Posts Tagged ‘Alliance Coaching’

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Aprenda a ler sinais de que sua carreira corre perigo

Abril 11, 2013

navio-afundandoNeste final de semana tive a triste notícia que um amigo meu perdeu o emprego. Quando conversei com ele, perguntei se tinha percebido sinais de que isto poderia acontecer. “No momento não”, me disse, “Mas, olhando para trás, houveram sim sinais que me recusei a confrontar…”.

Isso me fez refletir sobre os momentos em que ficamos míopes no trabalho.

Inteligência e ambição são um bom começo para construir uma carreira, mas não são o suficiente, pricipalmente se considerarmos o longo prazo. Existem um monte de coisas no universo corporativo que podem afetar consideravelmente sua trajetória, mas é necessário saber ler nas entrelinhas.

Compartilho abaixo algumas dicas do Steve Tobak em relação a sinais aos quais você deve estar atento, o que eles realmente significam e o que deve fazer com eles. Isso é importante, portanto preste bastante atenção. Atente para possíveis mensagens subliminares quando…

Todo mundo tem coisas moderadamente boas para falar sobre você.

O que significa: Você não vai a lugar algum. Sei que é duro ouvir isso, mas é a pura verdade e vou dizer porque. Estrelas chegam na frente, profissionais moderados não. Mesmo se você pensar que é uma estrela e os “poderes constituídos”, não, adivinha quem vai definir a questão? Pois é, você é que definitivamente não.

O que você deve fazer:  Faça perguntas. Vá direto ao seu chefe, seus chefes, seus pares, quem quer que seja, e pergunte a eles – na lata – como você pode melhorar, o que pode fazer para ir de bom para ótimo. E nesta hora, acima de tudo, não fique na defensiva, fazendo com que eles se arrependam de terem sido honestos com você.

Seu chefe diz excelentes coisas sobre você, mas ainda assim é preterido nos aumentos e nas promoções. 

O que significa: Ele está dourando a pilula, provavelmente porque é um chefe fracote, que não quer dar uma de mau, e não tem coragem de fazer a coisa certa, dizendo claramente o que está acontecendo.

O que deve fazer: O mesmo que acima, exceto perguntar “O que preciso fazer para ser promovido aqui?”. Procure ser direto, mas lembre-se que o chefe claramente não gosta de confrontar, portanto tente ser um “sujeito legal” ao levantar o tema.

Seu chefe lhe deu o mesmo feedback negativo mais de uma vez

O que significa: Você não está ouvindo. Talvez ache que está ouvindo, mas na realidade não está (ou apenas não quer escutar o que ele está lhe dizendo, simples assim).

O que deve fazer: Ouça. Faça perguntas chave, tais como “Como posso fazer melhor?” Se discordar com o feedback, tudo bem. Isso não importa. Basta atentar que ele ainda é o chefe, portanto – na ponta do lápis – o que ele diz é o que vale.

Há demissões na sua empresa.

O que significa: A menos que seja uma ação pontual, onde existe uma adequação ao mercado e a organização faz um único corte profundo, este é realmente um mau sinal. Pois é, eu sei que vivemos numa época em que demitir é muito fácil, mas isto nem de perto se aproxima das companhias boas, saudáveis e em franco crescimento. E estas são exatamente o tipo de empresa para a qual você quer trabalhar.

O que deve fazer: Talvez não tenha sido escolhido nesta rodada, mas isso não significa que não aconteça mais adiante. Seria provavelmente uma boa idéia atualizar o seu curriculo e o seu perfil no LinkedIn e reforçar mais agressivamente seu networking. Mas não alucine nem entre em pânico – você deve receber pacote de saída relativamente decente. Portanto, apenas esteja preparado.

Um monte de gente competente está abandonando o barco.

O que significa: a Navalha de Occam diz que a resposta mais simples costuma ser a correta. Se muitas pessoas competentes estão abandonando o barco, ou estourou um cano ou há um iceberg à frente.

O que deve fazer:  Comece perguntando a um ou dois dos seus colegas em retirada o que eles sabem que você ainda desconhece. Se isso não for possível, então sabe o que fazer: deflagre já seu curriculo e seu networking.

Tudo ao seu redor é um profundo e obscuro segredo

O que significa: Quando todos estão circulando de boca fechada, cuidadosamente na deles, ou suspeitosamente paranóicos, coisas ruins estão à caminho. Se sua empresa sempre foi assim, então ela é disfuncional, o que é bem pior.

