O que significa: Quando todos estão circulando de boca fechada, cuidadosamente na deles, ou suspeitosamente paranóicos, coisas ruins estão à caminho. Se sua empresa sempre foi assim, então ela é disfuncional, o que é bem pior.

O que deve fazer: A menos que você trabalhe para uma empresa onde o segredo é parte da cultura (no estilo da Apple), é hora de atualizar o seu currículo de novo.

Sua empresa não está crescendo.

O que significa: Hoje em dia é comum questionarem a implacável obsessão capitalista por crescimento e lucro, mas deixe lhe dizer uma coisa, as organizações se encontram em diferentes estágios de consciência mas uma coisa é comum a todas elas: é necessário satisfazer os acionistas. Se sua organização não está crescendo, ela está estagnada. Se este é o cenário, então o mercado está passando ao largo dela. E isso significa apenas uma coisa: um processo falimentar lento e doloroso.

O que deve fazer: Agora que você sabe que não está num carro de fórmula 1, provavelmente é hora de olhar além e procurar por uma companhia que realmente esteja indo para algum lugar.

Sua companhia não está fazendo dinheiro.

O que significa: Um ou dois meses no vermelho não significa grande coisa. Mas se ela está consistentemente dentro e fora desta zona, isso é um sinal que a liderança não sabe como gerir a organização ou que seus produtos não estão vingando. À propósito, se sua empresa não é a número 1 ou a número 2 no segmento em que atua, isso também é um mau sinal.

O que deve fazer: Perder dinheiro não significa necessariamente que é um mau lugar para se trabalhar. Dependedo do balanço patrimonial, as companhias podem  ficar anos e anos sem afundar. Mas se elas começarem a cortar beneficios e regalias, não diga que não avisei.

Fotos: Marie HippenmeyerFique atento,

Pablo

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“Os Croods” vivem dilema organizacional moderno

Março 30, 2013

CroodsLevei a minha filha para ver “Os Croods” e, enquanto ela se divertia comendo pipoca e absorvia o desenrolar do belo desenho pré-histórico, aproveitei para fazer algumas analogias.

O personagem Grug é um cara muito preocupado com os perigos que os demais correm. Para ele, o melhor jeito de sobreviver é não sair da caverna e fazer sempre as mesmas coisas. “O novo é ruim”, diz. “Nunca percam o medo”: esta parece ser a fórmula que permitiu com que ele superasse os desafios de sua geração. Outros que não seguiram seu lema, acabaram dizimados…

No entanto, Eep, a adolescente primogênita de Grug, pensa diferente. Ela teoriza que precisamos conhecer coisas novas. Para isso, devemos ter a coragem de sair de casa e de andar pelo mundo.

Esse conflito acontece em muitas organizações de hoje. Mas, no fundo, é algo bem antigo. Lembra até o “mito da caverna” de Platão. Ou seja: alguns dos integrantes da família de “Os Croods” poderiam trabalhar numa empresa da atualidade. Daria na mesma. Mas, para a história ficar mais divertida e aventureira, os personagens vivem no tempo das cavernas.

É uma pré-história inventada, com animais que não existiram e uma grande ameaça: o planeta está mudando, “engolindo” terras mais baixas. Apenas quem chegar aos lugares mais altos sobreviverá.

A sorte da família Crood é que Eep, em uma de suas fugas, conhece outro integrante da sua geração, Guy. Ele sabe das coisas e representa a teoria da Eep na prática. Com a ajuda de Guy, os Croods saem da caverna e descobrem que ter medo do novo é, na verdade, ter medo de viver.

Fotos: Marie HippenmeyerE você? Que legado está deixando na sua empresa? “Sobreviver com Medo do Novo”  ou “Viver, Inspirar e Inovar”?

Conte comigo,

Pablo

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Tenho 35 anos e ainda não sou chefe. O que fazer?

Março 5, 2013