O que deve fazer: A menos que você trabalhe para uma empresa onde o segredo é parte da cultura (no estilo da Apple), é hora de atualizar o seu currículo de novo.

Sua empresa não está crescendo.

O que significa: Hoje em dia é comum questionarem a implacável obsessão capitalista por crescimento e lucro, mas deixe lhe dizer uma coisa, as organizações se encontram em diferentes estágios de consciência mas uma coisa é comum a todas elas: é necessário satisfazer os acionistas. Se sua organização não está crescendo, ela está estagnada. Se este é o cenário, então o mercado está passando ao largo dela. E isso significa apenas uma coisa: um processo falimentar lento e doloroso.

O que deve fazer: Agora que você sabe que não está num carro de fórmula 1, provavelmente é hora de olhar além e procurar por uma companhia que realmente esteja indo para algum lugar.

Sua companhia não está fazendo dinheiro.

O que significa: Um ou dois meses no vermelho não significa grande coisa. Mas se ela está consistentemente dentro e fora desta zona, isso é um sinal que a liderança não sabe como gerir a organização ou que seus produtos não estão vingando. À propósito, se sua empresa não é a número 1 ou a número 2 no segmento em que atua, isso também é um mau sinal.

O que deve fazer: Perder dinheiro não significa necessariamente que é um mau lugar para se trabalhar. Dependedo do balanço patrimonial, as companhias podem  ficar anos e anos sem afundar. Mas se elas começarem a cortar beneficios e regalias, não diga que não avisei.

Fotos: Marie HippenmeyerFique atento,

Pablo

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O segredo para delegar do jeito certo

Abril 4, 2013
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“Os Croods” vivem dilema organizacional moderno

Março 30, 2013

CroodsLevei a minha filha para ver “Os Croods” e, enquanto ela se divertia comendo pipoca e absorvia o desenrolar do belo desenho pré-histórico, aproveitei para fazer algumas analogias.

O personagem Grug é um cara muito preocupado com os perigos que os demais correm. Para ele, o melhor jeito de sobreviver é não sair da caverna e fazer sempre as mesmas coisas. “O novo é ruim”, diz. “Nunca percam o medo”: esta parece ser a fórmula que permitiu com que ele superasse os desafios de sua geração. Outros que não seguiram seu lema, acabaram dizimados…

No entanto, Eep, a adolescente primogênita de Grug, pensa diferente. Ela teoriza que precisamos conhecer coisas novas. Para isso, devemos ter a coragem de sair de casa e de andar pelo mundo.

Esse conflito acontece em muitas organizações de hoje. Mas, no fundo, é algo bem antigo. Lembra até o “mito da caverna” de Platão. Ou seja: alguns dos integrantes da família de “Os Croods” poderiam trabalhar numa empresa da atualidade. Daria na mesma. Mas, para a história ficar mais divertida e aventureira, os personagens vivem no tempo das cavernas.

É uma pré-história inventada, com animais que não existiram e uma grande ameaça: o planeta está mudando, “engolindo” terras mais baixas. Apenas quem chegar aos lugares mais altos sobreviverá.

A sorte da família Crood é que Eep, em uma de suas fugas, conhece outro integrante da sua geração, Guy. Ele sabe das coisas e representa a teoria da Eep na prática. Com a ajuda de Guy, os Croods saem da caverna e descobrem que ter medo do novo é, na verdade, ter medo de viver.

Fotos: Marie HippenmeyerE você? Que legado está deixando na sua empresa? “Sobreviver com Medo do Novo”  ou “Viver, Inspirar e Inovar”?

Conte comigo,

Pablo

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Qual o segredo para se tornar indispensável no trabalho?

Março 28, 2013
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O Yahoo! e o dilema do home office: de que lado você está?

Março 22, 2013

home-officeTodo mundo sabe sobre o fim do home office no Yahoo. E todo mundo tem uma opinião sobre essa questão: ou se trata de um baita retrocesso para dias pré-históricos onde se estrangulava o engajamento dos funcionários ou de que é exatamente isso o que o Yahoo necessita para desencadear inovação e melhorar a produtividade da organização.

Na minha opinião o debate se resume a duas questões:

1. Isso era a coisa certa para o Yahoo fazer?

2. Isso é a coisa certa para outras empresas?

Para respondê-las, ajuda deixar de lado todo esse alvoroço e indignação e apenas lidar com a realidade concreta. Com isso em mente, trago à tona a reflexão que fiz ao ler o artigo da Folha de São Paulo há um par de Domingos e que vai nos ajudar a chegar no cerne da questão:

Os times são mais eficientes atuando 100% de forma presencial do que quando alguns integrantes operam remotamente? Em praticamente toda hipótese que posso imaginar, sim, sem dúvida alguma. Em termos de cooperação, inovação, eficácia, tomada de decisão, produtividade – de toda a maneira que possa imaginar – não há benefício algum em ter algumas pessoas trabalhando em casa (seja integralmente ou parcialmente). Isso não significa que elas não possam ou que não devam, mas apenas o que acabei de afirmar: grupos são sim mais efetivos presencialmente.

Todas as equipes e funções em toda empresa são impactadas igualmente quando alguns integrantes trabalham desde casa? É claro que não. Mesmo que seja melhor ter presencialmente todos os envolvidos, algumas equipes e funções em algumas empresas não vão ser muito afetadas, algumas vão perceber uma tremenda queda em uma ou mais métricas mencionadas acima e ainda outras ficarão no meio termo. Mas dou um alerta: quando há prazos a cumprir, você vai querer que a equipe opere no seu melhor.

Trabalhar a partir de casa beneficia os funcionários, seja de forma pessoal ou em termos de carreira? Pessoalmente, com certeza. Você consegue fazer mais coisas particulares em casa do que faria na empresa. Quanto a carreira, não. Dedicar tempo e energia tête-à-tête é fundamental para escalar a hierarquia corporativa. Você precisa fazer corpo a corpo se quer ser promovido. Faz parte do jogo.

Com estas reflexões em mente, fica agora mais fácil responder os questionamentos que todos estão levantando.

1. Era isso a coisa certa para o Yahoo fazer?

Quando a empresa está com problemas, ela precisa que seus funcionários deem o seu melhor. Ter todo mundo na empresa, de corpo e alma, vai ao encontro desse propósito. Em termos de engajamento, funciona. Se o funcionário quer o melhor para a sua empresa, como deveria desejar, ele verá isso como uma coisa boa. Se não, não creio que o Yahoo perderá muito se ele se demitir.

E  digo mais, se a liderança do Yahoo não considerasse que isso era um problema, ela não teria mudado a política da empresa. Portanto considero que tomaram a decisão correta.

2. É isso a coisa certa para outras empresas?

Não necessariamente. Na minha opinião, a questão se resume ao seguinte: a não ser que a empresa esteja em sérios apuros, não vejo razão para tais medidas draconianas (ou seja, lançar mão de uma norma que acabe com o home office na empresa como um todo). Considerando que há inúmeras variáveis envolvidas, tais como as mencionadas acima, por que não permitir que os gerentes tomem a decisão individualmente? Aí é só deixar claro que a responsabilidade pelos resultados continua sendo deles. Essa seria um movimento sábio.

Quanto as decisões individuais de cada grupo, a questão é muito simples. Para as funções em que é muito melhor ter presencialmente as pessoas, os gestores devem, no mínimo, definir limites razoáveis ​​para o home office, especialmente quando o grupo tem prazos a cumprir. Para as funções em que não faz grande diferença ter as pessoas trabalhando desde suas casas (seja parcial ou integralmente), e principalmente quando o senso de urgência é baixo, acho que mais liberdade faz mais sentido.

Veja, algumas pessoas vão ser mais produtivas trabalhando em casa do que outras. Na verdade, isso tudo é um peso adicional nas costas do gerentes, pois ele precisam agora supervisionar pessoas que trabalham em casa. Mas tudo bem, isso é totalmente viável desde que eles estejam dispostos a monitorá-las um pouco mais de perto para garantir que estão fazendo as tarefas com as quais se comprometeram.

Fotos: Marie HippenmeyerEm suma, não vejo nenhuma razão para tamanho alvoroço sobre o tema.

E você?

Conte comigo,

Pablo

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Virei chefe do meu amigo e ele não gostou da ideia. O que fazer?

Março 20, 2013
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O que é essencial para superar uma demissão?

Março 20, 2013